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sábado, 9 de maio de 2015

Helicoprion - o tubarão de mandíbula espiralada

© Ray Troll
O Helicoprion ("serra em espiral") é um tubarão que surgiu nos oceanos do Carbonífero há 280 milhões de anos e se extinguiu há 250 milhões de anos, no início do Triássico. Viveu onde hoje são Ásia, Oceania e América do Norte. Media de 3 a 4 m de comprimento e pesava entre 300 e 450 kg.

O que mais chama a atenção no Helicoprion são os dentes da mandíbula, dispostos em espiral e lembrando muito uma serra circular. Conforme o indivíduo crescia, os dentes mais velhos eram empurrados para o centro da espiral e davam lugar aos novos, maiores. A serrilha em suas bordas indica alimentação carnívora; talvez os dentes fossem especializados para quebrar a concha de amonites ou atacar cardumes de peixes.
Os tubarões têm esqueleto feito de cartilagem, que só se fossiliza em condições excepcionais. Por isso, os únicos fósseis conhecidos deste animal são os dentes, e ainda há muitas dúvidas sobre sua posição exata e como o Helicoprion agia com eles. Não foi até conhecer seu parente Ornithoprion que descobriu-se que a espiral ficava na maxila inferior, mas ainda assim reconstruções do animal divergem ao colocá-la na frente ou mais ao fundo da boca. Provavelmente, a segunda proposição: na ponta da mandíbula, os dentes teriam aumentado significativamente o arrasto e, assim, o esforço para nadar.
 
Há fósseis da Rússia, da China, da Austrália, dos EUA, do México e do Ártico canadense. Os primeiros, descobertos nos Montes Urais, foram descritos por Alexander Karpinsky em 1899. Os parentes vivos mais próximos do Helicoprion são as quimeras, peixes cartilaginosos que vivem nas profundezas oceânicas do hemisfério Norte.
Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Subclasse: Holocephali
Ordem: † Eugeneodontida
Família: † Agassizodontidae
Gênero: † Helicoprion
Espécies: Helicoprion bessonovi, H. davish, H. ferrieri, H. ergasaminon, H. jingmenense, H. mexicanus, H. nevadensis e H. sierrensis
© Mundo Pré-Histórico

Os dentes novos e mais fortes que surgiam permitiam que o Helicoprion se alimentasse de presas progressivamente maiores ao longo da vida

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