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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Criatura do Mar Mustached antiga utilizou membros espinhosos para desmembrar a presa

By Laura Geggel, Senior Writer | June 20, 2018 06:56am ET

Demorou mais de 100 anos, mas os pesquisadores finalmente chegaram a uma descrição científica de uma estranha criatura do tamanho de um polegar com olhos grandes, um bigode e remos com franjas para atravessar o oceano durante o período cambriano, cerca de 508 milhões. anos atrás. O antigo predador marinho parecido com camarão - conhecido como Waptia fieldensis - era um nadador com medalha de ouro. Enquanto atravessava a água, provavelmente usou seus membros frontais e espinhosos para capturar e destilar presas saborosas. Quando a pequena criatura fez uma pausa, provavelmente usou esses membros para se agarrar a estruturas, como esponjas.
 
"Achamos que a Waptia era uma nadadora capaz", disse o pesquisador-chefe do estudo, Jean Vannier, pesquisador sênior de geologia do Centro Nacional Francês para Pesquisa Científica, em um comunicado. "Com a ajuda de todos os seus órgãos sensoriais, teria caçado ativamente suas presas, agarrando-as entre seus elaborados apêndices [espinhosos], repousando talvez de vez em quando em esponjas. Infelizmente, nos faltam conteúdos intestinais reais para descobrir dieta exata ". [See images of Waptia fieldensis fossils and illustrations]

O paleontólogo norte-americano Charles Doolittle Walcott (1850-1927) descobriu pela primeira vez o W. fieldensis em 1909 no depósito Burgess Shale, rico em fósseis, da Colúmbia Britânica, no Canadá. Em uma breve descrição de 1912 da criatura, Walcott a chamou de "um dos mais belos e graciosos dos notáveis ​​crustáceos do Burgess Shale".
The thumb-size <em>W. fieldensis</em> was a powerful swimmer.

The thumb-size W. fieldensis was a powerful swimmer.
Credit: Copyright Royal Ontario Museum
No entanto, embora os cientistas tenham estudado diferentes aspectos de W. fieldensis no século passado - por exemplo, um fóssil de uma mãe de W. fieldensis carregando cerca de duas dúzias de ovos é o primeiro exemplo de cuidado com embriões preservados - nenhum cientista juntar uma descrição formal e detalhada do bicho. Assim, uma equipe de cientistas internacionais decidiu fazer exatamente isso, publicando seus resultados on-line na quarta-feira (20 de junho) na journal Royal Society Open Science.

Para investigar, a equipe examinou mais de 1.800 espécimes de W. fieldensis, observando imagens ampliadas do cérebro, apêndices e olhos fossilizados da espécie. Como um bônus adicional, a análise também mostrou como os bichos de olhos grandes desempenharam um papel fundamental na evolução dos artrópodes, o maior filo de animais vivos hoje, que inclui invertebrados, como insetos, aranhas e lagostas.

Descrição do mergulho profundo

Na descrição de W. fieldensis, os pesquisadores notaram que a criatura tinha uma concha superior em forma de sela, ou carapaça. Ele também tinha olhos espreitados, um par de longas antenas que formavam uma espécie de bigode e apêndices de mastigação conhecidos como mandíbulas (então, também é chamado de mandibular).
<em>W. fieldensis</em> used its spiny front legs to grab and disembowel prey.

W. fieldensis used its spiny front legs to grab and disembowel prey.
Credit: Lars Fields/Copyright Royal Ontario Museum
Além disso, W. fieldensis é o primeiro artrópode cambriano registrado a ter mandíbulas com palpos preservados - apêndices que geralmente ajudam no toque e no paladar, disseram os pesquisadores. Também tinha outro apêndice bucal conhecido como maxilares que estão presentes em outras mandíbulas. Mas, surpreendentemente, não tinha um apêndice entre suas antenas e mandíbulas - uma condição vista apenas em mandíbulas terrestres, como centopeias e insetos, disseram os pesquisadores. Enquanto isso, mandíbulas marinhas, como crustáceos, têm um segundo par de antenas neste local.

"Nós pensamos até agora que a perda do segundo par de antenas estava relacionada com a modificação da cabeça durante a adaptação à vida em terra", disse Vannier. "A Waptia e seus parentes estão desafiando essa visão e levantam questões instigantes sobre a evolução da cabeça dos artrópodes." A criatura ostentava pás frágeis conhecidas como lamelas na parte inferior, o que a ajudou a nadar. Na sua extremidade traseira, W. fieldensis ostentava uma cauda semelhante a camarão.
Original article on Live Science.
Postado por marcuscabral às segunda-feira, agosto 20, 2018 Nenhum comentário:
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Marcadores: Burgess Shale, Charles Doolittle Walcott, Crustacea, fóssil, Waptia

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Lançamento do e-book "Livro Vermelho dos Crustáceos do Brasil"
 
Obra conta com a participação de docente do Câmpus do Litoral Paulista
[22/11/2016]
No dia 09 de novembro, durante o IX Congresso Brasileiro sobre Crustáceos, ocorreu o lançamento do “Livro Vermelho dos Crustáceos do Brasil: Avaliação 2010 – 2014”, organizado pelos carcinólogos Marcelo Pinheiro (docente da Unesp IB/CLP) e Harry Boos (analista do CEPSUL/ICMBio).

 


Esta obra, constitui o primeiro livro publicado pela Sociedade Brasileira de Carcinologia (SBC), em formato e-book, fato que foi ressaltado pelo presidente desta associação, o Prof. Dr. Sergio Rocha, que destacou: “Além da qualidade e mérito inquestionável na publicidade dessas importantes informações aos carcinólogos e público em geral, a SBC realiza sua primeira publicação”.


A obra foi escrita por 58 autores, sendo composta por 34 capítulos, totalizando 466 páginas, que tratam da avaliação do risco de extinção das 255 espécies de crustáceos brasileiros, avaliadas no período de 2010 a 2014. O Prof. Marcelo Pinheiro, um dos organizadores da obra e Coordenador de Taxon (Crustacea) perante o Ministério do Meio Ambiente (MMA), destaca que este e-book marca parte do extenso trabalho conduzido pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), sendo o Brasil um dos poucos países com megadiversidade do mundo que tiveram todas as espécies de animais vertebrados e, seletivamente, as principais espécies invertebradas, totalizando 12.254 espécies.


 “Por este motivo, tivemos grande honra em participar deste extenso e gratificante trabalho, que deixa nas páginas deste e-book um legado inicial deste processo para os crustáceos brasileiros”, afirma o Prof. Marcelo Pinheiro.

Harry Boos mencionou durante o evento que “a obra não trouxe qualquer ônus para a SBC, que atuou como editora deste e-book com ISBN e que passou por um Comitê Editorial”. Este comitê foi composto por quatro carcinólogos não autores, a saber: Dra. Andrea Freire (UFSC), Dr. Carlos Rocha (USP/IB), Dra. Cristiana Serejo (MN/UFRJ) e Dra. Tereza Calado (UFAL).

O e-book tem o prefácio redigido pelo Sr. Marcelo Marcelino de Oliveira, Diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, que destaca a importância da obra. “Parabenizo o empenho dos autores e organizadores na síntese das informações utilizadas, disponibilizando-as de forma acessível à toda sociedade. Certamente, este belo livro encontrará o reconhecimento que merece, não apenas entre os especialistas em crustáceos, mas também entre todos aqueles que buscam a conservação da biodiversidade brasileira”.
O e-book inteiro, ou seus capítulos separadamente, estão disponíveis para download gratuito no site da Sociedade Brasileira de Carcinologia (SBC). Um ícone para download indireto também está disponível no site da Unesp IB/CLP, com igual finalidade.
Marcio Camargo Araújo João (discente de graduação da Unesp IB/CLP)
Postado por marcuscabral às quinta-feira, novembro 24, 2016 Nenhum comentário:
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Marcadores: Crustacea, crustáceos, e-book, espécie em extinção, espécies em risco, Extinção, Livro Vermelho dos Crustáceos, Unesp

quinta-feira, 26 de julho de 2012

ambiente
Divulgação

conservação

Salvem os tatuís

Eles sumiram em 70% das praias. Outro dia um foi visto em Copacabana

-  A  A  +
Bruna Talarico
Veja Rio - 25/07/2012

Algumas atitudes entregam na hora a idade da pessoa. Por exemplo, valer-se de gírias antigas, daquelas que ninguém mais fala. Ou usar uma peça de roupa cafona, antiquada, que o passado já tratou de enterrar. No Rio, um bicho branquelo e invertebrado também ajuda a distinguir uma geração da outra: entre os cariocas, fica evidente que alguém passou dos 30 anos se sabe direitinho o que é um tatuí.

Crianças geralmente não têm ideia do que se trata, mas, nas décadas de 70 e 80, eles faziam a festa da garotada. Os pequenos se divertiam perto da água, ali onde a onda deixa de ser onda, capturando, em um mesmo naco de areia, dezenas de bichos. Mesmo que não sejam tão emblemáticos como as baleias, eles vêm merecendo a atenção de pesquisadores e ecologistas, num movimento que seria digno de se chamar "Salvem os tatuís".

Biólogo da UNI-Rio, Ricardo Cardoso realiza, há quinze anos, levantamentos regulares sobre a presença do Emerita brasiliensis (seu nome científico) nas praias do Rio. Ele descobriu que em 70% do litoral a população de tatuís hoje em dia é insignificante. Numa recente coleta, em Copacabana, sua equipe encontrou, em 3 quilômetros de busca, apenas um tatuí. Um. Isso mesmo, um.

Os pesquisadores alinham, entre as causas do sumiço, o pisoteio constante, a poluição da água (que contamina o plâncton, seu alimento) e o desaparecimento dos grãos de areia finos, resultado de frentes frias cada vez mais frequentes. "Hoje há mais pulgas-da-areia do que tatuís", diz Cardoso, salientando que a espécie foi descoberta e catalogada em 1935, no Sudeste brasileiro, e ainda resiste na faixa de mar que vai do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.

Iniciativas isoladas denunciam a ameaça por que passa esse crustáceo de 3 centímetros, leve como pluma e de pouco uso na culinária - Isis Rangel, dona do restaurante Siri Mole, especializado em comida baiana, diz que ele serve, no máximo, como "um bom temperinho" ou como parte de uma sopa, misturado a caranguejos. Em 2008 surgiu o Projeto Tatuí, do Instituto Aqualung, sucesso no colégio Teresiano e na British School. Lá, os alunos são estimulados a tirar lixo da orla, e aqueles que recolhem mais sujeira ganham um pingente de ouro no formato de um tatuí.

A literatura infantil também acena ao bicho sumido. No recém-lançado Praia Limpa É a Minha Praia, da Casa Editorial Vieira & Lent, escrito por Fábio Araujo, o protagonista é um tatuí velhinho que não se conforma com tantos copos, palitos e sacos invadindo seu habitat. Ele divide a indignação com marias-farinhas, siris e minhocas. "Mais do que despertar a consciência ecológica nas crianças, quis lembrar os adultos sobre o compromisso com o meio ambiente", diz o autor. É bom mesmo estar atento, ou só nos restará aquele portal de entrada e saída da Estação General Osório do metrô, em Ipanema. Não é igualzinho?
Postado por marcuscabral às quinta-feira, julho 26, 2012 Nenhum comentário:
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Marcadores: Crustacea, Crustáceo, Emerita brasiliensis, Instituto Aqualung, Meio ambiente, Projeto Tatuí, Tatuí

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cientistas encontram crustáceos 'gigantes' na Nova Zelândia

2012-02-13 10:16
O crustáceo 'supergigante' capturado pelos cientistas (Foto: Oceanlab)
Crustáceo capturado por cientistas chegava a 28 centímetros (Foto: Oceanlab)

Equipes de cientistas da Escócia e da Nova Zelândia encontraram um crustáceo gigante em um fosso submarino a sete quilômetros de profundidade.
A criatura, batizada de supergigante, é um tipo de anfípode, animais que geralmente têm cerca de dois ou três centímetros de comprimento.
Mas, o crustáceo encontrado na Fossa de Kermadec, na costa da Nova Zelândia, é mais de dez vezes maior do que isto. O maior exemplar descoberto pelos cientistas chegou a 34 centímetros.

"Eu parei e pensei: 'o que é isto?'. Este anfípode é muito maior do que eu pensei ser possível", disse Alan Jamieson, do Oceanlab, da Universidade de Aberdeen, Escócia.
Os anfípodes, criaturas pequenas e ativas, vivem em grandes grupos no fundo dos oceanos, em fossas e vales que podem alcançar até 11 quilômetros de profundidade.
As criaturas foram encontradas pelos cientistas com a ajuda de uma grande armadilha de metal, equipada com uma câmera e protegida por um vidro de safira para evitar que o equipamento seja danificado pela alta pressão destas profundidades.
Ao todo, os cientistas da Universidade de Aberdeen e do Instituto Nacional de Pesquisa Aquática e Atmosférica da Nova Zelândia (Niwa, na sigla em inglês) conseguiram capturar sete espécies na armadilha e nove foram filmadas pela câmera no dispositivo.
Além do crustáceo de 34 centímetros observado, o maior exemplar que os cientistas conseguiram trazer para o navio media 28 centímetros de comprimento.

Origem

O nome "supergigante" foi mencionado pela primeira vez depois que grandes espécies de anfípodes foram encontradas na década de 1980 na costa do Havaí.
Desde então, estas criaturas foram encontradas também na Antártida, onde alcançaram dez centímetros. Mas a última descoberta na Nova Zelândia superou as expectativas.
"Só mostra que, quanto mais você procurar, mais você vai encontrar", disse Ashley Rowan, do Niwa.
"Para um animal tão grande, é notável passar despercebido por tanto tempo. É apenas uma amostra do quanto sabemos sobre a vida no habitat mais profundo e único da Nova Zelândia", acrescentou.
Nos últimos anos, cientistas se surpreenderam com as espécies descobertas nestas fossas submarinas.
Pesquisadores imaginavam que estes pontos de grande profundidade não tinham vida por serem escuros demais, frios e onde a pressão é alta demais para a sobrevivência.

Mas, os cientistas encontraram uma grande variedade de criatura nestes locais. Além de muitos anfípodes, eles também encontraram criaturas semelhantes a camarões e outras espécies que conseguem viver até 7,7 mil metros abaixo da superfície.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120202_crustaceo_supergigante_fn.shtml

Leia mais: http://bioloukos.webnode.com/news/cientistas%20encontram%20crustaceos%20%27gigantes%27%20na%20nova%20zel%c3%a2ndia/
Postado por marcuscabral às terça-feira, fevereiro 14, 2012 Nenhum comentário:
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Marcadores: Crustacea, Crustáceo, Nova Zelândia
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