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quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

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 Atendendo aos pedidos, segue o glossário de evolução:


Radiação adaptativa:
a evolução da diversidade ecológica e fenotípica dentro de uma linhagem que se multiplica rapidamente.
Especiação alopátrica:
a origem de duas ou mais espécies resultantes de evolução divergente de populações geograficamente isoladas umas das outras.
Alopatria:
separação geográfica, tal que membros de duas ou mais populações não conseguem se encontrar.
Anagênese:
evolução dentro de uma linhagem, geralmente expressa por mudança morfológica, mas não associada a um evento de divisão.
Acasalamento sortido:
Escolha não aleatória de um parceiro, seja diretamente através da avaliação de algum atributo, ou indiretamente através da escolha do habitat (para táxons que acasalam dentro do seu habitat)
Efeito Beavis:
superestimação sistemática dos verdadeiros efeitos de locus de características quantitativas. O efeito Beavis é mais severo quando os tamanhos das amostras F2 ou retrocruzamento são pequenos.
Biométrico (estimativa do número do gene):
uma abordagem para estimar o número mínimo de genes subjacentes a uma diferença de característica que se baseia apenas em dados fenotípicos.
Gargalo:
uma redução drástica de curto prazo no tamanho da população, que pode ocorrer através de uma sobrevivência muito reduzida dentro de uma população ou da colonização concomitante de um novo habitat.
Mecanismo de subproduto:
um mecanismo de especiação no qual o isolamento reprodutivo pré-acasalamento e/ou pós-acasalamento evolui incidentalmente como consequência da evolução de outras características. O isolamento reprodutivo não é diretamente favorecido pela seleção, ao contrário do reforço.
Centrômero:
a região contraída de um cromossomo à qual as fibras do fuso se fixam durante a divisão.
Fissão cromossômica:
quebra de segmentos cromossômicos.
Fusão cromossômica:
reunião de segmentos cromossômicos anteriormente independentes.
Cronoespécie:
uma espécie que faz parte do continuum de uma linhagem documentada no registro fóssil, distinguida das cronoespécies abaixo e acima pelo acúmulo de mudanças morfológicas suficientes ao longo do tempo.
Clado:
um grupo monofilético de organismos.
Cladística:
método de desenhar árvores de relações orgânicas baseadas em caracteres derivados compartilhados.
Cladogênese:
a divisão de uma linhagem de espécie.
Seleção disruptiva:
seleção natural dentro de uma única população em direção a dois fenótipos diferentes (geralmente extremos), por exemplo, quando indivíduos grandes ou pequenos têm vantagem sobre aqueles de tamanho intermediário.
Seleção divergente:
seleção natural em diferentes direções dentro de cada uma das diversas populações, por exemplo, quando o tamanho grande é favorecido em uma população, enquanto o tamanho pequeno é favorecido em outra. Os intermediários nunca são favorecidos.
Taxa de diversificação:
a taxa líquida de aumento no número de espécies dentro de um grupo, igual à taxa de especiação menos a taxa de extinção durante um determinado período.
Incompatibilidades Dobzhansky-Muller:
incompatibilidades epistáticas que aparecem em híbridos como resultado da interação entre alelos que não diminuíram a aptidão quando foram substituídos nas linhagens divergentes.
Mecanismo ecológico de aptidão híbrida reduzida:
a aptidão híbrida reduzida resultante da seleção natural direta contra fenótipos intermediários, e cuja presença depende das características de nicho do ambiente em que os híbridos são testados.
Especiação ecológica:
a evolução do isolamento reprodutivo causado, em última análise, pela selecção natural divergente nas características entre populações (ou selecção disruptiva entre fenótipos de uma única população) em diferentes ambientes (incluindo a utilização de diferentes recursos).
Mudança ecofenotípica:
mudança não evolutiva na morfologia, ou outras características, de um organismo, geralmente induzida por pressões ambientais.
Ecótipo:
um grupo de indivíduos ecologicamente e fenotipicamente distinto. Os membros de um ecótipo podem pertencer à mesma espécie ou a espécies diferentes.
Incompatibilidades extrínsecas:
formas de isolamento reprodutivo (geralmente esterilidade ou inviabilidade dos híbridos) cuja presença ou intensidade depende do ambiente particular em que os híbridos são testados.
Genealógico:
relativo à história da descendência de genes, muitas vezes dentro de uma única espécie.
Deriva genética:
flutuações estocásticas produzidas por amostragem em populações finitas.
Regra de Haldane:
a observação de que, se híbridos de apenas um sexo são estéreis ou inviáveis ​​num cruzamento de espécies, esse sexo é quase sempre aquele que possui cromossomos sexuais heterogaméticos.
Heterochromatin:
densely staining condensed chromosomal regions, believed for the most part to be genetically inert.
Incipient species:
two or more diverged populations that are substantially, but not completely, reproductively isolated.
Internal nodes:
pontos de ramificação em uma árvore filogenética que refletem eventos de especiação passados ​​que levaram a espécies vivas.
Incompatibilidades intrínsecas:
formas de isolamento reprodutivo que são relativamente independentes do ambiente em que os híbridos são testados. Tais incompatibilidades geralmente refletem anormalidades de desenvolvimento produzidas por interações epistáticas deletérias entre alelos de espécies diferentes.
Inversão:
uma mutação cromossômica que envolve a remoção de um segmento cromossômico, sua rotação de 180° e sua reinserção no mesmo local.
Cariótipo:
o complemento cromossômico de um organismo.
Efeito X grande:
a observação de que, em análises genéticas de esterilidade e incompatibilidade híbrida, o cromossomo X tende a ter o maior efeito entre todos os cromossomos, especialmente quando examinado em híbridos com cromossomos sexuais heterogaméticos.
Linhagem:
uma sequência cronológica de populações com relações ancestral-descendentes.
Desequilíbrio de ligação:
associações não aleatórias entre alelos em diferentes loci.
Ligação:
proximidade física de genes no mesmo cromossomo que reduz a frequência de recombinação entre eles.
Impulso meiótico:
uma distorção na taxa de transmissão de um determinado gene ou rearranjo cromossômico na meiose.
Mendelize:
diz-se que uma diferença de característica entre duas espécies ou populações é mendelizada se a base genética da diferença for suficientemente simples para que a característica seja segregada em proporções mendelianas simples em híbridos F2 ou retrocruzados.
Sistema de acasalamento monândrico:
uma fêmea acasala com apenas um macho durante a época de reprodução.
Monofilético:
contendo todos os descendentes de um hipotético ancestral comum.
Conceito morfológico de espécie:
uma espécie é definida por ser suficientemente distinta morfologicamente de todas as outras. A definição pode incluir testes multivariados da distância estatística entre centróides de espécies em relação à variação intraespecífica sobre os centróides.
Zona híbrida de mosaico:
uma região com uma distribuição irregular de genótipos parentais e híbridos, em oposição a uma transição geográfica suave e contínua de uma espécie parental para outra através de uma área de hibridização.
Neoespécie:
uma espécie recém-derivada.
Rede:
diagrama de relacionamentos permitindo conexões laterais entre grupos.
Alelos neutros:
variantes alélicas em um locus que não afetam a aptidão do portador.
Escolha do companheiro de um alelo:
substituição de um único alelo de 'acasalamento seletivo' que faz com que todos os indivíduos, em qualquer ambiente, acasalem de forma seletiva. Um exemplo biologicamente plausível seria se todos os indivíduos acasalassem no local onde foram criados. Isso causa o acasalamento seletivo porque os indivíduos submetidos às mesmas forças de seleção tornam-se parceiros.
Especiação paralela:
evolução paralela de características subjacentes ao isolamento reprodutivo em populações independentes evoluindo ao longo de gradientes ambientais semelhantes.
Especiação parapátrica:
a evolução do isolamento reprodutivo substancial entre populações espacialmente adjacentes que têm troca genética limitada.
Parapátrico:
a proximidade de áreas geográficas de populações, de modo que apenas os membros das populações nas bordas de contato das áreas geográficas se encontrem.
Parafilético:
contendo os descendentes de um ancestral comum que retêm caracteres primitivos compartilhados, mas omitindo os descendentes que perderam esses caracteres.
Inversão pericêntrica:
a inversão do material cromossômico que inclui o centrômero.
Divergência fenotípica:
divergência de médias de características entre duas ou mais populações (ou subpopulações).
gradualismo filético:
a visão de que as espécies evoluem por evolução gradual da linhagem (anagênese) e divisão (especiação) como um processo subsidiário.
Árvore filogenética:
uma estimativa da verdadeira filogenia, por exemplo, como pode ser reconstruída a partir de caracteres de espécies, como dados moleculares. Freqüentemente abreviado para árvore.
Filogenética:
relativo às relações evolutivas entre organismos, geralmente no nível das espécies ou acima dele.
Filogenia:
as relações evolutivas entre um grupo de organismos.
Filogeografia:
análise de padrões biogeográficos à luz da filogenia, muitas vezes ao nível de populações dentro de espécies nomeadas.
Pleiotropia:
múltiplos efeitos de alelos em mais de um personagem. A pleiotropia leva a respostas correlacionadas à seleção porque a mudança na frequência alélica causada pela seleção altera o valor de todas as características afetadas por um alelo pleiotrópico.
Sistema de acasalamento poliândrico:
uma fêmea acasala com vários machos durante a época de reprodução.
Isolamento pós-zigótico:
isolamento reprodutivo que ocorre após a fertilização, como esterilidade híbrida e inviabilidade híbrida.
Isolamento pré-zigótico:
isolamento reprodutivo que ocorre antes da fertilização. Inclui diferenças de espécies em características como comportamento sexual, preferência de habitat, reprodução sazonal (todos pré-acasalamento) e compatibilidade gamética (pós-acasalamento, mas pré-zigótico).
Punctuated equilibria:
a visão de que a especiação ocorre de forma relativamente rápida e que virtualmente toda a evolução acontece na especiação (cladogênese), com longas fases intermediárias de estase das linhagens.
Pontuação:
um evento de especiação rápida, fazendo parte do modelo de evolução por equilíbrios pontuados.
Locus de característica quantitativa (QTL):
uma região cromossômica que tem um efeito estatisticamente significativo em uma diferença fenotípica entre duas linhagens, populações ou espécies.
Mapeamento de locus de características quantitativas:
uso de um mapa de ligação genética para localizar segmentos cromossômicos que influenciam características fenotípicas de interesse.
Corrida:
usado aqui como sinônimo de espécie incipiente, sem a exigência de que duas raças sejam separadas geograficamente.
Reforço:
o fortalecimento adaptativo dos mecanismos de isolamento pré-zigóticos em uma zona de contato secundário entre dois táxons distintos que já desenvolveram algum isolamento pós-zigótico. Neste processo, a seleção natural reduz o fluxo gênico entre os táxons porque a hibridização é deletéria.
Deslocamento de caráter reprodutivo:
a evolução de diferenças crescentes entre duas espécies estabelecidas em simpatria, o que pode resultar da produção de híbridos menos aptos ou de esforços desperdiçados em interações de acasalamento interespecíficas malsucedidas.
Isolamento reprodutivo:
ausência (ou restrição severa) de fluxo gênico entre populações cujos membros estão em contato uns com os outros.
Contato secundário:
a coocorrência em uma área de dois táxons que antes estavam geograficamente isolados e acumularam alguma divergência genética.
Traços sexuais secundários:
características específicas do sexo usadas na competição de acasalamento que não estão diretamente envolvidas na reprodução. Alguns exemplos incluem as penas coloridas de muitas espécies de pássaros, chifres de vários ungulados e cantos de muitos insetos, sapos e pássaros.
Seleção sexual:
sucesso reprodutivo diferencial resultante da competição pela fertilização. A competição pela fertilização ocorre através da competição direta entre membros do mesmo sexo ou através da atração de um sexo pelo outro.
Especiação:
o estabelecimento de isolamento reprodutivo entre duas ou mais populações previamente cruzadas.
Seleção de espécies:
o processo hipotético de classificação de espécies, que pode envolver a seleção para a sobrevivência daquelas que possuem características particulares irredutíveis e emergentes em nível de espécie.
Estase:
longos episódios sem nenhuma mudança morfológica líquida na linhagem de uma espécie.
Passo Cline:
um declive com um degrau grande ou íngreme.
Especiação simpátrica:
especiação ocorrendo dentro de uma única área geográfica, de modo que surge o isolamento reprodutivo entre indivíduos que sempre têm a oportunidade de cruzar.
Simpatria:
ausência de separação geográfica, de modo que todos os indivíduos tenham a mesma chance de se encontrarem.
Taxonômico:
relativo à classificação dos organismos, não necessariamente com base em suas relações evolutivas.
Zona de tensão:
uma zona híbrida mantida principalmente pela seleção contra híbridos ou genótipos raros, e não pela adaptação de alelos alternativos a ambientes alternativos.
Translocação:
a troca de segmentos cromossômicos entre cromossomos não homólogos.
Escolha do companheiro de dois alelos:
alelos diferentes causam o acasalamento em cada um dos dois ambientes. Isso só pode levar ao acasalamento seletivo quando os alelos de acasalamento estão em desequilíbrio de ligação com os alelos sob seleção disruptiva.
Gametas desequilibrados:
gametas que carregam duplicações ou deficiências cromossômicas.
Subdominante (seleção):
Seleção contra heterozigotos, como pode ocorrer com rearranjos cromossômicos.
Mutação subdominante:
uma mutação que causa redução da aptidão quando heterozigoto.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Resíduos Sólidos

Glossário

Abaixo, estão relacionados conceitos fundamentais sobre tema de ‘resíduos’, extraídos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10), do Estudo “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável” do Instituto Brasileiro de Pesquisa Geográfica e Estatística (IBGE) e de outros documentos referenciais no tema.

3 Rs: expressão utilizada para designar forma de pensar e tratar os resíduos sólidos. Refere-se a: reduzir resíduos sólidos, ou seja, deixar de produzí-los por meio de atitudes simples em nosso dia a dia com base, principalmente, no consumo consciente; a reutilizar materiais antes de descartá-los de tal forma que seja possível manter tal material em sua forma original o maior tempo possível no ciclo de consumo; e reciclar os resíduos gerados que, por sua vez, consitui-se em produzir um novo produto para consumo a partir de um resíduo sólido que será exposto a diversos processos (físicos, químicos, térmicos, entre outros).
Acordo setorial: ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.
Área contaminada: local onde há contaminação causada pela disposição, regular ou irregular, de quaisquer substâncias ou resíduos.
Área órfã contaminada: área contaminada cujos responsáveis pela disposição não sejam identificáveis ou individualizáveis.
Aterro controlado: local utilizado para despejo do lixo coletado, em bruto, com o cuidado de, após a jornada de trabalho, cobrir esses resíduos com uma camada de terra diariamente, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais.
Aterro Sanitário: local utilizado para disposição final do lixo, onde são aplicados critérios de engenharia e normas operacionais específicas para confinar os resíduos com segurança, do ponto de vista do controle da poluição ambiental e proteção à saúde pública.
Autodepuração: Processo natural decorrente da oxigenação que ocorre num corpo d’água, que permite absorver poluentes e restabelecer o equilíbrio do meio aquático. A autodepuração depende do volume e características do poluente e da capacidade de regeneração do corpo receptor.
Aquecimento Global: é o resultado da intensificação do efeito estufa natural, ocasionado, pelo significativo aumento da concentração de gases do efeito estufa (GEE) na atmosfera, ou seja, gases que absorvem parte do calor que deveria ser dissipado, provocando aumento da temperatura média do planeta. As mudanças climáticas são consequência do aquecimento global, pois com a elevação da temperatura média ocorre maior derretimento de geleiras em regiões polares e de grande altitude, ocasionando a dilatação dos oceanos, mudanças nos ciclos hidro-geológicos e fenômenos atmosféricos diversos.
Chorume: líquido de cor escura, gerado a partir da decomposição da matéria orgânica existente no lixo, que apresenta alto potencial poluidor da água e do solo.
Ciclo de vida do produto: série de etapas que envolvem o desenvolvimento do produto, a obtenção de matérias-primas e insumos, o processo produtivo, o consumo e a disposição final.
Coleta de esgoto sanitário: (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico) classificação dos tipos de coletores para transporte de esgoto sanitário em: rede unitária ou mista – rede pública para coleta de águas de chuva ou galerias pluviais; rede separadora – rede pública para coleta e transporte, separadamente, de águas de chuva e esgoto sanitário; rede condominial – rede interna que traz todas as contribuições do prédio até o andar térreo e liga-se à rede da rua em um único ponto.
Coleta seletiva: coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua constituição ou composição.
Coliformes fecais: subgrupo de bactérias do grupo dos coliformes totais que normalmente habitam o trato digestivo de animais de sangue quente, incluindo o homem, outros mamíferos e as aves. Cada pessoa excreta cerca de dois bilhões dessas bactérias por dia. Por isso, esse grupo é utilizado como indicador da contaminação fecal da água e dos alimentos, revelando o potencial destes de disseminar doenças. A população de coliformes fecais é constituída na sua maior parte pela bactéria patogênica Escherichia coli, que tem como habitat exclusivo o trato intestinal do homem e de outros animais. A determinação da concentração dos coliformes assume importância como parâmetro indicador da possibilidade da existência de microrganismos patogênicos, responsáveis pela transmissão de doenças de veiculação hídrica, tais como febre tifóide, febre paratifóide, desinteria e cólera.
Controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade informações e participação nos processos de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos.
Corpo d’água: qualquer coleção de águas interiores. Denominação mais utilizada para águas doces abrangendo rios, igarapés, lagos, lagoas, represas, açudes, etc.
Destinação final ambientalmente adequada: destinação de resíduos que inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa, entre elas a disposição final, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos.
Disposição final ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de modo  a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adverso.
Efeito Estufa: fenômeno natural pelo qual parte da radiação solar que chega à superfície da Terra é retida nas camadas baixas da atmosfera, proporcionando a manutenção de temperaturas numa faixa adequada para permitir a vida de milhares de espécies no planeta. Entretanto, devido ao aumento da concentração de gases causadores do efeito estufa (GEE) na atmosfera, tem ocorrido uma maior retenção dessa radiação na forma de calor, e consequentemente, a temperatura média no planeta está aumentando, provocando o aquecimento global e significativas mudanças climáticas.
Esgotamento Sanitário: escoadouro do banheiro ou sanitário de uso dos moradores do domicílio particular permanente, classificado quanto ao tipo em: rede geral de esgoto ou pluvial – quando a canalização das águas servidas e dos dejetos provenientes do banheiro ou sanitário. Está ligada a um sistema de coleta que os conduz a uma desaguadouro geral da área, região ou município, mesmo que o sistema não disponha de estação de tratamento da matéria esgotada; fossa séptica – quando a canalização do banheiro ou sanitário está ligada a uma fossa séptica, ou seja, a matéria é esgotada para uma fossa próxima, onde passa por um processo de tratamento ou decantação sendo, ou não, a parte líquida conduzida em seguida para um desaguadouro geral da área, região ou município; fossa rudimentar – quando o banheiro ou sanitário está ligado a uma fossa rústica (fossa negra, poço, buraco etc.); vala – quando o banheiro ou sanitário está ligado diretamente a uma vala a céu aberto; rio, lago ou mar – quando o banheiro ou sanitário está ligado diretamente a um rio, lago ou mar; outro – qualquer outra situação.
Fossa séptica e sumidouro: dispositivo tipo câmara, enterrado, destinado a receber o esgoto sanitário para separação e sedimentação do material orgânico e mineral, transformando-o em material inerte.
Gases do Efeito Estufa (GEE): ou Greenhouse Gases (GHG) são os gases listados no Anexo A do Protocolo de Kyoto, sejam: dióxido de carbono (CO2); metano (CH4); óxido nitroso (N2O); hexafluoreto de enxofre (SF6); gases da família dos hidrofluorcarbonos (HFCs) e perfluorcarbonos (PFCs). Conforme especificação do Protocolo, as partes também devem informar a emissão dos seguintes GEE indiretos: monóxidos de carbono (CO); óxido de nitrogênio (NOx); compostos orgânicos voláteis sem metano (NMVOCs) e óxido de enxofre (SOx). As emissões de GEEs são provenientes de processos artificiais, causados pelo homem, como desmatamentos, queima de combustíveis fósseis, emissões de gases e poluentes de indústrias e também podem ter origem natural, como emissão de metano por meio dos rebanhos, por exemplo.
Geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo.
Gerenciamento de resíduos sólidos: conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, de acordo com plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos.
Gestão integrada de resíduos sólidos: conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural e social, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável.
Incineração: (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico) Processo de queima do lixo, através de incinerador ou queima a céu aberto. O incinerador é uma instalação especializada onde se processa a combustão controlada do lixo, entre 800 ºC e 1200 ºC, com a finalidade de transformá-lo em matéria estável e inofensiva à saúde pública, reduzindo seu peso e volume. Na queima a céu aberto há a combustão do lixo sem nenhum tipo de equipamento, o que resulta em produção de fumaça e gases tóxicos.
Lixiviação: processo pelo qual a matéria orgânica e os sais minerais são removidos do solo, de forma dissolvida, pela percolação da água da chuva.
Logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.
Padrões sustentáveis de produção e consumo: produção e consumo de bens e serviços de forma a atender as necessidades das atuais gerações e permitir melhores condições de vida, sem comprometer a qualidade ambiental e o atendimento das necessidades das gerações futuras.
Percolação: Processo de penetração da água no subsolo, dando origem ao lençol freático.
Reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação  em insumos ou novos produtos.
Rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis  e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada.
Resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.
Responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos  de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos.
Reutilização: processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua transformação biológica, física ou físico-química.
Saneamento Ambiental: (Fundação Nacional de Saúde) conjunto de ações socioeconômicas que têm por objetivo alcançar níveis de salubridade ambiental, por meio de abastecimento de água potável, coleta e disposição sanitária de resíduos sólidos, líquidos e gasosos, promoção da disciplina sanitária de uso do solo, drenagem urbana, controle de doenças transmissíveis e demais serviços e obras especializadas, com a finalidade de proteger e melhorar as condições de vida urbana e rural.
Serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades previstas no art. 7º da Lei de Saneamento Básico (Lei 11.445/2007).
Tratamento complementar do esgoto sanitário: (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico) classificação dos tipos de tratamento complementar do esgoto sanitário em: desinfecção – processo destinado a destruir vírus e bactérias que podem provocar contaminação, como cloração e aplicação de raios ultravioleta ou ozônio; remoção de nutrientes – processo destinado a retirar os nutrientes, fósforo, nitrogênio e potássio da parcela líquida do esgoto sanitário tratado.
Tratamento do esgoto sanitário: (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico) combinação de processos físicos, químicos e biológicos com o objetivo de reduzir a carga orgânica existente no esgoto sanitário antes de seu lançamento em corpos d’água, como: filtro biológico; lodo ativado; reator anaeróbio; valo de oxidação; lagoa anaeróbia; lagoa aeróbia; lagoa aerada; lagoa facultativa; lagoa mista; lagoa de maturação; fossa séptica de sistema condominial.

Bibliografia Glossário

1) BRASIL. Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, n. 147, p. 3, 03 de agosto de 2010. Seção 1.
2) IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável: Brasil, 2010. Rio de Janeiro, 2010. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/recursosnaturais/ids/ids2010.pdf
3) SANTOS, A.S.F.; AGNELLI, J.A.M; MANRICH,S. Tendências e Desafios da Reciclagem de Embalagens Plásticas. Polímeros: Ciência e Tecnologia, vol.14, nº 5, p.307-312, 2004.
4) CONSÓRCIO PCJ – Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Glossário de Termos Técnicos em Gestão dos Recursos Hídricos. s/l, 2009.
5)  ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Manual para aproveitamento de Biogás: Volume 1 – Aterros Sanitários. São Paulo, 2010. 80 p.
6) ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Manual para Aproveitamento de Biogás: Volume 2 – Efluentes Urbanos. São Paulo, 2010. 77 p.
7) IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima. Mudanças Climáticas 2007: a base científica física. Divulgado em Paris, 2007. Disponível em: http://www.ecolatina.com.br/pdf/IPCC-COMPLETO.pdf