Extinção no Brasil: Serpentes acuadas
Mapeamento nacional indica que em poucas décadas algumas espécies já perderam 80% do espaço ocupado
CARLOS FIORAVANTI |
ED. 227 | JANEIRO 2015
© EDUARDO CESAR

Jararaca-ilhoa, da ilha de Queimada Grande.
Depois de quatro anos organizando uma rara síntese de informações
produzidas durante muitas décadas de trabalho de campo, o biólogo
Cristiano Nogueira pode finalmente dizer: “Agora conseguimos ver de modo
claro que a principal ameaça às serpentes do Brasil é uma dramática
perda de vegetação nativa, que é também a causa de outros problemas,
como essa seca em São Paulo”. Como pesquisador do Museu de Zoologia da
Universidade de São Paulo (MZ-USP), ele coordena um extenso mapeamento,
comparando a distribuição geográfica atual e passada das serpentes
brasileiras. Os resultados preliminares indicam que algumas espécies
perderam até 80% da área de floresta ou campos que ocupavam três décadas
atrás.
A perda de espaço – associada à expansão das cidades e da
agropecuária, como também se passa com outras espécies – implica o
desaparecimento de evidências da história evolutiva não apenas das
cobras, mas também de outros grupos de seres vivos, que se formaram e
ocuparam seus espaços ao longo de milhões de anos.
Nogueira espera concluir em 2016 os mais de mil mapas que delimitam
com precisão esse problema ao comparar as áreas ocupadas hoje e no
passado pelas 380 espécies encontradas no Brasil. É a maior diversidade
de serpentes do mundo, incluindo as minúsculas e inofensivas
cobras-cegas, as jararacas, cascavéis, corais verdadeiras e falsas, até
as maiores, como a jiboia e a sucuri, de até 10 metros de comprimento.
De acordo com os mapas já prontos, 22 espécies são exclusivas – ou
endêmicas – de trechos da caatinga e outras 80 da mata atlântica.
“Estamos descobrindo as áreas de endemismo e ao mesmo tempo vendo que as
estamos perdendo”, observa Nogueira, à frente de uma equipe de 25
especialistas do Brasil e dois da Argentina.
A
Bothrops itapetiningae, a menor entre as jararacas, com 40
a 60 centímetros de comprimento – os machos têm cauda mais longa,
enquanto as fêmeas têm uma cabeça maior —, deve ocupar hoje apenas 20%
da área original de há 30 anos, que se estendia pelos campos e cerrados
desde São Paulo até o centro de Goiás e foi intensamente ocupada por
plantações ou cidades. “O desmatamento chegou até as bordas do Parque
Indígena do Xingu, no Mato Grosso e Pará, e do Parque Nacional das Emas,
em Goiás”, observa Nogueira. “As perdas cresceram muito desde que
comecei esse levantamento, em 2010, e agora avançam sobre a floresta
amazônica.”
© THESAURI/ ALBERTUS SEBA

Os primeiros registros de serpentes do Brasil: a papa-pinto em um livro de 1734 publicado na Alemanha…
Outra espécie acuada é a jararaca-de-murici (
Bothrops muriciensis),
encontrada apenas em matas de altitude superior a 400 metros em uma
estação ecológica no município de Murici, em Alagoas. Marco Antonio de
Freitas, pesquisador do Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio) que coordenou o trabalho de campo com essa
espécie, viu que o desmatamento é intenso por lá, mesmo em áreas
protegidas por lei. Não é o único problema. “Nas regiões Norte e
Nordeste ainda não existe um trabalho educativo eficaz, que coíba a
matança de serpentes peçonhentas. O máximo que se consegue é que os
moradores não matem as que eles mesmos reconhecem como inofensivas”,
disse ele. Ali e em outros lugares, a maioria das pessoas prefere matar
esses bichos, por causa do medo e do asco que despertam, embora a
minoria das espécies seja venenosa.
Em um estudo de 2014, Freitas
relatou que a jaracuçu-tapete (
Bothrops pirajai) vive apenas em fragmentos de mata atlântica do sul da Bahia, sob as mesmas ameaças.
Uma visão mais ampla revela um paradoxo: a região mais povoada do
país – do sul de Minas Gerais até o sul de Santa Catariana – apresenta a
maior riqueza (número de espécies) e diversidade filogenética
(linhagens) de serpentes, por causa da variedade de formas de vegetação e
de relevo. É nessa área que houve mais coletas, o que facilita a
identificação de espécies novas.
Em um levantamento na serra de
Paranapiacaba, na Grande São Paulo, a bióloga Vivan Trevine, do MZ-USP,
encontrou 16 espécies de cobras e 80 de anfíbios, uma boa amostra da
diversidade de vida silvestre de todo o estado. Há também áreas ricas em
espécies e em linhagens ainda pouco percorridas por biólogos, como as
matas e cerrados da chapada de Parecis e serra de Ricardo Franco, no
oeste de Mato Grosso, e nas regiões norte e central dos Andes (
ver mapas).
Muitos anos de silêncio
“Estamos reunindo informações que começaram a ser coletadas há
250 anos”, diz Nogueira. O botânico e zoólogo Carl von Linné, Lineu, foi
quem apresentou em 1758 uma das primeiras descrições de uma serpente do
Brasil, uma jiboia. “Ver como as cobras se distribuem espacialmente é
uma forma de entender a formação e a evolução dos ambientes naturais”,
afirma Nogueira. “Se entendermos o que gerou a diversidade das
serpentes, talvez seja possível concluir o que se passou também em
outros grupos de animais.”
Os mapas estão sendo construídos a partir de cerca de 100 mil
registros de coletas de espécies, “todos verificados por pelo menos um
especialista”, assegura Nogueira. Foi um trabalho lento e meticuloso.
Thais Guedes, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e Fausto
Barbo, da USP, passaram anos examinando os animais e as etiquetas de
identificação de dezenas de coleções zoológicas do Brasil – ela com os
bichos da caatinga e ele, da mata atlântica – e de outros países. “Havia
muita informação, mas espalhada, desorganizada, com erros que tiveram
de ser corrigidos”, diz Ricardo Sawaya, da Unifesp. Ele e Barbo
examinaram jararacas da ilha de Santa Catarina no museu Koenig, em Bonn,
na Alemanha, coletadas pelo zoólogo alemão Paul Müller entre 1960 e
1970. Em silêncio, trazendo à tona informações para estudos como esse,
trabalha também o técnico do Butantan Valdir José Germano, há cinco anos
dedicado à paciente recuperação de cobras queimadas e suas etiquetas de
identificação chamuscadas pelo incêndio que destruiu a maior parte de
uma coleção de mais de 80 mil amostras do instituto, em 2010.
Desde 2012 os pesquisadores fornecem informações sobre a distribuição
geográfica das espécies para a lista de espécies ameaçadas, divulgada
pelo ICMBio em novembro de 2014. Otavio Marques, biólogo do Butantan que
trabalha há 30 anos com distribuição geográfica e história natural de
espécies da mata atlântica do litoral paulista, comemora o fato de as
informações sobre cobras e outros grupos de animais terem sido usadas na
elaboração das
Diretrizes para conservação e restauração da biodiversidade do estado de SP,
documento publicado em 2008 com o propósito de reconhecer e proteger as
áreas de vegetação nativa com elevada concentração de espécies
diferentes de animais e plantas. “Já criaram unidades de conservação em
São Paulo com base nesses mapas”, ele diz.
As ilhas das cobras
As ilhas e as matas do litoral brasileiro estão se revelando um
autêntico ninho de jararacas: cada lugar parece ter suas próprias
espécies ou ao menos variedades únicas de uma mesma espécie. Nas árvores
da ilha de Queimada Grande – e apenas lá –, vivem centenas de
jararacas-ilhoa, de cerca de 1 metro de comprimento, com um veneno que
lhes permite matar pássaros em segundos.
A
ilha dos Alcatrazes, a cerca
de 30 quilômetros (km) de distância, abriga outras centenas de
jararacas-de-alcatrazes, de meio metro de comprimento, que se alimentam
quase exclusivamente de centopeias. Agora aparece outra espécie, a
Bothrops otavioi,
que come sapos e por enquanto foi vista apenas em um lugar, as matas da
ilha Vitória, no município-arquipélago de Ilhabela. Uma candidata a
nova espécie de jararaca vive na ilha vizinha de Búzios e outra desliza
ainda anônima em uma ilha mais ao norte, no litoral do Espírito Santo.

Para
os pesquisadores, encontrar novas espécies gera sensações
contraditórias como a alegria de quem chega a uma festa e logo se
decepciona ao ver que o encontro está acabando. “Apresentamos as
espécies como novas e já as classificamos como ameaçadas de extinção,
por causa do alto risco de perda das áreas de matas nativas em que
vivem”, diz Sawaya. Ele participou da caracterização da jararaca da ilha
Vitória e trabalha na descrição da possível espécie nova da ilha
vizinha de Búzios, ambas habitadas por famílias de caiçaras, cujas casas
avançam sobre as matas nativas.
Os pesquisadores acreditam que as ilhas do litoral podem abrigar
variedades únicas de seres vivos em consequência do isolamento
geográfico causado pelo recuo do nível do mar, um processo concluído há
cerca de 10 mil anos que pode ter favorecido a formação de novas
espécies. Ainda haveria muito a ser descoberto porque “o estado de São
Paulo tem mais de 100 ilhas e o Rio de Janeiro, mais de 300, a maioria
ainda com poucos levantamentos biológicos”, diz Sawaya. É provável que
não seja fácil encontrar os bichos. “Serpente é um bicho ingrato para
estudar, em geral não se acha fácil”, observa Marques, “mas em Queimada
Grande dá para ver de 10 a 15 jararacas por dia. Em Alcatrazes, de cinco
a 10”. Estima-se que de 2 mil a 3 mil jararacas vivam em cada uma
dessas ilhas.
Espécies novas de serpentes podem ser encontradas até mesmo em matas
urbanas. Pesquisadores de São Paulo, Goiânia e Belém apresentaram em
2014 uma espécie nova de coral verdadeira, a
Micrurus potyguara,
encontrada em João Pessoa, na Paraíba. Com base em registros do
Butantan de 2003 a 2007, Barbo verificou que os fragmentos de mata
atlântica do município de São Paulo abrigavam 38 espécies diferentes. As
mais frequentes eram outra falsa-coral, a jararaca-dormideira, uma
inofensiva comedora de lesmas, e a jararaca-da-mata, venenosa, de corpo
marrom com manchas triangulares escuras.
© EDUARDO CESAR

Trabalho de base no Butantan: Valdir Germano reorganiza o acervo atingido pelo incêndio de 2010…
Conhecer e perder
“Se não agirmos agora, em 20 anos não haverá mais nada para
preservar”, alerta Nogueira. “Muitas áreas que visitei há 15 anos em
Goiás, Mato Grosso e Bahia não existem mais, foram tomadas pela
agricultura.” Em 1997, ainda como estudante de biologia em São Paulo,
ele saiu pela primeira vez para fazer o resgate de animais em uma área
de cerrado que seria coberta pelo reservatório da hidrelétrica de serra
da Mesa, em construção no nordeste de Goiás. Apesar do ceticismo dos
colegas – o cerrado é ainda visto como uma região de baixa diversidade
biológica –, Nogueira encontrou “uma riqueza estupenda de lagartos e
serpentes”, já que se tratava de uma região de contato entre a floresta
amazônica e áreas de planalto do Brasil Central.
“Foi o que chamei de paradoxo da serra da Mesa: conhecer no momento
da perda. Foi assim também em outros lugares, e também com peixes e
outros grupos de animais”, diz ele. “Ainda dependemos desses eventos de
grande destruição, como agora em Belo Monte e Jirau, no norte do país,
para conhecer a diversidade biológica de um lugar. Agora temos os
bichos, identificados e conservados em museus, mas não mais os espaços
em que viveram. Temos de fazer mais inventários biológicos planejados em
regiões íntegras, como os parques e reservas, ainda quase
desconhecidos.”
O biólogo Hussam Zaher, pesquisador e ex-diretor do Museu de
Zoologia, viveu a mesma situação em 2014, ao descobrir um gênero e uma
espécie nova de uma serpente coletada nas matas que serão cobertas por
outro reservatório da região amazônica. Outro exemplar dessa serpente
foi capturado em outra área, a 150 quilômetros de distância, que também
será coberta pelas águas de uma hidrelétrica.
Com seu grupo, ele trabalha em análises genéticas e moleculares de
1.200 espécies de serpentes da América do Sul para estabelecer a origem e
a filogenia – a árvore genealógica – desse grupo de animais. “As cobras
são lagartos modificados, que perderam as patas ao longo da evolução,
mas ainda não sabemos de que grupos de lagartos as cobras podem ter se
originado”, diz ele. As análises dos dados devem começar ainda no
primeiro semestre de 2015. Os resultados preliminares, com apenas 12
genes, indicaram que as jararacas das ilhas e do continente não se
diferenciam geneticamente e, portanto, poderiam ser a mesma espécie,
apenas com variações morfológicas. “Estamos refazendo as análises, com
amostras maiores de DNA”, afirma Zaher.
© EDUARDO CESAR

… e Selma Almeida Santos e Juliana Passos medem jararacas-ilhoa criadas em laboratório
Diante de militares
Convencer a população e autoridades sobre a necessidade de
preservação desses bichos não é fácil. Não basta dizer que, sem as
cobras, haveria mais sapos e ratos nas matas e nas cidades. Nem que
existem seres de hábitos únicos, como a
Rhachidelus brazili,
uma cobra preta que só come ovos e vive em áreas de campos nativos cada
vez menores do cerrado, ou espécies que poderiam representar uma região –
a jararaca-da-seca (
Bothrops erythromelas), avermelhada, “é a caatinga em forma de serpente, só vive na vegetação baixa e no pé de serras”, diz Nogueira.
O cirurgião mineiro Rodrigo Souza resolveu agir, comovido com a
redução da vegetação nativa e com atropelamentos de cobras nas estradas
do sul da Bahia.
Em 2001 ele comprou um sítio em Itacaré e fez um
serpentário para criar surucucus (
Lachesis muta), a maior cobra
venenosa das Américas, cada vez menos vista na região. As cobras são
mantidas em viveiros em um espaço cercado por muros de 3 metros de
altura e 50 centímetros de profundidade, para impedir a passagem de
tatus, uma exigência de órgãos ambientais. Souza, que trabalha com
pesquisadores de São Paulo e de Minas Gerais, anunciou em 2007 a
primeira reprodução em cativeiro de surucucus de mata atlântica, antes
classificada em extinção.
Em uma reunião em Brasília no início de 2013, Marques, do Butantan,
pediu para os militares da Marinha pararem de realizar exercícios de
tiro nas rochas da ilha dos Alcatrazes. Os tiros, ele argumentou,
causavam incêndios que poderiam reduzir as populações de jararacas e a
Marinha poderia ser responsabilizada. “Os militares aceitaram parar os
exercícios em Alcatrazes”, conta. Em outro encontro ele usou um
argumento utilitarista, perguntando qual dos militares e políticos à sua
frente tinha hipertensão. Vendo os braços erguidos, ele lembrou que um
medicamento hipertensivo bastante usado, o Captopril, foi desenvolvido a
partir do veneno da jararaca do continente (
Bothrops jararaca).

Marques
alerta que, se perdessem a espécie de Alcatrazes, “perderemos uma fonte
potencial de novos medicamentos”. Poderia haver outras possibilidades
porque, como se viu no Butantan, o veneno dessa espécie contém três
proteínas específicas, diferentes das encontradas no veneno da jararaca
do continente, que se alimenta basicamente de pequenos mamíferos e não
de centopeias como a jararaca-de-alcatrazes.
Os primeiros exemplares da outra jararaca de ilha, a ilhoa, chegaram
ao Butantan em 1911, enviados por Antonio Esperidião da Silva, um
morador da ilha de Queimada Grande. Afrânio do Amaral, pesquisador e um
dos diretores do instituto, ficou intrigado ao ver penas entre as fezes
das cobras (ainda não se conhecia nenhuma jararaca que comesse aves) e
visitou a ilha várias vezes. Depois emergiu um problema novo, o
contrabando de cobras. “Alunos nossos receberam ofertas para trazer
bichos de Queimada Grande”, conta Marques.
Em 2010, com sua equipe, ele trouxe 20 cobras de Queimada Grande e
pediu à bióloga Selma Almeida Santos: “Cuide delas como se fossem seus
filhos”. Selma, com sua equipe, estudou a viabilidade dos
espermatozoides e o ciclo hormonal das fêmeas para ver o melhor momento
de promover os encontros entre os casais. Os acasalamentos deram certo e
nasceram 25 filhotes. Quatro anos depois, as cobras ainda são mantidas
em caixas plásticas em um dos laboratórios do Butantan, mas devem viver
novas experiências em breve. “O próximo passo é soltá-las em uma área
com mata, para que possam viver e se reproduzir sem nossa assistência, e
depois começar o mesmo trabalho com outras espécies ameaçadas”, diz
Marques. “Já trouxemos quatro jaracaras-de-alcatrazes.” Em alguns anos
ele saberá se a estratégia deu certo com essa outra habitante das ilhas e
se poderia ser adotada para recuperar as populações de outras espécies
ainda não perdidas.
Projetos
1. Biogeografia e conservação das serpentes brasileiras (
nº 12/19858-2);
Modalidade Bolsa de pós-doutorado (Cristiano de Campos Nogueira);
Pesquisador responsável Hussam El Dine Zaher (USP);
Investimento R$ 249.800,70 (FAPESP).
2. História natural de serpentes sul-americanas: uma abordagem evolutiva (
nº 12/07334-9);
Modalidade
Auxílio à Pesquisa – Regular; Pesquisador responsável Otávio Augusto
Vuolo Marques (Instituto Butantan); Investimento R$ 295.631,75 (FAPESP).
3. Origem e evolução das serpentes e sua diversificação na região neotropical: uma abordagem multidisciplinar (
nº 11/50206-9);
Modalidade Projeto Temático;
Pesquisador responsável Hussam El Dine Zaher (USP);
Investimento R$ 1.916.933,83 (FAPESP).
Artigos científicos
FREITAS, M. A.
et al.
Biology and conservation status of Piraja’s lancehead snake Bothrops pirajai Amaral, 1923 (Serpentes: Viperidae), Brazil.
Journal of Threatened Taxa. v. 6, n. 10, p. 6326-34. 2014.
FENKER, J.
et al.
Phylogenetic diversity, habitat loss and conservation in South American pitvipers (Crotalinae: Bothrops and Bothrocophias).
Diversity and Distributions. v. 20, p. 1108-19, 2014.
GUEDES, T. B.
et al.
Biogeography, vicariance and conservation of snakes of the neglected and endangered Caatinga region, north-eastern Brazil.
Journal of Biogeography. v. 41, n. 5, p. 919-31, 2014.
SOUZA, R. C.G.
Reproduction of the Atlantic Bushmaster (Lachesis muta rhombeata) for the first time in captivity.
Bulletin of the Chicago Herpetological Society. v. 42, n. 3, p. 41-3. 2007.