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sexta-feira, 14 de abril de 2023

 

Os corpos dos pântanos bem preservados da Europa entregam seus segredos

Lesões traumáticas e enterros frequentes em alguns locais sugerem sacrifício ritual

Cabeça do corpo do pântano Tollund Man
Sven Rosborn/Wikimedia Commons

Os pântanos esponjosos e cobertos de turfa da Europa preservam em detalhes surpreendentes os “corpos dos pântanos” – restos humanos cuja decomposição foi praticamente interrompida pelos ambientes altamente ácidos e com baixo teor de oxigênio. 

Alguns desses corpos datam de 7.000 anos; muitos (incluindo Tollund Man da Dinamarca, visto acima) parecem ter sido mortos ritualmente. Embora a pesquisa ao longo dos anos tenha se concentrado em corpos individuais do pântano, um estudo publicado no mês passado na Antiquity visa dar uma perspectiva muito mais ampla sobre esses enterros incomuns

Os pesquisadores vasculharam o registro histórico em busca de informações sobre múmias e esqueletos de pântanos de pântanos na Irlanda, Suécia, Alemanha e outros países, o The New York Times relata . Eles contaram cerca de 1.000 corpos de pântano em mais de 250 locais. Feridas nos corpos sugerem que muitos sofreram mortes violentas. Suas idades revelaram padrões inesperados, como uma onda misteriosa de mortes violentas entre 1.000 a.C. e 1.100 d.C. 

Em alguns pântanos da Dinamarca, sul da Noruega e Suécia, corpos foram despejados repetidas vezes, sugerindo que depositar os mortos aqui pode ter sido parte de uma tradição ritualística.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Túmulo de 78 mil anos é o mais antigo já encontrado na África

Descoberta em uma caverna no Quênia, sepultura reforça teoria de que humanos da Idade da Pedra já realizavam rituais funerários.

Por Carolina Fioratti Atualizado em 6 Maio 2021, 18h20 - Publicado em 6 Maio 2021, 18h17

Diferente de outros animais, os seres humanos não deixam seus entes queridos largados em qualquer canto após a morte. Somos os únicos que fazem enterros e, mais do que isso, respeitamos e cultuamos aquele corpo como se ele ainda estivesse vivo.

O momento exato da História em que essa prática começou ainda é um mistério, mas a maior parte dos registros de enterros intencionais compreendem os últimos 30 mil anos. Agora, uma nova sepultura encontrada na África pode ajudar a provar que o costume é bem mais antigo, podendo ter começado há mais de 70 milênios.  

O túmulo foi encontrado na caverna Panga ya Saidi, localizada ao longo da costa do Quênia. A história começa em 2013, quando arqueólogos que exploravam a área retiraram uma amostra de sedimento para datação e encontraram ali resquícios de ossos degradados. Eles voltaram para escavar o local e, finalmente, encontraram a cova repleta de ossos.

Contudo, os arqueólogos não podiam tocar nas evidências sem que elas começassem a se esfarelar. A solução foi moldar os ossos em gesso para que eles pudessem ser levados para estudo nos Museus Nacionais do Quênia e, posteriormente, para o Centro Nacional de Pesquisa sobre Evolução Humana em Burgos, na Espanha. Todo o processo levou cerca de quatro anos.

Os cientistas descreveram a descoberta em um estudo publicado na última quarta-feira (5) na revista Nature. De acordo com os pesquisadores, os ossos pertencem a uma criança Homo sapiens, provavelmente do sexo masculino, que morreu quando tinha entre dois anos e meio e três anos. O garoto estava enrolado em uma mortalha já degradada, provavelmente feita de folhas grandes ou pele de animais, e foi encaixado na cova rasa em posição fetal.

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Além disso, as análises sugerem que uma espécie de travesseiro foi posta sob sua cabeça, como se o menino fosse realmente entrar em um sono eterno. Os restos mortais datam de 78 mil anos atrás, o que levou os cientistas a classificarem o suposto sepultamento como o mais antigo feito por humanos modernos no continente africano. 

Representação da pose da criança, em desenho
Representação de como a criança pode ter sido sepultada em seu túmulo. The National Research Center on Human Evolution/Reprodução

A África parece ter sido o local de surgimento de outras práticas adotadas pelos humanos, como o uso de joias e a pintura com pigmento ocre. Os cientistas não descartam a possibilidade dos rituais funerários também terem se originado lá, espalhando-se depois pelo mundo a partir de seus migrantes. Até a recente descoberta, os possíveis enterros intencionais mais antigos do continente datavam de 68 e 74 mil anos atrás, respectivamente, em Taramsa (Egito) e na Caverna da Fronteira (África do Sul). 


  • Mas ainda há a possibilidade da cultura dos sepultamentos ser anterior a este episódio registrado no Quênia. Pedaços de ocre vermelho encontrados próximos de ossadas de 100 mil anos na caverna Qafzeh, em Israel, sugerem que o material pode ter sido empregado em algum tipo de ritual funerário, sendo um dos casos mais antigos fora do continente africano.

    Todos os últimos casos citados se referem ao Homo sapiens, mas a espécie pode não ter sido a única a sepultar seus mortos. No início de 2020, pesquisadores encontraram restos mortais de 70 mil anos na caverna de Shanidar, no Iraque, que remetiam aos neandertais – uma espécie primitiva de hominídeo, já extinta.

    De toda forma, ainda não é possível dizer se os neandertais começaram a sepultar os mortos independentemente, se aprenderam com os humanos modernos ou, ainda, se foi um costume herdado de ancestrais comuns de ambos.  

    O menino encontrado no Quênia recebeu o nome de Mtoto, que significa “criança” em suaíli. Não se sabe do que o garoto morreu, mas o cuidado tido com seu corpo, sugerido pela forma que foi embalado e pelo travesseiro, mostram que o objetivo não era simplesmente se livrar de um cadáver. Além disso, o sepultamento parece ter sido feito no próprio local em que as pessoas viviam, já que a caverna Panga ya Saidi é conhecida como um espaço de habitação, que abriga, inclusive, outros túmulos mais jovens. São necessários mais estudos na região para, quem sabe, encontrar novas covas e desvendar um pouco mais sobre essa (fúnebre) história.


    quarta-feira, 20 de março de 2019

    Quando os humanos começaram a realizar funerais?

    Dois acúmulos de fósseis humanos de mais de 300.000 anos foram obra de humanos com intenção simbólica?

    Reconstrução do enterro neandertal de La Chapelle-aux-Saints, França, o primeiro atribuído a uma espécie diferente do Homo sapiens.
    Reconstrução do enterro neandertal de La Chapelle-aux-Saints, França, o primeiro atribuído a uma espécie diferente do Homo sapiens.
    Durante milênios, os seres humanos acreditaram ser o centro do universo, o povo eleito que tinha herdado a Terra. Depois, o relato começou a mudar. As teorias evolutivas mostraram que compartilhávamos ancestrais com todos os animais que povoam o planeta e os astrônomos nos colocaram na periferia de uma entre bilhões de galáxias. Mas, depois de nos tirar do centro da criação, os cientistas, que não sentem aversão pelo ego humano, muito pelo contrário, tentaram entender o que nos separa do resto dos seres vivos, o que nos faz especiais.
    Nossa reação diante da morte parece ser uma dessas características. Há outros animais que se lamentam quando morre alguém próximo, que se consolam e sabem que o que aconteceu é irreversível. Mas nenhum honra seus mortos com os complexos rituais humanos. Por enquanto, além de nossa espécie, só os neandertais parecem gozar (ou sofrer) da capacidade de abstração e previsão suficiente para assumir sua mortalidade e a de seus congêneres e atuar com a solenidade que esse conhecimento exige.

    Os primeiros a falar de rituais funerários realizados por alguma espécie diferente do Homo sapiens foram os irmãos Jean e Amédée Bouyssonie, dois padres católicos que em 1908 descobriram os restos de um neandertal de 50.000 anos na cova de La Chapelle-aux-Saints, na França. Segundo os Bouyssonie, a posição fetal do corpo e as ferramentas que o acompanhavam na vala onde o encontraram indicavam um enterro intencional. Especulando, sugeriam que os autores daquele ritual tinham capacidade simbólica e acreditavam em uma vida depois da morte. A condição sacerdotal dos irmãos e as dúvidas sobre suas técnicas de escavação fizeram com que outros cientistas de maior prestígio desdenhassem sua hipótese. Entretanto, um artigo publicado em 2013 na revista PNAS sugeria que, no mínimo, os parentes daquele velho neandertal o enterraram intencionalmente e cuidadosamente.

    Em 1908, dois padres católicos encontraram os restos de um neandertal que, segundo eles, tinha sido enterrado conforme crenças na vida além da morte
    No início do século passado, os neandertais ainda eram vistos como brutos, alheios às glórias intelectuais da humanidade. Desde então, os achados arqueológicos os revelaram como uma espécie muito próxima à nossa, à qual é atribuída inclusive a primeira obra de arte da história. No momento, os únicos animais capazes de realizar algo par

    Nas tarefas de definição da família humana, parece difícil rejeitar os neandertais, mas quando se trata de ir além disso, aumentam as dúvidas. Neste território nebuloso se encontram dois sítios arqueológicos surpreendentes, a Sima de los Huesos de Atapuerca, em Burgos (no norte da Espanha), e a caverna Rising Star, a 50 quilômetros de Johannesburgo (África do Sul).
    Na primeira se encontraram ossos de 28 indivíduos de diferentes idades da espécie Homo heidelbergensis, uns ancestrais dos neandertais que viveram nessa zona da serra de Burgos 400.000 anos atrás. Em 2012, Juan Luis Arsuaga, um dos diretores da jazida de Atapuerca, afirmava que “se trataria do primeiro santuário da humanidade” e que a Sima de los Huesos era “a prova mais antiga de um comportamento funerário e de uma acumulação coletiva” de restos fósseis humanos. A descoberta, juntamente com os cadáveres, da Excalibur, uma machadinha avermelhada feita com um material pouco frequente na zona, foi interpretada como um tributo aos mortos que fortaleceria a hipótese de enterro com sentido simbólico.
    O caso da jazida sul-africana é ainda mais surpreendente. Os heidelbergensis estão na linha de ancestrais diretos dos neandertais e seu crânio já tem um tamanho grande. O caso do Homo naledi, a espécie encontrada em Rising Star, é muito distinto. Possuía um crânio de apenas 500 centímetros cúbicos, menos da metade do de um heidelbergensis. De fato, antes que os restos fossem datados com precisão, suas características anatômicas levaram a pensar que tivessem vivido dois milhões de anos atrás. A datação revelou que, apesar de algumas características supostamente primitivas, existiram há menos de 300.000 anos, muito depois da morte dos humanos encontrados na Sima de los Huesos.
    Na Sima de los Huesos foram encontrados os restos de 28 indivíduos de distintas idades mortos há 400.000 anos
    Para chegar até a câmara onde se acharam os ossos era necessário percorrer 80 metros de caverna, subir por uma parede e descer por uma fenda estreita. Um trajeto na escuridão que parece o único pelo qual os ossos daqueles anciães, adultos e crianças foram levados até lá. Além disso, nenhum tem sinais de ter sido devorado por algum animal, como ocorre na jazida de Burgos.
    A ausência de outras amostras de comportamento simbólico, como pinturas ou figuras esculpidas, que possam ser associadas sem nenhuma dúvida a essas duas espécies, põe em dúvida que se trate de um enterro voluntário feito por indivíduos preocupados com o destino dos mortos. Além disso, nesta mesma semana foi publicado um artigo na revista PNAS que sugere até mesmo que o inesperado acúmulo de fósseis humanos possa ser casual.

    Uma equipe internacional de cientistas liderada por Charles Egeland, da Universidade da Carolina do Norte em Greensboro, utilizou um sistema de inteligência artificial para comparar o acúmulo de restos humanos de Atapuerca e Rising Star com outras jazidas nas quais sem dúvida houve enterros humanos e com acúmulos de ossos de animais que foram casuais. Depois, “usando algoritmos de aprendizagem como os que a Amazon utiliza para prever o comportamento dos clientes ou os utilizados em carros autônomos, pedimos que nos interpretem o que é a Sima de los Huesos e o que é a jazida dos naledis”, explica Manuel Domínguez-Rodrigo, pesquisador da Universidade Complutense de Madri e coautor do estudo.

    Frans de Waal considera que, se os chimpanzés permanecessem muito tempo no mesmo lugar, também ocultariam os cadáveres

    Os resultados destas simulações cibernéticas indicam que os acúmulos de fósseis dos sítios arqueológicos espanhol e sul-africano são similares aos de restos humanos que tinham sido consumidos como carniça e aos de babuínos que morreram de forma natural e cujos restos acabaram depois em uma caverna. Os autores do trabalho esclarecem que seus resultados não refutam a origem humana dos acúmulos dos heidelbergensis e dos naledis, mas sugerem que podem ser o resultado de um acúmulo casual ou influenciado em parte por animais que tenham devorado os corpos dos falecidos.
    “O que o estudo destaca sem ambiguidade é que a interpretação atual da equipe de Atapuerca de que a Sima é uma acumulação antrópica com mínimo impacto de carnívoros tem de ser rejeitada. O estudo mostra que essa acumulação ou é natural ou, se for antrópica, sofreu uma alteração considerável de carnívoros, o que obriga a investigar qual carnívoro teria sido, já que normalmente os ursos quase não modificam os ossos”, conclui Domínguez Rodrigo. Ele considera que “a evidência não permite assegurar que algum dos dois acúmulos tenha sido realizado por hominídeos” e serão necessários estudos mais exaustivos para confirmar se alguma dessas espécies tinha uma consciência da mortalidade similar à nossa.

    José María Bermúdez de Castro, codiretor das jazidas de Atapuerca, considera que o fato de que os próprios heidelbergensis tenham depositado os cadáveres na Sima de los Huesos está fora de dúvida. “Outra coisa é que se discuta se fizeram isso com uma intenção ritual, como fizeram os neandertais ou fazemos nós”, acrescenta. “Não me estranharia nada que tenham feito [com essa intenção], porque são quase neandertais”, continua. Por outro lado, Bermúdez de Castro lamenta que os autores tenham escrito seu artigo sem visitar Atapuerca. “Para escrever um artigo científico é preciso visitar as jazidas. Esses autores não conhecem a jazida, isso é vergonhoso”, afirma.

    Sem novas descobertas que relacionem essas espécies que viveram há mais de 300.000 anos com comportamentos simbólicos, embora se possa afirmar com certa confiança que foram humanos que jogaram seus congêneres naqueles poços, continuará sendo difícil assegurar que tenham feito isso como parte de um ritual para facilitar sua passagem para outro mundo ou trazer alívio para os que ficaram neste. Como recordava Frans de Waal em um artigo sobre o assunto, se animais como os chimpanzés se assentassem durante muito tempo no mesmo lugar, perceberiam que os cadáveres atraem predadores perigosos. “Não excederia de forma nenhuma a capacidade mental do símio resolver o problema cobrindo os cadáveres fedorentos ou removendo-os de seu meio”, escreveu ele. Mas, por enquanto, só podemos assegurar que há duas espécies conscientes de que todos vamos morrer.

    sábado, 27 de outubro de 2018

    Este cavalo de 3.000 anos de idade tem um enterro de estilo humano


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    This 3,000-Year-Old Horse Got a Human-Style Burial

    Discovered in 2011, the ancient remains of a chariot-pulling horse were found in a tomb more than five feet underground.
    Credit: Schrader et al./Antiquity Journal, doi.org/10.15184/aqy.2017.239
    Há mais de 3.000 anos, no vale do rio Nilo, um corpo foi cuidadosamente preparado para o enterro cerimonial. Foi envolvido em uma mortalha e colocado em uma tumba, cercado por objetos importantes que demonstraram seu status elevado.

    Os presentes provavelmente tinham rostos longos ao enviarem seu ente querido para um descanso eterno. Mas o rosto mais longo de todos provavelmente pertencia ao ocupante do túmulo - um cavalo puxador de carruagens, que era importante o suficiente para merecer um enterro ornamentado, normalmente reservado a pessoas de alto escalão. Os cientistas descobriram o cavalo pela primeira vez em 2011 em Tombos, um local localizado no Vale do Nilo, no que é hoje o Sudão. O esqueleto data de cerca de 949 a.C., e acredita-se que seja o esqueleto de cavalo mais competitivo daquele período já encontrado, de acordo com um novo estudo descrevendo a sepultura e seu conteúdo, publicado on-line em 25 de abril no Antiquity Journal.

    Os antigos egípcios estabeleceram Tombos por volta de 1450 a.C. como um posto avançado estrangeiro no reino rival da Núbia. A cidade mais tarde surgiu como uma importante comunidade núbia depois de se retirar do domínio egípcio. Artefatos descobertos em sítios arqueológicos em Tombos revelam muito sobre a influência da cultura egípcia, bem como servem para iluminar aspectos da vida cotidiana que eram nitidamente núbios, escreveram os cientistas no estudo.

    When the site was first excavated, archaeologists found a tomb complex with a chapel and pyramid aboveground, and a shaft leading to multiple chambers underground — a design typically associated with "elite" pyramid tombs, according to the study. The four burial chambers contained human remains from around 200 people representing several generations, along with pottery, tools and decorative objects.
    However, the tomb held very few animal remains, and finding such a well-preserved horse — in the shaft underneath the chapel, at a depth of about 5 feet (1.6 meters) — surprised the scientists, study co-author Michelle Buzon, a bioarchaeologist in the Department of Anthropology at Purdue University, said in a statement.
    "It was clear that the horse was an intentional burial, which was super fascinating," Buzon said.
    The tomb holding the horse's skeleton had multiple chambers containing artifacts and additional remains belonging to 200 people.

    The tomb holding the horse's skeleton had multiple chambers containing artifacts and additional remains belonging to 200 people.
    Credit: Schrader et al./Antiquity Journal, doi.org/10.15184/aqy.2017.239

    Bits of chestnut fur with white markings still clung to the animal's lower hind legs, and the researchers found decayed remnants of a shroud that helped them to date the burial to between 1,005 and 893 B.C., they wrote in the study. The tomb shaft around the skeleton also revealed other artifacts that hinted at the horse's status, including a carved scarab beetle and a piece of iron — likely once part of the animal's bridle — that is the oldest example of iron unearthed in Africa.
    After examining the horse's teeth and bones, the scientists determined that the animal was a mare that died when it was between 12 and 15 years old. Further analysis of the skeleton showed that it led an active life, and signs of stress in its ribs and spine hinted that it wore a harness for pulling a chariot. However, its age at the time of death indicates that the animal was cared for and valued by its owner during its lifetime, the study authors reported.

    A tomb burial for the horse suggests that the animal probably played a significant role in its owner's household, and was more than a mere beast of burden, while the iron bridle piece found in the tomb — an expensive and rare item that would have been made specifically for the horse — further helps to establish its elevated status, according to the study.

    Enquanto os enterros formais para cavalos eram raros na época, eles se tornaram mais comuns na sociedade núbia e egípcia, por volta de 728 a 657 a.C. Mas a atenção aos detalhes neste sepultamento e a reverência mostrada sugerem que os cavalos podem já ter alcançado uma representação simbólica de riqueza e poder para o povo núbio, e poderiam ter desempenhado um papel mais importante na cultura núbia - na vida e na morte - do que suspeitos anteriormente, relataram os pesquisadores.