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domingo, 21 de outubro de 2012

Origem antiga da fauna marinha profunda moderna

quinta-feira, outubro 11, 2012

Ancient Origin of the Modern Deep-Sea Fauna


Ben Thuy1*, Andy S. Gale2, Andreas Kroh3, Michal Kucera4, Lea D. Numberger-Thuy5, Mike Reich1,5, Sabine Stöhr6

1 Geoscience Centre, University of Göttingen, Department of Geobiology, Göttingen, Germany, 2 School of Earth and Environmental Sciences, University of Portsmouth, Portsmouth, United Kingdom, 3 Natural History Museum Vienna, Department of Geology and Palaeontology, Vienna, Austria, 4 Marum – Centre for Marine Environmental Sciences, University of Bremen, Bremen, Germany, 5 Geoscience Centre, Museum, Collections and Geopark, University of Göttingen, Göttingen, Germany, 6 Swedish Museum of Natural History, Stockholm, Sweden



Abstract


The origin and possible antiquity of the spectacularly diverse modern deep-sea fauna has been debated since the beginning of deep-sea research in the mid-nineteenth century. Recent hypotheses, based on biogeographic patterns and molecular clock estimates, support a latest Mesozoic or early Cenozoic date for the origin of key groups of the present deep-sea fauna (echinoids, octopods). This relatively young age is consistent with hypotheses that argue for extensive extinction during Jurassic and Cretaceous Oceanic Anoxic Events (OAEs) and the mid-Cenozoic cooling of deep-water masses, implying repeated re-colonization by immigration of taxa from shallow-water habitats. Here we report on a well-preserved echinoderm assemblage from deep-sea (1000–1500 m paleodepth) sediments of the NE-Atlantic of Early Cretaceous age (114 Ma). 
 
The assemblage is strikingly similar to that of extant bathyal echinoderm communities in composition, including families and genera found exclusively in modern deep-sea habitats. A number of taxa found in the assemblage have no fossil record at shelf depths postdating the assemblage, which precludes the possibility of deep-sea recolonization from shallow habitats following episodic extinction at least for those groups. 
 
Our discovery provides the first key fossil evidence that a significant part of the modern deep-sea fauna is considerably older than previously assumed. As a consequence, most major paleoceanographic events had far less impact on the diversity of deep-sea faunas than has been implied. It also suggests that deep-sea biota are more resilient to extinction events than shallow-water forms, and that the unusual deep-sea environment, indeed, provides evolutionary stability which is very rarely punctuated on macroevolutionary time scales.

Citation: Thuy B, Gale AS, Kroh A, Kucera M, Numberger-Thuy LD, et al. (2012) Ancient Origin of the Modern Deep-Sea Fauna. PLoS ONE 7(10): e46913. doi:10.1371/journal.pone.0046913

Editor: Richard J. Butler, Ludwig-Maximilians-Universität München, Germany

Received: May 24, 2012; Accepted: September 6, 2012; Published: October 10, 2012

Copyright: © 2012 Thuy et al. This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.

Funding: The study was funded by the German Research Foundation (http://www.dfg.de/index.jsp), grant RE2599/6-1, and by the European Union funded Synthesys program (http://www.synthesys.info/), grants SE-TAF-2674 and SE-TAF-2969. Deposition of the described material in the collections of the Natural History Museum in London (UK), the micropaleontological collection at the University of Tübingen (D) and the Geoscientific Museum at the University of Göttingen (D) was done with the permission of the respective institutes. 
 
We acknowledge support by the German Research Foundation and the Open Access Publication Funds of the Göttingen University. The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.

Competing interests: The authors have declared that no competing interests exist.

* E-mail: nebyuht@yahoo.com

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Estudo aponta que um terço das arraias e tubarões estão ameaçados

Levantamento sobre espécies existentes no Brasil ainda é preliminar.
De 169 espécies, 2 desapareceram no país e 60 correm risco.

Levantamento feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, com a ajuda de 50 especialistas, aponta que mais de um terço das espécies de tubarões e arraias existentes no Brasil estão ameaçadas.
O estudo é considerado preliminar porque ainda precisa ser validado por mais pesquisadores para então ser publicado em revista científica. Das 169 espécies analisadas, 2 foram consideradas regionalmente extintas e 60 encontram-se em alguma categoria de ameaça segundo critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Dessas 60 , 29 estão “criticamente em perigo” (CR), 7 “em Perigo” (EN) e 20 encontram-se na categoria “vulnerável” (VU). Apenas 31 foram classificadas como de “menor preocupação” (LC) e 16 como “quase ameaçada” (NT).
O número de espécies com “dados insuficientes” (DD) é de 59, o que, segundo o ICMBio, é um índice bastante alto e mostra que falta de informações sobre classificação e tamanho das populações desses animais, peixes cartilaginosos conhecidos cientificamente como elasmobrânquios.

A pesca excessiva, aponta o instituto, é um dos fatores principais que ameaçam os elasmobrânquios, já que muitas de suas espécies têm vida longa, mas baixa taxa de fecundidade, o que dificulta sua reposição natural.
Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)
Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo

Vida nos oceanos pode enfrentar extinção sem precedentes, diz estudo

Segundo relatório, sobrepesca, poluição e mudança climática estão agindo em conjunto de forma sem precentes.

Um recife de corais, um dos exemplos de vida nos oceanos. (Foto: IPSO / via BBC)
Um recife de corais, um dos exemplos de vida nos oceanos. (Foto: IPSO / via BBC)

Um novo estudo indica que os ecossistemas marinhos enfrentam perigos ainda maiores do que os estimados até agora pelos cientistas e que correm o risco de entrar em uma fase de extinção de espécies sem precedentes na história da humanidade.
O levantamento foi feito realizado por especialistas que integram o Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos (IPSO, na sigla em inglês), uma entidade formada por cientistas e outros especialistas no assunto.
Eles concluíram que fatores como a pesca excessiva, a poluição e as mudanças climáticas estão agindo em conjunto de uma forma que não havia sido antecipada.
A pesquisa reuniu especialistas de diferentes disciplinas, incluindo ambientalistas com especialização em recifes de corais, toxicologistas e cientistas especializados em pesca.
“As conclusões são chocantes. Estamos vendo mudanças que estão acontecendo mais rápido do que estávamos esperando e de formas que não esperávamos que fossem acontecer por centenas de anos”, disse Alex Rogers, diretor científico do IPSO e professor da Universidade de Oxford.

Plástico
Entre as mudanças que estão ocorrendo antes do esperado estão o derretimento da camada de gelo no Ártico, na Groenlândia e na Antártida, o aumento do nível dos oceanos e liberação de metano no leito do mar.
O estudo observou também que existem efeitos em cadeia provocados pela ação de diferentes poluentes.
A pesquisa observou, por exemplo, que alguns poluentes permanecem nos oceanos por estarem presos a pequenas partículas de plástico que foram parar no leito do oceano. Com isso, há um aumento também do poluentes que são consumidos por peixes que vivem no fundo do mar.
Partículas de plástico são responsáveis também por transportar algas de parte a parte, contribuindo para a proliferação de algas tóxicas, o que também é provocado pelo influxo para os oceanos de nutrientes e poluentes provenientes de áreas agrícolas.
O estudo descreveu ainda como a acidificação do oceano, o aquecimento global e a poluição estando agindo de forma conjunta para aumentar as ameaças aos recifes de corais, tanto que 75% dos corais mundiais correm o risco de sofrer um severo declínio.

Ciclos
A vida na Terra já enfrentou cinco ”ciclos de extinção em massa” causados por eventos como o impacto de asteróides e muitos cientistas que o impacto de diferentes ações exercidas pelo homem poderá contribuir para um sexto ciclo.
“Ainda contamos com boa parte da biodiversidade mundial, mas o ritmo atual da extinção é muito mais alto (do que no passado) e o que estamos enfrentando é, certamente, um evento de extinção global significativa”, afirma o professor Alex Rogers.
O relatório observa ainda que eventos anteriores de extinção em massa tiveram ligação com tendências que estão ocorrendo atualmente, como distúrbios no ciclo de carbono, acidificação e baixa concentração de oxigênio na água.

Os níveis de CO2 que estão sendo absorvidos pelos oceanos já são bem mais altos que aqueles registrados durante a grande extinção de espécies marinhas que ocorreu há 55 milhões de anos, afirma a pesquisa.
Entre as medidas que o estudo aconselha sejam tomadas imediatamente estão o fim da pesca predatória, especialmente em alto mar, onde, atualmente há pouca regulamentação; mapear e depois reduzir a quantidade de poluentes, como plásticos, fertilizantes agrícolas e detritos humanos; e reduzir de forma acentuada os gases do efeito estufa.

As conclusões do relatório serão apresentadas na sede da ONU, em Nova York, nesta semana, durante um encontro de representantes governamentais sobre reformas na maneira de gerenciar os oceanos.

Fonte: Da BBC

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Crescimento acelerado na Antártica

 
O estudo de pequenas criaturas marinhas coletadas na Antártica nos primeiros anos do século 20 pelo explorador inglês Robert Falcon Scott (1868-1912) acaba de fornecer novas informações sobre as mudanças ambientais no continente que rodeia o polo Sul

Ao comparar briozoários - animais invertebrados aquáticos - existentes atualmente com exemplares obtidos nas expedições lideradas pelo capitão Scott, um grupo de cientistas do Reino Unido e dos Estados Unidos encontrou a primeira evidência conclusiva do aumento da captura e do armazenamento de carbono por uma vida marinha na Antártica.

Em artigo publicado nesta semana na revista Current Biology, David Barnes, do British Antarctic Survey, e colegas descrevem como examinaram as marcas de crescimento em esqueletos de espécimes de briozoários (Cellarinella nutti) coletados no mar de Ross por meio do Censo da Vida Marinha Antártica, programa internacional de pesquisa iniciado em 2005 como parte do Censo da Vida Marinha.

Quando comparados com espécimes pertencentes a coleções de museus no Reino Unido, Estados Unidos e Nova Zelândia, entre os quais exemplares coletados nas expedições de Scott, os cientistas observaram que desde 1900 os briozoários estão crescendo mais rapidamente do que jamais o fizeram.

Segundo eles, a explicação mais provável é a maior disponibilidade de alimento (fitoplâncton) desde o início do século 20. O estudo sugere que esse novo crescimento é um mecanismo importante para o depósito de carbono no leito do mar.

"Usamos um registro antigo de crescimento em um animal como evidência das mudanças rápidas e recentes para a vida existente no leito do mar. As coleções biológicas de Scott são consideráveis em qualidade e quantidade e se tornarão ainda mais valiosas para determinar como a vida responde a mudanças no transcorrer do tempo", disse Barnes.

Segundo o cientista, como poucos estudos biológicos na Antártica envolvem períodos de mais de 30 anos, os dados do novo trabalho são "muito valiosos e destacam a importância de se realizar monitoramentos de longo prazo".

Os briozoários se alimentam de fitoplâncton, pequenas plantas marinhas que precisam de dióxido de carbono para crescer e se reproduzir. O carbono no fitoplâncton é assimilado pelos briozoários e usado para formar os tecidos e esqueletos desses animais.

O crescimento acelerado dos briozoários implica que os animais atingem mais cedo seu tamanho máximo, quando são quebrados pelas correntes oceânicas. À medida que os briozoários caem, eles liberam carbono, aumentando o potencial de sequestro de carbono do leito marinho.

Scott liderou duas expedições à Antártica, a primeira de 1901 a 1904 e a segunda de 1910 a 1913, tentando ser o primeiro homem a atingir o polo Sul. Na segunda, o grupo conseguiu alcançar o polo, mas apenas para descobrir que a expedição liderada pelo norueguês Roald Amundsen havia chegado primeiro. Na jornada de retorno, Scott e seus quatro companheiros morreram devido ao cansaço, à desnutrição e ao frio extremo da região.

O artigo Scott's collections help reveal accelerating marine life growth in Antarctica (doi:10.1016/ j.cub.2011.01.033), de David K.A. Barnes e outros, pode ser lido por assinantes da Current Biology em www.cell.com/current-biology.
(Agência Fapesp)