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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Meghalayan


Na escala de tempo geológico, o Meghalayan é a última idade ou estágio mais alto do Quaternário. [3] É também a parte superior ou mais recente de três subdivisões da época ou série do Holoceno. [4] [5] Sua Seção e Ponto de Estratótipo de Fronteira Global (GSSP) é uma formação de caverna Mawmluh em Meghalaya, nordeste da Índia. [6] A caverna de Mawmluh é uma das mais longas e profundas cavernas da Índia, e as condições aqui eram adequadas para preservar os sinais químicos da transição em eras. [7]
O Meghalayan começa 4.200 anos BP, ou seja, antes de 1950 (cerca de 2250 aC), [8] deixando espaço aberto para a possível criação do Antropoceno a partir de 1950 para a frente. [9] [10] A idade começou com uma seca de 200 anos que afetou as civilizações humanas no Egito, na Grécia, na Síria, na Canaã, na Mesopotâmia, no vale do Indo e no vale do rio Yangtze. [8] "O fato de que o início desta era coincide com uma mudança cultural causada por um evento climático global a torna única", de acordo com Stanley Finney, Secretário Geral da União Internacional de Ciências Geológicas. A idade foi oficialmente ratificada pela Comissão Internacional sobre Estratigrafia em julho de 2018, juntamente com a Gronelândia e a Northgrippian [6].

See also

References


  • Cohen, K.M.; Finney, S.C.; Gibbard, P.L.; Fan, J.-X. "International Chronostratigraphic Chart". International Commission on Stratigraphy. Retrieved July 10, 2018.

  • "announcement ICS chart v2018/07". Retrieved August 9, 2018.

  • Cohen, Kim Mikkel, David A. T. Harper, Philip Leonard Gibbard, and Junxuan Fan. "The ICS International Chronostratigraphic Chart". International Commission on Stratigraphy. Retrieved 15 July 2018.

  • "Scientists call our era the Meghalayan Age. Here's what the world was like when it began".

  • "'Meghalayan Age': Latest phase in Earth's history named after Indian state, began 4,200 years ago".

  • International Commission on Stratigraphy. "ICS chart containing the Quaternary and Cambrian GSSPs and new stages (v 2018/07) is now released!". Retrieved 15 July 2018.

  • "'Meghalayan Age' makes the state a part of geologic history". https://www.hindustantimes.com/. 2018-07-18. Retrieved 2018-07-26. External link in |work= (help)

  • Jonathan Amos (July 18, 2018). "Welcome to the Meghalayan Age - a new phase in history". BBC. Retrieved July 19, 2018.

  • International Commission on Stratigraphy. "Collapse of civilizations worldwide defines youngest unit of the Geologic Time Scale". News and Meetings. Retrieved 15 July 2018.

    1. Michael Irving (July 19, 2018). "Time for the Meghalayan: A new geological age has officially been declared". Retrieved July 19, 2018.

    Entramos na Idade de Meghalaya. Cientistas acrescentam novo capítulo à história da Terra

    A Idade Meghaliana começou há 4200 anos com um seca catastrófica, cujos efeitos afetaram civilizações como o Antigo Egito
    Bem-vindos ao Megalaiano ou Idade de Meghalaya, um "novo" capítulo da história da Terra que os cientistas acrescentaram agora à Tabela Cronoestratigráfica Internacional.

    O que é esta tabela? É uma forma de organizar as várias eras, períodos e idades dos 4600 milhões de anos da história geológica da Terra. O que os investigadores vêm agora dizer é que há um novo capítulo, que começou há 4200 anos, e que vai começar a aparecer nos manuais escolares e nas salas de aula.

    Este novo capítulo que agora é acrescentado será o o Megalaiano ou Idade de Meghalaya (na tabela já divulgada em inglês é Meghalayan Age), uma referência ao sítio na Índia onde foram encontradas as estalagmites que definem o que os investigadores consideram o início desta nova fase.

    A tabela é da responsabilidade da IUGS (União Internacional de Ciências Geológicas), que anunciou as novas subdivisões do Holocénico, a época do período Quaternário em que vivemos. Esta época está agora dividida em três fases: em inglês, "Greenlandian", "Northgrippian" e "Meghalayan", que podem ser traduzidos como Gronelandiano, Nortegripiano e Megalaiano, respetivamente.

    A fronteira de cada uma é definida, no Holoceno, por um evento climático marcante, embora os métodos e eventos-chave selecionados para defini as divisoes sejam variáveis, explica a professora universitária Ana Cristina Azerêdo, da Faculdade de Ciências das Universidade de Lisboa.

    "A base do Holocénico corresponde ao início de fase de aquecimento subsequente ao fim do último período glaciar, tendo sido determinada a partir de parâmetros geoquímicos medidos no gelo de sondagens realizadas na Gronelândia e complementada com dados geoquímicos e micropaleontológicos obtidos em sondagens de sedimentos lacustres e oceânicos, que evidenciaram com precisão o nível que regista os sinais dessa mudança para o clima dos últimos 11 700 anos", explica a docente. A segunda fase, Nortegripiano, também foi delimitada em sondagens do gelo da mesma região. E para a mais recente, "o limite inferior foi datado a partir de estalagmites (depósitos calcíticos em grutas) numa zona da Índia, correspondendo também a alteração climática, que influenciou a evolução das civilizações humanas".

    A Idade Meghaliana começou há 4200 anos com uma seca catastrófica e um período de arrefecimento, cujos efeitos duraram dois séculos e afetaram civilizações como o Antigo Egito. É única, defende o geólogo Stanley Finney, da IUGS, em declarações à BBC, no sentido em que este evento climático produziu alterações nas civilizações humanas.

    A mudança acontece numa altura em que há uma discussão acesa na comunidade científica sobre se a Terra entrou numa nova era geológica, que tem sido chamada de Antropoceno e que terá começado no século XVI. A palavra Antropoceno é aqui usada para dar conta da altura em que a espécie humana se tornou uma força com um impacto no planeta que já não passa despercebido.
    Ou seja, as divisões do Holocénico surgem numa altura em que os cientistas discutem se já abandonámos esta era. Assim, no meio deste debate, há investigadores que acham que a revisão da tabela e introdução destas novas idades não foi devidamente aprofundada, como o geógrafo Mark Maslin, que criticou a decisão, em declarações à BBC.

    Em reação à polémica, a IUGS lembrou, no Twitter, já esta quarta-feira, que as novas fases foram propostas pela Comissão internacional de Estratigrafia, numa equipa liderada por Mike Walker da Universidade de Gales, e aprovadas pela IUGS, "após muito debate". Lembrou também que quando a proposta foi aprovada pela subcomissão do Quaternário, o presidente do grupo de trabalho do Antropoceno era subcomissário daquela comissão.