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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Coelho chinês mais raro que panda vira sensação na internet

 Ili Pika 

 Estima-se que menos de mil espécimes ainda existam, o que representa menos que o número de panda.

Graças às redes sociais e à pecha de "coelho mágico", um animal ameaçado de extinção que vive em uma região remota na China está dando o que falar.
Trata-se do pika-de-lli, um lagomorfo que só é encontrado na China. Com menos de mil exemplares, o pika-de-lli é mais raro que o urso panda.

O animal, do gênero dos octonídeos e "primo" de coelhos e lebres, só foi visto pela primeira vez em 1983.

O autor da façanha foi o ambientalista Li Weidong, que dedicou os últimos 30 anos de sua vida à missão de documentar e proteger o roedor.

Menos de mil

Weidong lembra-se de quando "descobriu" o lagomorfo. "Tinha escalado uma montanha durante quatro horas e parei por alguns minutos para recuperar o fôlego. Foi quando vi um pequeno animal correndo", conta.
"Escondi-me atrás de um rocha e, de repente, vi duas orelhas de coelho surgindo em meio às pedras. O pequeno animal me olhava fixamente. Achei que era a criatura mais bonita e bizarra que tinha visto".






Pika na rocha


Há muitos tipos de pikas, cuja grande diferença para os coelhos é ter orelhas arredondadas. Mas a espécie observada por Weidong tinha três listras marrons distintas em seu pescoço.

Depois de três anos de estudos, Weidong e sua equipe batizaram o animal de pika-de-lli, em homenagem à região de Ili, no extremo noroeste da China, onde o lagomorfo foi avistado pela primeira vez.

O Ochotona iliensis vive em buracos, em alturas que variam de 2.800 a 4 mil metros. Vive em condições de frio extremo e se alimenta da ervas que crescem nas montanhas de Tian Shan.

Após a descoberta, decidiram tomar providências para proteger os pikas, mas não quiseram fazer muito alarde para evitar atrair atenção indesejada para os animais.

Só que agora o lagomorfo tem uma nova ameaça além de seus predadores naturais, aves de rapina e raposas: a ação humana.

Pastos

O conservacionista Li Weidong diz que há mais de 20 anos não vê um pika
Nos últimos anos, as áreas de pastagem dos pika foram reduzidas em 71% por fatores como mudanças climáticas e a destruição do meio ambiente.
"Os pikas-de-lli agora estão isolados no alto da montanha porque seu habitat está fragmentado", explica Weidong.

E um sinal claro, segundo o conservacionista, é que faz 24 anos que ele não vê um único animal na região.
Os pikas-de-lli ganharam notoriedade depois de aparecerem na renomada revista National Geographic. E se tornaram uma sensação na internet, o que preocupa Weidong.

"Muita gente me escreve para dizer que quer ajudar a proteger os pikas. Só que mais atenção também significa mais perigo para eles", pondera.


Li Weidong

 O conservacionista Li Weidong diz que há mais de 20 anos não vê um pika






 

terça-feira, 7 de junho de 2011

O rei dos coelhos Paleontólogos descobrem em ilha espanhola a maior espécie fóssil do grupo que inclui coelhos e lebres. A descoberta, noticiada na coluna de Alexander Kellner desta semana, revela adaptações surpreendentes do animal, que era pouco ágil. Por: Alexander Kellner Publicado em 03/06/2011 | Atualizado em 03/06/2011 O rei dos coelhos Reconstrução do maior coelho já encontrado, que viveu na Europa há mais de 3 milhões de anos. (imagem cedida por Meike Köhler) Há mais de 3 milhões de anos, a Europa abrigou um morador inusitado: um coelho gigante. O animal, descrito a partir de centenas de fósseis – incluindo um crânio quase completo –, tinha mais do que o dobro do tamanho do maior coelho encontrado atualmente na natureza. A descoberta do material foi feita por Josep Quintana, que é morador da ilha Minorca (Espanha) e há muito tempo procura fósseis. A ilha faz parte do arquipélago das ilhas Baleares, que fica na região leste do país, em pleno mar Mediterrâneo, e tem sido um dos principais pontos turísticos espanhóis. O animal tinha mais do que o dobro do tamanho do maior coelho encontrado atualmente na natureza Em suas pesquisas, a senhor Quintana encontrou uma série de depósitos formados pela dissolução e posterior preenchimento de fissuras presentes em rochas calcárias abundantes na região. Esses depósitos, bastante duros, são constituídos por calcário avermelhado. Apesar de a idade das rochas não poder ser determinada em detalhe, estima-se que se formaram entre 3 a 5 milhões de anos atrás. Um desses depósitos – Punta Nati 6 – demonstrou ser bastante rico em vertebrados fósseis. Centenas de ossos foram recuperados, alguns bem grandes, que pareciam pertencer a uma nova espécie de coelho. Mas o fato de eles serem bem maiores do que os ossos dos coelhos recentes trazia dúvidas quanto à sua identificação – aqueles exemplares bem que poderiam pertencer a roedores, por exemplo. A incerteza permaneceu até que começaram a aparecer alguns ossos da cabeça, incluindo um crânio quase completo. Naquele momento, a dúvida estava solucionada: o material pertencia à maior espécie de coelho encontrada até a presente data. Crânios do coelho gigante e do coelho-comum Crânio do coelho gigante (acima) encontrado na ilha Minorca, na Espanha, comparado ao do coelho-comum (‘Oryctolagus cuniculus’), uma espécie recente do mesmo grupo (abaixo). (Meike Köhler/ Journal of Vertebrate Paleontology) Parentes de menor porte De forma simplificada, coelhos e lebres compõem um grupo chamado de Lagomorpha – palavra que vem do grego e, em tradução livre, significa “animais com forma de lebre”. A eles juntam-se as pikas, mamíferos bem pequenos que mais parecem coelhos com orelhas curtas. Os lagomorfos assemelham-se superficialmente aos roedores e são diferenciados sobretudo pela dentição. Enquanto os roedores têm dois dentes incisivos na arcada superior, esse número dobra nos lagomorfos: são quatro. Por isso, foi tão importante achar crânios daquele animal misterioso de Minorca. Josep Quintana mostrou o material a outros pesquisadores. Meike Köhler e Salvador Moyà-Solà, ambos do Instituto Catalão de Paleontologia, da Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha), trabalharam na descrição da nova espécie, batizada de Nuralagus rex. O nome tem origem nos termos Nura, usado para designar a ilha no tempo em que os fenícios habitavam o local, e rex, que vem do grego e significa rei. Isso tudo por causa do grande tamanho do coelho: quase um metro de comprimento e uma estimativa de peso médio de 12 kg – mais do que o dobro da lebre-comum (Lepus europaeus), que pesa em torno de 5 kg. Nuralagus rex e Oryctolagus cuniculus ‘Nuralagus rex’ comparado com o coelho-comum (‘Oryctolagus cuniculus’). (imagem cedida por Meike Köhler) No entanto, não era o tamanho o principal aspecto da descoberta, que foi matéria de capa do volume de março do Journal of Vertebrate Paleontology... Grande, mas pouco ágil Nuralagus rex tinha alguns traços pouco comuns para os lagomorfos. O esqueleto era mais robusto – o que poderia ser apenas um aspecto relacionado ao seu grande tamanho. No entanto, a coluna vertebral era bem mais rígida, o que limitava seus movimentos, sobretudo os de extensão e flexão. Essa característica, aliada aos membros posteriores proporcionalmente menores quando comparados com os de lagomorfos recentes, sugere que a nova espécie não tinha a capacidade de pular ou correr rapidamente, bem ao contrário do que acontece com os coelhos e lebres de hoje. A nova espécie não tinha a capacidade de pular ou correr rapidamente, ao contrário do que acontece com os coelhos e lebres de hoje E as diferenças não pararam por aí. Comparada ao corpo, a cabeça de Nuralagus rex tinha um tamanho reduzido. O curioso é que o crânio em si também exibe uma redução das áreas ligadas às funções sensoriais, como a região timpânica e as órbitas. Esses traços sugerem que, além de a espécie possuir um cérebro relativamente pequeno, suas capacidades auditiva e de visão também eram menores em relação às dos coelhos e lebres atuais. Além disso, a disposição das costelas do animal – mais fechadas e juntas ao corpo – indica uma cavidade torácica menor, o que sugere que o volume do seu pulmão era reduzido. Mas o que teria feito Nuralagus rex desenvolver essas feições que sugerem uma falta de agilidade – característica contrária à de seus parentes recentes? Sem predadores Quando se olha a lista dos vertebrados identificados nos depósitos da ilha Minorca, observam-se várias aves e répteis, mas apenas três espécies de mamíferos: um morcego, um roedor e o Nuralagus rex. Segundo Quintana e seus colaboradores, essa baixa diversidade de mamíferos e uma maior quantidade de animais ectotérmicos (que não podiam controlar a temperatura do seu corpo, como lagartos e tartarugas) e de aves seriam características das regiões insulares. Isso significa dizer que a nova espécie simplesmente não tinha predadores. Como não havia de quem se proteger para sobreviver, Nuralagus rex não precisava desenvolver uma maior capacidade de correr ou pular. Além disso, como a espécie vivia em um ambiente com certa escassez de alimento – outra condição geral das ilhas –, seria vantajoso não desenvolver características que, por sua natureza, consomem mais energia. A nova espécie simplesmente não tinha predadores Ainda em termos de anatomia, os membros da nova espécie espanhola sugerem uma boa capacidade para escavar buracos. Os coelhos e as lebres também têm essa habilidade, que está relacionada a construções de tocas ou abrigos para fugir e se esconder de predadores. No caso do Nuralagus rex, os autores concluem que essa capacidade estaria mais relacionada a escavar raízes de plantas para obtenção de alimentos. As hipóteses dos pesquisadores são corroboradas pelas observações de que diversas espécies que vivem isoladamente em ilhas acabam desenvolvendo estruturas semelhantes, mesmo quando não são aparentadas, o que é explicado pelo fato de viverem em condições ecológicas parecidas – e bem distintas daquelas dos continentes. No caso dos lagomorfos, os que vivem em continentes têm grande quantidade de predadores e, dessa forma, desenvolveram bem as regiões anatômicas relacionadas aos sentidos e as partes do esqueleto que podem facilitar uma fuga. Já espécies que vivem confinadas em ilhas onde não existem predadores tendem a não desenvolver essas partes – que são inclusive “caras” demais, sob o ponto de vista energético, para serem mantidas em um ambiente onde os recursos para alimentação são reduzidos. Essa pesquisa é bem interessante, pois nos ajuda a entender a evolução das faunas que vivem isoladamente em ilhas e em uma época em que não havia influência antropogênica. Mas a ação da espécie humana no meio ambiente já é outra história... Alexander Kellner Museu Nacional/UFRJ Academia Brasileira de Ciências

O rei dos coelhos

Paleontólogos descobrem em ilha espanhola a maior espécie fóssil do grupo que inclui coelhos e lebres. A descoberta, noticiada na coluna de Alexander Kellner desta semana, revela adaptações surpreendentes do animal, que era pouco ágil. 
 Por: Alexander Kellner
Publicado em 03/06/2011 | Atualizado em 03/06/2011
O rei dos coelhos
Reconstrução do maior coelho já encontrado, que viveu na Europa há mais de 3 milhões de anos. (imagem cedida por Meike Köhler) 
 
Há mais de 3 milhões de anos, a Europa abrigou um morador inusitado: um coelho gigante. O animal, descrito a partir de centenas de fósseis – incluindo um crânio quase completo –, tinha mais do que o dobro do tamanho do maior coelho encontrado atualmente na natureza.
A descoberta do material foi feita por Josep Quintana, que é morador da ilha Minorca (Espanha) e há muito tempo procura fósseis. A ilha faz parte do arquipélago das ilhas Baleares, que fica na região leste do país, em pleno mar Mediterrâneo, e tem sido um dos principais pontos turísticos espanhóis.
O animal tinha mais do que o dobro do tamanho do maior coelho encontrado atualmente na natureza
Em suas pesquisas, a senhor Quintana encontrou uma série de depósitos formados pela dissolução e posterior preenchimento de fissuras presentes em rochas calcárias abundantes na região. Esses depósitos, bastante duros, são constituídos por calcário avermelhado. Apesar de a idade das rochas não poder ser determinada em detalhe, estima-se que se formaram entre 3 a 5 milhões de anos atrás.
Um desses depósitos – Punta Nati 6 – demonstrou ser bastante rico em vertebrados fósseis. Centenas de ossos foram recuperados, alguns bem grandes, que pareciam pertencer a uma nova espécie de coelho. Mas o fato de eles serem bem maiores do que os ossos dos coelhos recentes trazia dúvidas quanto à sua identificação – aqueles exemplares bem que poderiam pertencer a roedores, por exemplo.
A incerteza permaneceu até que começaram a aparecer alguns ossos da cabeça, incluindo um crânio quase completo. Naquele momento, a dúvida estava solucionada: o material pertencia à maior espécie de coelho encontrada até a presente data.
Crânios do coelho gigante e do coelho-comum
Crânio do coelho gigante (acima) encontrado na ilha Minorca, na Espanha, comparado ao do coelho-comum (‘Oryctolagus cuniculus’), uma espécie recente do mesmo grupo (abaixo). (Meike Köhler/ Journal of Vertebrate Paleontology)

Parentes de menor porte

De forma simplificada, coelhos e lebres compõem um grupo chamado de Lagomorpha – palavra que vem do grego e, em tradução livre, significa “animais com forma de lebre”. A eles juntam-se as pikas, mamíferos bem pequenos que mais parecem coelhos com orelhas curtas.
Os lagomorfos assemelham-se superficialmente aos roedores e são diferenciados sobretudo pela dentição. Enquanto os roedores têm dois dentes incisivos na arcada superior, esse número dobra nos lagomorfos: são quatro. Por isso, foi tão importante achar crânios daquele animal misterioso de Minorca.
Josep Quintana mostrou o material a outros pesquisadores. Meike Köhler e Salvador Moyà-Solà, ambos do Instituto Catalão de Paleontologia, da Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha), trabalharam na descrição da nova espécie, batizada de Nuralagus rex.
O nome tem origem nos termos Nura, usado para designar a ilha no tempo em que os fenícios habitavam o local, e rex, que vem do grego e significa rei. Isso tudo por causa do grande tamanho do coelho: quase um metro de comprimento e uma estimativa de peso médio de 12 kg – mais do que o dobro da lebre-comum (Lepus europaeus), que pesa em torno de 5 kg.
Nuralagus rex e Oryctolagus cuniculus
‘Nuralagus rex’ comparado com o coelho-comum (‘Oryctolagus cuniculus’). (imagem cedida por Meike Köhler)
No entanto, não era o tamanho o principal aspecto da descoberta, que foi matéria de capa do volume de março do Journal of Vertebrate Paleontology...

Grande, mas pouco ágil

Nuralagus rex tinha alguns traços pouco comuns para os lagomorfos. O esqueleto era mais robusto – o que poderia ser apenas um aspecto relacionado ao seu grande tamanho. No entanto, a coluna vertebral era bem mais rígida, o que limitava seus movimentos, sobretudo os de extensão e flexão.
Essa característica, aliada aos membros posteriores proporcionalmente menores quando comparados com os de lagomorfos recentes, sugere que a nova espécie não tinha a capacidade de pular ou correr rapidamente, bem ao contrário do que acontece com os coelhos e lebres de hoje.
A nova espécie não tinha a capacidade de pular ou correr rapidamente, ao contrário do que acontece com os coelhos e lebres de hoje
E as diferenças não pararam por aí. Comparada ao corpo, a cabeça de Nuralagus rex tinha um tamanho reduzido. O curioso é que o crânio em si também exibe uma redução das áreas ligadas às funções sensoriais, como a região timpânica e as órbitas.
Esses traços sugerem que, além de a espécie possuir um cérebro relativamente pequeno, suas capacidades auditiva e de visão também eram menores em relação às dos coelhos e lebres atuais.
Além disso, a disposição das costelas do animal – mais fechadas e juntas ao corpo – indica uma cavidade torácica menor, o que sugere que o volume do seu pulmão era reduzido.
Mas o que teria feito Nuralagus rex desenvolver essas feições que sugerem uma falta de agilidade – característica contrária à de seus parentes recentes?

Sem predadores

Quando se olha a lista dos vertebrados identificados nos depósitos da ilha Minorca, observam-se várias aves e répteis, mas apenas três espécies de mamíferos: um morcego, um roedor e o Nuralagus rex.
Segundo Quintana e seus colaboradores, essa baixa diversidade de mamíferos e uma maior quantidade de animais ectotérmicos (que não podiam controlar a temperatura do seu corpo, como lagartos e tartarugas) e de aves seriam características das regiões insulares.
Isso significa dizer que a nova espécie simplesmente não tinha predadores. Como não havia de quem se proteger para sobreviver, Nuralagus rex não precisava desenvolver uma maior capacidade de correr ou pular. Além disso, como a espécie vivia em um ambiente com certa escassez de alimento – outra condição geral das ilhas –, seria vantajoso não desenvolver características que, por sua natureza, consomem mais energia.
A nova espécie simplesmente não tinha predadores
Ainda em termos de anatomia, os membros da nova espécie espanhola sugerem uma boa capacidade para escavar buracos. Os coelhos e as lebres também têm essa habilidade, que está relacionada a construções de tocas ou abrigos para fugir e se esconder de predadores. No caso do Nuralagus rex, os autores concluem que essa capacidade estaria mais relacionada a escavar raízes de plantas para obtenção de alimentos.
As hipóteses dos pesquisadores são corroboradas pelas observações de que diversas espécies que vivem isoladamente em ilhas acabam desenvolvendo estruturas semelhantes, mesmo quando não são aparentadas, o que é explicado pelo fato de viverem em condições ecológicas parecidas – e bem distintas daquelas dos continentes.
No caso dos lagomorfos, os que vivem em continentes têm grande quantidade de predadores e, dessa forma, desenvolveram bem as regiões anatômicas relacionadas aos sentidos e as partes do esqueleto que podem facilitar uma fuga. Já espécies que vivem confinadas em ilhas onde não existem predadores tendem a não desenvolver essas partes – que são inclusive “caras” demais, sob o ponto de vista energético, para serem mantidas em um ambiente onde os recursos para alimentação são reduzidos.
Essa pesquisa é bem interessante, pois nos ajuda a entender a evolução das faunas que vivem isoladamente em ilhas e em uma época em que não havia influência antropogênica. Mas a ação da espécie humana no meio ambiente já é outra história...

Alexander Kellner
Museu Nacional/UFRJ
Academia Brasileira de Ciências