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quarta-feira, 22 de maio de 2019

Photos: Unearthing Dinosauromorphs, the Ancestors of Dinosaurs


Os dinossauros evoluíram a partir de seus parentes mais próximos, os dinossauromorfos, em menos de cinco milhões de anos, segundo um novo estudo. 

Os pesquisadores fizeram uma datação radioisotópica em um punhado de cristais de zircão do tamanho de grãos de areia incrustados em rochas perto e acima de fósseis de dinossauros, e descobriram que os animais viviam entre 234 milhões e 236 milhões de anos atrás. Essas novas datas são de cerca de 5 milhões a 10 milhões de anos antes das estimativas anteriores. [Read the Full Story on the Dinosauromorphs]

Running dinosauromorphs

Ancient animals run away from an erupting volcano 235 million years ago in northwestern Argentina. These animals later ended up as fossils in the Chañares Formation. The site includes fossils of early mammal relatives Dinodontosaurus (left background) and Massetognathus (left foreground). 
The early dinosauromorphs Lewisuchus (right background) and Lagerpeton (right foreground) are also pictured. (Image credit: Victor Leshyk)

Mountainous work
Study co-researcher Adriana Mancuso (right), with the Argentine Institute of Snow Research, Glaciology and Environmental Sciences, and Juan Martín Leardi (left), a paleobiologist at the University of Buenos Aires, excavate a skeleton of Massetognathus, an early mammal relative that was buried in the Chañares Formation. (Photo credit: Randall Irmis)

Surreal landscape

Study co-researcher Adriana Mancuso (far left) investigates the badlands of the Chañares Formation in northwestern Argentina. The researchers dated the layer containing dinosauromorphs to 236 million to 234 million years ago. (Photo credit: Randall Irmis)

Rocky work
Adriana Mancuso points to a volcanic ash layer in the Chañares Formation that contained crystals of the mineral zircon, which allowed them to do radioisotopic dating. (Photo credit: Randall Irmis)

Volcanic ash
Study co-researcher Farid Chemale, a faculty member in the Institute of Geosciences at the University of Brasilia, samples a volcanic ash layer in the Chañares Formation for radioisotopic dating. (Photo credit: Adriana Mancuso)

Argentinian nightfall 

Dusk falls over the badlands of the Chañares Formation in Talampaya National Park in Argentina. (Photo credit: Adriana Mancuso)

quarta-feira, 7 de novembro de 2018




Figure 7





Paleontólogos encontram fósseis de seis filhotes de réptil primitivo no Rio Grande do Sul

Pertencentes à grande linhagem que daria, posteriormente, origem aos mamíferos, os dicinodontes eram os principais herbívoros durante boa parte do Período Triássico, há cerca de 240 milhões de anos. No Brasil, o dicinodonte mais comum é encontrado em algumas localidades do Rio Grande do Sul e chama-se Dinodontosaurus

Ele era um animal razoavelmente grande, podendo chegar a 500 kg e medindo até 2,5 metros de comprimento. Assim como o que acontece com vários grandes herbívoros atuais, sempre se especulou que o dinodontossauro andava em grandes bandos, em um comportamento que protegeria os animais dos ferozes predadores da época, como os répteis quadrúpedes Prestosuchus e Decuriasuchus, parentes dos atuais crocodilos e jacarés.

Recentemente, pesquisadores da Universidade Federal do Pampa fizeram uma descoberta surpreendente na cidade de Dona Francisca, Rio Grande do Sul: restos de pelo menos seis filhotes de dinodontossauro foram encontrados aglomerados uns sobre os outros, em uma associação bastante rara para os paleontólogos.

“Estava tudo uma confusão. Crânios e pedaços de mandíbulas misturados a ossos de braços, vértebras e costelas. Em uma análise cuidadosa, pudemos comprovar a existência de seis animais, mas é bastante provável que existisse muito mais do que isso”, relata Gianfrancis Ugalde, autor principal do trabalho científico publicado na revista internacional Historical Biology. Além de pesquisadores da Unipampa, o estudo contou com a participação de paleontólogos da Universidade Federal de Santa Maria e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Embora tivessem grandes presas que os defendiam de predadores, os dinodontossauros eram bastante vulneráveis ao ataque de grandes répteis. “A formação de manadas é bastante comum em herbívoros atuais”, diz o professor Felipe Pinheiro (Unipampa), que também assina o trabalho. “Além de ajudar na proteção contra predadores, as manadas contribuem em uma maior taxa de sobrevivência dos filhotes a riscos como fome e doenças. 

Os novos fósseis comprovam que esse comportamento surgiu muito antes da origem dos próprios mamíferos”, explica Felipe.
Embora a causa da morte dos bichinhos continue incerta, é provável que as carcaças tenham ficado expostas por um tempo razoável antes de serem soterradas e, centenas de milhões de anos depois, acabarem na bancada de estudo dos paleontólogos.

Bibliografia:
Ugalde et al. (2018). Link para acessar artigo: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/08912963.2018.1533960?fbclid=IwAR2b92qDj9OeTNgxASfEoIWg5mwDKOwCqoEAoIZuugYy8vaHwT9aGH1VJoA&journalCode=ghbi20&