Mostrando postagens com marcador cavalo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cavalo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Potro de 42.000 anos, sepultado em gelo, ainda tinha sangue líquido nas veias

Potro de 42.000 anos, sepultado em gelo, ainda tinha sangue líquido nas veias


Potro de 42.000 anos, sepultado em gelo, ainda tinha sangue líquido nas veias


Amostras de sangue fluido de um potro de 42.000 anos, encontrado no permafrost em 2018, foram extraídas na região de Yakutsk por cientistas siberianos. Os cientistas esperam coletar células viáveis ​​com o objetivo de clonar as espécies extintas de cavalos.
 
Na Depressão de Batagaika, em 11 de agosto de 2018 o potro macho foi descoberto. O Permafrost deixou os restos em excelente forma, aumentando a esperança de que suas células pudessem ser extraídas.
 
Pensa-se que o fóssil pertença a uma espécie extinta de cavalo conhecida como raça Lenskaya (também conhecida como cavalo Lena), como noticiou o Siberian Times no ano passado.
 
Uma colaboração entre a Universidade Federal do Nordeste de Yakutsk e a Sooam Biotech Research Foundation da Coreia do Sul está atualmente analisando os restos com a intenção explícita de clonar o cavalo pré-histórico. Para fazer isso, no entanto, os pesquisadores teriam que extrair e cultivar células somáticas viáveis ​​- algo que ainda não foram capazes de fazer.
 
Mais de 20 tentativas de cultivar células do tecido do animal falharam. Uma análise detalhada do cavalo começou no mês passado, com expectativa de duração do trabalho até o final de abril.
 
Como o Siberian Times relatou, os pesquisadores agora conseguiram extrair amostras de sangue líquido dos vasos cardíacos da amostra, que foram bem preservados devido a condições favoráveis ​​de enterro e ao permafrost, de acordo com Semyon Grigoryev, chefe do Museu Mammoth em Yakutsk. Não está claro se células viáveis ​​podem ser cultivadas a partir da amostra de sangue.
Pesquisadores coletam sangue líquido do potro da era do gelo encontrado congelado no permafrost da Sibéria.
Em entrevista à agência de notícias russa TASS e divulgada pelo Siberian Times, Grigoryev disse que a autópsia mostrou "órgãos maravilhosamente preservados" e tecidos musculares preservados com sua "cor avermelhada natural".
 
Além disso, o potro ainda exibe pelos na cabeça, pernas e partes do corpo. Ter "cabelos preservados é outra sensação científica, já que todos os cavalos antigos foram encontrados sem cabelos", disse Grigoryev. Quando vivo, o animal apresentava uma cor de louro, com cauda e crina pretas.
 
"Nossos estudos mostraram que, no momento da morte, o potro tinha de uma a duas semanas, então ele nasceu recentemente", disse Grigoryev. “Como nos casos anteriores de restos de animais pré-históricos realmente bem preservados, a causa da morte estava se afogando na lama que congelou e se transformou no permafrost.
 
Muita lama e lodo que o potro engoliu durante os últimos segundos de sua vida foram encontrados dentro de seu trato gastrointestinal. ”
 
A natureza conservada do cavalo, além da amostra de sangue, significa como "o animal da Era do Gelo mais bem preservado já encontrado no mundo", declarou Grigoryev. Bem, "melhor preservado" está nos olhos de quem vê, mas Grigoryev tem um argumento forte.
 
Em 2013, cientistas russos encontraram sangue líquido nos restos de um mamute lanoso de 15.000 anos. O sangue retirado do potro é 27.000 anos mais velho.
 
Como observado, um dos principais objetivos dessa colaboração entre a NEFU e a Sooam Biotech é reviver esse animal através dos processos de clonagem (como um importante aparte, a Sooam Biotech está no negócio de clonagem de cães de estimação na Coréia do Sul e seu principal pesquisador é Hwang Woo Suk, o controverso geneticista acusado de várias violações éticas flagrantes durante os anos 2000).
 
Aparentemente, o trabalho "é tão avançado" que a equipe está procurando uma égua substituta "para o papel histórico de dar à luz a espécie de retorno", relata o Siberian Times com seu entusiasmo típico e desenfreado.
 
Claramente, existem alguns problemas éticos e tecnológicos sérios que precisam ser abordados. Reviver espécies é controverso por várias razões, incluindo a diminuição da qualidade de vida do clone (que estará sujeita a experimentos durante toda a sua vida), o problema da diversidade genética e da consanguinidade e a ausência de um habitat da Era do Gelo para hospedar as espécies revividas, entre outras limitações.
 
A colaboração russo-coreana também está tentando clonar um mamute-lanoso, e a pesquisa obtida com a pesquisa sobre potros pode ser usada como base para o experimento pendente. A ressurreição de uma espécie extinta, gostemos ou não, pode acontecer mais cedo do que pensamos.

Fonte: https://www.archaeology-world.com/42000-year-old-foal-entombed-in-ice-still-had-liquid-blood-in-its-veins/?fbclid=IwAR1UUjeXTtkWpazJh5OiyaC2kSFErE9Rw-qqpPvO893rTQzGuKDh8QBurV0 

domingo, 7 de julho de 2019

O cavalo e a humanidade: Como os equinos ajudaram na construção da história

Ele já serviu de correio e meio de transporte. Ajudou a erguer e a afundar exércitos. Hoje virou esporte de luxo. Saiba como, carregando o homem em seu lombo, o cavalo ajudou a construir civilizações
Marcus Cabra - 07/07/2019
Pintura: Peito de sete cavalos por Theodore Gericault
Getty Images
A mitologia grega tem na imagem do centauro - metade homem, metade cavalo - um ser forte, inteligente e perigoso. Não era para menos. Deve ter sido aterrorizante para os gregos antigos, que nunca tinham visto uma pessoa montada naquele animal, enfrentar um bando de cavaleiros com arco e flecha invadindo seu território, saqueando riquezas e fugindo velozes. A figura do centauro provavelmente foi inspirada nos povos nômades da Ásia central, que começaram a atacar os assentamentos agrícolas no século 2 a.C. A destreza, a coordenação e a rapidez dos cavaleiros surpreenderam aquelas comunidades. Como era possível dominar um cavalo assim? Na verdade, o processo de domesticação foi demorado e não se sabe exatamente quando o homem começou a montar. Mas é certo que, a partir do momento em que isso aconteceu, surgiu uma nova forma de organização. Os cavalos passaram a ajudar na agricultura, a servir como meio de transporte e como armas de guerra, mudando a balança de poder entre as civilizações até a primeira metade do século 20 - quando as máquinas começaram a ser usadas nas batalhas. "Por meio do manejo do cavalo, o homem das estepes atingiu uma organização socioeconômica de grande sucesso. [...] Pastoreando os cavalos, os nômades administraram melhor os recursos disponíveis e evitaram as correrias desenfreadas que, frequentemente, terminavam com suas barrigas vazias", diz o pesquisador Bjarke Rink em Desvendando o Enigma do Centauro.
O cavalo existe há 55 milhões de anos. O gênero mais antigo de que se tem notícia é o Eohippus, que tinha a altura de um pônei e dedos nas patas. Há cerca de 3 milhões de anos surgiu a espécie Equus, ancestral do cavalo atual. Dotada de cascos, ela se espalhou por vários continentes. Uma das mais importantes características do cavalo - e que permitiu o sucesso de seu relacionamento com o homem - é que ele precisa de um líder. Sua capacidade, e mesmo vontade, de transferir lealdade determinou o reconhecimento do humano no lugar de outro equino como guia. E lá se foram juntos, homem e cavalo, rumo ao desenvolvimento das sociedades.
Clint Eastwood montado em um cavalo na série Spaghetti Westerns Getty Images
Entre as comunidades nômades que domesticaram o animal, os hunos se destacam. Eles podiam passar dias seguidos montados num cavalo. Até dormiam nas costas do animal, que servia de alimento, tração e transporte. O rei Átila devastou cidades inteiras, no século 5, com sua cavalaria.

Aos poucos, os demais povos aprenderam as habilidades equestres dos nômades. Ao conviver com o homem sedentário, o cavalo passou a ter outro papel, mais atrelado à vida econômica. As primeiras academias de equitação foram criadas na Idade Média, baseadas em técnicas violentas de conduta.

Invenções

"Todos os inventos europeus para economizar tempo foram inspirados no cavalo e na equitação, que acabaria lhe dando o domínio do mundo", escreveu Bjarke Rink. A nobreza do noroeste europeu foi responsável pela difusão do uso do cavalo numa rede de comunicação que depois se tranformaria nos correios. Até as calças foram inventadas para a equitação e depois adaptadas para o uso cotidiano. Nas cidades, os cavalos distribuíam todos os produtos agrícolas e manufaturados e ainda ofereciam locomoção para as viagens.

Quando a era das grandes navegações chegou, lá estavam eles. Para os nativos da América, os cavalos devem ter parecido monstros cruéis - o animal estava extinto na região. Os espanhóis tiraram vantagem disso e ajudaram a espalhar boatos de que os equinos eram bestas mágicas. Hernán Cortéz, que comandou a conquista do que é hoje o México, disse: "Próximo a Deus, devemos nossa vitória aos cavalos".

No Renascimento, Federico Grisone descobriu o que seria uma glória para a equitação clássica - e um alívio para os cavalos. Suas buscas em textos sobre os equinos renderam a descoberta do mais antigo texto sobre cavalaria, o Manual da Equitação, escrito pelo general grego Xenofonte, em 400 a.C. A obra, que tinha ficado desaparecida por 1 800 anos, oferece uma abordagem mais branda para o adestramento, sugerindo paciência e racionalidade no tratamento dos animais.

Os séculos 18 e 19 foram marcados por batalhas ferozes. O poder equestre de uma nação era decisivo. Montado, o guerreiro ficava maior, mais rápido e forte. "O papel mais importante de um cavalo numa batalha era fazer parte da cavalaria de frente. Essa operação, com centenas de milhares de cavalos emparelhados atacando o inimigo, era uma das mais apavorantes e temidas ações da história militar. Mil cavalos se movendo a 50 km/h é muito intimidador - além de fazer a terra tremer de verdade", afirma Louis DiMarco, autor de War Horse - The History of the Military Horse and Rider ("Cavalo de guerra, a história do cavalo militar e do cavaleiro",). A derrota de Napoleão em Waterloo (1815) foi um verdadeiro enfrentamento equestre. O general foi para o exílio e seu cavalo, Marengo, acabou incorporado às tropas britânicas.
Elizabeth Taylor balança a perna por cima de um cavalo enquanto monta em 1947 Getty Images
Nos séculos 19 e início do 20, o mundo estava bem diferente. Mas, cada vez mais, o homem dependia do cavalo. As cidades modernas estavam cheias deles. Nos anos 1800, já havia congestionamentos nas ruas de Londres. A Revolução Industrial não poupou os animais. "No século 19, o ‘horse power’ fazia sozinho o que a energia elétrica, o petróleo e o biodiesel somados fariam no século 20", diz Rink. Em 1870, cerca de 300 patentes foram registradas nos Estados Unidos para maquinários que utilizavam cavalos. "Alguns usos eram bem exóticos. Por exemplo, em Nova York, existiam ferry-boats movidos a cavalos que giravam as rodas", afirma Clay McShane, autor de The Horse in the City: Living Machines in the Nineteenth Century ("O cavalo na cidade: máquinas vivas no século 19"). Em 1900, 130 mil cavalos trabalhavam em Manhattan (mais de dez vezes o número de táxis nas ruas da metrópole, hoje).

O excesso de estrume, urina e carcaças causava sérios problemas. "No pico do uso, Nova York tinha um cavalo para cada 26 pessoas. Se fosse a São Paulo atual, seriam necessários 428 mil cavalos para a cidade funcionar", diz Clay McShane.
Logo que os carros chegaram, era difícil acreditar que o animal seria substituído. Mesmo nos anos 1940. "Ninguém imaginava que tantos avanços tecnológicos em energia e transporte pudessem torná-lo dispensável", afirma Rink. Mas foi o que aconteceu. Hoje os cavalos estão praticamente restritos às zonas rurais e centros esportivos. No entanto, cresce seu uso em tratamentos terapêuticos e como ferramenta educacional para treinar liderança, por exemplo. O fato é que o cavalo já provou seu valor na Terra. E ainda faz isso, todos os dias.

Jogos equestres

Os esportes com cavalos são quase tão antigos quanto sua domesticação. A corrida foi a primeira competição equestre de que se tem notícia, em 644 a.C., na 31ª Olimpíada de Atenas. O poeta grego Homero descreveu na Ilíada as regras para esse jogo, dizendo que o primeiro prêmio seria uma mulher "versada nas prendas domésticas". Depois vieram o polo (de origem oriental), as justas, que imitavam guerras com equipes de laçadores, e o enduro, que simulava as grandes cavalgadas realizadas pelos mensageiros. Até hoje, no Afeganistão, se pratica um jogo criado pelos súditos de Átila, rei dos hunos. No Buz Kashi, 300 cavaleiros tentam agarrar um bezerro. O salto derivou da caça às raposas e foi oficializado como uma competição de obstáculos de altura em 1865, na Irlanda. Muitos reis praticaram esportes com cavalos e por muitos anos essas competições foram "assuntos da nobreza". Ainda hoje pode-se dizer que os esportes equestres exigem uma boa condição financeira. É custoso adquirir e manter um cavalo. Alguns garanhões reprodutores ou campeões mundiais podem valer dezenas de milhões de dólares.

sábado, 27 de outubro de 2018

Este cavalo de 3.000 anos de idade tem um enterro de estilo humano


Partner Series
This 3,000-Year-Old Horse Got a Human-Style Burial

Discovered in 2011, the ancient remains of a chariot-pulling horse were found in a tomb more than five feet underground.
Credit: Schrader et al./Antiquity Journal, doi.org/10.15184/aqy.2017.239
Há mais de 3.000 anos, no vale do rio Nilo, um corpo foi cuidadosamente preparado para o enterro cerimonial. Foi envolvido em uma mortalha e colocado em uma tumba, cercado por objetos importantes que demonstraram seu status elevado.

Os presentes provavelmente tinham rostos longos ao enviarem seu ente querido para um descanso eterno. Mas o rosto mais longo de todos provavelmente pertencia ao ocupante do túmulo - um cavalo puxador de carruagens, que era importante o suficiente para merecer um enterro ornamentado, normalmente reservado a pessoas de alto escalão. Os cientistas descobriram o cavalo pela primeira vez em 2011 em Tombos, um local localizado no Vale do Nilo, no que é hoje o Sudão. O esqueleto data de cerca de 949 a.C., e acredita-se que seja o esqueleto de cavalo mais competitivo daquele período já encontrado, de acordo com um novo estudo descrevendo a sepultura e seu conteúdo, publicado on-line em 25 de abril no Antiquity Journal.

Os antigos egípcios estabeleceram Tombos por volta de 1450 a.C. como um posto avançado estrangeiro no reino rival da Núbia. A cidade mais tarde surgiu como uma importante comunidade núbia depois de se retirar do domínio egípcio. Artefatos descobertos em sítios arqueológicos em Tombos revelam muito sobre a influência da cultura egípcia, bem como servem para iluminar aspectos da vida cotidiana que eram nitidamente núbios, escreveram os cientistas no estudo.

When the site was first excavated, archaeologists found a tomb complex with a chapel and pyramid aboveground, and a shaft leading to multiple chambers underground — a design typically associated with "elite" pyramid tombs, according to the study. The four burial chambers contained human remains from around 200 people representing several generations, along with pottery, tools and decorative objects.
However, the tomb held very few animal remains, and finding such a well-preserved horse — in the shaft underneath the chapel, at a depth of about 5 feet (1.6 meters) — surprised the scientists, study co-author Michelle Buzon, a bioarchaeologist in the Department of Anthropology at Purdue University, said in a statement.
"It was clear that the horse was an intentional burial, which was super fascinating," Buzon said.
The tomb holding the horse's skeleton had multiple chambers containing artifacts and additional remains belonging to 200 people.

The tomb holding the horse's skeleton had multiple chambers containing artifacts and additional remains belonging to 200 people.
Credit: Schrader et al./Antiquity Journal, doi.org/10.15184/aqy.2017.239

Bits of chestnut fur with white markings still clung to the animal's lower hind legs, and the researchers found decayed remnants of a shroud that helped them to date the burial to between 1,005 and 893 B.C., they wrote in the study. The tomb shaft around the skeleton also revealed other artifacts that hinted at the horse's status, including a carved scarab beetle and a piece of iron — likely once part of the animal's bridle — that is the oldest example of iron unearthed in Africa.
After examining the horse's teeth and bones, the scientists determined that the animal was a mare that died when it was between 12 and 15 years old. Further analysis of the skeleton showed that it led an active life, and signs of stress in its ribs and spine hinted that it wore a harness for pulling a chariot. However, its age at the time of death indicates that the animal was cared for and valued by its owner during its lifetime, the study authors reported.

A tomb burial for the horse suggests that the animal probably played a significant role in its owner's household, and was more than a mere beast of burden, while the iron bridle piece found in the tomb — an expensive and rare item that would have been made specifically for the horse — further helps to establish its elevated status, according to the study.

Enquanto os enterros formais para cavalos eram raros na época, eles se tornaram mais comuns na sociedade núbia e egípcia, por volta de 728 a 657 a.C. Mas a atenção aos detalhes neste sepultamento e a reverência mostrada sugerem que os cavalos podem já ter alcançado uma representação simbólica de riqueza e poder para o povo núbio, e poderiam ter desempenhado um papel mais importante na cultura núbia - na vida e na morte - do que suspeitos anteriormente, relataram os pesquisadores.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Horses like these continue to be the center of Mongolia’s economy.
William Taylor

Dente serrado de 3.000 anos de idade pode ser a evidência mais antiga de odontologia de cavalos

Três mil anos atrás, um cavalo na Mongólia tinha uma dor de dente que provavelmente estava fazendo isso - e seu dono - miserável. Assim, o proprietário tentou ajudar, tentando ver o topo doloroso do incisivo ofensivo. O procedimento está entre as primeiras evidências de odontologia veterinária no mundo, de acordo com um novo estudo, e as práticas que surgiram a partir dele podem ter ajudado a transformar a civilização humana.

"É um ótimo estudo", diz Robin Bendrey, um arqueólogo e especialista em cavalos da Universidade de Edimburgo que não esteve envolvido no trabalho. Como os cavalos se tornaram mais importantes, diz ele, os pastores nômades "estão investindo mais em compreender como cuidar deles". William Taylor, um arqueólogo do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana em Jena, na Alemanha, encontrou pela primeira vez o estranho dente serrado nas coleções do Museu Nacional da Mongólia em Ulaanbaatar. "Eu não pude para a vida de mim reunir uma explicação", diz ele.
 He turned to his Mongolian colleagues, archaeologists Jamsranjav Bayarsaikhan and Tumurbaatar Tuvshinjargal, who grew up in the Mongolian countryside and have firsthand knowledge of traditional horse husbandry. The group concluded that the sawn tooth was an early, if inefficient, form of dentistry. The tooth had grown in crooked and was likely painful, but rather than pulling the incisor out completely, the notch shows that the ancient herder tried to cut its top off to restore a flat chewing surface, the team reports today in the Proceedings of the National Academy of Sciences. (The procedure may not have worked, as the herder only made it halfway through the tooth. Shortly after, the horse was sacrificed and ritually buried.)

Juntamente com outro dente cortado de aproximadamente o mesmo tempo, a descoberta mostra que cerca de 2000 anos após os cavalos terem sido domesticados pela primeira vez, as pessoas ainda estavam descobrindo a melhor maneira de cuidar dos dentes usando ferramentas básicas de pedra.
O entalhe deste incisivo de cavalo, que havia se tornado torto, mostra que um pastor tentou ver parte dele.
W. Taylor et al.; Origins of Equine Dentistry, PNAS, (2018)
Com o tempo, o tratamento odontológico de cavalos na Mongólia tornou-se muito mais sistemático, descobriram Taylor e seus colegas. Nos crânios de cavalos de 3.000 anos de idade, a equipe estudou, muitos cavalos ainda tinham seus dentes de lobo - pequenos dentes pontudos que crescem no espaço entre os dentes na frente da boca de um cavalo e aqueles em suas bochechas. Os dentes de lobo são uma relíquia evolucionária e os cavalos não os usam mais para mastigar; muitos cavalos nem mesmo os desenvolvem.

Nos cavalos de hoje, quando os dentes de lobo crescem, eles ocupam um pouco do espaço onde o pedaço está. O contato entre o dente e o equipamento de metal pode causar dor e danos aos dentes, de modo que tanto os veterinários ocidentais quanto os pastores mongóis rotineiramente removem esses dentes. Mas quando antigos pastores faziam suas primeiras incursões na odontologia de cavalos, ainda eram feitos pedaços de couro. Com equipamento mais macio, os cavalos domesticados podiam manter seus dentes de lobo. Começando por volta de 750 a.C.E., no entanto, quase todos os cavalos examinados pelo grupo de Taylor estavam sem seus dentes de lobo. 
 
 Em muitos dos crânios, eles podiam ver um buraco curado onde um dente de lobo tinha sido retirado. Essa mudança coincide com a adoção de pedaços de bronze e ferro na Mongólia, o que deu aos cavaleiros um controle muito maior sobre seus cavalos - mas significava que os dentes de lobo tinham que ir embora. "Eles estão se adaptando a novas formas de pilotagem e novas formas de usar o cavalo", diz Alan Outram, arqueólogo da Universidade de Exeter, no Reino Unido, que estuda a domesticação de cavalos e não participou da nova pesquisa. "As pessoas inovaram rapidamente".
  Sem essas inovações, a história mundial pode parecer muito diferente. Bits de metal permitiram que pastores usassem cavalos em guerra e viagens de longa distância, moldando a Mongólia e suas culturas nômades de uma forma que levou à ascensão do exército montado de Genghis Khan e do Império Mongol que controlava a maioria da Eurásia no século XIII. "Cavalos absolutamente transformou a Mongólia em um centro cultural e econômico do mundo", diz Taylor.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Ancient remains of horse discovered at Pompeii

Ancient remains of horse discovered at Pompeii
The plaster cast of a horse, discovered in an ancient stable outside Pompeii. Photo: Parco Archeologico di Pompei
11:30 CEST+02:00 
 
For the first time ever, archaeologists have been able to cast the complete figure of a horse that perished in the volcanic eruption at Pompeii. 
 
The "extraordinary" discovery was made outside the city walls, in Civita Giuliana to the north of Pompeii proper, the site's directors announced this week.

Excavation in the area revealed what archaeologists identified as a stable, complete with the remains of a trough.

Using the same technique that has allowed them to recreate the final poses of dozens of Pompeii's victims, whereby liquid plaster is injected into the cavities left behind when bodies encased in volcanic matter decomposed, they were able to cast the horse as it would have lain when Mount Vesuvius erupted in 79 AD.

READ ALSO: 

Photo: Parco Archeologico di Pompei
From the remains of its skeleton, they believe the horse was an adult measuring around 150 centimetres tall at the withers: on the short side by today's standards, but given that horses were probably smaller at the time, the experts say it would have been exceptionally large for its time.
That, along with the fact that traces of a harness in valuable iron and bronze were found by its head, suggests that the animal was a specially bred parade horse, probably of considerable value.
While the skeletons of donkeys and mules have been found at Pompeii, in a stable attached to the Casa dei Casti Amanti ('House of the Chaste Lovers'), it's the first time archaeologists have unearthed the complete outline of a horse. The distinct imprint left by its ear, pressed to the ground as the animal lay on its left side, makes them confident this is indeed a horse and not another type of equid.

The imprint of the horse's left ear. Photo: Parco Archeologico di Pompei
Along with a pig and a dog, it is one of the few animals of any species to be successfully cast at Pompeii.
Its survival is all the more remarkable for the fact that the area where it was found – a sort of suburb of ancient Pompeii – has been subjected to illegal excavations in recent decades. Alarmed by the discovery of unauthorized tunnels, the site's archaeologists began new digs at Civita Giuliana in order to halt the intrusions and protect its remaining treasures.
As well as the horse, they also found the remains of jugs, tools and kitchen utensils, as well as the grave of a man buried after the fatal eruption – which indicates that people continued to live around or on top of the ruins even after the disaster.
Intriguing discoveries continue to be made at Pompeii, nearly two millennia and scores of excavations later. Last month, archaeologists discovered the complete skeleton of a young child in a bathhouse long thought to have been fully excavated.
READ ALSO: 'Exceptional discovery' at Pompeii: child's skeleton unearthed

Photo: Parco Archeologico di Pompei

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Whence the Domestic Horse?

Shards of pottery with traces of mare's milk, mass gravesites for horses, and drawings of horses with plows and chariots: These are some of the signs left by ancient people hinting at the importance of horses to their lives.


But putting a place and date on the domestication of horses has been a challenge for archaeologists. Now, a team of geneticists studying modern breeds of the animal has assembled an evolutionary picture of its storied past. Horses, the scientists conclude, were first domesticated 6000 years ago in the western part of the Eurasian Steppe, modern-day Ukraine and West Kazakhstan. And as the animals were domesticated, they were regularly interbred with wild horses, the researchers say.
"This is a very good paper," says biologist Michael Hofreiter of the University of York in the United Kingdom. "Nobody has applied this method of population modeling to horses before."


Throughout their history, horses have been interbred, traded between populations of people, and moved across continents. All of this makes their genetic history hard to follow. Moreover, the wild ancestor of horses, Equus ferus, is extinct, complicating researchers' efforts to compare the genetics of domestic animals with wild ones. 

Previous research nailed down a broad area—the Eurasian Steppe, which stretches from Hungary and Romania through Mongolia—as the region where horses originated and were domesticated. But earlier genetic studies relied mostly on mitochondrial DNA, which is inherited only from a mother, to try to understand horses' evolutionary history.

"The problem was that there was a lot of diversity in the mitochondrial DNA," says biologist Vera Warmuth of the University of Cambridge in the United Kingdom, the first author of the new study. And the diversity didn't group the horses into their breed or place of origin. "Every horse breed has almost all the mitochondrial lineages represented," she says.

Warmuth instead studied sequences of horse DNA inherited from both parents and known to be diverse between horse populations. She and her colleagues collected genetic samples from more than 300 horses at 12 different sites across the steppe.

Data were collected for only working animals bred within a local area, not those bred for show or appearance, to minimize any human-guided selection that would make some genes more common. Then, the researchers used computer programs designed to model the spread of a population to simulate how different locations of horse domestication and spread throughout the steppe would influence modern genetic diversity. They compared each model with the real data they had collected to see which fit best.


The best-fit model, the team reports today in the Proceedings of the National Academy of Sciences, showed the wild ancestor of domestic horses originating in eastern Eurasia 160,000 years ago and being domesticated in the western part of the Eurasian Steppe around 6000 years ago. The model also helped explain why there had been so many female lineages when previous studies had tried to rely on mitochondrial DNA. "We think that as domestic horses spread out of the western steppe, local wild females were continuously incorporated into the spreading herds," says Warmuth. The constant addition of new females made the genetic patterns—in particular, the female lineages—more complex than if the domestic population had been totally isolated.

Hofreiter is impressed. "They have still only narrowed down the domestication region to a fairly big area," he says, "but they did have enough genetic data to get a signal out of the noise."
Not all researchers are convinced, however. Archaeologist Marsha Levine of the University of Cambridge thinks using modern genetic samples to retrace horses' evolution is a dead end. "There's been mixing of cultures and mixing of horses in this region for many thousands of years," she says. "And so when you're looking at any modern horse, you just don't know where it's from."
Bringing together many kinds of evidence is what will ultimately answer the whens and wheres of horse domestication, Levine says. "What we need to be doing is using material from excavations, sequencing ancient genes, and combining that with what we know from archaeological evidence about how animals were used in the past."

Ultimately, says Hofreiter, getting to the bottom of horse domestication will reveal more than just the history of these animals. "Horse domestication has changed human cultures a lot. It has changed warfare, it has changed transportation," he says. "Studying the past of horses can tell us a lot about our own past."