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sexta-feira, 17 de abril de 2020

Fóssil de ave três vezes maior que avestruz é descoberto na Europa

domingo, 7 de julho de 2019

Fóssil de pássaro que pesava o mesmo que urso polar é encontrado em caverna da Europa

Até então, animais de tal porte existiam apenas em Madagascar, Nova Zelândia e Austrália
Joseane Pereira Publicado em 01/07/2019, às 10h21
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Reprodução
Um fóssil de pássaro com 11,5 metros de altura, que viveu dois milhões de anos atrás, foi encontrado na caverna Taurida, na costa do Mar Negro. O animal era três vezes maior que um avestruz, pesava o mesmo que um urso polar e possivelmente conviveu com os primeiros europeus, cerca de 1,5 milhão de anos atrás.

Pesquisadores da Academia Russa de Ciências, que lideram o estudo, afirmam que o animal poderia pesar até 450 kg, sendo uma fonte de carne, ossos, penas e cascas de ovo aos humanos, em situações de necessidade proteica causada por intempéries.

Encontro inesperado

Até então, os paleontólogos desconheciam a existência de pássaros gigantes no continente Europeu. Os espécimes conhecidos habitavam apenas territórios quentes, como a Ave Elefante de Madagascar e fósseis provenientes da Nova Zelândia e Austrália.

Segundo o autor principal, Dr. Nikita Zelenkov: “Quando senti pela primeira vez o peso da ave cujo osso da coxa eu segurava na minha mão, achei que fosse um fóssil da Ave Elefante, porque nenhum pássaro deste tamanho foi reportado na Europa. Ainda não temos dados suficientes para dizer se ela está mais relacionada com avestruzes ou com outras aves, mas estimamos que pese cerca de 450 quilos”.

A ave pertencia à espécie Pachystruthio dmanisensis, e seu fêmur se compara ao de avestruzes modernos. Longo e fino, o osso sugere que o pássaro era um ótimo corredor – ao contrário da Ave Elefante, que tinha velocidade reduzida. Os pesquisadores sugerem que ela teria chegado à região do Mar Negro pelo sul do Cáucaso e da Turquia.

Os pesquisadores estão animados com a continuidade dos achados: “A rede de cavernas de Taurida só foi descoberta no verão passado, e na época restos de mamutes foram desenterrados. Esse local pode nos ensinar muito mais sobre o passado distante da Europa", afirmou o professor Zelenkov.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

El fosilmaníaco (CC BY 3.0 US)

O maior pássaro do mundo pode ter sido tão cego quanto um morcego

A maior ave do mundo - extinta há 300 anos - pesava meia tonelada e se elevava sobre criaturas menores em suas florestas de Madagascar. Agora, graças a novas evidências de exames de crânio, os cientistas acham que a ave de 3,5 metros de altura do elefante pode não ter sido uma forrageira diurna como previamente suspeitava, mas sim uma criatura invisível da noite.

Não se sabe muito sobre as aves de elefantes de Madagascar, cujos esqueletos - mal preservados nos pântanos da ilha - estão em grande parte em pedaços. Até recentemente, os cientistas supunham que seu parente mais próximo era o moa gigante da Nova Zelândia. Eles também assumiram que, como o moa, as aves de elefante estavam ativas durante o dia. Mas análises recentes de DNA sugeriram que o pássaro-elefante pode ter um primo ainda mais próximo: o kiwi noturno, que não voa.

Para aprender mais sobre como os elefantes viviam, os pesquisadores obtiveram crânios de duas espécies de aves de elefantes e mediram seus interiores usando um scanner de tomografia computadorizada. Os exames revelaram que os lóbulos ópticos - que processam o que o olho vê - eram quase inexistentes, relatam os pesquisadores hoje nos Anais da Royal Society B. Isso significa que as aves maciças mal conseguiam enxergar, dizem os cientistas. Os bulbos olfatórios, os centros olfativos do cérebro, eram muito maiores do que o esperado em uma espécie e ligeiramente maiores do que o esperado na outra - o que faria sentido porque as aves que habitam a floresta tendem a ter melhores sentidos do olfato.

The small optic lobes and the enlarged smell centers resemble the brain anatomy of the kiwi and the endangered kakapo, another nocturnal New Zealand bird. That suggests that, like the kiwi and the kakapo, elephant birds were active only at night, the scientists say. If true, such behavior could help explain how elephant birds were able to survive so long after humans invaded Madagascar.
Posted in:
doi:10.1126/science.aav9009