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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Javan rhino 'now extinct in Vietnam'

  • 25 October 2011
     
     
      A Javan rhino is captured on camera in Vietnam's Cat Tien National Park (Image: WWF Greater Mekong)
     
    Image caption Genetic analysis of rhino dung samples revealed that there was only one individual left in Vietnam
    A critically endangered species of rhino is now extinct in Vietnam, according to a report by conservation groups.
    The WWF and the International Rhino Foundation said the country's last Javan rhino was probably killed by poachers, as its horn had been cut off.
    Experts said the news was not a surprise, as only one sighting had been recorded in Vietnam since 2008.

    Fewer than 50 individuals are now estimated to remain in the wild.
    "It is painful that despite significant investment in Vietnamese rhino conservation, efforts failed to save this unique animal, " said WWF's Vietnam director Tran Thi Minh Hien.
    "Vietnam has lost part of its natural heritage."

    The authors of the report, Extinction of the Javan Rhino from Vietnam, said genetic analysis of dung samples collected between 2009-2010 in the Cat Tien National Park showed that they all belonged to just one individual.

    Shortly after the survey was completed, conservationists found out that the rhino had been killed. They say it was likely to have been the work of poachers because it had been shot in a leg and its horn had been cut off.

    Globally, there has been a sharp increase in the number of rhino poaching cases. Earlier this year, the International Union for Conservation of Nature (IUCN) published a report that said rhino populations in Africa were facing their worst poaching crisis for decades.
    An assessment carried out by Traffic, the global wildlife trade monitoring network, said the surge in the illegal trade in rhino horns was being driven by demands from Asian medicinal markets.

    Conservation blow

    The Vietnam rhino, as well as being the last of the species on mainland Asia, was also the last known surviving member of the Rhinoceros sondaicus annamiticus subspecies - one of three recognised groups of Javan rhino populations.
    Another is already extinct. R. sondaicus inermis was formerly found in north-eastern India, Bangladesh and Burma.

    The remaining subspecies, R. sondaicus sondaicus, is now found on Java, Indonesia. However, since the 1930s, the animals - now estimated to number no more than 50 - have been restricted to the westernmost parts of the island.

    Bibhab Kumar Talukdar, chairman of the IUCN's Asian Rhino Specialist Group, said the demise of the Javan rhino in Vietnam was "definitely a blow".
    "We all must learn from this and need to ensure that the fate of the Javan rhino in [Indonesia] won't be like that of Cat Tien in near future," he told BBC News.
    "Threats to rhinos for their horn is definitely a major problem. But in Indonesia, due to active work done by rhino protection units and national park authorities, no Javan rhino poaching has been recorded in Indonesia for past decade."

    Dr Talukdar observed: "What is key to the success of the species is appropriate habitat management as the Javan rhinos are browser and it needs secondary growing forests."
    He warned that the habitat within the national park on Java serving as the final refuge for the species was being degraded by an invasive species of palm.

    "As such, control of arenga palm and habitat management for Javan rhinos in Ujung Kulon National Park is now become important for future of the species."

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Conflitos armados causam extinção de espécies no deserto do Saara


Conflitos armados ameaçam a existência da gazela-dorcas (Foto: Divulgação)
Dos 14 animais selvagens de grande porte que habitam a região, 12 estão classificados atualmente como extintos ou ameaçados de extinção.

Um estudo realizado pelo Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO) da Universidade do Porto, em Portugal, concluiu que conflitos armados estão provocando a extinção de animais silvestres que habitam o deserto do Saara e também do Sahel.

Os desertos abrangem partes da Argélia, Burkina-Faso, Chade, Egito, Eritreia, Líbia, Mali, Marrocos, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal, Sudão e Tunísia, locais onde ocorrem 5% dos conflitos mundiais, segundo a pesquisa.

O aumento do acesso a áreas anteriormente remotas, da disponibilidade de armas de fogo e das atividades de exploração de recursos naturais – especialmente na Argélia, Egito, Líbia e Níger – “amplificaram dramaticamente o impacto das atividades de caça”, de acordo com o estudo.

Dos 14 animais selvagens de grande porte que habitam a região, 12 estão classificados atualmente como extintos ou ameaçados de extinção. Três deles foram foco do estudo, publicado na revista científica Conservation Letters: a gazela-dorcas, o adax e o elefante africano. A redução do número de adax é a única que tem relação com a exploração petrolífera, no caso dos outros dois animais, a ameaça às espécies é o aumento dos conflitos.

Segundo o investigador do CIBIO-InBIO, José Carlos Brito, os resultados do estudo mostram o “declínio catastrófico da vida selvagem na região”, o que pode ser agravado ainda mais com o aumento de ataques promovidos por grupos extremistas, sequestros, escravidão e contrabando de armas e drogas.

Para que a biodiversidade dos desertos do Saara e do Sahel sejam conservadas, explica o investigador, é preciso incentivar a valorização da natureza, o uso sustentável dos recursos naturais e a criação de sanções, sendo crucial a conscientização de comunidades locais a respeito da importância cultural, econômica e ecológica da biodiversidade. A nível nacional, é necessário que seja realizada uma mudança de postura por parte dos países que produzem e comercializam armas e munições.

“É importante compreender o círculo vicioso estabelecido entre comércio de armas, conflitos, migração e risco de extinção das espécies selvagens. As interferências de países terceiros nas zonas de conflito, como o caso das ações militares da União Europeia e Estados Unidos no conflito da Líbia, não consideram os riscos e consequências a longo prazo para as populações humanas e biodiversidade”, reforça o investigador.

Brito lembra ainda que é preciso integrar a proteção animal às estratégias de paz, desarmar civis, milícias e grupos extremistas e restringir o acesso às armas e munições. “As autoridades religiosas islâmicas, em particular, têm a credibilidade para reformular as atitudes éticas em relação à biodiversidade e para incutir modos de vida favoráveis ao meio ambiente”, defende Brito.

A longo prazo, o investigador afirma que é preciso estabelecer um equilíbrio entre conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico. Para isso, Brito explica que é fundamental que os “cientistas empenhados na conservação colaborem com agentes políticos e investigadores focados na vertente militar, em busca de soluções inovadoras para os desafios que se colocam às regiões em conflito”.
Fonte: www.anda.jor.br