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segunda-feira, 19 de março de 2018

Análise dos efeitos da poluição em lagoas costeiras
Foram 20 locais analisados e 6 espécies zooplanctônicas registradas
[15/03/2018]

O aluno Erick Manzano Macias defendeu hoje, 15 de março, sua tese de mestrado intitulada “A comunidade zooplanctônica em um gradiente de poluição antrópica em um Complexo Estuarino Lagunar”. O trabalho foi realizado por meio do Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal.

Resumo:

A presente dissertação esta composta por três partes. Na primeira parte são apresentadas as fotos dos locais estudados (20) e das espécies zooplanctônicas registradas (seis). A segunda parte apresenta os três objetivos propostos. Finalmente, a terceira parte consta do manuscrito que pretende ser submetido para publicação.


Muitos centros urbanos localizam-se próximos às lagoas costeiras, influenciando estes ambientes através de despejos domésticos e industriais. Estes ecossistemas são de extrema importância para a biodiversidade local, incluindo a comunidade zooplanctônica.

Foram estudados os fatores físico-químicos e as densidades zooplanctônicas em diferentes escalas (comunidade, grupos, espécies e fases de desenvolvimento); foram identificadas as diferenças (através de ANOVA´s) e a relação que existe entre estas variáveis (através de RDA) ao longo de um gradiente de poluição e um gradiente temporal; e foi quantificado se o gradiente de poluição afeta o estado trófico do CELMM (através de um índice de estado trófico).

As coletas foram feitas em quatro áreas em três margens de duas lagoas costeiras e no canal conector do Complexo Estuarino Lagunar Mundaú-Manguaba (CELMM). Em cada área foram distribuídos 5 pontos de coleta, nas estações seca e chuvosa.

As áreas encontram-se num gradiente de degradação ambiental de maior a menor poluição. Em cada ponto foram feitas amostragens do zooplâncton; foi mensurado o pH, a temperatura (TEM), o oxigênio dissolvido (OD), a condutividade (COM) e a profundidade (PROF) nas duas estações; e foi mensurada a salinidade (SAL), o carbono orgânico dissolvido (COD) e a clorofila-a (CLOR-A) na estação chuvosa. Foram identificadas diferenças em todos fatores físicos e químicos, exceto no COD sob o gradiente de poluição antrópica.

Foram encontradas diferenças no pH, temperatura, oxigênio dissolvido e condutividade, sob a escala temporal. Foram identificadas diferenças nas densidades dos estágios Copepodito e Copepoda; e nas seis espécies que compõem a comunidade, sob o gradiente de poluição antrópica. Foram encontradas diferenças nas densidades dos estágios náuplio pequeno, Copepodito e Copepoda; e nos copépodes, cf. Apocyclops e Calanoida sp1; e nos cladóceros, M. minuta e C. cornuta, sob a escala temporal. Foi identificado que o gradiente de poluição antrópica afeta o nível trófico das lagoas que compõem o CELMM, e que a área menos impactada pela eutrofização é a A1 devido a processos hidrodinâmicos do sistema.

Em quanto as relações detectadas, na estação seca houve associação entre: o oxigênio dissolvido e as espécies B. calyciflorus e cf. Apocyclops; a temperatura e M. minuta e C. cornuta; a condutividade e as espécies B. plicatilis e Calanoida sp1. Na estação chuvosa houve associação entre: a condutividade e a salinidade e as espécies B. calyciflorus e cf. Apocyclops; a temperatura e a clorofila-a e as espécies B. plicatilis e Calanoida sp1. Finalmente, sugerimos que as espécies B. plicatilis e B. calyciflorus, servem como bioindicadores da qualidade da água.

Comissão Examinadora:

Prof.(a). Maria Stela Maioli Castilho Noll - Orientadora - Unesp/Sjrp
Prof.(a). Betina Kozlowsky Suzuki - Universidade Federal Do Estado Do Rio De Janeiro (Unirio)
Prof.(a). Maria Isabel De Almeida Rocha - Universidade Federal Do Estado Do Rio De Janeiro (Unirio)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Espécies de Zooplâncton da Represa Municipal são avaliados
 
Amostragens foram realizadas trimestralmente ao longo de um ano e seis meses
[23/02/2018]

O aluno Victor Hugo Sant’ana Bomfim defenderá hoje, 23 de fevereiro, sua tese de mestrado intitulada “Variação sazonal do zooplâncton em uma represa urbana do Estado de São Paulo”. O trabalho foi realizado através do Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal.













Resumo:
Os reservatórios são ecossistemas artificiais, que apesar de constituírem uma fonte significativa de recurso hídrico para a população em várias cidades, estão, muitas vezes, sujeitos a impactos ambientais. A urbanização e a poluição por matéria orgânica são fatores que podem comprometer a qualidade da água, alterando também a biota ali presente.

Torna-se assim necessário um monitoramento biológico para avaliar as condições desses reservatórios. Uma das maneiras de se fazer esse monitoramento é através das análises dos organismos do zooplâncton, sendo que vários pesquisadores já comprovaram que esta comunidade pode ser um bom bioindicador pois apresenta alta sensibilidade a alterações nos recursos ou nas condições do ambiente aquático. O objetivo deste estudo foi descrever as variações na composição e densidade do zooplâncton na Represa Municipal e verificar quais fatores ambientais apresentam maior influência sobre tais variações. O que se espera com os dados adquiridos é que diferenças de densidade e diversidade ao longo do ano sejam causadas por alterações nos fatores da água provocadas por impactos antrópicos, podendo estar ligados à eutrofização.

A Represa Municipal de São José do Rio Preto está localizada na região urbana da cidade e foi formada com o represamento do Rio Preto. É dividida em três lagos, sendo responsável pelo abastecimento de 30% a 40% da água que chega à população. As amostragens foram realizadas trimestralmente ao longo de um ano em seis pontos distribuídos na zona limnética do Lago 3. As coletas dos organismos foram realizadas por meio de arrastos verticais com rede de plâncton de 45 µm de malha.


Nos mesmos pontos foram avaliados os fatores físicos e químicos, tais como profundidade e transparência por meio de um disco de Secchi, temperatura, ph, condutividade e oxigênio dissolvido por meio da sonda multiparâmetros YSI 556, além de clorofila-a e material em suspensão. Por meio dos dados de clorofila foi calculado o Índice do Estado Trófico. A comunidade zooplanctônica foi analisada segundo a composição de espécies de Cladocera e de Copepoda. Além destas espécies, Rotifera e Tecameba foram avaliados quantitativamente para determinação das abundâncias dos grupos.

Por meio de medidas do comprimento do corpo, as classes de tamanho – micro, meso e macrozooplâncton – foram determinadas e suas abundâncias estimadas. Índices de diversidade de espécies de microcrustáceos foram determinados utilizando a riqueza de espécies, diversidade de Shannon~Winer, dominância de Simpson e equabilidade de Jaccard.

Por meio de análise de variância, os dados, tanto dos parâmetros físicos e químicos quanto os da comunidade, foram comparados entre os meses para detectar variações significativas.

A correlação de Spearman foi realizada para verificar quais fatores ambientais poderiam estar relacionados com variações na comunidade. Os fatores físicos e químicos apresentaram variações significativas ao longo do ano e a represa pôde ser classificada como mesotrófica na maioria dos meses.

Foram encontradas 11 espécies de cladóceros e 2 de copépodos, dando um total de 15 táxons registrados, contando com rotífero e tecameba. As densidades variaram ao longo do ano (p<0 a="" abundante.="" b="" com="" copepoda="" de="" densidade="" exceto="" feros="" foi="" forma="" grupo="" m="" maiores="" mais="" novembro="" o="" os="" para="" que="" rot="" s="" sendo="" tendo="" valores="">náuplio
como a mais numerosa. Dentre os cladóceros, Daphnia gessneri foi a espécie mais abundante, seguida de Moina micrura. Quanto às classes de tamanho, macrozooplâncton foi a mais numerosa, principalmente nos meses de agosto e novembro.
A presença de espécies de cladóceros de tamanho grande como as do gênero Daphnia em elevadas densidades sugere que o ambiente não oferece condições de elevada eutrofização, como confirmado pelo Índice do Estado Trófico. As condições ambientais, mesmo apresentando variações ao longo do ano não demonstraram ser impróprias para o desenvolvimento da comunidade zooplanctônica.

Comissão Examinadora:

Prof.(A). Maria Stela Maioli Castilho Noll-Orientadora-Unesp/Sjrp
Prof.(A). Juliana Abra-Centro Universitário De Rio Preto (Unirp)
Prof.(A). Adriana Nabil Abdel Fattah Ibrahim-Unesp/Sjrp

sábado, 7 de março de 2015



Ambiente marinho

Acredita-se, em geral, que o Reino Animal originou-se nos oceanos Arqueozoicos muito antes dos primeiros registros fósseis. Todo filo maior de animais tem, pelo menos, alguns representantes marinhos; alguns grupos, como os cnidários, são inteiramente ou, em grande parte, marinhos. A partir do ambiente marinho ancestral, diferentes grupos de animais invadiram a água doce enquanto que outros migraram para a terra.

Quando comparado à água doce e à terra, o ambiente marinho é relativamente uniforme. O oxigênio é geralmente disponível, e a salinidade do mar aberto é relativamente constante, variando de 34 a 36 partes por mil (3,4 – 3,6%), dependendo da latitude. A luz e a temperatura podem variar bastante, embora principalmente como consequência da profundidade. Assim, a vida não é distribuída uniformemente por toda a profundidade e extensão dos mares do mundo, os quais cobrem aproximadamente 71% da superfície terrestre. As margens dos continentes inclinam-se gradualmente em direção ao mar na forma de plataformas submersas até a profundidade de 150 a 200 metros e, então, inclinam-se abruptamente até a profundidade de 3000 metros ou mais. Antes de alcançar o fundo oceânico, o declive continental é interrompido por um terraço ou por uma inclinação mais gradual, a qual é formada pela elevação continental. O assoalho das bacias oceânicas, denominado plano abissal, varia de 3000 a 5000 metros em profundidade e pode apresentar características como montanhas, cumes e vales oceânicos. A margem ocidental da plataforma Atlântica fica a cerca de 120 km do litoral, mas ao longo da costa Pacífica da América do Norte, a plataforma continental é bastante estreita. A mais extensa plataforma encontra-se próxima à costa da Sibéria e estende-se até uma distancia de 1300 km, no Oceano Ártico.
As águas que ficam sobre as plataformas continentais formam a zona nerítica e aquelas além da plataforma formam a zona oceânica. A margem do mar, que se eleva e se baixa com a maré, é a zona litoral (“intertidal”). A região localizada acima é a supralitoral (“supraidal”) e a região abaixo a sublitoral (“subtidal”). As inclinações continentais (talude continental) formam a zona batial, os planos abissais a zona abissal e os vales a zona hadal.
A distribuição vertical dos organismos marinhos é controlada principalmente pela profundidade alcançada pela luz. Luz suficiente para que a fotossíntese supere a respiração chega apenas a uma pequena distância da superfície, podendo atingir até 200 m, na dependência da turbidez da água.

Abaixo desta zona eufótica superior, existe uma zona de transição onde pode ocorrer algum nível de fotossíntese, embora sua taxa de produção seja menos do que a perda pela respiração. Desta zona de transição até o assoalho oceânico prevalece a escuridão total. Esta zona constitui a zona afótica. Os animais que habitam permanentemente as zonas afóticas ou de transição, ou são carnívoros ou alimentam-se de suspensões e detritos e dependem, em última instância, da atividade fotossintética das microscópicas algas das regiões superiores iluminadas.
Os animais das águas marinhas que nadam livremente ou flutuam constituem a fauna pelágica e aqueles que vivem no fundo compõem a fauna bentônica. Os habitantes do fundo podem viver sobre a superfície (epifauna) ou sob a superfície (infauna) do fundo oceânico e, em geral, refletem de maneira notável o caráter do substrato, ou seja, se é um substrato mole de areia ou lodo. Muitos animais são adaptados a viver nos espaços entre os grãos de areia e compõem o que comumente é referido como a fauna intersticial ou meiofauna. Este grupo inclui representantes d virtualmente todos os filos animais maiores, sendo que alguns grupos de animais são anteriormente desconhecidos foram descobertos recentemente neste ambiente. Os animais pelágicos e bentônicos são encontrados em todas as zonas horizontais. Por exemplo, pode-se referir a animais neríticos pelágicos ou à infauna da zona abissal.
Nas águas oceânicas tropicais de diversas áreas, os níveis populacionais são menores quando comparados aos oceanos temperados e frios, onde a mistura com águas profundas ricas em nutrientes é maior. Entretanto, os mares tropicais e subtropicais possuem, de modo geral, maior número de espécies do que as águas temperadas. No outro extremo, as planícies abissais oceânicas, que são perpetuamente escuras e glaciais, sustentam uma fauna relativamente pequena, tanto em número de indivíduos quanto em número de espécies.

Ambientes de água doce e de Estuário

Os lagos terrestres também exibem um zoneamento horizontal e vertical; entretanto o conteúdo da água doce, seus menores tamanho e profundidade tornam-nos, sob diferentes aspectos, ecologicamente distintos dos oceanos. A margem de um lago onde a luz alcança o fundo é denominada zona litorânea. No interior da zona litorânea, a camada superior iluminada da água, equivalente à zona eufótica do mar, é denominada, nos lagos, zona limnética. Na zona limnética e abaixo dela, as águas e o fundo do lago pertencem à zona profunda.
A temperatura é um fator preponderante no controle do ambiente dos lagos. Em contraste com a água salgada, que se torna crescentemente densa conforme descreve a temperatura, a água doce atinge sua maior densidade a 4ºC; portanto, quando os lagos das regiões temperadas da terra são aquecidos durante a primavera e o verão, a água quente fica na superfície enquanto que a água mais fria e pesada permanece no fundo. É pequena a circulação entre os níveis superior e inferior, de tal forma que não apenas a zona inferior é escura, mas também estagnada e deficiente em oxigênio, dando suporte apenas a uma fauna limitada. Com o advento da estação fria, a água do estrato superior se torna mais pesada e afunda, resultando uma reviravolta geral (“turnover”) entre a água da superfície e a água profunda. As condições se tornam estabilizadas novamente no inverno, com uma estratificação invertida de temperatura, uma vez que agora a água mais fria e leve em forma de gelo flutua e a água mais quente (4º) e pesada está no fundo. Na primavera, após o derretimento do gelo formado no inverno, há uma outra reviravolta (“turnover”) como há no outono.
Os lagos tropicais podem apresentar um único “turnover” de inverno ou podem exibir uma condição altamente estável com pequena circulação vertical.

A junção dos rios com o mar não é abrupta. Pelo contrario, os dois ambientes interconvertem-se gradualmente, criando o ambiente de estuário o qual é caracterizado por uma água salobra, isto é, com salinidade consideravelmente abaixo dos 3,5% típicos do mar aberto. O ambiente de estuário compreende desembocaduras de rios e deltas circundantes, limites costeiros, pequenas enseadas e braços de mar que recortam a costa. É, usualmente, afetado pela maré, de cuja palavra deriva a palavra estuário (aesus, maré). A maior parte dos animais marinhos são osmoconformistas e esteno-halinos (toleram pequena variação no conteúdo salino) e não são capazes de sobreviver em salinidades muito reduzidas. As salinidades mais baixas e variáveis dos estuários restringem, portanto, a sua fauna àqueles invasores marinhos euri-halinos (suportam amplas variações na concentração salina) e a poucas espécies de água doce que podem tolerar estas condições. A fauna também inclui alguns animais que se tornaram especialmente adaptados a condições de estuário e que não são encontrados em nenhum outro lugar.

Nos trópicos, os mangues constituem uma comunidade característica do ambiente de estuário, assim como das áreas salinas onde as águas são calmas. As arvores do mangue são espécies que podem tolerar condições de salinidade. Eles ocupam a zona litorânea e geralmente possuem raízes escoras e raízes aéreas especiais (pneumatóforos) que se projetam para cima da superfície da água. As comunidades mais altamente desenvolvidas de mangues são encontradas no Indo/Pacífico, onde numerosas espécies formam diversas zonas que se estendem em direção ao mar. Tais mangues podem ocupar vastas áreas costeiras e são virtualmente impenetráveis. O mangue-vermelho, Rhizophora mangle, que possui raízes longas que se estendem a partir de seus ramos diretamente para baixo, é o mangue comum da América tropical. As arvores do mangue retêm sedimentos e contribuem para a formação de terreno estável, criando um habitat que é ocupado por animais e outras plantas.

Plâncton, produção primaria e cadeias alimentares

Tanto os oceanos quanto os lagos de água doce contêm um extenso agrupamento de organismos microscópicos que nadam ou vivem suspensos na água. Estes organismos compreendem o plâncton incluem tanto os animais (zooplâncton) quanto as plantas (fitoplâncton). Embora diversos organismos planctônicos sejam capazes de se deslocarem, eles são demasiadamente pequenos para fazê-lo independentemente das correntes. O fitoplâncton é composto de numerosas diatomáceas e outras algas microscópicas.

O zooplâncton marinho inclui representantes de, praticamente, todos os grupos animais, tanto adultos quanto estágios de desenvolvimento. Algumas espécies (holoplâncton) passam toda a sua vida no plâncton; larvas de outras espécies (meroplâncton) entram e saem do plâncton em diferentes pontos no curso de seu desenvolvimento. Os animais constituintes do plâncton de água doce são mais limitados quanto ao seu número. O plâncton, especialmente o marinho, tem uma importância fundamental na cadeia alimentar aquática uma vez que o fitoplâncton fotossintético – particularmente diatomáceas, dinoflagelados e diminutos flagelados – forma o nível trófico primário, servindo de alimento aos animais maiores. Como seria de se esperar, o plâncton atinge sua maior densidade nas zonas superiores e iluminadas das águas que apresentam altos níveis de nutrientes (nitratos, fosfatos, etc.). Os nutrientes inorgânicos são necessários para a síntese de compostos orgânicos efetuada pelo fitoplâncton. Em geral, os mais altos níveis de nutrientes são encontrados nas águas costeiras rasas, nas áreas de ressurgência e nas águas superficiais dos oceanos frios e temperados, onde a mistura com os níveis mais profundos não é impedida.
As águas superficiais dos oceanos tropicais e subtropicais são geralmente empobrecidas porque é pequena a sua mistura com águas profundas ricas em nutrientes. A água superficial, que é quente e, portanto menos densa, viaja acima da água fria e, portanto, mais pesada dos níveis mais profundos. As águas oceânicas que possuem baixa produtividade, como a Corrente do Golfo e o Mar dos Sargaços, são claras e azuis. A baixa concentração de plâncton permite a penetração da luz até uma profundidade considerável e os comprimentos de onde azuis são refletidos pelas moléculas da água. A água do mar mais rica em plâncton é verde, pois o plâncton e os detritos orgânicos refletem a luz amarela que, combinada com a luz azul refletida pelas moléculas da água, produz a cor verde.

Partículas fecais e fragmentos de plantas mortas e de restos animais, derivados do plâncton ou das plantas e animais bentônicos, assentam-se no fundo e misturam-se às partículas minerais (areia). Este material depositado é uma fonte de alimento para diversos animais. Alguns destes comedores de detritos digerem a própria matéria orgânica; outros alimentam-se de bactérias que se encontram no material depositado.

REFERÊNCIAS

BARNES ROBERT D., Zoologia de Invertebrados. Livraria Roca LTDA. Quarta Edição. São Paulo 1984.