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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A wolf pup faces off with a tank on a training ground near Münster, Germany.
Sebastian Koerner/LUPOVISION

Germany’s wolves are on the rise thanks to a surprising ally: the military

Os lobos são uma impressionante história de sucesso para a recuperação da vida selvagem na Europa central, recuperando-se do quase extermínio no século 20 para uma população de vários milhares atualmente. E na Alemanha, onde as populações crescem 36% ao ano, as bases militares desempenharam um papel surpreendentemente central em ajudar os animais a recuperar o habitat, revela uma nova análise.

"O que é realmente notável é que as áreas militares agiram como um trampolim para a recolonização" - e foram muito mais importantes do que as áreas protegidas civis nos estágios iniciais de recuperação, diz Guillaume Chapron, ecologista da Universidade Sueca de Ciências Agrárias. Uppsala, que não esteve envolvido na pesquisa. "Isso mostra que quando você protege estritamente a vida selvagem, ela volta".

Em grande parte da Europa, os lobos foram fortemente perseguidos por atacarem o gado. Eles foram exterminados na Alemanha durante o século XIX. Mas nas décadas de 1980 e 1990, novas leis europeias protegeram a vida selvagem e o habitat, preparando o cenário para sua recuperação. E no leste e sul da Europa, terras agrícolas abandonadas significavam menos pessoas e mais veados para os lobos caçarem. No final da década de 1990, os lobos começaram a atacar a Alemanha a partir das florestas da Polônia. A primeira ninhada de filhotes na Alemanha foi relatada em 2001 na Saxônia-Brandemburgo. Desde então, eles se espalharam para o oeste em seis dos 16 estados federais da Alemanha, e os dados de monitoramento mostram que seus números estão aumentando.

O crescimento populacional "é bastante impressionante", diz Ilka Reinhardt, bióloga do Lupus, o Instituto Alemão de Monitoramento e Pesquisa do Lobo em Spreewitz, que está envolvido nos esforços para estudar os lobos desde que retornaram à Alemanha. O país tem 73 pacotes e 30 pares de lobos. "Há 20 anos, ninguém esperaria isso", acrescenta ela, observando o habitat fragmentado da Alemanha e a prevalência de estradas e humanos. "Isso mostra como os lobos são adaptáveis".

Reinhardt ficou particularmente impressionado com sua ocorrência em áreas militares. "Isso foi surpreendente para nós", diz ela. Ela e seus colegas notaram que o primeiro par de lobos a aparecer em um novo estado sempre se estabeleceu em um campo de treinamento militar. O segundo par e geralmente o terceiro também procuraram terras militares. Depois disso, pares subseqüentes de reprodução seriam detectados em áreas protegidas ou outros habitats, informou a equipe on-line esta semana na Conservation Letters.

Os campos de treinamento militar eram claramente um local desejado pelos pioneiros, mas qual era o apelo? Reinhardt não encontrou nenhum sinal de que o habitat fosse melhor ali do que nas reservas naturais, medido pela quantidade de floresta e densidade de estradas. Mas quando compilaram os registros de óbitos, ficaram chocados ao descobrir que as taxas de mortalidade por lobos eram mais altas nas áreas protegidas do que nos campos de treinamento militar.

A diferença parece ser a caça furtiva. Embora os campos de treinamento militar não sejam cercados - o que significa que lobos e cervos podem entrar e sair à vontade - eles são fechados ao público e afixados com muitos sinais. As populações de veados são gerenciadas por silvicultores federais, portanto, quando ocorre a caça privada, ela é estritamente regulada. Isso significa menos oportunidades para caçar lobos, diz Reinhardt.

Em outros lugares, incluindo muitas reservas naturais, os cervos são gerenciados por caçadores particulares. Essas áreas são muito menores que as bases militares e podem ter mais caçadores chegando - então as chances são maiores de que alguém com uma vingança possa encontrar um lobo. (Por que atirar lobos? "Eu acho que é como em todos os lugares, eles são considerados concorrentes", diz Reinhart. "As pessoas têm medo de que os lobos erradiquem os cervos.")

Hoje, a caça furtiva não coloca em risco as populações de lobos, que são grandes o suficiente na maior parte do seu alcance para resistir a mortes ocasionais. Mas a caça furtiva poderia ter impedido que os primeiros pares se estabelecessem em reservas naturais, diz Reinhardt.

Reinhardt e seus colegas recomendam que, quando os campos de treinamento militar sejam desativados, eles sejam designados como reservas naturais e os regulamentos rigorosos de caça sejam mantidos. "Por causa de seu tamanho em nossa paisagem lotada, eles funcionam como áreas de conservação", diz ela, "embora não sejam feitos para serem".

Para Chapron, é um legado positivo da Guerra Fria. Mais soldados - e menos caçadores furtivos - é melhor para os lobos, diz ele. "Podemos ver claramente que o lobo deve um reconhecimento às forças armadas."

*Correction, 18 February, 8:50 a.m.: This story has been updated with the most recent population estimate of wolves in Germany.

Posted in:
doi:10.1126/science.aax0358

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Two-Headed Deer Found Dead in Minnesota Woods

Cervos de duas cabeças encontrados mortos na floresta de Minnesota 


Two-Headed Deer Found Dead in Minnesota Woods
These conjoined twin fawns are the first known deer to be born with two heads, two hearts and a full coat of spots.
Credit: Gino D’Angelo et al/University of Georgia
In May 2016, a Minnesota man was hunting for mushrooms in a forest near the Mississippi River when he stumbled upon something a little more unusual than fungi. Nestled dead in the underbrush was what looked like a single newborn baby fawn, carrying two heads on one body.

The baby deer was actually a pair of conjoined female twins with a body about 23 inches (60 centimeters) long from tail to heads. Their body was patterned with the telltale spots of other white-tailed deer and appeared to have been recently groomed. Yet the fawns lay alone, dry and freshly dead on the ground with no signs of their mother in sight. [Photos: See the World's Cutest Baby Wild Animals]

The mushroom hunter delivered the deer to the nearby Minnesota Department of Natural Resources, knowing he had discovered something remarkable. Now, a new case study published in the April issue of the journal The American Midland Naturalist explains just how remarkable the conjoined fawns truly are. According to the new study, this discovery marks the first documented case of two-headed white-tailed deer twins brought to full term and birthed.

"It's amazing and extremely rare," study author Gino D'Angelo, assistant professor of deer ecology and management at the University of Georgia, told The Independent. "We can't even estimate the rarity of this."
A CT scan of the fawns (A) revealed where their shared spinal column split into two individual necks and heads. A necropsy (B) showed twin sets of organs, including two hearts nestled in the same sac (a).
A CT scan of the fawns (A) revealed where their shared spinal column split into two individual necks and heads. A necropsy (B) showed twin sets of organs, including two hearts nestled in the same sac (a).
Credit: Gino D’Angelo et al/University of Georgia
For their new study, D'Angelo and his colleagues conducted computed tomography (CT) and magnetic resonance imaging (MRI) scans on the conjoined twins, then conducted a full necropsy.
The MRI scans revealed that the twins shared a single spinal column that forked into two distinct necks and heads about halfway up. During the necropsy, researchers found that the fawns had two hearts nestled inside a single pericardial sac. They had two esophagi and forestomachs (the first compartment of the stomach where food is partially digested to be regurgitated as cud), one of which ended in a closed-off tube.

"Their anatomy indicates the fawns would never have been viable," D'Angelo told The Independent. "Yet, they were found groomed and in a natural position, suggesting that the doe tried to care for them after delivery. The maternal instinct is very strong."

D'Angelo said he suspects the fawns were likely delivered stillborn — but the mere fact that they were delivered at all is a scientific first. According to the new study, most female white-tailed deer carry twins, but observations of conjoined twins are extremely rare in the scientific literature. A 2008 review of studies looking as far back as 1671 found only 19 cases of conjoined twins in nondomestic land mammals, just two of which were white-tailed deer. In both cases, the mother doe and her children all died while the twins were in utero.
Originally published on Live Science.