domingo, 14 de agosto de 2011

Postedo em 14 Aug 2011 11:16 AM PDT
Cabeça do Cristatussauro
© Felipe Alves Elias
Partes encontradas do Crânio

Nome científico: Cristatusaurus lapparenti.
Significado do Nome: Réptil com crista.
Tamanho: Desconhecido.
Peso: Desconhecido.
Alimentação: Carnívora.
Período: Cretáceo.
Local: Níger e Marrocos.

Veja onde acharam o Cristatussauro
© Mapa NASA/Visible Earth
Adaptação de Marcus Cabral
Veja quando viveu o Cristatussauro
© Marcus Cabral

O fóssil do Cristatussauro foi descoberto 1973 pelo paleontólogo francês Philippe Taquet onde hoje se situa o Níger, país africano. Muitos anos se passaram com os restos sendo incorretamente identificados e só foram propriamente compreendidos como um espinossaurídeo na década de 1990, sendo que em 1996 Kellner e Campos redescreveram o material até que em 1998 finalmente foi batizado com o nome atual por Taquet e Russel. O restos muito escassos eram compostos apenas de partes do crânio, muito fragmentários e 3 vértebras, por isso pouco se sabe do animal. Uma garra também foi achada, como pode ver na foto abaixo, mas além disso poucos fragmentos fósseis surgiram e por isso muitos questionam a validade da espécie, afirmando que Cristatussauro é Nomen dubium ou poderia ser um sinônimo júnior de Barionix ou Suchomimus.
O nome genérico deriva do Latim, Cristatus = Pico/Crista e Sauros = Réptil, ou seja, Réptil de Crista seria uma tradução adequada do nome. O nome da espécie em si, lapparenti, é uma homenagem ao paleontólogo francês Albert François de Lapparent.
Os fósseis são originários principalmente do Níger, Formação Elrhaz, com idade de aproximadamente 112 milhões de anos.
Garra do Cristatussauro
© Funk Monk Pedaços da Mandíbula
© Funk Monk
Você deve estar se perguntando se não descreverei aqui o comportamento e habitat do animal e tudo mais, como sempre faço. Infelizmente não tenho como fazer isso por nem o tamanho deste dinossauro pode ser determinado com exatidão, sendo o fóssil encontrado pertencente a um animal sub adulto. Não temos material suficiente para entender a aparência do bicho, muito menos suas técnicas de caça e tudo mais. O que posso fazer é especular que, se de fato era muito parecido com outros espinossaurídeos, deveria ter focinho alongado e comia peixes e oportunamente outras coisas disponíveis. O animal é tão pouco conhecido que nem imagens do corpo todo dele não consegui encontrar, apenas uma ilustração da cabeça feita pelo nosso brazuca Felipe Alves Elias. Se alguém conhece ilustrações de corpo inteiro do bicho, mande pra mim por email que eu postarei aqui, mas sempre mande com os dados do criador da foto, artista ou quem quer que possa ser usado como referência da origem da foto. Se encontrar novidades sobre este obscuro espinossaurídeo, postarei mais e enquanto isso teremos que apenas imaginar como ele poderia ser.
Parte da Mandíbula
© Christophe Hendrickx
Ponta da Mandíbula
© Christophe Hendrickx

Fontes
Barionix
Postedo em 14 Aug 2011 10:37 PM PDT
© Andrey Atuchin© Scott Hartman
Nome científico: Baryonyx walkeri.
Significado do Nome: Garra Pesada de Walker.
Tamanho: 9 metros de comprimento e cerca de 2,5 metros de altura.
Peso: 2 a 4 toneladas.
Alimentação: Carnívora.
Período: Cretáceo Infeior.
Local: Inglaterra, Portugal e Espanha.

© Mapa NASA/Visible Earth
Adaptado por Marcus Cabral
Quando viveu o Barionix
© Marcus Cabral


Imagine esta cena. Inglaterra, 1983. Um homem, William Walker, caçador de fósseis amador, anada pelo poço de argila de Smokejacks, em Wallis Wood. Este local em Ockley, perto de Dorking no condado de Surrey tem rochas datadas do Cretáceo Inferior. O homem observa o solo onde há pelo menos 120 milhões de anos houvera um enorme lago que cobria boa parte do norte da Europa, chamado Lago Wealden. Algo chama-lhe a atenção e ele aproxima-se, percebendo um osso projetando-se do solo. Ao examinar mais detalhadamente, para sua surpresa, William percebe ser uma enorme garra pontuda, de cerca de 25 centímetros o que indica um predador. William pede ajuda para remover a garra e outros fósseis e tendo isso em sua posse entra em contato com o Museu de História Natural de Londres, avisando que achara algo interessante onde antes era um delta do grande lago. Eu não sei se você leitor do Ikessauro consegue imaginar, mas eu gosto de criar mentalmente a cena da descoberta de um dinossauro importante quando leio sobre ela, imagino como deve ter sido para o descobridor, enfim, tudo mais. Claro que o que escrevi aqui, embora tenha me baseado nas informaçoes oficias da descoberta, é ficção, o modo como vejo a cena.
William J. Walker segurando a garra que encontrou
© Spinosauridae.fr.gd

Logo o museu manda especialistas, liderados por Alan J. Charig e Angela C. Milner, que começam a escavar o local em busca do resto do animal. O esqueleto estava lá, quase completo, cerca de 70% preservado e com a maioria dos ossos articulados, ou seja, na posição em que estavam em vida. Em 1986 o animal foi nomeado oficialmente como Baryonyx walkeri em homenagem a Walker. O esqueleto, que é o holótipo, foi reconstruído e uma réplica completa está em exposição no Museu de História Natural de Londres.
O fóssil original é etiquetado como BMNH R9951 na coleção do museu e consiste dos seguintes ossos:
  • Premaxila articulada;
  • Vomers articulados;
  • Parte anterior da maxila esquerda;
  • Ossos nasais também articulados;
  • Lacrimal esquerdo;
  • Prefrontral esquerdo;
  • Pós orbital esquerdo;
  • Parte final esquerda da caixa craniana;
  • Parte posterior da caixa craniana junto com occipício;
  • Jugal esquerdo;
  • Ambos os quadrados (quadrado é o nome do osso mesmo);
  • Ambas as partes da mandíbula onde ficavam os dentes;
  • Spleniais;
  • Surangular direita;
  • Angulares;
  • Coronóide direito;
  • Alguns dentes superiores e muitos dentes isolados de posições desconhecidas;
  • Axis;
  • 4 vértebras cervicais;
  • 12 vértebras dorsais;
  • 3 ou 4 vértebras caudais basais;
  • 3 vértebras caudais distais;
  • 1 costela axial;
  • 3 costelas cervicais;
  • Costelas dorsais;
  • Costelas abdominais;
  • Esterno;
  • Ambas as escápulas;
  • Os dois caracóides;
  • Dois húmeros;
  • Rádio esquerdo;
  • Ulna esquerda;
  • Polegar esquerdo com garra;
  • Digito esquerdo, possivelmente o 2º ou 3ºdígito;
  • Falanges isoladas de ambos os lados;
  • Ílio direito;
  • Osso púbico;
  • Ísquio esquerdo;
  • Final proximal (mais perto do corpo) do fêmur esquerdo;
  • Final distal (mais longe do corpo) do fêmur direito;
  • Fíbula direita;
  • Ossos do calcanhar direito;
  • Fragmentos do metatarso;
  • Garra do pé;

Apesar de ser apenas um indivíduo da espécie, o fóssil deu aos pesquisadores boas ideias de como o animal parecia e que tamanho tinha, pois a excelente preservação do material ajudou bastante, tendo inclusive os dentes e crânio preservados, partes importantes do corpo para se identificar hábitos alimentares e aparência do bicho. Apesar de por muito tempo este ter sido o único fóssil atribuído à espécie Baryonyx, alguns anos depois descobriu-se que fósseis há tempos atribuídos à um crocodilo eram extremamente semelhantes aos do Barionix.
Este crocodilo seria o Suchosaurus cultridens, que foi descrito por Sir Richard Owen em 1841 a partir de um único dente cônico gasto encontrado na Inglaterra. Outros dentes encontrados em Portugal foram identificados como outra espécie desse gênero, Suchosaurus girard por Sauvage, em 1897. Em 2007 no entanto Buffetaut redescreveu S. girard como Baryonyx walkeri e em 2011 Octavio Mateus e alguns colegas publicaram um artigo descrevendo um fósseis de Barionix encontrados em Portugal, estes mais completos incluindo partes do crânio.
Este exemplar foi descoberto por Carlos Natário, em 1999, na Formação Papo Seco, datada do Barremiano e entre 2004 e 2008 uma escavação foi realizada para recuperar mais ossos. O espécime contém muitos fragmentos e pedaços do crânio e dentes e está no Museu da Lourinhã, sob marcação ML1190.
Dente do espécime ML1190
© Mateus et al. (2011)

Foi descrito e atribuído a espécie Baryonyx walkeri. Por outro lado, no mesmo artigo (Mateus et al. 2011) os pesquisadores definem as espécies de Suchosaurus como Nomen dubium. Além desta confusão com o suposto crocodilo, há dúvidas se o Cristatussauro não é um espécime de Baryonyx. Em 2004, os paleontólogos Hutt e Newbery sugeriram que Suchomimus tenerensis deveria ser renomeado para Baryonyx tenerensis devido a novas descobertas que mostraram que as vértebras do Barionix eram mais parecidas com as de Suchomimus do que se pensava. Caso isso viesse a acontecer, automaticamente, ambos, Cristatussauro e Suchomimus passariam a ser Baryonyx e deixando os outros nomes de lado, pois Cristatussauro é às vezes tido como sinônimo de S. tenerensis. No entanto, como nada foi provado ainda e não se entrou em consenso sobre a classificação, Baryonyx, Suchomimus e Cristatussauro permanecem como gêneros diferentes.
Um crânio parcial foi achado em Burgos - Espanha, cidade de Sala de los Infantes e descrito em 2003, enquanto que pegadas na famosa trilha La Rioja foram sugeridas como pertencentes a Barionix ou algum parente próximo.
O Barionix anda na lama deixando suas pegadas
© TopGon

Garras foram recuperadas no Níger, mas sem um esqueleto é difícil associar a uma espécie e também a Ilha de Wight foi palco de um achado. Em 1997, uma loja de fósseis do Museu da Ilha de Wight vendeu um braço de Barionix, achados há muitos anos na costa sudoeste da ilha e armazenados até a data no castelo Carisbrooke.

O nome Baryonyx origina-se da sua grande garra da mão, usando o Grego antigo, barus/barys = pesado + onyx = garra/unha. Somente uma espécie é conhecida, Baryonyx walkeri, sendo datado do Barremiano, ou seja, cerca de 125 milhões de anos, Cretáceo Inferior.
Sua classificação é a seguinte: Animalia > Chordata > Sauropsida > Dinosauria > Saurischia > Theropoda > Tetanurae > Spinosauridae > Baryonychinae > Baryonyx
Seus dentes possuem leve curvatura com finas serrilhas e garras em forma de gancho. Media em torno de 8 a 9 metros de comprimento e pesava por volta de 1,700 quilos, no entanto, análises dos ossos sugerem que o esqueleto mais completo encontrado por Walker era um espécime que não cresceu totalmente, então poderia ter pesado mais e crescido mais que 9 metros, inclusive com algumas fontes sugerindo até 12 metros como medida.
Comparação do Barionix com humano
© Hyrotrioskjan
Possuía uma grande garra em cada polegar da mão, que media em torno de 25 centímetros se medida em linha reta da ponta para a base e que em vida, quando coberta de uma capa de queratina, poderia ser ainda mais longa o que na época de seu descobrimento lhe rendeu o apelido "Claws" (Garras, em inglês). Seu pescoço longo não tinha uma forma de S tão pronunciada como outros terópodes e era mais reto. O crânio era posicionado em um ângulo diferente dos demais terópodes. Enquanto a maioria mantém o crânio em posição de 90º em relação ao pescoço, o Barionix mantinha a cabeça quase alinhada com a coluna. As mandíbulas longas eram muito parecidas com a dos crocodilos e possuíam ao todo 96 dentes, duas vezes a quantia da maioria dos terópodes. Destes dentes, 64 localizavam-se na mandíbula inferior e 32 grandes na mandíbula superior. Os dentes tinham carenas serrilhadas na parte frontal e posterior, sendo que as serrilhas eram finíssimas, 7 por milímetro. Havia uma protuberância nos ossos nasais e uma crista na cabeça. A mandíbula superior tinha uma expansão perto do focinho para ajudar a prender as presas, provavelmente peixes e pequenos animais.
Cabeça do Barionix: observe o formato do crânio
© Gabriel Lio

Antes da descoberta do Barionix, não se conhecia prova de que algum dinossauro fosse piscívoro e mesmo as suspeitas sobre o Espinossauro eram apenas especulação a partir do formato de sua cabeça. Quando este dino inglês foi achado e dentro de seu fóssil, onde estaria o estômago, foi encontrado o resto do peixe Lepidotes parcialmente digerido por ácido gástrico, confirmou-se que houveram dinossauros piscívoros e a partir daí tem-se atribuído essa dieta principalmente aos espinossaurídeos devido ao formato de dentes e crânio. Ossos de um Iguanodonte juvenil foram também achados associados aos do Baryonyx, o que leva a supor que ele comia presas maiores, como dinossauros filhotes ou pterossauros ou era carniceiro também.
Barionix caminha na praia
©
Antonio de Mingo
Baryonyx pescam: Iguanodons ao fundo
© Davide Bonadonna
© H. Mussolini

Especula-se que o Barionix vivia nos bancos de rios, talvez aproveitando-se de seus braços fortes para apoiá-los no chão, o que hoje muitos consideram improvável. Usaria também os membros dianteiros para caçar e pescar no rio com sua garra enorme.
Barionix apoiando-se nas patas dianteiras © Isis Masshiro

Esse comportamento é similar ao do Urso Cinzento moderno. Inclusive sugiro que confira o livro "Dinossauros Entre Nós", uma recomendação que fiz há um tempo aqui no blog. A imagem abaixo foi retirada do livro.
Barionix e Ursos pescam juntos © Imagem do livro "Dinossauros Entre Nós"
O Cretáceo Inferior na região onde viveu o Barionix era marcado por terrenos alagadiços, lagos e pântanos, formando um habitat perfeito para animais aquáticos que constituíam uma importante fonte de alimento. O Barionix adaptou-se a este local e predava provavelmente em águas rasas, esperando imóvel até um peixe passar para agarrá-lo.
Barionix pescando
© Luis Rey© Raul Martin

O Barionix, apesar de grande, deveria ser um animal ágil para poder capturar peixes e com um corpo aparentemente leve, poderia correr se precisasse. Como a maioria dos terópodes, deveria cuidar de sua cria até quando estavam grandes o suficiente para se virar por si mesmos.
Barionix e sua cria
© Felipe Alves Elias
Graças à sua aparência bizarra e suas garras enormes, sem falar no seu fóssil bem preservado, o Barionix ficou muito famoso na mídia logo que foi descoberto e até hoje é um dos dinossauros mais populares, sendo facilmente reconhecido pelo focinho longo. É comum vê-lo retratado em livros e foi inclusive incluído na lista de espécies da InGen, empresa que recriou dinossauros via engenharia genética no livro de ficção "Jurassic Park". Não chegou a aparecer nos filmes mas aparece no mapa da Ilha Nublar e no terceiro filme o personagem Billy menciona o nome, tentando deduzir junto com Grant que espécie os havia atacado, que na verdade era o Espinossauro.
Muitas empresas de brinquedo que fabricam miniaturas de dinossauros já produziram um Barionix, incluindo as coleções Carnegie, Procon Colleta, Wild Republic, Invicta e Schleich. O famoso álbum Dinossauros, do Chocolate Surpresa, da Nestle, de 1993, lançado no Brasil trazia uma página dedicada ao terópode, com uma das figuras ou cards retratando-o comendo um peixe. Além disso, as coleções mais famosas sobre dinossauros, em forma de fascículos, lançadas no Brasil, Dinossauros: Descubra os Gigantes do Mundo Pré-Histórico e Descobrindo o Mundo dos Dinossauros, ambas tinham fascículos dedicados ao Barionix.
© Nestle

Fontes

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Espécie de réptil associada ao Monstro do Lago Ness dava à luz como baleias e golfinhos

Plesiossauros são associados ao Montro do Lago Ness. (Ilustração: SAbramowicz/Dinosaur-Institut …
Uma dupla de palentólogos estudou um fóssil de uma fêmea de plesiossauro grávida com 80 milhões de anos. A espécie - um  réptil marinho da Era dos Dinossauros - é associada ao Monstro do Lago Ness, na Escócia. A pesquisa foi publicado na revista especializada “Science”.


O material foi encontrado em 1987, no Estado americano do Kansas, mas só foi estudado agora pelos pesquisadores. Até então, o método reprodutivo adotado pelo animal era incerto. Sabia-se, apenas, que os mares da época em que a espécie viveu eram cheios de répteis que não botavam ovos e tinham seus filhotes na água.

Luis Chiappe, do Museu de História Natural de Los Angeles, e Frank O'Keefe, da Universidade Marshall (EUA), determinaram que o bicho estava mais para uma baleia do que para um lagarto na hora de dar à luz.

O exemplar de Polycotylus latippinus teria medido cinco metros quando vivo e estava misturado a ossos menores e mais delicados, posicionados por dentro do esqueleto maior. Segundo os palenontólogos, o bebê era grandalhão. Ele e a mãe morreram antes do fim da gestação, mas o feto teria alcançado entre 35% e 50% do comprimento do animal maior caso tivesse nascido. A proporção não é normal entre répteis, nem mesmo os da Era dos Dinossauros. Mas, tem a ver com bichos como orcas e outros mamíferos de grande porte.

Aposta-se que a vida dos plesiossauros era parecido com o de baleias, golfinhos e “e outros mamíferos marinhos altamente sociais”, bem diferente da reputação de Nessie (o monstro da Escócia).

 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pesquisa revela DNA de roedor imune a câncer
Fonte: O Estado de S.Paulo
Notícia publicada em: 18/07/2011
Autor: Alexandre Gonçalves

Pesquisadores anunciaram na semana passada o sequenciamento genético do rato-toupeira-pelado, um mamífero capaz de viver sete vezes mais do que outros roedores, sem nunca desenvolver câncer. A ciência quer encontrar nos genes do animal o segredo da longevidade e da resistência aos tumores.

O biólogo português João Pedro de Magalhães, da Universidade de Liverpool (Inglaterra), pesquisa o envelhecimento. Ao comparar a massa e a longevidade de vários animais, percebeu que três mamíferos eram pontos fora da curva: o rato-toupeira-pelado, a baleia-da-Groenlândia e o próprio homem.

Como não é prático estudar baleias-da-Groenlândia, que pesam 100 toneladas e vivem mais de 200 anos, optaram pelo roedor africano - 35 gramas e longevidade de 30 anos. Ratos e camundongos chegam a 4 anos.

Magalhães contou com a ajuda do argentino Mario Caccamo, do Centro de Análise Genômica (TGAC, na sigla em inglês). Caccamo realizou seu mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O rato-toupeira-pelado habita o Chifre da África, no nordeste do continente. O roedor vive embaixo da terra, em túneis que dão razão ao seu nome, alimentando-se de raízes. Sua temperatura corporal gira em torno de 32°C, cinco graus a menos do que camundongos e seres humanos.

Além disso, possui uma organização social singular, que lembra muito a de colmeias, algo insólito para mamíferos. Há uma rainha fecundada por, no máximo, três machos. O resto da colônia - que pode ter até 300 membros - não se reproduz.

O roedor africano usa do “a toxina da seta veneno” para intimidar predadores:

ScienceDaily (2 de agosto de 2011) - consternação à tentativa predadora à nora fazer uma refeição do rato com crista africano, um roedor que aplicasse a toxina da planta venenosa esponja-como aos cabelos em seus flancos, uma descoberta fêz recentemente por Jonathan Kingdon e colegas dos Museus Nacionais de Kenya, da sociedade da conservação dos animais selvagens, e da universidade de Oxford.

No único exemplo conhecido de um mamífero que adquire uma toxina letal de uma planta para a defesa, os investigadores descobriram aonde o rato com crista africano (ou o rato maned) começ seu veneno: a árvore do Acokanthera, a mesma fonte usada por caçadores de Leste Africano para setas do veneno.
O estudo aparece em linha nas continuações da sociedade real B. Os autores incluem: Jonathan Kingdon, Chris Holland, Tom Gheysens, Máximo Boulet-Audet, e Fritz Vollrath da universidade de Oxford; Bernard Agwanda dos Museus Nacionais de Kenya; e Margaret Kinnaird e Tim O'Brien da sociedade da conservação dos animais selvagens.
“O rato com crista africano é um exemplo fascinante de como uma espécie pode evoluir um jogo original das defesas em resposta à pressão dos predadores,” disse o Dr. Tim O'Brien, cientista sênior da sociedade da conservação dos animais selvagens e de um co-autor no estudo. “O animal e sua toxicidade adquirida são originais entre mamíferos placental.”
Os cientistas têm suspeitado por muito tempo que o rato com crista africano é venenoso, primeiramente devido ao comportamento especializado do animal, tal como a exposição de uma coloração preto e branco em seus flancos quando ameaçados por predadores, e por clientes dos cães que tornam-se doentes ou que morrem após encontros com os ratos. A descoberta nova refere-se à natureza da defesa química. Em vez de produzir o veneno próprio -- como é o caso com os mamíferos venenosos tais como o platypus e o solenodon duck-billed -- o rato com crista africano encontra sua toxina (chamada ouabain) na casca de árvore.
Os investigadores confirmaram a hipótese apresentando um rato selvagem-travado com filiais e raizes da árvore do Acokanthera. O roedor prosigueu rmoer e masticate a casca (evitando as folhas e a fruta) e aplicar o “slaver” em seus flancos. Mais, a equipa de investigação empregou microscópios electrónicos para examinar a estrutura original dos cabelos do flanco. Em fazer assim, encontraram que a estrutura cilíndrica perfurada dos cabelos facilita a absorção rápida do saliva venenoso. Interessante, o ouabain foi usado igualmente por doutores por séculos como um tratamento clínico de encontro à parada cardíaca congestiva.
Além de seus coloração de advertência e cabelos venenosos, o rato com crista africano possui um crânio reforçado grosso, umas vértebras grossas, e uma pele raramente resistente, toda a proteção para o roedor pequeno que vem raramente mais de 2 libras no peso.
Diversos mistérios sobre o roedor enigmático permanecem, incluindo como o animal usa o veneno sem se envenenar.

domingo, 7 de agosto de 2011

Rocha da Lua em Bagé

Category: Astronomia
Posted on: maio 20, 2011 9:14 PM, by massacritica
Em Bagé existe uma amostra de uma rocha trazida da Lua! E ela está bem guardada.
Pequenos fragmentos de rocha lunar trazidos pela missão Apollo 17 foram distribuídos para os governantes de praticamente todos os países do mundo. Na época foi recebida pelo então presidente do Brasil, Emílio Garrastazu Médici.
Médici doou a preciosidade para o Museu Dom Diogo de Souza em Bagé, Rio Grande do Sul; e assim permanece em local secreto e seguro, sendo exposta em raras ocasiões.
Normalmente o Museu Dom Diogo exibe apenas um banner com uma fotografia da peça original.
Em uma visita ao museu tirei algumas fotos do banner. :-)
banner rocha lua
-
mensagem rocha lua
-
pedra da lua museu dom diogo
-
descrição do banner
Esta semana liguei para o Museu e fui informado que a amostra será exposta em setembro, nas atividades de comemoração dos 200 anos de Bagé.

Unicamp lança site para divulgar concursos

05/08/2011
Agência FAPESP – A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lançou um novo site destinado à divulgação de concursos e processos seletivos para contratação de docentes.
Com conteúdo em português e inglês, o serviço lista todos os concursos e processos seletivos abertos na universidade, procura esclarecer as dúvidas mais frequentes dos interessados em ingressar na carreira do magistério superior e também explica como funciona o Programa Professor Visitante.
Esse programa da Unicamp oferece a pesquisadores doutores com experiência acadêmica internacional a oportunidade de desenvolver atividades de ensino e pesquisa na universidade pelo período de um a dois anos.
O site também permitirá o envio de boletins com informações sobre novos concursos e processos seletivos para todos os usuários cadastrados.
“A criação do site se insere no esforço da administração central de divulgar oportunidades docentes e ampliar o número de candidatos qualificados do Brasil e do exterior que se inscrevem para os concursos públicos da carreira docente”, disse Ronaldo Pilli, pró-reitor de Pesquisa da Unicamp.
Além do novo site, a Pró-Reitoria de Pesquisa criou um banco de currículos de pesquisadores interessados em participar do Programa Professor Visitante. O banco, com cerca de 180 currículos cadastrados, pode ser acessado pelos diretores de todas as unidades de ensino e pesquisa que desejarem buscar perfis profissionais de potencial interesse.
Atualmente, três professores visitantes estão em atividade pelo programa: Alan Hazell e François Artiguenave, na Faculdade de Ciências Médicas (FCM), e Mario Bernal, no Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW). Outros dois devem assumir suas posições neste segundo semestre – um na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) e outro na Faculdade de Tecnologia (FT), em Limeira, e há cinco candidaturas ainda sob análise das unidades.
“Os esforços em torno do Programa Professor Visitante visam a atrair os melhores candidatos do Brasil e do exterior para exercer atividades docentes na Unicamp”, disse o reitor Fernando Costa.
Mais informações: www.reitoria.unicamp.br/concursos