quarta-feira, 12 de setembro de 2018
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terça-feira, 14 de agosto de 2018
Deriva Continental: Teoria e Definição
A teoria da deriva continental
Teorias em evolução
[Related: What is Plate Tectonics?]
Evidências de deriva continental
Additional resources
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Tectônica de Placas (do grego τεκτονικός relativo à construção) é uma teoria da geologia que descreve os movimentos de grande escala que ocorrem na litosfera terrestre. Na teoria da tectônica de placas a parte mais exterior da Terra está composta de duas camadas: a litosfera, que inclui a crusta e a zona solidificada na parte mais externa do manto, e a astenosfera, que inclui a parte mais interior e viscosa do manto. Numa escala temporal de milhões de anos, o manto parece comportar-se como um líquido super-aquecido e extremamente viscoso, mas em resposta a forças repentinas, como os terremotos, comporta-se como um sólido rígido. A litosfera encontra-se fragmentada em várias placas tectônicas e estas deslocam-se sobre a astenosfera.
As placas tectônicas da Terra foram cartografadas na segunda metade do século XX
A deriva continental foi uma das muitas ideias sobre tectónica propostas no final do século XIX e princípios do século XX. Esta teoria foi substituída pela tectónica de placas e os seus conceitos e dados igualmente incorporados nesta Em 1915, Alfred Wegener, foi o primeiro a produzir argumentos sérios sobre esta idéia, na primeira edição de The origin of continents and oceans. Nesta obra ele salientava que a costa oriental da América do Sul e a costa ocidental de África pareciam ter estado unidas antes. No entanto, Wegener não foi o primeiro a fazer esta sugestão (precederam-no Francis Bacon, Benjamin Franklin e Antonio Snider-Pellegrini), mas sim o primeiro a reunir significativas evidências fosseis, paleo-topográficas e climatológicas que sustentavam esta simples observação. Porém, as suas ideias não foram levadas a sério por muitos geólogos, que realçavam o facto de não existir um mecanismo que parecesse ser capaz de causar a deriva continental. Mais concretamente, eles não entendiam como poderiam as rochas continentais cortar através das rochas mais densas da crusta oceânica. Na década de 60 os estudos dos fundos dos oceanos bem resumidos na Teoria da Expansão dos Fundos Oceânicos vieram a comprovar as idéias de Wegener.
sábado, 7 de março de 2015
A posição atual das massas continentais em relação ao globo terrestre é o reflexo do trinômio Tectônica de Placas + Espalhamento do Fundo Oceânico + Deriva Continental.
Nos primeiros 500 milhões de anos de sua orígem (4.560 a 4.000 milhões de anos) a superfície da Terra era muito pouco rígida. A individualização da crosta que constitui os continentes ocorreu a aproximadamente 4.000 milhões de anos. Desde então as massas continentais vem mudando de posição e de forma, sofrendo processos de orogenias, rifteamentos e granitização.
A maioria dos autores acredita que a tectônica de placas venha atuando desde o início do Proterozóico (2.500 milhões de anos). Algumas evidências sugerem que esse processo deve ter ocorrido já no Arqueano ( a partir de 3.800 milhões de anos) só que de uma maneira diferente da atual, já que o fluxo térmico global era muito mais alto.
Geometricamente, essas massas continentais à deriva, tendem a se aglutinar de tempos em tempos (segundo Bley, et al, 1995 seriam ciclos de 500 a 600 milhões de anos) formando supercontinentes, que, com a continuidade dos processos tectônicos, se quebram em vários pedaços, recomeçando o ciclo.
Segundo Park, 1997 durante o Arqueano, havia em torno de 20 áreas cratônicas já se estabelecendo, como por exemplo o Escudo Báltico (atual Europa), partes da América do Norte e da China e, no Brasil, o Craton Amazônico e o Craton do São Francisco, que apresentam idades que vão até 3.400 milhões de anos.
Rogers, 1996 sugere que o primeiro grande continente tenha sido formado a aproximadamente 3.000 milhões de anos. Esse continente se chamava Ur (o nome vem do alemão Ur, original, e também da cidade de Ur, uma das mais antigas do mundo), e era constituído de cinco crátons e seus extensos depósitos de sedimentos, todos muito próximos: Kaapvaal, na África, Dharwar, Bhandara e Singhbhum, na Índia e Pilbara, na Austrália, e mais três pequenas áreas estáveis na Antártica.
Configuração sugerida por Rogers, 1996 para o supercontinente Ur.
Modificado de Rogers, op. cit.
No final do Arqueano (2.500 milhões de anos) várias áreas cratônicas já tinham se estabilizado, e alguns autores sugerem que a maior parte dessas áreas cratônicas estaria aglutinada em um supercontinente chamado Kenorano (Mason, 1995 e outros) sendo que os dados ainda não são totalmente conclusivos.
Segundo Brito Neves et al. 1995 a dinâmica interna da Terra desfavorece o estabelecimento de continentes gigantes, e os mesmos têm vida muito curta (em torno de 100 milhões de anos), uma vez que enquanto algumas áreas ainda estão sendo coladas, outras já estão começando a se romper. Assim sendo, o supercontinente Kenorano rapidamente se fragmentou em diversos blocos continentais menores.
O Paleoroterozóico (2.500 à 1.600 milhões de anos) é marcado pela construção de plataformas continentais em torno dos núcleos arqueanos estáveis associadas à magmatismo.
De 2.300 a 1.800 milhões de anos ( Períodos Riaciano e Orosiriano) evidências geológicas, geofísicas e geocronológicas sugerem processos de aglutinação de massas continentais, granitização e colagens orogênicas (Bley et al, 1996 e outros).Esses processos de colagem de terrenos deixaram registros em diversos locais do mundo e recebem várias denominações: Eburneano, Barramundi, Aravalli, Penoqueano, Hudsoniano, Rinkiano, Svecofeniano, etc. No Brazil essa sucessão de colagens é chamada de Evento Transamazônico. Como resultado dessas colagens temos a formação dos continentes Ártica (partes da América do Norte + Groenlândia + Sibéria) e Atlântica (partes da América do Sul e África).
Configuração proposta por Rogers, 1996 para os continentes Atlântica, Ártica e Ur, A disposição correspode à
posição que esses continentes ocuparam no Supercontinente Pangea (~300 Ma).
Modificado de Rogers, op. cit.
Após esse período em que os continentes só cresciam, no período Estateriano (1.800 à 1.600 milhões de anos) teve início uma fase de extensão (tafrogênese), que viria a resultar na quebra desses grandes continentes em vários blocos menores.
Ao longo do Mesoproterozóico (1.600 à 1.000 milhões de anos) uma nova sucessão de colisões entre placas e orogeneses denominada Colagem Grenville foi responsável pela fusão de praticamente todas as áreas continentais (Atlântica, Ur, Báltica e Antártica) em um gigantesco continente chamado Rodínia (McMenamin & McMenamin, 1990 à partir da palavra russa: Rodina = terra mãe, e Hoffman, 1991), com uma área de 120 x 106km2.
Segundo Rogers, 1996 entre 900 e 700 milhões de anos o supercontinente Rodínia aparentemente iniciou sua fase de quebras, e se fragmentou ao longo de dois grandes riftes, gerando tres blocos principais: Gondwana Leste, Laurentia e Gondwana Oeste.
Configuração provável da distribuição dos blocos continentais após a quebra do Supercontinente Rodínia.
Modificada de Rogers, 1996.
O Bloco Laurentia é constituido de partes da América do Norte e Europa, Groenlândia e Sibéria). O bloco Gondwana Leste, compreendendo parte da África e Antártica (Craton Kalahari- Grunehogna), Madagascar, Índia e Austrália permaneceu praticamente coeso até o Mesozóico. Já o bloco Gondwana Oeste foi precocemente dividido em diversas áreas cratônicas: Amazônia, África Leste, Rio de la Plata, e vários blocos menores: Pampia, Central de Goiás, Juiz de Fora, Luis Alves, entre outros (Unrug, 1996).
Nos espaços entre esses blocos se desenvolveram riftes, aulacógenos e braços e/ou pequenos oceanos (Bley, 1999). Nesse contexto, uma feição que merece destaque no nosso continente é o desenvolvimento do Oceano Adamastor (Hartdany et al., 1985) entre o sudeste da América do Sul e o Sudoeste da África, representado pelos sedimentos da Faixa Dom Feliciano e parte da Faixa Ribeira. Já a separação entre Laurentia e Gondwana Leste a 720 milhões de anos (Powell et al., 1993) deu orígem ao Oceano Pacífico atual.
Durante o Neoproterozóico (1.000 a 545 milhões de anos), os blocos constituintes de Gondwana Leste e Oeste se movimentaram ao redor do globo e vieram estabelecer o megacontinente Gondwana ( = terra dos Gonds, antigo povo da Índia), durante um estágio de colagens chamado Evento Pan-Africano/ Brasiliano. Esse evento se iniciou a 750-730 milhões de anos e teve suas últimas manifestações a 490 -480 milhões de anos, durante o Período Ordoviciano.
Como representantes dessas colagens no Brasil temos as faixas móveis Brasília (colisão entre o Craton Amazônico e o Cráton do São Francisco - Pimentel & Fuck, 1992) e Ribeira (na sua porção central representando uma colisão entre a Microplaca Serra do Mar e o terreno Juiz de Fora com o Craton do São Francisco - Heilbron et al., 1998), dentre outras.
Mapa esquemático do continente Gondwana.
Modificado de Trompette, 1994.
No início da Era Paleozóica nos deparamos com mais um processo de reorganização das massas continentais, com um padrão complexo de movimento que inclui até rotação de continentes. Tem inicio, então, uma nova fase extensional, fragmentando Laurentia, Báltica, Sibéria e Gondwana e gerando o Oceano Iapetus (entre Laurentia e Gondwana).
No interior dos continentes os processos extensionais também atuaram, gerando subsidência de várias regiões e permitindo o desenvolvimento de extensas bacias deposicionais, que no nosso continente podem ser exemplificadas pelas bacias do Parnaíba, Amazonas e Paraná.
Com o decorrer da Era Paleozóica, a acreção de pequenos blocos litosféricos e colisões como a Orogenia Appalachiana (colisão entre Laurentia e Gondwana) e a Orogenia Uraliana (colisão do bloco da Sibéria com Laurentia) resultaram em um grande continente chamado Pangea (do grego pan = toda + gea = terra). Esse continente tinha uma disposição alongada, se extendendo do polo norte ao polo sul. O restante da superficie da Terra era coberto por um grande oceano chamado Panthalassa (do grego pan = todo + thalassa = oceano), com excessão de um pequeno mar à leste de Pangea, chamado Tethys (que hoje é representado pelo Mar Mediterrâneo).
O mesmo processo fusão/fissão, que possibilitou a união do Pangea, trata agora de rompe-lo e separa-lo em blocos novamente. A separação desses blocos durou aproximadamente 100 milhões de anos, se extendendo pelos períodos Jurássico e Cretáceo.
A primeira grande "quebra" separou Pangea em 2 blocos: Laurásia (América do Norte+Europa +Ásia) e Gondwana (América do Sul, África, Antártica, Austrália e Índia).
Esses dois grandes continentes foram se subdividindo em blocos menores, e no final do Jurássico tinhamos quatro grandes blocos: Laurásia, Índia, América do Sul + África e Austrália + Antártica.
Posição dos blocos continentais no supercontinente Pangea.
Modificado de Rogers, 1996.
Conforme os blocos continentais recém-partidos reiniciavam o processo de deriva continental, recomeçavam as colisões. No final do Período Cretáceo tem início as orogenias Alpina, na Europa (colisão entre África e Europa), Laramide, na América do Norte ( colisão entre a placa do Pacífico e a América do Norte) e Mirano, na América do Sul (colisão entre a placa de Nazca e a América do Sul.
Com relação aos estudos desses megaprocessos de formação e quebra de continentes no bloco que hoje constitui a América do Sul, é necessária uma menção especial aos artigos de Benjamin Bley de Brito Neves e colaboradores, inúmeras vezes citado no presente trabalho. Esse autor vem trabalhando de forma sistemática há pelo menos 10 anos nesse assunto, e sua pesquisa gerou diversos artigos, dentre eles: Brito Neves, 1990, 1992, 1993, 1998, 1999; Brito Neves & Cordani, 1991, Brito Neves & Sato, 1998 e Brito Neves et al., 1995, 1996, 1998.
Bibliografia:
BRITO NEVES, B.B. - Proterozoic passive continental margin of Brazil - Africa. In: COLLOQUE DE GÉOLOGIE AFRICAINE, 15., 1990, Nancy, Abstracts. Nancy, 1990. p.168.
____________, O proterozóico médio no Brasil: ensaio do conhecimento e seus problemas. Rev. Bras. Geociências, São Paulo, 1992. v. 22, n. 4, p. 449-461.
____________, De Rodínia a Gondwana. São Francisco/Congo: placa, continente/península, cráton e antepaís. In: SIOMPÓSIO SOBRE O CRÁTON DE SÃO FRANCISCO, 2., 1993, Salvador. Anais... Salvador, 1993. p.3-5.
____________, De Rodínia a Amásia: passado, presente e futuro das Américas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 40., 1998, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte : SBG, 1998. 529 p. p.1.
____________, América do Sul: quatro fusões, quatro fissões e o processo acrescionário Andino. Rev. Bras. Geociências, São Paulo. v. 29, n. 3, p. 379-392. 1999.
____________, CORDANI, U.G. Tectonic evolution of South America during the late Proterozoic. Precambrian Research, Amsterdam, v. 53, n. 1/2, p. 23-40. 1991
____________, SATO, K. Chronogeological milestones in the Evolution of the South American Continent. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON BASEMENT TECTONICS, 14., 1998, Ouro Preto. Abstracts... Ouro Preto, 1998. p. 2-4.
____________, CAMPOS NETO, M.C. , FUCK, R.A. From Rodínia to Western Gondwana: an approach to the Brasiliano-PanAfricano cycle and orogenic collage. Episodes, Ottawa, v. 22, n. 3, p.155-166. 1998.
____________, et al. A tafrogênese estateriana nos blocos paleoproterozóicos da América do Sul e processos subsequentes. Geonomos, Belo Horizonte, v. 3, n. 2, p.1-21. 1995.
____________, WINGE, M. , CARNEIRO, M.A. Orogêneses precedendo e Tafrogêneses sucedendo Rodínia na América do Sul. B. IG-USP, São Paulo, Série Científica, v. 27, p.1-40. 1996.
HARTDANY, C.J.H., JOUBERT, P., STOWE, C. Proterozoic Crustal Evolution of Southwestern Africa. Episodes, Ottawa, v. 8, p. 236-244. 1985.
HEILBRON, M. et al. New constraints on the tectonic organization and structural styles related to the Brasiliano collage of the central Ribeira Belt, SE Brazil. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON BASEMENT TECTONICS, 14., 1998, Ouro Preto. Extended Abstracts. Ouro Preto, UFOP/Escola de Minas, 1998. 189 p. p.15-17.
MCMENAMIN, M.A.S. , MCMENAMIN, D.L.S. The Emergence of Animals: the Cambrian Breakthrough. New York : Columbia University, 1990. 217 p.
PARK, R.G. Early Precambrian plate tectonics. South African J. of Geology, Chicago. v. 100, n. 1, p. 23-35. 1997.
PIMENTEL, M.M. , FUCK, R.A. Neoproterozoic crustal accretion in Central Brazil. Geology, Boulder, CO. v. 20, p. 375-379. 1992.
ROGERS, J.J.W. History of Continents in the Past Three Billion Years. J. of Geology, Chicago, v.104, p. 91-107. 1996.
TROMPETTE, R. Geology of Western Gondwana. Rotterdam : A.A. Balkema, 350 p. 1994.
UNRUG, R. The assembly of Gondwanaland. Episodes, Ottawa, v. 19, p.11-20. 1996.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Choque de Continentes
Ano de Lançamento: 2011
Qualidade: TVRip
Formato: Avi
Audio: Português
Os continentes se juntaram, formando um grande supercontinente, todos os monumentos do homem foram destruídos, as pirâmides foram engolidas pelas montanhas que se ergueram na região onde um dia foi o Mediterrâneo. Já em Nova Orleans, encoberta pela lama do delta do Mississippi, sobrevive neste novo supercontinente, fornecendo evidências sobre a existência da raça humana.
Para descobrir o que aconteceu com o ser humano, este astronauta talvez encontre ali os restos fossilizados de um bar de Nova Orleans, congelado no tempo quando os diques finalmente cederam à pressão das grandes massas de água.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Evolução Paleogeográfica e Paleoclimática
Evolução Paleogeográfica e Paleoclimática

Evolução Paleogeográfica da Terra
Com o estudo dos movimentos tectónicos é possivel prever como estará a localização dos continentes e oceanos. Os continentes reunir-se-ão novamente num novo supercontinente. Com este estudo pode-se concluir que a abertura e fecho das placas continentes demora em média 250 Ma.
As figuras seguintes retratam o planeta daqui a 100 Ma e 250 Ma:
(http://moodle.fct.unl.pt/mod/resource/view.php?id=93705) - O Mundo daqui a 100 Ma 
(http://moodle.fct.unl.pt/mod/resource/view.php?id=93705) - O Mundo daqui a 250 Ma
Esta evolução teve também influência nas mudanças climáticas. A obstrução da passagem de correntes marítimas fazia o clima mais frio. Os ciclos de Milankovitch dão outras justificações para as modificações que se verificam na Terra: a excentricidade da órbita terrestre (sendo uma forma elipsóidal mas que tende a variar, a Terra não está sempre à mesma distância do Sol, recebendo mais ou menos energia solar dependentemente disso), a variação do eixo axial da Terra (o eixo tem uma variação entre 22.1º e 24.5º ao que seria um eixo totalmente perpendicular ao plano, assim os pontos não recebem todos a mesma quantidade de energia se variarem esses ângulos), por estes motivos a precessão do planeta também varia.
(http://en.wikipedia.org/wiki/Milankovitch_cycles) - Excentricidade da Orbita da Terra
(http://en.wikipedia.org/wiki/Milankovitch_cycles) - Variação do eixo axial da Terra
(http://en.wikipedia.org/wiki/Milankovitch_cycles) - Movimento de precessão na Terra
Estes factos ajudam na justificação para as mudanças paleoclimáticas. Durante a evolução houve épocas glaciares e inter-glaciares. A figura seguinte mostra as épocas glaciares (zonas azuis) desde a formação da Terra.

(http://moodle.fct.unl.pt/mod/resource/view.php?id=93664) - Quadro de divisões estratigráficas - Prof. João Pais
Bibliografia:
- COENRRAADS, R.; KOIVULA, J. – Geológica: las fuerzas dinámicas de la Tierra - Austrália 2007 H.f.ullmann
- VERA TORRES, J. A. - Estratigrafia: Principios y Métodos - Editorial Rueda, Madrid, 1994
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Em busca de diamantes
Em busca de diamantes
15/7/2010
Agência FAPESP – A distribuição de diamantes no subsolo terrestre é controlada por plumas mantélicas, fenômeno geológico que consiste na ascensão de um grande volume de magma de regiões profundas. Essa distribuição tem sido feita dessa forma há pelo menos meio bilhão de anos.
A afirmação é de um estudo publicado na edição desta quinta-feira (15/7) da revista Nature. As plumas, originadas da fronteira entre o núcleo e o manto terrestre, são responsáveis pela distribuição dos kimberlitos, rochas vulcânicas raras das quais são retiradas os diamantes.
Distribuição de rochas contendo diamantes é controlada por plumas do manto terrestre, afirma estudo, que mapeia regiões com maior ocorrência do fenômeno (Nature)
Diamantes são formados em condições de alta pressão a mais de 150 mil metros de profundidade no manto, a camada da estrutura terrestre que fica entre o núcleo e a crosta.
Os estudo, feito por um grupo internacional, conseguiu mapear milhares de kimberlitos, mas os esforços se concentraram em áreas mais antigas da crosta continental, uma faixa de pouco mais de 300 quilômetros de espessura e 2,5 bilhões de idade. O motivo é que estão ali os diamantes de extração mais economicamente viável.
Trond Torsvik, da Universidade de Oslo, e colegas reconstruíram posições das placas tectônicas nos últimos 540 milhões de anos de modo a localizar áreas da crosta continental relativas ao manto profundo nos períodos em que os kimberlitos ascenderam.
De acordo com os pesquisadores, esses kimberlitos, muitos dos quais trouxeram diamantes de mais de 150 quilômetros de profundidade, estiveram associados com extremidades de disparidades em grande escala no manto mais profundo.
Essas extremidades seriam zonas nas quais as plumas mantélicas se formaram. O estudo poderá ajudar na localização de áreas com maior probabilidade de se encontrar diamantes.
“Estabelecer a história da estrutura do manto profundo mostrou, inesperadamente, que dois grandes volumes posicionados logo acima da divisa entre o manto e o núcleo têm se mantido estáveis em suas posições atuais no último meio bilhão de anos”, disse Kevin Burke, professor de geologia na Universidade de Houston, nos Estados Unidos, um dos autores principais do estudo.
“O motivo para que esse resultado não tenha sido esperado é que nós, que estudamos o interior da Terra, assumimos que, embora o manto profundo seja sólido, o material que o compõe deveria estar em movimento todo o tempo, por causa de o manto profundo ser tão quente e se encontrar sob elevada pressão, promovida pelas rochas acima dele”, disse.
O artigo Diamonds sampled by plumes from the core–mantle boundary (doi:10.1038/nature09216), de Trond Torsvik e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.
