Mostrando postagens com marcador anquilossaurídeo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anquilossaurídeo. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de dezembro de 2015

[Paleontology • 2015]  

Kunbarrasaurus ieversi • Cranial Osteology of the Ankylosaurian Dinosaur formerly known as ''Minmi'' sp. (Ornithischia: Thyreophora) from the Lower Cretaceous Allaru Mudstone of Richmond, Queensland, Australia

Kunbarrasaurus ieversi
Leahey, Molnar, Carpenter, Witmer & Salisbury, 2015
Minmi is the only known genus of ankylosaurian dinosaur from Australia. Seven specimens are known, all from the Lower Cretaceous of Queensland. Only two of these have been described in any detail: the holotype specimen Minmi paravertebra from the Bungil Formation near Roma, and a near complete skeleton from the Allaru Mudstone on Marathon Station near Richmond, preliminarily referred to a possible new species of Minmi. The Marathon specimen represents one of the world’s most complete ankylosaurian skeletons and the best-preserved dinosaurian fossil from eastern Gondwana. Moreover, among ankylosaurians, its skull is one of only a few in which the majority of sutures have not been obliterated by dermal ossifications or surface remodelling. Recent preparation of the Marathon specimen has revealed new details of the palate and narial regions, permitting a comprehensive description and thus providing new insights cranial osteology of a basal ankylosaurian. The skull has also undergone computed tomography, digital segmentation and 3D computer visualisation enabling the reconstruction of its nasal cavity and endocranium. The airways of the Marathon specimen are more complicated than non-ankylosaurian dinosaurs but less so than derived ankylosaurians. The cranial (brain) endocast is superficially similar to those of other ankylosaurians but is strongly divergent in many important respects. The inner ear is extremely large and unlike that of any dinosaur yet known. Based on a high number of diagnostic differences between the skull of the Marathon specimen and other ankylosaurians, we consider it prudent to assign this specimen to a new genus and species of ankylosaurian. Kunbarrasaurus ieversi gen. et sp. nov. represents the second genus of ankylosaurian from Australia and is characterised by an unusual melange of both primitive and derived characters, shedding new light on the evolution of the ankylosaurian skull.
Keywords: Dinosauria, Thyreophora, Eurypoda, Ankylosauria, Gondwana, Computed tomography, Nasal cavity, Braincase
The holotype skeleton of Kunbarrasaurus ieversi (QM F18101), Australia’s most complete dinosaur fossil, and one of the world’s most complete ankylosaurians.
image: Anthony O’Toole and Lucy Leahey
SYSTEMATIC PALEONTOLOGY
Dinosauria Owen, 1842
Ornithischia Seeley, 1888
Thyreophora Nopcsa, 1915
Eurypoda Sereno, 1986
Ankylosauria Osborn, 1923

Kunbarrasaurus ieversi gen. et sp. nov.
(formerly Minmi sp. Molnar, 1996a)
Etymology. The generic name combines Kunbarra [kunbara], the Mayi (Wunumara) word for ‘shield’, and souros (σ αυρoς), the Greek word for ‘lizard’, and is a reference to the animal’s heavily ossified skin. The species name honours Mr Ian Ievers, discoverer of the holotype. The name therefore means ‘Ievers’ shield-lizard’.
Holotype. QM F18101, a near-complete ankylosaurian dinosaur specimen that includes most of the skull and mandible, along with an articulated postcranium.
CONCLUSIONS
The assignment of a new genus and species name Kunbarrasaurus ieversi to QM F18101 (formerly known as Minmi sp.) is based on a significant number of features that distinguish it from other ankylosaurians. Many of the cranial sutures of K. ieversi have not fused, nor are they obscured by dermal ossifications. The closure of the antorbital and supratemporal fenestrae of K. ieversi is most likely due to the expansion of cranial bones, and not the result of overgrowth of dermal ossifications. The ornamentation of the skull of K. ieversi is the result of both epidermal ossification (osteoderms) and periosteal osteogenesis. Some aspects of the nasal cavity remain obscure, but there is enough evidence to suggest that K. ieversi had a more complicated airway than in non-ankylosaurian outgroups. It is presently unclear whether K. ieversi had a convoluted, looping nasal passage to the extent seen in more advanced ankylosaurians. Some aspects of the braincase are potentially unique among known species, such as the unusual inner ear, which is not only extremely large but also has a divergent morphology due to lack of ossification medially and ventrally.
Lucy G. Leahey, Ralph E. Molnar, Kenneth Carpenter, Lawrence M. Witmer and Steven W. Salisbury. 2015. Cranial Osteology of the Ankylosaurian Dinosaur formerly known as ''Minmi'' sp. (Ornithischia: Thyreophora) from the Lower Cretaceous Allaru Mudstone of Richmond, Queensland, Australia. PeerJ.  3; e1475. doi: 10.7717/peerj.1475


Kunbarrasaurus is Australia’s new armoured dinosaur - Australian Geographic http://www.australiangeographic.com.au/blogs/austropalaeo/2015/12/kunbarrasaurus-is-australia%E2%80%99s-new-armoured-dinosaur via @john_pickrell @AusGeo
Australia's new armoured dinosaur revealed http://phy.so/368778074 via @physorg_com

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Zaraapelta: um novo anquilossaurídeo

Zaraapelta
© Danielle Dufault
O Deserto de Gobi do Cretáceo tardio na Mongólia era "O Lugar" para se estar se você fosse um dos dinossauros encouraçados chamados de anquilossaurídeos, que fazem parte de um grupo maior, Thyreophora, o qual também inclui os Estegossaurídeos. Além das badlands do sul de Alberta, no Canadá, o Deserto de Gobi tem o maior número de espécies de anquilossaurídeos que viviam juntas no mesmo tempo e agora uma nova espécie da família foi identificada. 

A nova espécie, Zaraapelta nomadis, foi descoberta em 2000 por uma equipe liderada por Phil Currie e é nomeada hoje em um estudo dos pesquisadores Victoria Arbours, Demchig Badamgarav e Philip Currie, publicado no Zoological Journal of the Linnean Society
O nome Zaraapelta é uma combinação de termos mongóis e gregos, que significam "Ouriço" e "Escudo" em referência à aparência espinhosa do animal, sendo o nome "nomadis" uma homenagem feita à uma empresa mongol chamada Nomadic Expeditions, que vem facilitando o trabalho de campo paleontológico no deserto por quase duas décadas.
O Zaraapelta é conhecido de um crânio bem preservado que está faltando a ponta do focinho. Como alguns dos outros anquilossaurídeos conhecidos do Deserto de Gobi, o topo do crânio é espinhoso e irregular, com vários calombos. Este novo dino é ainda mais ostentoso que outros anquilossaurídeos mongóis, com um padrão elaborado de calombos e ranhuras atrás dos olhos. Na parte de trás do crânio existem chifres característicos com uma borda proeminente ao longo do topo. O crânio é parte das coleções do Centro Paleontológico Mongol de Ulaanbaatar.
Crânio do Zaraapelta
© Jessica Tansey
Um dos autores do trabalho, Arbour, diz que a ornamentação distinta e elaborada dos crânios de Saichania, Tarchia e Zaraapelta devem ter evoluído como um meio de se exibir para os membros do sexo oposto. Há muito tempo se pensa que outros tipos de dinos, como os hadrossaurídeos com crista e os ceratopsídeos com chifres e escudos, usavam seus ornamentos como atrativo sexual, mas a ideia ainda não havia sido aplicada aos anquilossaurídeos.
"Você pode pensar no osso como um item caro para seu corpo manter," ela explica. "Osso requer bastante nutrientes e energia metabólica para ser criado, por isso esse investimento precisa ser vantajoso de algum modo. Talvez os anquilossaurídeos tinham essa ornamentação para proteção, mas outra boa explicação é que os chifres e protuberâncias no crânio mostravam que o indivíduo era um bom partido, da mesma maneira que um pavão usa as penas da cauda para atrair a fêmea.
 
A pesquisa de Arbour durante seu PhD sobre anquilossaurídeos lhe deu uma reputação de autoridade na área, ela é a melhor pessoa para consultar sobre anatomia, hábitos e sobre a crescente árvore genealógica dos anquilossaurídeos. Ela estudou este grupo pelos últimos oito anos e ensinou paleobiologia a estudantes por todo o globo como uma das instrutoras do Dino 101 (eu, Patrick, inclusive concluí o curso \o), o primeiro curso intensivo de paleontologia online, oferecido pela Universidade de Alberta.
Além de nomear o novo anquilossaurídeo Zaraapelta, esse estudo também reexamina outras espécies previamente conhecidas da Mongólia e propõem a "ressurreição" de uma espécie que tinha sido descartada por pesquisadores anteriormente. 
 
A ciência de nomear organismos, chamada taxonomia, é mais dinâmica que a maioria das pessoas pensam, comenta Arbour. Algumas vezes, pesquisadores podem determinar que duas espécies de nome diferente representam um único animal (mesma espécie), então um dos nomes deve ser "aposentado". Por isso o mais antigo tem prioridade e permanece, o mais novo é descartado.
Esse foi o caso do anquilossaurídeo chamado Tarchia kielanae, que se pensava ser o mesmo que Tarchia gigantea. Mas agora novas informações de descobertas mais recentes incluindo esse estudo sugerem que o Tarchia kielanae deve ser mesmo uma espécie separada, então o nome foi revitalizado para voltar a uso.