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segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Imagens de rochas metamórficas

Fotos de tipos de rochas metamórficas foliadas e não foliadas

Artigo por: , Ph.D., RPG


Anfibolite
O anfibolito é uma rocha metamórfica não foliada que se forma por recristalização sob condições de alta viscosidade e pressão direcionada. É composto principalmente de hornblenda (anfibólio) e plagioclase , geralmente com muito pouco quartzo . A amostra mostrada acima tem cerca de cinco centímetros de diâmetro.

O que são rochas metamórficas?

Rochas metamórficas foram modificadas pelo calor, pressão e processos químicos, geralmente enquanto enterrados nas profundezas da superfície da Terra. A exposição a essas condições extremas alterou a mineralogia, a textura e a composição química das rochas.
Existem dois tipos básicos de rochas metamórficas. Rochas metamórficas foliadas como gnaisse , filito , xisto e ardósia têm uma aparência em camadas ou em faixas que é produzida pela exposição ao calor e pressão direcionada.
Rochas metamórficas não foliadas , como chifres , mármore , quartzito e novaculita , não apresentam aparência em camadas ou em faixas. Imagens e breves descrições de alguns tipos comuns de rochas metamórficas são mostradas nesta página.
Gneisse
O gnaisse é uma rocha metamórfica foliada que tem uma aparência com faixas e é composta de grãos minerais granulares. Normalmente contém minerais abundantes de quartzo ou feldspato . A amostra mostrada acima tem cerca de cinco centímetros de diâmetro.
Carvão Antracite
Antracite ou antracito é a classificação mais alta de carvão. Foi exposto a calor e pressão suficientes para que a maior parte do oxigênio e do hidrogênio tenha sido expelida, deixando para trás um material com alto teor de carbono. Tem uma aparência brilhante e lustrosa e rompe com uma fratura semi-conchoide. É frequentemente referido como "carvão duro"; no entanto, este é um termo de leigo e tem pouco a ver com a dureza da rocha. A amostra mostrada acima tem cerca de cinco centímetros de diâmetro.
Lápis lazúli
Lapis Lazuli , o famoso material de gema azul, é na verdade uma rocha metamórfica. A maioria das pessoas fica surpresa ao saber disso, então adicionamos essa coleção de fotos como uma surpresa. Rochas azuis são raras, e apostamos que capturou seu olho. Os objetos redondos da foto são contas de lápis-lazúli com cerca de 9/16 polegadas (14 milímetros) de diâmetro. Direitos autorais da imagem iStockPhoto / RobertKacpura.
Hornfels
Hornfels é uma rocha metamórfica não granulada, de grão fino, sem composição específica. É produzido pelo metamorfismo de contato. Hornfels é uma rocha que foi "assada" perto de uma fonte de calor, como uma câmara de magma , peitoril ou dique . A amostra mostrada acima tem cerca de cinco centímetros de diâmetro.
Mármore
O mármore é uma rocha metamórfica não foliada produzida a partir do metamorfismo de calcário ou dolostona . É composto principalmente de carbonato de cálcio. A amostra mostrada acima tem cerca de cinco centímetros de diâmetro.
Phyllite
O filito é uma rocha metamórfica foliada composta principalmente de mica de grão muito fino. A superfície do filito é tipicamente lustrosa e às vezes enrugada. É de grau intermediário entre ardósia e xisto . A amostra mostrada acima tem cerca de cinco centímetros de diâmetro.
Novaculite
A novaculita é uma rocha densa, dura, de grãos finos e siliciosos que se rompe com uma fratura concoidal. Forma-se a partir de sedimentos depositados em ambientes marinhos, onde organismos como as diatomáceas (algas unicelulares que secretam uma casca dura composta de dióxido de silício) são abundantes na água. A amostra mostrada acima tem cerca de três polegadas de diâmetro.
Xisto
O xisto é uma rocha metamórfica com foliação bem desenvolvida. Muitas vezes contém quantidades significativas de mica que permitem que a rocha se separe em pedaços finos. É uma rocha de grau metamórfico intermediário entre filito e gnaisse . A amostra mostrada acima é um "xisto de clorita" porque contém uma quantidade significativa de clorita. Tem cerca de cinco centímetros de diâmetro.
Quartzito
O quartzito é uma rocha metamórfica não foliada produzida pelo metamorfismo do arenito . É composto principalmente de quartzo . O espécime acima tem cerca de cinco centímetros de diâmetro.
Ardósia
Ardósia é uma rocha metamórfica foliada que é formada através do metamorfismo do xisto . É uma rocha metamórfica de baixo grau que se divide em pedaços finos. A amostra mostrada acima tem cerca de cinco centímetros de diâmetro.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Rochas: Tudo o que você precisa saber sobre elas

As rochas estão em todos os lugares, desde grandes centros urbanos como São Paulo até pontos turísticos como o Pão de Açúcar. Apesar disso, poucos notam a presença destes elementos fundamentais para compreender a história do planeta e as substancias que constituem a Terra.

Os petrologistas são responsáveis por traçar as origens, ocorrências, estruturas e histórias destes elementos formados por meio da associação de dois ou mais minerais.

Em geral, as rochas são classificadas em três grandes grupos, de acordo com o principal processo que lhe deu origem, podendo ser ígneas, sedimentares e metamórficas. Confira abaixo as diferenças entre elas:
Ígneas
Obsidiana_Ignea
A Obsidiana é considerada uma rocha ígnea e consiste em 70% ou mais de sílica.

O próprio nome desta rocha já denota as origens da mesma, considerando que a palavra Ignea deriva do latim ignis, que significa fogo.  São consolidadas desta maneira após o resfriamento do magma derretido ou parcialmente derretido. Estas se dividem em dois grupos diferentes: intrusivas, que se formam à partir do resfriamento do magma no interior da crosta terrestre, nas partes profundas da litosfera, sem contato com a superfície; e extrusivas,  que são formadas à partir do resfriamento do material expelido pelas erupções vulcânicas atuais ou antigas.
Sedimentares
Calcário
O Calcário é considerado uma rocha sedimentar e contêm minerais com quantidades acima de 30% de carbonato de cálcio.

Recebem este nome por serem compostas de sedimentos carregados pela água ou pelo vento que se acumularam em áreas deprimidas. Nestas rochas foram encontrados muitos fósseis, graças ao processo de formação. A formação define a classificação que cada rocha sedimentar irá receber e pode ocorrer de três maneiras: com minerais que proveem diretamente de rochas pré-existentes (clásticas); minerais novos formados devido a fenômenos de transformações químicas ou de precipitações de soluções (precipitados); ou parte de seres vivos (biogênicas).
Metamórficas
Mármore
O Mármore é uma rocha metamórfica originada de calcário exposto a altas temperaturas e pressão.

São as rochas formadas por transformações físicas e/ou químicas sofridas por outras rochas, quando estas são submetidas ao calor e à umidade da terra. Existem alguns fatores predominantes para o metamorfismo: tipos de rochas metamórficas que serão formadas; localização e extensão na crosta terrestre; aspectos físicos envolvidos (pressão, etc.); mecanismo determinante para a conjunção destes parâmetros (clima, etc.).

Você sabia?

O Pão de Açúcar, um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro, é um enorme monólito. Composto de uma pedra conhecida como gnaisse faoidal é considerado uma rocha metamórfica por ter se originado do granito. Após sofrer alterações por pressão e temperatura, emergiu com o choque entre os continentes sul-americano e africano há mais de 600 milhões de anos.
Outra rocha famosa e que se originou do choque de placas tectônicas é o Rochedo de Gibraltar, monumento situado no território britânico homônimo. Consiste em um monolito promontório de calcário, formado quando a placa africana colidiu com a da Europa.

Fonte: Hypescience
Tudo a ver
 
O livro Rochas: manual fácil de estudo e classificação, trata de um roteiro sobre o estudo das rochas, fornecendo uma chave para o reconhecimento macroscópico de alguns de seus principais tipos, as propriedades e características físicas de cada uma.

A obra do especialista Sebastião de Oliveira Menezes, mestre em Geologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Professor Adjunto da Universidade Federal de Juiz de Fora, também inclui uma série de ilustrações para facilitar o entendimento do tema e um glossário com termos de uso corrente nas geociências mencionados no texto e nem sempre definidos

sábado, 21 de julho de 2012

ESTUDO PETROLÓGICO DOS ARENITOS DA FORMAÇÃO TATUÍ NO ESTADO DE SÃO PAULO

NARA LUCIA BARBOSA GIMENEZ
Orientador: Profa.Dra. Maria Rita Caetano Chang
Data de defesa : 13/12/96   
      
Através do estudo petrológico de arenitos da Formação Tatuí, buscou-se o entendimento de sua proveniência e da evolução diagenética a que foram submetidos. As amostras estudadas provém, em sua maioria, de testemunhos de sondagem de poços perfurados no Estado de São Paulo, além de amostras de superfície.
Os arenitos da unidade foram depositados principalmente em ambiente costeiro, em barras litorâneas e plataformas, em sistemas flúvio-deltaicos, e em cunhas clásticas do tipo fan deltas. 

São classificados predominantemente como subascóseos e, subordinadamente, como sublitarenitos, quartzoarenitos e arcóseos. A maturidade textural varia de imatura a matura, refletindo a variedade de condições deposicionais e de transporte, enquanto os estágios submaturo e maturo de maturidade mineralógica são reflexos, não só das condições deposicionais e de transporte, mas também da natureza das rochas-matrizes, intemperismo na área-fonte e diagênese.

A composição desses arenitos não está condicionada somente à natureza da rocha-matriz, mas também à tectônica e, secundariamente, ao clima e relevo da área-fonte, bem como ao transporte, ambiente deposicional e à diagênese.

A composição detrítica, analisada segundo os diagramas QFL e QmFLt (DICKINSON 7 SUCZEK, 1979), revelou que os arenitos da Formação Tatuí apresentam proveniência a partir de cráton estável, com reativações locais por reciclagem orogênica, na categoria de soerguimento pericratônico, motivado por evento tectônico na borda da bacia.

As características mineralógicas desses arenitos evidenciam fonte principalmente a partir de rochas de baixo a médio grau, subordinadamente de alto grau e granitóides, pertencentes ao embasamento cristalino, situado nas porções norte e nordeste da bacia, e sedimentares, decorrentes de coberturas preexistentes.
A contribuição sedimentar é variável, sendo maior nos arenitos provenientes de reciclagem orogênica.
O clima e relevo da área-fonte, da mesma forma que o transporte e ambiente deposicional, tiveram parcelas de atuação variáveis na composição final do arcabouço dos arenitos da formação, contribuindo para que houvesse perda de informações sobre proveniência. 

O clima e relevo da área-fonte foram agentes mais efetivos nos arenitos derivados de cráton estável e menos efetivos nos provenientes de reciclagem orogênica, sendo a composição deste último controlada principalmente pela rocha-fonte. Da mesma forma, o transporte e ambiente deposicional foram mais atuantes nos ambientes de maior energia, ou seja, em barras litorâneas, em porções do sistema flúvio-deltaico sob domínio de ondas, bem como nas porções medianas de fan deltas. A diagênese constituiu-se, também, em importante variável modificadora da composição original desses arenitos.

A história diagenética dos arenitos da unidade foi desenvolvida nos regimes eodiagenético, mesodiagenético e telodiagenético. O regime eodiagenético foi marcado por substituição de bioclastos, dissolução de minerais instáveis e precipitação de cimentos de calcita microcristalina, pirita e feldsspato potássio e ferruginoso. Durante a mesodiagênese, o soterramento e a compactação mecânica tornaram-se mais efetivos, desencadeando várias fases diagenéticas, representadas por crescimentos secundários de quazrtzo e plagioclásios, cimentação por calcita poiquilotópica e em mosaicos, cimentação por dolomita (pura, ferrosa e anquerita), dissolução de calcita e feldspato, precipitação de caulinita e calcita tardia, albitização de feldspatos, precipitação de zeólitas, cimentações por anidrita, anatásio e sílica. Os arenitos submetidos ao ambiente telogenético apresentam quantidades razoáveis de cimento ferruginoso e caulinita, feições de dissolução em feldspatos e ausência de cimento carbonático.

Curso de Pós-Graduação em Geociências
Área de Concentração em Geologia Regional
nível: Mestrado - páginas: 174