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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Redação científica ganha site especializado
terça-feira, setembro 27, 2011
05/11/2013
Por Fábio de Castro
Agência
FAPESP – Em sete livros sobre redação e publicação científica, o
zoólogo Gilson Volpato sistematizou o conhecimento acumulado ao longo de
mais de 25 anos de dedicação ao tema. A partir de agora, os
interessados poderão encontrar uma referência permanente sobre o assunto
na internet.
Volpato,
que é professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de
Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp),
lançou um site que tem o objetivo de oferecer ao público acesso a
artigos, dicas e reflexões sobre temas como redação científica, educação
e ética na ciência.
Autor
de sete livros sobre redação e publicação científica, o professor
Gilson Volpato, da Unesp, lança site com artigos, referências teóricas e
notícias comentadas
No
serviço também é possível acompanhar a concorrida agenda de Volpato,
que em 2010 apresentou 78 palestras e cursos em todo o Brasil. “Na minha
trajetória estou continuamente descobrindo notícias, artigos e outras
referências interessantes ligadas à ética da ciência, à publicação e à
redação científica. Com base na minha experiência, procurei selecionar
esse material, editá-lo e disponibilizá-lo acompanhado de comentários”,
disse à Agência FAPESP.
A
ideia inicial era lançar um blog, mas a limitação de tempo para a
interação constante com os leitores levou o autor a optar por um site.
“Além do material proveniente de outras fontes e selecionado, o site
permite o download de artigos relacionados aos vários temas que tenho
abordado”, disse.
O
site se divide nas seções “Ciência”, “Redação Científica”, “Publicação
Científica”, “Ética e Moral na Ciência”, “Sociedade”, “Administração” e
“Educação”. Em cada uma das seções temáticas há uma lista de livros
relacionados ao assunto, artigos, uma série de links para textos
externos – com comentários do autor – e uma lista de dicas.
O
site também dá acesso a aulas on-line do curso “Bases Teóricas para
Redação Científica”, apresentado por Volpato na Unesp. “Por enquanto há
19 aulas disponíveis, mas todo o material já foi gravado. Estou
corrigindo detalhes em alguns dos vídeos e em breve todas as 44 aulas
estarão no ar”, disse.
Autor
do Método Lógico para a Redação Científica, Volpato conta que o
conjunto de sua obra procura mostrar que a redação científica deve se
pautar pela lógica da pesquisa e não por costumes acadêmicos.
“A
redação e a publicação de ciência têm apresentado uma orientação muito
técnica, de maneira geral. O que procuro fazer é escapar dessas receitas
prontas. Todas as decisões do autor de um artigo devem ser produto da
lógica científica e não de regrinhas extraídas dos costumes, que
reproduzem e perpetuam equívocos conceituais”, disse.
Em
outubro, Volpato publicará o livro Estatística sem dor, em coautoria
com Rodrigo Barreto, também professor do Departamento de Fisiologia do
Instituto de Biociências de Botucatu da Unesp.
Sobre Redação e Publicação Científica, os últimos livros de Volpato foram: Bases teóricas da redação científica ... por que seu artigo foi negado (2007), Pérolas da redação científica (2010), Dicas para redação científica (2010) e Lógica da redação científica(2011).
Redação Científica por Gilson Volpato: www.gilsonvolpato.com.br
Especialistas dão dicas para a publicação de artigos científicos
22/03/2012
Por Karina Toledo
Por Karina Toledo
Agência FAPESP – Editores de revistas científicas procuram trabalhos com resultados inéditos, escritos em inglês claro e conciso e que despertem interesse em seu grupo de leitores. Artigos que abordam temas quentes do momento levam vantagem, pois têm mais chance de serem citados em futuras pesquisas e de contribuírem para aumentar o fator de impacto do periódico.
Essas foram algumas das dicas apresentadas por Daniel McGowan, diretor do Grupo Edanz, durante o workshop “How to Write for and Get Published in Scientific Journals”, realizado no dia 16 de março pela FAPESP e pela editora científica Springer.
Desde 1990, o número de artigos submetidos para revisão teve um aumento 100% superior ao do número de novos periódicos, segundo dados do Grupo Edanz, empresa de consultoria na área. Com o crescimento da competição, de acordo com McGowan, “o mínimo que os editores esperam é ciência de qualidade e linguagem adequada”.
Escolher
periódico antes da redação do texto e considerar grau de novidade e
relevância da pesquisa é fundamental, dizem especialistas no workshop
"How to Write for and Get Published in Scientific Journals"
“A
pesquisa brasileira é boa, mas vejo dois grandes desafios a serem
superados pelos pesquisadores do país: a dificuldade com a língua
inglesa e a falta de entendimento de como deve se estruturado um artigo
científico. Muitos parecem não saber o que colocar na introdução, na
discussão e na conclusão do trabalho”, disse McGowan à Agência FAPESP.
Durante sua apresentação no workshop, McGowan explorou o tema e deu exemplos de como estruturar um resumo, como inserir tabelas, gráficos e figuras no texto, como formatar referências e escolher o título e como elaborar uma carta de apresentação ao editor. Deu também dicas sobre o tempo verbal mais adequado nas diferentes situações e recomendou aos cientistas redigir frases na voz ativa e deixar sempre o sujeito da oração perto do verbo.
“Grande parte das pessoas que vão ler o artigo científico também não tem o inglês como primeira língua. O que elas desejam é ler rapidamente, apenas uma vez e conseguir entender a lógica do pesquisador”, destacou.
Para McGowan, ex-editor associado da Nature Reviews Neuroscience, o primeiro passo para melhorar a qualidade da produção científica é a leitura do maior número possível de artigos publicados.
“Isso ajuda o pesquisador a saber se está fazendo as perguntas certas, usando os métodos adequados, interpretando os resultados no contexto apropriado, citando os estudos mais relevantes da área e escolhendo o periódico com o perfil indicado para sua pesquisa”, disse.
Como cada publicação tem regras próprias para estruturar o texto e citar referências, a redação do artigo só deve começar após estar definida a revista para a qual ele será submetido.
“O pesquisador deve ser honesto ao avaliar o grau de relevância e novidade da pesquisa e escolher um periódico com fator de impacto compatível. Ela traz um avanço incremental ou conceitual? Afeta a vida de uma pequena população ou de milhares de pessoas? Melhora o conhecimento sobre um fenômeno ou apresenta uma nova tecnologia?”, exemplificou McGowan.
O pesquisador deve ainda considerar fatores como o perfil do público a ser atingido, o prestígio da publicação e se ela trabalha como sistema de acesso aberto ou assinatura. “Acesso aberto permite alcançar um número maior de leitores e, portanto, gera mais citações. Mas também tem um custo muito maior”, disse.
Segundo McGowan, um artigo nunca deve ser enviado a mais de um periódico ao mesmo tempo. “Por outro lado, se um pesquisador demora muito para publicar suas descobertas, pode ocorrer de outro grupo publicar antes. Recomendo, portanto, entrar em contato com o editor caso não receba retorno após seis semanas. Se depois de dois meses ainda não houver resposta, sugiro cancelar formalmente a submissão e só então enviar para outra revista”, afirmou.
Outra dica do consultor é relatar no fim do artigo os financiamentos recebidos de agências de fomento ou de outras instituições e empresas, descrever possíveis conflitos de interesse e as limitações do trabalho, como tamanho pequeno da amostra por exemplo.
“Os editores percebem quando há falhas ou limitações na pesquisa, mas ainda assim podem publicá-la se os resultados forem interessantes. Não mencionar esses fatores, porém, pode ser um motivo para rejeição”, disse.
Pesquisa brasileira
Na abertura do workshop, o vice-presidente da editora Springer, Paul Manning, contou que o motivo que levou a empresa a abrir um escritório no Brasil foi o crescimento expressivo da produção científica do país.
“A Springer surgiu na Alemanha no século 19 e foi para Nova York após a Segunda Guerra, pois era onde a ciência estava acontecendo. Nos anos 1970, fomos para o Japão pelo mesmo motivo. Agora, percebemos que havia muita coisa interessante aqui no Brasil”, disse. A Springer atualmente está presente em 20 países.
Segundo dados apresentados pelo diretor da Springer Brasil, Harry Blom, a produção científica brasileira cresce a uma taxa de 17% ao ano – enquanto a média mundial é de 3% – e já corresponde a 55% da produção científica da América Latina.
Mariana Biojone, editora da Springer Brasil, apresentou as ferramentas gratuitas oferecidas no site da empresa para apoiar pesquisadores. Uma delas é o Author Mapper, que mostra os temas mais pesquisados do momento e em quais centros. “Isso pode ajudar o cientista a encontrar colaboradores para seu projeto”, afirmou.
As apresentações do evento estão disponíveis em: www.fapesp.br/6848
+++++
Durante sua apresentação no workshop, McGowan explorou o tema e deu exemplos de como estruturar um resumo, como inserir tabelas, gráficos e figuras no texto, como formatar referências e escolher o título e como elaborar uma carta de apresentação ao editor. Deu também dicas sobre o tempo verbal mais adequado nas diferentes situações e recomendou aos cientistas redigir frases na voz ativa e deixar sempre o sujeito da oração perto do verbo.
“Grande parte das pessoas que vão ler o artigo científico também não tem o inglês como primeira língua. O que elas desejam é ler rapidamente, apenas uma vez e conseguir entender a lógica do pesquisador”, destacou.
Para McGowan, ex-editor associado da Nature Reviews Neuroscience, o primeiro passo para melhorar a qualidade da produção científica é a leitura do maior número possível de artigos publicados.
“Isso ajuda o pesquisador a saber se está fazendo as perguntas certas, usando os métodos adequados, interpretando os resultados no contexto apropriado, citando os estudos mais relevantes da área e escolhendo o periódico com o perfil indicado para sua pesquisa”, disse.
Como cada publicação tem regras próprias para estruturar o texto e citar referências, a redação do artigo só deve começar após estar definida a revista para a qual ele será submetido.
“O pesquisador deve ser honesto ao avaliar o grau de relevância e novidade da pesquisa e escolher um periódico com fator de impacto compatível. Ela traz um avanço incremental ou conceitual? Afeta a vida de uma pequena população ou de milhares de pessoas? Melhora o conhecimento sobre um fenômeno ou apresenta uma nova tecnologia?”, exemplificou McGowan.
O pesquisador deve ainda considerar fatores como o perfil do público a ser atingido, o prestígio da publicação e se ela trabalha como sistema de acesso aberto ou assinatura. “Acesso aberto permite alcançar um número maior de leitores e, portanto, gera mais citações. Mas também tem um custo muito maior”, disse.
Segundo McGowan, um artigo nunca deve ser enviado a mais de um periódico ao mesmo tempo. “Por outro lado, se um pesquisador demora muito para publicar suas descobertas, pode ocorrer de outro grupo publicar antes. Recomendo, portanto, entrar em contato com o editor caso não receba retorno após seis semanas. Se depois de dois meses ainda não houver resposta, sugiro cancelar formalmente a submissão e só então enviar para outra revista”, afirmou.
Outra dica do consultor é relatar no fim do artigo os financiamentos recebidos de agências de fomento ou de outras instituições e empresas, descrever possíveis conflitos de interesse e as limitações do trabalho, como tamanho pequeno da amostra por exemplo.
“Os editores percebem quando há falhas ou limitações na pesquisa, mas ainda assim podem publicá-la se os resultados forem interessantes. Não mencionar esses fatores, porém, pode ser um motivo para rejeição”, disse.
Pesquisa brasileira
Na abertura do workshop, o vice-presidente da editora Springer, Paul Manning, contou que o motivo que levou a empresa a abrir um escritório no Brasil foi o crescimento expressivo da produção científica do país.
“A Springer surgiu na Alemanha no século 19 e foi para Nova York após a Segunda Guerra, pois era onde a ciência estava acontecendo. Nos anos 1970, fomos para o Japão pelo mesmo motivo. Agora, percebemos que havia muita coisa interessante aqui no Brasil”, disse. A Springer atualmente está presente em 20 países.
Segundo dados apresentados pelo diretor da Springer Brasil, Harry Blom, a produção científica brasileira cresce a uma taxa de 17% ao ano – enquanto a média mundial é de 3% – e já corresponde a 55% da produção científica da América Latina.
Mariana Biojone, editora da Springer Brasil, apresentou as ferramentas gratuitas oferecidas no site da empresa para apoiar pesquisadores. Uma delas é o Author Mapper, que mostra os temas mais pesquisados do momento e em quais centros. “Isso pode ajudar o cientista a encontrar colaboradores para seu projeto”, afirmou.
As apresentações do evento estão disponíveis em: www.fapesp.br/6848
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NOTA DESTE BLOGGER:
Muito bom este workshop da Springer aqui no Brasil. Recomendo a leitura atenta da apresentação em PPT/PDF do Daniel McGowan.
Muito bom este workshop da Springer aqui no Brasil. Recomendo a leitura atenta da apresentação em PPT/PDF do Daniel McGowan.
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quarta-feira, 1 de maio de 2013
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