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quarta-feira, 23 de março de 2011


 
 

Do grego Creta = chalk =calcário
 
Definido pelo naturalista belga d'Halloy em 1822, durou de 135 a 65 milhões de anos.
O limite inferior é definido como a base da zona da Craspedita.
A fauna cretácica não difere muito da jurássica: amonitas abundam no início, mas escasseiam e se extinguem no final do período. Equinodermas e braquiópodes também se extinguem no final do Cretáceo e os corais deixam de ser abundantes.
 
Em terra os dinossauros ainda eram dominantes, mas igualmente se extinguiram no final do período. Mamíferos e aves ainda são insignificantes em número. Quanto à flora, os angiospermas (plantas com flores) se diversificam e adquirem bastante importância.
Nesse período, grande parte da superfície da Terra estava coberta por mares rasos (Europa, Norte da África, Madagascar, norte da Índia, Japão, margem leste da América do Norte, México e leste da América do Sul).
 
No início do Cretáceo havia quatro grandes áreas de terra bem próximas, e um vasto Oceano Pacífico. Essas massas consistem de América do Sul + África, Índia, América do Norte + Groenlândia + Europa ( também chamada de Laurásia) e Austrália.
 
O rift que separou a América do Sul e a África começou de sul para norte no final do Jurássico. No início do Cretáceo, o rift já estava na altura da Nigéria. A separação total se deu no Cretáceo Superior.
Outros rifts separaram a Groenlândia da Europa e Madagascar da África. A Índia já havia se separado e estava em rota de colisão com a Ásia.
A ligação entre as Américas do Norte e do Sul não existia por completo, sugerindo um estreito que ligava os oceanos Atlântico e Pacífico.
No Cretáceo Médio tem início uma grande transgressão marinha que afeta principalmente a Europa e a América do Norte.
 
O padrão sedimentar é semelhante ao do Jurássico (marinho de águas rasas), com ocorrências locais de facies lacustres, deltáicas e estuarinas.
Litologicamente merece menção a ocorrência de um tipo de calcário branco muito fino, conhecido como chalk.
Neste período tinha início a Orogenia Alpina, representada pelo entulhamento do Mar de Thetys (bacia entre Laurásia e Gondwana), produzindo espessa pilha de sedimentos marinhos.
 
 


Bibliografia:
Parker, S.P. - 1988 - McGraw-Hill Encyclopedia of the Geological Sciences, 2nd ed. McGraw-Hill, New York, 722p.

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