Mostrando postagens com marcador arraia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arraia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de março de 2023

 

Green River Fêmea Heliobatis radians Peixe fóssil de arraia

Grande Museu Qualidade Feminina

Heliobatis radianos

Class Chondrichthyes, Subclass Elasmobranchii, Superorder Batoidea, Order Rajiformes Family Dasyatidae

Tempo Geológico : Eoceno

Tamanho: o peixe fóssil Heliobatis tem 278 mm de comprimento e 138 mm de largura

Sítio Fóssil: Formação Green River , Lago Fóssil, Kemmerer, Wyoming


Heliobatis radianos

Descrição: Este peixe fóssil da Era Eoceno de 50 milhões de anos vem de um dos Laggerstatten mais famosos do mundo, a Formação Green River em Wyoming. Uma pequena porção dos fósseis de peixes de Green River exibe uma preservação tão boa. A extensão significativa da preservação de tecidos moles que torna o local famoso é evidente neste espécime.

Este é um espécime de arraia fêmea requintado, com qualidade de museu, conhecido como Heliobatis radians (Ordem: Rajiformes; Família: Dasyatidae), e a única espécie de raia da Formação Green River que era conhecida até 2004, quando Carvalho et al. (2004) descreveu Asterotrygon Heliobatis radianos

maloneyi. Como as arraias modernas, esse gênero extinto tinha espinhos na cauda. A conservação é soberba e a preparação é a melhor que existe. Observe nas fotos os detalhes nas farpas e nos espinhos da cauda. Este é conhecido por ser uma fêmea devido à ausência de pinças utilizadas pelo macho no acasalamento.

As raias pertencem aos Chondrichtyes, assim como os tubarões. Todos têm um esqueleto interno feito de cartilagem. Como a cartilagem contém mais material orgânico (colágeno e tecidos elásticos) do que o osso, ela se decompõe mais rapidamente. Como resultado, fósseis de peixes cartilaginosos geralmente são raros. Os peixes cartilaginosos surgiram na época siluriana, e seus ancestrais continuam sendo um dos grupos de animais marinhos mais bem-sucedidos.

É acompanhado por vestígios de um peixe ósseo, provavelmente um Diplomystus dentatus perto da borda da placa, criando um contraste maravilhoso entre um dos peixes mais raros e mais comuns encontrados nos depósitos do Green River. Diplomystus tem a forma do corpo e a colocação da boca de um alimentador de superfície e acredita-se que tenha sido um predador de alimentadores de superfície menores, como Knightia.

Referência: Carvalho, MR; Maisey, JG; Grande, L. (2004). "Arraias de água doce da Formação Green River de Wyoming (início do Eoceno), com a descrição de um novo gênero e espécie e uma análise de suas relações filogenéticas (Chondrichthyes, Myliobatiformes).". Boletim do Museu Americano de História Natural 284: 1–136.

Atribuição: Stone Relic CC BY-NC 4.0

Veja também: Museu de fósseis de classe Chondrichthyes e fósseis de peixes raros

quinta-feira, 23 de junho de 2022

 

No Camboja, pesquisadores documentam o maior peixe de água doce do mundo

Rio Mekong produz uma arraia gigante que pesa 300 quilos e tem 4 metros de comprimento

Pesquisadores medem arraia gigante no rio Mekong, no Camboja
Pesquisadores medem uma arraia gigante pesando 300 quilos capturada no rio Mekong, no Camboja. É o maior peixe de água doce já documentado. SINSAMOUT OUNBOUNDISANE/FISHBIO

Graças a pescadores locais, uma equipe de cientistas em uma expedição no Camboja para marcar peixes do rio Mekong descobriu o maior peixe de água doce já documentado – uma arraia gigante de 300 quilos que se estende por quase 4 metros do nariz à cauda.

“É quase inconcebível que um peixe desse tamanho ainda ocorra em um rio tão pescado e desenvolvido quanto o Mekong”, diz Zeb Hogan, biólogo de peixes da Universidade de Nevada, Reno.

A equipe de cientistas, parte de uma colaboração internacional chamada Wonders of the Mekong, marcou e liberou a arraia recordista ( Urogymnus polylepis ) graças a ter laços cooperativos com comunidades pesqueiras locais e um pouco de sorte. Os pesquisadores estavam se preparando para colocar etiquetas acústicas em 200 peixes e usar conjuntos de receptores para rastrear seus movimentos por 300 quilômetros ao longo do Mekong fortemente trançado, perto da cidade de Stung Treng, no norte do Camboja. Os dados podem ajudar nos esforços de conservação.

No início de maio, pescadores locais disseram aos pesquisadores que haviam capturado inadvertidamente uma arraia fêmea de 180 quilos. A equipe Maravilhas do Mekong, na área de implantação de receptores acústicos, ajudou a devolver os peixes com segurança ao rio.

Então, pescadores da mesma área relataram ter capturado uma arraia “muito maior” na noite de 13 de junho. Os cientistas chegaram ao local em 14 de junho e “felizmente, eles também tinham os suprimentos necessários para marcar” os peixes, diz Hogan, diretor do projeto Maravilhas do Mekong que estava em Reno na época. Depois de medir o peixe, a equipe ajudou a liberá-lo de volta à natureza. A arraia eclipsou o maior peixe de água doce documentado anteriormente: um peixe-gato gigante ameaçado de extinção de 293 quilos capturado no Mekong, na Tailândia, em 2005.

Os pesquisadores das Maravilhas do Mekong não estão simplesmente caçando peixes grandes. O projeto se concentra em um trecho remoto do rio que abriga cerca de 1.000 espécies aquáticas e acredita-se que seja um refúgio de época seca criticamente importante para peixes de água doce ameaçados de extinção. Além da biodiversidade, o Mekong apoia a pesca regional e é uma fonte de alimento vital para grande parte do Sudeste Asiático.


Esta é a primeira vez que um conjunto acústico foi implantado no Camboja para rastrear peixes marcados. A arraia gigante também se tornou o primeiro dos 200 peixes que a equipe do Wonders of the Mekong planeja marcar, levando o esforço “a um início inesperado e incrível”, diz Hogan.

Encontrar um espécime tão raro “sinaliza que ainda há tempo para proteger esses megapeixes de água doce”, diz Solomon David, ecologista aquático da Nicholls State University, que não está associado ao projeto Wonders of the Mekong. “As águas doces estão entre os ecossistemas mais ameaçados do mundo”, acrescenta. “Precisamos agir rapidamente para conservar esses habitats e sua biodiversidade carismática única.”


sábado, 12 de setembro de 2015

Novidade contra o envenenamento por peixes

Pesquisadora do Tocantins descobre um caminho para a imunização contra o veneno da raia-maçã, espécie venenosa de água doce. 
 
Por: Everton Lopes
Publicado em 12/09/2015 | Atualizado em 12/09/2015
Novidade contra o envenenamento por peixes
A raia-maçã é responsável por diversos casos de envenenamento nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. (foto: Gabriela Ortega Coelho Thomazi.
 
Um perigo escondido e negligenciado mergulha pelas águas brasileiras. Peixes peçonhentos podem ser encontrados em todas as regiões do país, e entre eles estão as várias espécies de raias de água doce – ou peixes batoides –, portadoras de um espinho venenoso na cauda (ferrão) e um muco tóxico que as cobre por inteiro. Uma pesquisa em andamento no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, em parceria com o Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto e a Universidade Federal do Tocantins, está desvendando o veneno das raias e pretende encontrar um alívio mais rápido para as vítimas de envenenamento por esses animais.

As raias são responsáveis por uma série de acidentes, principalmente em lugares mais quentes, onde a população se refresca com os banhos de rio – um hábito especialmente frequente nas regiões Norte e Centro-Oeste. Para esses casos de envenenamento, ainda não existe a soroterapia, solução eficaz contra picadas de cobras como a cascavel, por exemplo. As vítimas das raias recebem tratamento apenas para aliviar os sintomas: dores angustiantes, que percorrem todo o membro atingido, e inchaço.

A biomédica Gabriela Ortega Coelho Thomazi vive no Tocantins há mais de 25 anos e é a responsável pela pesquisa que investiga a imunologia do veneno da raia de água doce da espécie Paratrygon aireba, popularmente conhecida como raia-maçã. “Durante a época da estiagem, formam-se bancos de areia e partes dos rios Araguaia e Tocantins viram praias de água doce. Nesse período, há um aumento das ocorrências de envenenamento por raias, que se camuflam em águas rasas”, conta.
Ferrão de raia-maçã
O ferrão da raia-maçã guarda toxinas perigosas para os humanos. (foto: Gabriela Ortega Coelho Thomazi)
Após coletar as amostras do veneno de raias-maçã do rio Tocantins, a biomédica aplicou em coelhos uma versão diluída do veneno, o suficiente para detectar a produção de anticorpos pelos animais. O composto tóxico também foi irradiado, em um procedimento que atenua a toxicidade do veneno sem perda na capacidade imunogênica – isto é, na capacidade de estimular o sistema imunológico. O processo otimiza a produção de anticorpos e reduz o sofrimento do animal usado no experimento.

Após uma sequência de ‘vacinas’ compostas pelas substâncias extraídas da raia, a pesquisadora realizou a medição dos anticorpos dos coelhos. “Os resultados demonstraram que tanto o muco quanto o veneno contido no ferrão da raia-maçã são capazes de induzir a formação de anticorpos”, relata Thomazi. Mas sua pesquisa vai além: “Embora ainda no começo de nossos estudos, agora temos os anticorpos para realizarmos novos testes que poderão resultar na soroterapia para tratar o envenenamento por raias”. A soroterapia, neste caso, terá como objetivo reduzir o sofrimento dos feridos, aliviando as dores e acelerando o processo de recuperação.

Os primeiros e promissores resultados da pesquisa foram apresentados na Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), que termina neste sábado (12/9) em São Paulo. Em sua apresentação, a pesquisadora chamou atenção para a falta de conhecimento em relação aos envenenamentos por peixes. “Todo acidente com animal peçonhento deve ser informado pelo profissional de saúde que realiza o atendimento através do preenchimento de uma ficha de notificação por acidente de animal peçonhento, porém, não há ainda um campo específico para peixes venenosos. Assim, esses casos são subnotificados, o que gera falta de informação e até pesquisas na área”, encerra.

Everton Lopes
Instituto Ciência Hoje/ RJ

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Estudo aponta que um terço das arraias e tubarões estão ameaçados

Levantamento sobre espécies existentes no Brasil ainda é preliminar.
De 169 espécies, 2 desapareceram no país e 60 correm risco.

Levantamento feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, com a ajuda de 50 especialistas, aponta que mais de um terço das espécies de tubarões e arraias existentes no Brasil estão ameaçadas.
O estudo é considerado preliminar porque ainda precisa ser validado por mais pesquisadores para então ser publicado em revista científica. Das 169 espécies analisadas, 2 foram consideradas regionalmente extintas e 60 encontram-se em alguma categoria de ameaça segundo critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Dessas 60 , 29 estão “criticamente em perigo” (CR), 7 “em Perigo” (EN) e 20 encontram-se na categoria “vulnerável” (VU). Apenas 31 foram classificadas como de “menor preocupação” (LC) e 16 como “quase ameaçada” (NT).
O número de espécies com “dados insuficientes” (DD) é de 59, o que, segundo o ICMBio, é um índice bastante alto e mostra que falta de informações sobre classificação e tamanho das populações desses animais, peixes cartilaginosos conhecidos cientificamente como elasmobrânquios.

A pesca excessiva, aponta o instituto, é um dos fatores principais que ameaçam os elasmobrânquios, já que muitas de suas espécies têm vida longa, mas baixa taxa de fecundidade, o que dificulta sua reposição natural.
Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)
Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo