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sábado, 3 de março de 2012

Posted: 01 Mar 2012 09:47 AM PST
© University of Otago

Levou 26 milhões de anos, mas cientistas dizem ter que conseguir o primeiro vislumbre de como um pinguim gigante extinto se parecia valeu a espera. Especialistas da Nova Zelândia e dos Estados Unidos reconstruíram o esqueleto fóssil de uma grande ave marinha pela primeira vez, relevando longas asas, corpo esguio e um bico longo parecido com uma lança, o que faz com que se descreva o pinguim como um pássaro bem elegante. Para saber mais sobre a pesquisa publicada essa semana no Journal of Vertebrate Paleontology, leio o artigo completo.

Os cientistas apelidaram o pinguim de Kairuku, palavra originária da língua Maori que quer dizer "mergulhador que retorna com comida". O pássaro media cerca de 1,3 metros de altura e tinha uma forma corporal única se comparada à dos pinguins já conhecidos, vivos ou extintos. O Kairuku viveu no Oligoceno, cerca de 26 milhões de anos atrás.
© University of Otago, Gabriel Aguirre

Os primeiros ossos foram descobertos há 35 anos na Nova Zelândia por Ewan Fordyce, um professor de geologia da Universidade de Otago da Nova Zelândia. Ele recentemente se juntou com Dan Ksepka, um pesquisador e professor assistente da Universidade Estadual da Carolina do Norte, para reconstruir um esqueleto a partir de múltiplos fósseis, usando um Pinguim-Rei como modelo.

"E muito excitante", contou Fordyce, "Nós temos material suficiente de três espécimes para criar uma reconstrução muito confiável do tamanho corporal deste animal". Fordyce disse que o bico alongado do pássaro deve ter sido útil para capturar presas rápidas e escorregadias e seu corpo grande provavelmente ajudava em nados de longas distâncias ou mergulhos mais profundos do que fazem os pinguins de hoje.
© Daniel Ksepka

O pinguim bate o tamanho do atual Pinguim Imperador, o maior vivo, além de ter sido bem pesado para uma ave, cerca de 60 quilos, praticamente o dobro do pinguim atual. Quando o Kairuku estava vivo, a maior parte da Nova Zelândia que conhecemos hoje estava submersa no oceano. Os cientistas acreditam que permanecendo isolados por porções de terra rochosas os pinguins ficaram a salvo de predadores em potencial ao mesmo tempo em que tinham um suprimento de comida constante.Fordyce disse que há muitas razões para a extinção dos pinguins gigantes: mudanças climáticas, chegada de predadores novos ou competição por comida contra focas e outras criaturas.

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