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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O que são embalagens compostáveis e como elas podem ajudar no reaproveitamento de resíduos?

Embalagens_compostáveis
Pratos, copos, caixas, talheres descartáveis: basta dar uma volta na praça de alimentação de um shopping para se deparar com uma grande quantidade desse tipo de material, tão prático e comum no dia a dia. 

O que muita gente não sabe, no entanto, é que parte daqueles itens já vem sendo fabricada a partir de materiais naturais como a mandioca e a cana. Como esse tipo de produção acarreta em objetos biodegradáveis, seu descarte culmina na degradação dos resíduos por bactérias e posterior transformação em composto orgânico. A promissora ideia para reduzir a quantidade de lixo nos aterros sanitários já tem nome: trata-se da chamada embalagem compostável. Gigantes da indústria, como a Coca-Cola e a Dell, já apostam na vertente ecológica, indo de encontro à proposta de sustentabilidade vinculada ao meio corporativo e à tendência dos consumidores verdes. A primeira empresa investiu na criação de um copo de papel, enquanto a segunda já disponibiliza uma embalagem feita do material para guardar seus laptops.

Embalagens compostáveis: processo verde de fabricação

A este ponto, é importante notar que o próprio processo de fabricação de uma embalagem compostável é mais limpo do que o dos plásticos feitos à base de petróleo: no caso da produção das embalagens sustentáveis, há menos geração de gases de efeito estufa, uma vez que o bioplástico não contém uma substância química perigosa denominada besfanol (BPA). Compostos por substâncias não poluentes, os bioplásticos englobam três tipos de materiais: os polímeros feitos completa ou parcialmente de fontes renováveis, os biodegradáveis de fonte fóssil ou os polímeros de fonte renovável e biodegradável. A maioria dos bioplásticos/biopolímeros produzidos no mundo atualmente são originários de matérias-primas renováveis e certificados compostáveis. Tais materiais não precisam de carbono fóssil para sua produção, e cabe ressaltar que algumas etapas do processo vêm utilizando energias renováveis no lugar de combustíveis fósseis.

A necessidade do descarte adequado

Apesar de já representarem um produto ecológico fabricado por um processo que visa a sustentabilidade, as embalagens compostáveis demandam um descarte adequado e consciente. Caso contrário, esses produtos contam com o risco de serem depositados nos lixões, onde não há nenhum tipo de separação de materiais. O descarte correto dos itens pode ser feito por degradabilidade, oxidegradação (através de sais metálicos), hidro-degradação (por meio de hidrólise), foto-degradação (com o uso de luz) ou mesmo de forma biodegradável, através da ação natural de microrganismos.
Vale acrescentar que a deposição em aterros sanitários não é reconhecida como forma de reciclagem orgânica. O descarte irresponsável de uma embalagem compostável pode comprometer sua qualidade de reciclagem ou biodegradação, tornando-a tão nociva quanto as embalagens não biodegradáveis. Por esse motivo, é obrigatória a adoção de rotulagem ambiental tipo II (autodeclarações) como determina a ISO 14021, de forma que esteja sempre claramente indicada a melhor maneira de lidar com a embalagem após sua utilização.

Impacto ambiental positivo: a questão do reaproveitamento de resíduos e outras vantagens

O uso de embalagens compostáveis é uma alternativa complementar à reciclagem e possibilita, além dos ganhos ecológicos, a continuidade de atividades produtivas de trabalhadores que vivem dessa função, que não causa transtornos às comunidades do entorno. A utilização de tais produtos, entretanto, encontra-se ainda no início, apesar de existir atualmente uma grande demanda pelas embalagens de curto ciclo de vida (como as citadas no começo do artigo e comumente encontradas nas praças de alimentação dos shopping centers e em grandes eventos). 

É importante notar que os sistemas de compostagem dessas embalagens são, ainda, bem mais baratos do que os conhecidos sistemas de incineração. O composto gerado no processo também pode ser utilizado para aumentar o teor de carbono no solo e manter sua fertilidade para o cultivo.
Além de promoverem a reutilização de resíduos orgânicos e auxiliarem na redução do volume de rejeitos nos aterros sanitários, as embalagens compostáveis ainda apresentam excelente qualidade e resistência à absorção de água, e atuam contra o aquecimento global e o efeito estufa. Comparado ao de outros materiais similares, de fato, seu processo de fabricação promove uma redução dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera.

Você já havia ouvido falar das embalagens compostáveis e seu impacto positivo no meio ambiente? Diante de tantas vantagens, as Olimpíadas a serem sediadas no Rio, em 2016, contarão com fornecedores homologados desse tipo de material com o intuito de criar um evento verde.
Não deixe de comentar e nos contar sua opinião sobre essa produção sustentável!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Política Nacional de Resíduos Sólidos não será prorrogada

Posted on 11/02/2014 10:22:50
PNRS
Depois de quase duas décadas de discussão e o possível adiamento de suas determinações legais, foi definido que o prazo para implantação da  Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) não será prorrogado. Na 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, realizada em Brasília no dia 27 do último outubro, a Ministra do Meio Ambiente (MA), Izabella Teixeira, anunciou a primeira medida para acelerar o processo de implantação da legislação, comprometendo-se com o não adiamento do prazo de 4 anos iniciados a partir da publicação da lei nº 12.305, em 2 de agosto de 2010.
 
No evento, que aprovou e encaminhou ao governo uma pauta prioritária contendo 60 recomendações para tornar a lei uma realidade, foi criado, como primeira ação, um grupo de trabalho permanente para acompanhar a implementação da PNRS. A equipe formada conta com um representante dos catadores de produtos recicláveis e é vinculada ao gabinete da Ministra do MA.
 
Seguindo a tendência das conferências nacionais anteriores, as propostas definidas no encontro têm como objetivo transformarem-se em novas políticas públicas. As 60 prioridades definidas para otimizar o processo de implantação da PNRS recomendam ao governo a ampliação e a diversificação de suas ações no campo da educação ambiental; a desoneração da logística reversa; o estímulo às campanhas e aos recursos financeiros destinados à reciclagem; o fortalecimento da fiscalização através de medidas e leis mais rigorosas; a valorização da mão de obra dos catadores e a elaboração de leis que proíbam a inceneração de resíduos recicláveis.
 

Lei exige a participação do governo, de empresários e dos cidadãos

Aprovada em agosto de 2010 após anos de debate no Congresso Nacional, a Política Nacional de Resíduos Sólidos vem enfrentando o grande desafio de sair do papel. Trazendo a proposta de acabar com os lixões a céu aberto até o fim deste ano e implementando uma série de mudanças que envolvem a instauração da coleta seletiva, a logística reversa e a preocupação com a correta destinação dos resíduos sólidos, a lei demanda uma mudança de atitude por parte dos governos, dos empresários e também dos cidadãos.

Esta mudança, no entanto, caminha lentamente: o não adiamento da PNRS foi de fato um avanço no processo de implantação das determinações e uma vitória para gestão ambiental do país, mas muitos aspectos ainda precisam ser melhorados para que as metas sejam atingidas. Para se ter uma ideia, no final de 2013 o governo cogitava adiar as metas da legislação devido à baixa adesão dos municípios brasileiros à elaboração dos planos locais dos resíduos sólidos.
 
Os atuais problemas em relação à temática no país, atualmente, são ligados à exposição de lixo e ao seu tratamento. Muitas cidades ainda queimam ou enterram seus resíduos sólidos, principalmente no Nordeste, onde, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), apenas 77% do lixo é coletado. Os dados do IBGE são ainda mais impressionantes: de acordo com o Instituto, somente 32,3% dos municípios brasileiros contam com alguma iniciativa de coleta seletiva em vigor. Em contraposição a estas problemáticas, como abordamos neste artigo anterior, alguns centros urbanos já consideram a destinação adequada dos seus resíduos sólidos como questão pública de grande relevância.
 
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, em suma, engloba a participação ativa de diversos setores da sociedade e conta com a mudança de postura de empreendedores, gestores públicos e dos cidadãos em geral.
 

Compostagem: alternativa viável que vai de encontro à sustentabilidade

Infograma_Compostagem_PNRS
A PNRS considera “resíduo sólido” o lixo que tem valor e pode ser reaproveitado ou reciclado. Neste contexto, a prática da compostagem se insere como ótima alternativa para o encaminhamento destes materiais residuais.
 
Indo de encontro às demandas legislativas e a processos eficientes de tratamento, este sistema é uma excelente opção para as instituições públicas responsáveis pelo destino dos resíduos sólidos e também para empresas em geral que precisam se adequar à Política.
 
Na Tera Ambiental, o processo de compostagem promove o tratamento de resíduos orgânicos de maneira sustentável, contribuindo para o esgotamento dos aterros e propiciando, ao final das etapas, um produto de qualidade que é útil para outros segmentos (fertilizante orgânico e substrato para plantas). A opção pela prática, por parte dos empreendedores, também é positiva porque isenta seus negócios da corresponsabilidade por estes resíduos.
 
Ação importante para a implementação de estratégias que efetivamente caminhem para uma gestão responsável do meio ambiente, a não prorrogação da PNRS implica uma maior conscientização por parte de todos - neste sentido, a busca por soluções ambientais eficazes se faz, mais que nunca, imprescindível.
 
Fonte: http://www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-ambiental/poltica-nacional-de-residuos-solidos-nao-sera-prorrogada?utm_campaign=newsletter-tera&utm_source=hs_email&utm_medium=email&utm_content=12141612&_hsenc=p2ANqtz-_sEe_MMvchbSuVcsqhDdbyGmfipEQdykgfUvCPuhb7MnCHJMKwCrlgUin4E6f5ZD5r145eRk6oHf-GNBsdjkuIdL2OXA&_hsmi=12141612