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sexta-feira, 17 de junho de 2022

 

Biomoléculas fósseis revelam um metabolismo aviário no dinossauro ancestral

Abstrato

Aves e mamíferos evoluíram independentemente as maiores taxas metabólicas entre os animais vivos 1 . Seu metabolismo gera calor que permite a termorregulação ativa 1 , moldando os nichos ecológicos que podem ocupar e sua adaptabilidade às mudanças ambientais 2 . 

Acredita-se que o desempenho metabólico das aves, que excede o dos mamíferos, tenha evoluído ao longo de sua linhagem 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10No entanto, não há proxy que permita a reconstrução direta das taxas metabólicas a partir de fósseis. Aqui usamos espectroscopia infravermelha de transformada de Fourier e Raman in situ para quantificar o acúmulo in vivo de sinais de lipoxidação metabólica em ossos de amniotas modernos e fósseis. 

Não observamos correlação entre as concentrações de oxigênio atmosférico 11e taxas metabólicas. Os estados ancestrais inferidos revelam que as taxas metabólicas consistentes com a endotermia evoluíram independentemente em mamíferos e plesiossauros e são ancestrais dos ornitodiários, com taxas crescentes ao longo da linhagem aviária. Altas taxas metabólicas foram adquiridas em pterossauros, ornitísquios, saurópodes e terópodes bem antes do advento de adaptações energeticamente caras, como o voo em pássaros. Embora tivessem taxas metabólicas mais altas ancestralmente, os ornitísquios reduziram suas habilidades metabólicas para a ectotermia. 

As atividades fisiológicas desses ectotérmicos eram dependentes da termorregulação ambiental e comportamental 12 , em contraste com os estilos de vida ativos dos endotérmicos 1 . Os saurópodes e terópodes gigantes não eram gigantotérmicos 9 ,10 , mas verdadeiros endotérmicos. 

A endotermia em muitos táxons do Cretáceo Superior, além de mamíferos e aves da coroa, sugere que outros atributos além do metabolismo determinaram seu destino durante a extinção em massa do Cretáceo terminal.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Cientistas podem ter subestimado os dinossauros gigantes do mundo antigo

Scientists May Have Wildly Underestimated the Giant Dinosaurs of the Ancient World

Brachiosaurus at sunset.
Credit: Elenarts/Shutterstock.com
Não se preocupe com aqueles grandes e mortos dinossauros herbívoros - suas refeições folhosas provavelmente eram muito mais saudáveis, saudáveis ​​e cheias de nutrientes do que os pesquisadores pensavam. E pode ter havido muito mais deles do que os pesquisadores acreditavam.


A sabedoria convencional sobre os grandes dinossauros herbívoros, como o braquiossauro e o argentinossauro, é que eles tiveram que comer grandes quantidades de folhas o dia todo para crescer até atingirem seus tamanhos enormes. 
 
Os cientistas chegaram a essa conclusão em parte porque os tipos de plantas disponíveis milhões de anos atrás eram nutricionalmente pobres e em parte porque acreditavam que os altos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera teriam diminuído o valor nutricional dessas plantas. Mas um novo artigo publicado em 11 de julho na revista Palaeontology sugere que essa ideia pode estar errada. 
 
Os pesquisadores cultivaram plantas sob altos níveis de CO2 como aqueles encontrados na era Mesozoica (252 milhões a 66 milhões de anos atrás, incluindo os períodos Cretáceo, Jurássico e Triássico), descobrindo que as folhas da vegetação tinham níveis de nutrição semelhantes aos das plantas modernas. [25 Amazing Ancient Beasts]

O valor nutricional das folhas, testado fermentando-as e estudando o gás produzido como subproduto desse processo, foi marginalmente mais baixo, em média, em ambientes de CO2 mais alto, mas não significativamente, segundo o estudo. E algumas plantas não se tornaram menos nutritivas. Isso, por sua vez, significa que as plantas da época poderiam ter sustentado uma população maior de dinossauros comedores de plantas do que se acreditava anteriormente, escreveram os pesquisadores.

"O tamanho corpóreo dos saurópodes na época sugeriria que eles precisavam de enormes quantidades de energia para sustentá-los", disse Fiona Gill, paleontologista da Universidade de Leeds, no Reino Unido, que liderou a pesquisa, em um comunicado. "Quando a fonte de alimento disponível tem maiores níveis de nutrientes e energia, isso significa que menos alimentos precisam ser consumidos para fornecer energia suficiente, o que, por sua vez, pode afetar o tamanho e a densidade da população."

O que quer dizer: folhas mais fortes teriam significado mais comida para ir ao redor. Isso poderia ter levado a 20% mais dinossauros gigantes alimentados por folhas a vagarem pela terra do que se pensava anteriormente, escreveram os pesquisadores. No entanto, o estudo não pode dizer com certeza que as plantas de centenas de milhões de anos atrás foram tão nutritivas quanto as plantas de hoje, disseram os pesquisadores. 

Primeiro de tudo, os cientistas não sabem se as espécies específicas que eles estudaram (variando de samambaias a sequoias) estavam por aí durante a era Mesozoica. Em vez disso, os pesquisadores escolheram as variedades com base na semelhança com as plantas encontradas no registro fóssil daquela época. 

Em segundo lugar, as plantas foram cultivadas em uma variedade de câmaras internas onde o CO2 poderia ser regulado, e não um ecossistema mesozoico. Terceiro, as concentrações de CO2 testadas - 400 partes por milhão (ppm), 800 ppm, 1.200 ppm e 2.000 ppm - representam uma variação dos níveis atuais de CO2 até as estimativas mais altas de CO2 mesozoico. Eles não são uma réplica precisa da concentração do período, disseram os pesquisadores.

O estudo pode ser uma má notícia para um grupo diferente de antigos comedores de folhas. Enquanto as paredes celulares das plantas, que são importantes para grandes herbívoros como os dinossauros, permaneceram praticamente inalteradas em diferentes ambientes de CO2, as próprias células foram um pouco diferentes. Os pesquisadores descobriram que as folhas em ambientes com alto teor de CO2 eram mais baixas em nitrogênio, uma substância importante para insetos que se alimentam de folhas. Pequenos herbívoros do Mesozoico podem ter lutado para consumir nutrição suficiente e, portanto, podem ter tido populações restritas. No entanto, os pesquisadores escreveram que os dados não foram firmes o suficiente para produzir conclusões definitivas.

Originally published on Live Science.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Saurópodes- Os maiores dinossauros que já existiram.

Olá, nesse post vamos conhecer os Saurópodes, que foram os maiores dinossauros já encontrados. Entre as características mais marcantes desses dinossauros se destacam longos pescoços e caudas, um corpo volumoso e uma cabeça relativamente pequena se comparada ao resto do corpo. Esses dinossauros também possuíam pedras na moela, chamadas "gastrólitos", essas pedras auxiliavam na digestão dos alimentos, pois os dentes dos Saurópodes não eram próprios para mastigar, só para arrancar as folhas das árvores, depois ingeriam o alimento inteiro que ia para a moela, lá as pedras trituravam as folhas. Todos os dinossauros desse grupo eram herbívoros e viveram pelo mundo todo, entre os períodos Jurássico e Cretáceo. Vamos conhecer algumas das espécies que mais se destacam nesse grupo.

O Braquiosaurus, cujo nome significa "Lagarto braço", se caracteriza principalmente pelos seus membros anteriores que são maiores que os posteriores, parecido com a girafa. Isso permitia que seu pescoço de 10 metros de altura pude-se alcançar até no topo das árvores. Seu tamanho total era 18 metros de altura e 25 de comprimento, viveu durante o período Jurássico no estado do Colorado, Estados Unidos. Mesmo com esse tamanho todo, recentemente foram descobertos outros dinossauros da mesma família do Braquiosaurus que eram bem maiores que ele, como Supersauro e Ultrasauro, essas duas espécies nós veremos mais à frente.

O Apatosaurus, originalmente chamado de Brontosauro foi outro Saurópode que viveu na América do Norte durante o Jurássico, medindo 10 metros de comprimento e até 23 de altura. Em 1909 um esqueleto de Apatosaurus foi descoberto pelo explorador Earl Douglass, que procurou dinossauros naquela região. O esqueleto de Apatosaurus levou 6 anos para ser retirado por completo das rochas, esta foi a primeira descoberta de Earl, o explorador. De 1909 até 1924 os paleontólogos removeram 295 toneladas de ossos de dinossauros de rochas daquela região. Em 1915 naquela região foi criado o parque Monumento Nacional dos Dinossauros. Este dinossauro possuía uma cauda longa que usava para chicotear predadores que tentassem atacá-lo.

Saltasaurus loricatus, foi um Saurópode que viveu durante o período Cretáceo e media 12 metros de comprimento e 5 metros de altura, e pesando cerca de 8 toneladas. Seu nome significa "Lagarto de Salta", pois em 1980 esse dinossauro foi descoberto na cidade de Salta, Argentina. Este dinossauro possuía vários caroços ósseos nas costas.


O Ampelosaurus viveu na Europa durante o período Cretáceo, mais especificamente seus fósseis foram descobertos na França. Este dinossauro media aproximadamente 15 metros de comprimento, sua principal característica era uma armadura nas costas na forma de osteodermas.


O Supersaurus, cujo nome significa "super réptil" era uma espécie de dinossauro raro durante o Jurássico, pois do seu esqueleto se conhece apenas poucos ossos, sendo que sua aparência é baseada em outros dinossauros da mesma família. Medindo aproximadamente 30 metros de comprimento, este dinossauro viveu na América do Norte.

Amargasaurus cazuei, cujo nome significa "lagarto de La Amarga" foi um Saurópode que assim como o Saltasaurus viveu na Argentina. Medindo entre 9 e 12 metros de comprimento, 4 metros de altura e pesando aproximadamente entre 5 e 7 toneladas este dinossauro viveu do final do período Jurássico até o início do Cretáceo. A sua característica mais marcante é que suas vértebras possuíam prolongamentos ósseos de quase 1 metro que se estendiam por todas as suas costas. Esses prolongamentos eram como enormes espinhos que eram usados para o animal se proteger do ataque de predadores.

Ultrasaurus tabriensis foi um Saurópode que viveu no fim do Jurássico na Ásia e media cerca de 38 metros de comprimento e 22 de altura, pesando aproximadamente 90 toneladas. O Ultrasaurus foi um dos maiores Saurópodes que já existiu.

Outros Saurópodes que também se destacam como o Seismosaurus, Argentinosaurus, Diplodocus, Mamenchisaurus e Sauroposeidon vocês podem conhecer na postagem 'Dinossauros recordistas', para ver essa postagem clique aqui.
Nessa postagem vimos quem foram os Saurópodes, suas principais características e algumas das espécies mais conhecidas. O próximo post vai mostrar os dinossauros carnívoros, os Terópodes.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Os dinossauros gigantes!!!
  

Os Saurópodes




    Os Saurópodes foram um dos dois grandes grupos de dinossauros saurísquios  ou dinossauros com bacia de réptil. Os seus corpos eram enormes, com um pescoço muito comprido que terminava em um cabeça muito pequena. A cauda, também muito comprida, junto com uma grande unha que a maioria dos saurópodes possuíam na pata dianteira eram suas únicas armas de defesa além de seu tamanho. Eram quadrúpedes, com patas altas, retas como colunas, terminadas em pés dotados de dedos curtos e bastante parecidas com as dos elefantes. A sua dieta alimentar era vegetariana. Muitos deles não dispunham de mandíbulas e dentes apropriados para mastigar, de modo que engoliam grandes quantidades de matéria vegetal que, em seguida, eram " trituradas " no estômago por pedras ingeridas para facilitar a fermentação e a digestão do alimento.

Fonte: avph.com.br


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Um herbívoro do Oeste

Pesquisadores descobrem esqueleto de um antecedente dos saurópodes em Utah, nos Estados Unidos. O réptil, de um grupo pouco comum naquele país, chama a atenção por ter sido encontrado de cabeça para baixo em uma camada de arenito.
Por: Alexander Kellner
Publicado em 02/04/2010 | Atualizado em 02/04/2010
Um herbívoro do Oeste
Ossos do dinossauro 'Saitaad ruessi' encontrados em Utah. Os fósseis foram encontrados em uma camada de arenito com idade de cerca de 185 milhões de anos (foto: Museu de História Natural de Utah / Univ. de Utah).
Quando ouve falar nos dinossauros, em que tipo de animal você pensa? Certamente a maioria das pessoas responderá: um animal de grande porte, com pescoço e cauda bem compridos, cabeça pequena e corpo volumoso. Em linhas gerais, essa é a aparência típica dos saurópodes.
Esse grupo de répteis pré-históricos é muito bem representado nos principais depósitos fossilíferos dodo Cretáceo, mas sua origem é bastante debatida pelos pesquisadores. Jurássico e
Os animais que antecederam esses dinossauros são conhecidos como sauropodomorfos basais. Eles foram encontrados em camadas que vão do Triássico Superior ao Jurássico Inferior, em muitas partes do mundo como Argentina, Ásia, África, Europa e até na Antártica. Também no Brasil os sauropodomorfos basais estão representados com o Unaysaurus e o Saturnalia (talvez o mais primitivo de todos) do Rio Grande do Sul.
uriosamente, apesar das intensas pesquisas sobre dinossauros nos Estados Unidos, o registro de sauropodomorfos basais naquele país é bastante escasso. Isso começa a se modificar com a descoberta de uma nova espécie – o Saitaad ruessi – pelos pesquisadores Joseph Sertich (Universidade de Stony Brook, Nova York) e Mark Loewen (Museu de História Natural de Utah, Salt Lake City). O novo réptil foi descrito em artigo que acaba se ser publicado pela revista PLoS One.
Um único esqueleto de Saitaad ruessi foi encontrado ao acaso por um artista chamado Joe Pachek, que avistou ossos em um penhasco na região de Comb Ridge, em San Juan, no sul do estado de Utah. Nessa área são encontradas rochas do Jurássico Inferior formadas há aproximadamente 185 milhões de anos e denominadas de ‘arenito de Navajo’.
Ninho das Águias
Os fósseis do 'Saitaad ruessi'foram encontrados na parede de um penhasco quase vertical, logo abaixo de uma formação que os indígenas locais chamavam de 'Ninho das Águias' (foto: Museu de História Natural de Utah / Univ. de Utah).

Ambiente árido

O exemplar estava preservado em uma camada de arenito depositado pelo vento em um ambiente desértico. Logo abaixo dessa camada são encontradas as rochas da Formação Kayenta, que representa um antigo ambiente formado por rios. Isso sugere que o dinossauro vivia provavelmente em um ambiente muito árido, no qual ocasionalmente os rios eram assoreados por dunas – o que, diga-se de passagem, também ocorre em algumas regiões nos dias de hoje.
Avisados, os pesquisadores do Museu de História Natural de Utah foram ao local e constataram que o exemplar era realmente interessante, mas a sua coleta não seria nada fácil: os ossos estavam na parede de um penhasco quase vertical. Ao contrário do que se faz normalmente, a coleta não se daria em uma camada horizontal, mas seria necessário escavar ‘para dentro’ da parede – algo nada trivial. As complicações não pararam por aí. A rocha era muito dura – justamente a pior combinação para recuperar um fóssil.
Para a retirada do exemplar foi necessário empregar uma serra industrial com uma lâmina de serra diamantada – nada de pincéis ou trinchas como no filme Jurassic Park. O trabalho avançou lentamente, pois havia o risco de fraturar esqueleto. Mesmo com todo cuidado – que envolveu os tradicionais martelos e ponteiras –, o que todos temiam acabou acontecendo: o bloco com o dinossauro se partiu em dois, para desespero dos pesquisadores. Apesar do susto inicial, felizmente não foi nada grave e a maioria dos ossos quebrados puderam ser cuidadosamente restaurados no laboratório.
Apesar da dureza da rocha, os ossos eram frágeis. Assim, os preparadores optaram por isolar apenas alguns elementos e expor os demais somente em um dos lados, mantendo-os na forma em que foram encontrados. As partes que ficaram escondidas nas rochas puderam ser estudadas com ajuda de imagens de tomografia – técnica cada vez mais utilizada na pesquisa paleontológica.
Esqueleto de 'Saitaad ruessi'
Reconstrução do esqueleto do 'Saitaad ruessi', réptil do Jurássico que media 3,5 metros do focinho à cauda. Os ossos representados em branco foram encontrados; os cinzentos se perderam (reprodução / PLoS One).
No final, tudo valeu a pena: os esforços foram recompensados com a descoberta de um novo sauropodomorfo basal – bastante raro naquele país. As principais feições que distinguem o Seitaad ruessi das outras espécies do grupo estão localizadas nos braços e mãos, que sugerem uma musculatura muito desenvolvida. O animal tinha aproximadamente 3,5 metros do focinho à cauda. Ele era, portanto,  bem menor do que os saurópodes, seus parentes mais distantes.

De cabeça para baixo

De cabeça para baixo
O esquema mostra como os fósseis encontrados estavam enterrados. O esqueleto do animal foi preservado em uma posição inusitada, de cabeça para baixo, o que indica que pode ter sido soterrado após o colapso de uma duna (reprodução / PLoS One).
Um fato que deixou Joseph Sertich e Mark Loewen muito intrigados é a maneira um tanto inusitada de como o esqueleto de Seitaad estava preservado: inclinado, quase verticalmente em relação à superfície da camada rochosa, tendo a região da cabeça – que não ficou preservada – disposta para baixo. Este tipo de postura difere muito do que normalmente ocorre nos achados de vertebrados fossilizados, geralmente dispostos paralelamente à superfície da camada.
Embora seja difícil inferir o que aconteceu, os pesquisadores observaram que o esqueleto estava articulado, com praticamente todos os ossos encontrados dispostos em posição anatômica. Esse fato indica claramente que tecido mole – como músculos e tendões – estavam presentes mantendo todas as partes encontradas do esqueleto em posição quando esse indivíduo foi soterrado.
Porém, ao contrário do que se poderia pensar, o dinossauro não foi enterrado vivo – faltam muitas partes. Algumas – como o pescoço e a cabeça – deveriam estar originalmente presentes, mas foram perdidas devido à erosão. Mas a falta de outros ossos, como alguns das pernas, indica que o espécime de Seitaad  já deveria estar morto quando foi soterrado.
A melhor explicação é que, após a morte do animal, ele ficou exposto por algum tempo até um momento em que houve o colapso de uma duna, fazendo com que ele ficasse de cabeça para baixo e, em seguida, fosse soterrado pela areia.
Possivelmente essa curiosa preservação inspirou a escolha do nome da nova fera: Seitaad vem de Séít'áád, uma criatura mitológica da tribo indígena Diné que soterrava as suas vítimas em dunas de areia. O nome da espécie homenageia também o naturalista Everett Ruess (1914-1934?), que sumiu misteriosamente ao explorar o estado de Utah.

Laços de família

Joseph Sertich e Mark Loewen também tentaram estabelecer com quais outras espécies de sauropodomorfos primitivos o Seitaad ruessi estava mais proximamente relacionado. Infelizmente, os resultados não foram conclusivos: a nova espécie podia tanto estar mais relacionada a algumas formas da Argentina como da Europa ou mesmo da África.
De qualquer maneira, antes da descoberta do Seitaad, os registros de dinossauros sauropodomorfos nos Estados Unidos, particularmente em Utah, eram muito escassos e incompletos, formados por sequências de vértebras caudais ou de ossos isolados, o que restringia muito as informações desse grupo.
O encontro desse novo exemplar abre a esperança de que mais esqueletos desses dinossauros sejam encontrados na região, o que ajudaria a elucidar como os sauropodomorfos primitivos evoluíram e se distribuíram em todos os continentes.

Alexander Kellner
Museu Nacional/ UFRJ
Academia Brasileira de Ciências

sábado, 25 de setembro de 2010

For those of you who care about such things, the new issue 66(2) of the Bulletin of Zoological Nomenclature contains two comments on our petition to the ICZN to fix Cetiosaurus oxoniensis as the type species of the historically important genus Cetiosaurus (Upchurch et al. 2009) — both of them supporting the proposal  (Barrett 2009 and Galton 2009).
Cetiosaurus oxoniensis dorsal vertebra in anterior, right lateral and posterior views.  From Upchurch and Martin (2002:fig 5)
Cetiosaurus oxoniensis dorsal vertebra in anterior, right lateral and posterior views. From Upchurch and Martin (2002:fig 5)
Paul Barrett wrote (in part):
Cetiosaurus was the first sauropod dinosaur to be scientifically described (Owen, 1841) and one of the earliest dinosaurs to be recognised: the taxon is clearly of historical importance and stabilising its taxonomy would represent an important contribution to dinosaur studies.
[...]
Cetiosaurus is not only a historically important taxon, but also one that has been used to specify other groups within Dinosauria, including Cetiosauridae. In addition, Ornithischia, one of the major dinosaur sub-groups, has been defined as all dinosaurs that are more closely related to Iguanodon than they are to Cetiosaurus (Norman et al., 2004).
(I’d completely missed that use of Cetiosaurus as an external specifier for Ornithischia, which I suppose just goes to show that I should pay more attention to the ornithischian literature.)
Pete Galton wrote (in part):
It should be noted that the “Monograph of the genus Cetiosaurus” by Owen (1875) is based almost entirely on the Bletchington Station material of C. oxoniensis (Owen even used Phillips’ figures!). Also, as noted by Galton & Knoll (2006), the family CETIOSAURIDAE Lydekker, 1888 is based on C. oxoniensis Phillips, 1871 because Lydekker (1888, p. 137) indicated it as being the type species of Cetiosaurus Owen.
More good arguments there for the conservation of prevalent usage by formally recognising C. oxoniensis.
Anyone else who has strong feelings on this subject, either way, should get them in writing to the Executive Secretary, ICZN., c/o Natural History Museum, Cromwell Road, London SW7 5BD, U.K. (e-mail: iczn@nhm.ac.uk).

References

domingo, 4 de julho de 2010

Neosauropods sought out geothermal vents to keep their eggs warm.

Rex Dalton

An intimate view of a Cretaceous hatchery shows that some dinosaurs liked their nesting sites steam-heated — by geothermal vents.

A paper in Nature Communications today1 says that certain dinosaurs regularly returned to geothermal fields to shape nests and deposit eggs more than 100 million years ago.

Palaeontologists found the nesting site in Sanagasta Valley in La Rioja province, northwestern Argentina. It is the first to definitively show that some neosauropods — the group that includes Chubutisaurus insignis — had specific nesting grounds, as many migratory birds do today.

"Before this, we had absolutely no information about the selection and environment of dinosaur nests," says Romain Amiot, a palaeontologist at the University of Lyon in France who was not involved in the research. "It gives us a better understanding of dinosaur biology."

Last summer, authors Gerald Grellet-Tinner, an associate researcher at the Field Museum in Chicago, Illinois, and doctoral student Lucas Fiorelli, of the Regional Research Center for Scientific Investigation and Technology Transfer (CRILAR) in La Rioja, mapped 80 clutches of eggs found at Sanagasta to within 3 metres of geothermal conduits. Geochemical analysis of sedimentary minerals in the eggs allowed the team to estimate an incubation period of 1–2 months at 60–100 °C.

The concentration of elements in the eggshells and associated sediments matched those present during the Gondwanic hydrothermic cycle — a particular period of geothermal venting that began 134 million years ago, and is thought to have ended by 110 million years ago.
Acidic incubation

The team found that the eggs were large and thick-shelled when freshly laid, an adaptation that may have evolved to allow them to safely incubate in the acidic environment near geyser fountains. The eggs were up to 21 centimetres in diameter, and the shell thickness ranged from 1.29 to 7.54 millimetres, suggesting that they got thinner with time.

"We think the acid in the moisture from the geothermal flow leached into the eggs during incubation, eventually making them thinner for the babies to break out," says Grellet-Tinner.

Most of the nests contained 3–12 eggs, but some held up to 35, spread over up 2 square metres. The eggs were stacked in two rows, with more in the top tier.

The substantial numbers of eggs found in some nests might show that the dinosaurs were boosting chances of species survival, says Grellet-Tinner — just as modern crocodiles do when they heap their eggs in nests of mud and plants incubated by sunlight. However, given that geological shifts could cut off the steam, the sites were also highly vulnerable.

No fossilized dinosaur bones or embryos have been located at the new site. Researchers are still looking for fossils to conclusively identify the species that left the nests.

Today, a type of endangered turkey called the megapode (Megapodius prichardii) nests in similarly volcanically heated burrows on Niuafo'ou island, Tonga.
Rich record

Dinosaur eggs have been found on almost every continent. Argentina has one of the richest egg records, and some have even been discovered with fossilized embryos inside; the Auca Mahuevo site in Neuquén province south of La Rioja has provided a particularly large number. Auca Mahuevo eggs — which range from 12–14 centimetres in diameter — have been shown to be those of the neosauropod titanosaurus, which could reach 20 metres in length.

The newly discovered Sanagasta site consists of a 300,000-m2 field of geothermal conduits atop granite terraces. The geyser system is similar to that at Yellowstone National Park, Wyoming, the authors say.

"This is an amazing find, revealing an unsuspected and very specific nesting behaviour," says Diego Pol, a palaeontologist at Egidio Feruglio Palaeontological Museum in Trelew, Argentina. "The eggs most likely belong to sauropods, the most common herbivorous animals in the Cretaceous in South America. Titanosaurs were the only sauropods there that survived late into the Cretaceous," he says.

Once the species is pinned down, the many artists who specialize in depictions of dinosaurs will have a field day creating reproductions of 'rookeries' resting on granite slabs heated by spewing geysers.

*
References
1. Grellet-Tinner, G. & Fiorelli, L. E. Nat. Commun. doi:10.1038/ncomms1031 (2010)

Fonte: http://www.nature.com/news/2010/100629/full/news.2010.319.html