Mostrando postagens com marcador ácido araquidônico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ácido araquidônico. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A Biologia explica

Leite de Cabra Tem Lactose? É Melhor Que Leite de Vaca?

Vinte anos atrás, a maioria das pessoas que rotineiramente tomavam leite no seu café da manhã usavam leite integral. Hoje, com a preocupação com a gordura na dieta, muitas pessoas passaram a usar leite com baixo teor de gordura ou leite desnatado. E um número significativo de pessoas está optando por leite com lactose reduzida ou sem lactose.
 
Existem outras alternativas: tomar leite de cabra, por exemplo. Pessoas com diarreia, asma, inchaço e irritabilidade podem estar sofrendo da alergia alimentar mais comum: leite de vaca. O leite de cabra é uma alternativa natural ao leite de vaca e pode ser consumido por muitas pessoas que sofrem de alergias ou sensibilidade ao leite de vaca.

Mas o Leite de Cabra tem Lactose Também?

Sim, o leite de cabra tem lactose assim como o leite de vaca e leite humano, embora muitas pessoas com intolerância a lactose possam beber leite de cabra. Por quê? Postula-se que a razão está na digestibilidade superior de leite de cabra. Leite de cabra é mais completo e facilmente absorvido do que o leite de vaca, deixando menos resíduos indigestos no cólon para fermentar e causar os sintomas desconfortáveis ​​da intolerância à lactose.

Também pode ser que a pessoa não seja intolerante à lactose, mas em vez disso seja uma das 1 em cada 10 pessoas que são alérgicas à principal proteína do leite de vaca… Alfa S1 caseína. Os sintomas são quase idênticos aos da intolerância à lactose. Tanto o leite de cabra e leite humano carecem dessa proteína ofensiva.

A digestibilidade do leite de cabra pode ser atribuída à sua coalhada de caseína, que é mais suave e menor do que a produzida por leite bovino. Quanto menor e mais suave a coalhada, mais facilmente aceito pelo sistema digestivo humano.

Uma outra diferença significativa entre o leite de vaca e leite de cabra é encontrada na composição e estrutura de gordura. O tamanho médio dos glóbulos de gordura do leite de cabra é de cerca de dois mícrons, em comparação com 2 1/2 a 3 1/2 micrômetros para o leite de vaca. Estes glóbulos de gordura de tamanho menor proporcionam uma melhor dispersão e uma mistura mais homogênea de gordura no leite, um outro fator que faz o leite de cabra mais fácil de digerir.

O leite de cabra contém mais dos ácidos graxos essenciais (ácidos linoleico e araquidônico) e de uma porcentagem mais elevada de ácidos graxos de cadeia curta e de cadeia média que o leite de vaca. A gordura do leite de cabra pode ser mais facilmente digerida e absorvida do que a do leite de vaca, porque as lipases atacam as ligações éster destes ácidos graxos mais facilmente do que os de cadeias mais longas. 

E, ao contrário do leite de vaca, leite de cabra não contêm aglutinina; como resultado, os glóbulos de gordura no leite de cabra não aglomeram, o que ajuda a facilitar a digestão e absorção.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Enzima ajuda bactérias a se defenderem de oxidantes gerados pelo sistema imune

03 de fevereiro de 2017

Karina Toledo  |  Agência FAPESP – Uma pesquisa apoiada pela FAPESP e conduzida na Universidade de São Paulo (USP) em colaboração com outras instituições de pesquisa nacionais e internacionais, revelou novos aspectos relacionados ao mecanismo de ação da enzima Ohr (proteína de resistência a hidroperóxidos orgânicos, na sigla em inglês), que confere a diversas espécies de bactérias a capacidade de neutralizar substâncias oxidantes liberadas pelo sistema de defesa do organismo hospedeiro – seja ele planta ou animal.
Enzima ajuda bactérias a se defenderem de oxidantes gerados pelo sistema imune Em pesquisa publicada na PNAS, pesquisadores do Cepid Redoxoma identificaram substratos biológicos da enzima bacteriana Ohr, um potencial alvo para o desenvolvimento de novos fármacos (Figura: Docking molecular de hidroperóxidos de cadeia longa no sítio ativo da Ohr/Thiago G. P. Alegria, et al.)


Os resultados foram divulgados recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Segundo os autores, o conhecimento pode possibilitar novas abordagens terapêuticas.

“Não há em plantas ou em animais nenhuma proteína conhecida com estrutura semelhante à da Ohr. Isso sugere que é possível inibir essa enzima na bactéria sem causar grandes prejuízos ao organismo infectado e, por isso, ela se torna um alvo interessante para o desenvolvimento de fármacos”, afirmou o professor do Instituto de Biociências (IB-USP) Luis Eduardo Soares Netto, coordenador do estudo.
O pesquisador ressaltou, no entanto, que ainda faltam dados que relacionem a presença da Ohr com a virulência dos patógenos.

Diversos experimentos foram feitos pela equipe de Netto para entender como a Ohr participa da defesa antioxidante de bactérias, muitas delas patogênicas. Parte da investigação foi conduzida durante o mestrado de Thiago Alegria, o doutorado de José Renato Cussiol e o pós-doutorado de Diogo Meireles – todos bolsistas da FAPESP. Os projetos estão vinculados ao Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela Fundação.

“Quando começamos a pesquisa, já sabíamos que a Ohr tinha função antioxidante, mas não eram conhecidos os substratos fisiológicos dessa enzima. Nós mostramos neste estudo que ela neutraliza preferencialmente peróxidos – particularmente os hidroperóxidos de ácidos graxos de cadeia longa – e o peroxinitrito”, contou Netto.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores fizeram inicialmente os chamados testes de ancoragem molecular (docking). Por simulação computacional foi possível ver o encaixe dos possíveis substratos ao sítio ativo da enzima. Essas análises mostraram grande complementariedade estrutural entre a Ohr e diferentes tipos de hidroperóxidos de ácidos graxos, como os derivados do ácido araquidônico e do ácido linoleico, substâncias que atuam como mediadores de processos inflamatórios em mamíferos e em plantas, respectivamente.

Para validar esse primeiro achado, foram feitos ensaios bioquímicos in vitro com a proteína Ohr produzida pela Xylella fastidiosa – bactéria causadora da doença clorose variegada dos citros (CVC) ou “amarelinho”, que ataca os citros. Conforme explicou Netto, o trabalho é um desdobramento do projeto realizado nos anos 1990, com apoio da FAPESP, para sequenciar o genoma da X. fastidiosa.
Nos testes in vitro, os cientistas incubaram a Ohr purificada com diversos tipos de hidroperóxidos. O objetivo foi medir o tempo necessário para a enzima transformar cada um desses oxidantes em substâncias menos tóxicas.

“Observamos, por exemplo, que ela consegue neutralizar o peróxido de hidrogênio [água oxigenada], mas o processo é 100 mil vezes mais lento do que no caso do hidroperóxido de ácido araquidônico”, contou Netto.

Segundo o pesquisador, a reação química ocorreu na escala de milissegundos quando a enzima foi incubada com os hidroperóxidos de ácidos graxos. Já com outros tipos de hidroperóxidos o processo ocorreu na escala de minutos.

Uma surpresa para o grupo nessa etapa foi observar que, em contato com o peroxinitrito, a enzima agia com a mesma eficiência observada com os hidroperóxidos de ácido araquidônico e o ácido linoleico – algo não previsto nas simulações computacionais.
“O peroxinitrito é um produto formado por dois outros radicais: o superóxido e o óxido nítrico. É liberado tanto por plantas quanto mamíferos em resposta à infecção por patógenos”, explicou o pesquisador.

Inibição do crescimento

O passo seguinte foi a realização de ensaios microbiológicos e, para isso, o grupo do IB-USP usou linhagens de bactérias da espécie Pseudomonas aeruginosa, que em humanos costuma causar infecções oportunistas, por exemplo, no sistema respiratório.

“Comparamos um grupo de bactérias mutantes, que tiveram o gene da Ohr deletado, com bactérias selvagens [capazes de produzir a enzima]. Os dois grupos foram colocados em diferentes concentrações de hidroperóxidos para testar sua resistência”, contou Netto.

Enquanto as bactérias selvagens conseguiam crescer mesmo em altas concentrações de hidroperóxidos, as linhagens mutantes paravam de se multiplicar mesmo nas doses mais baixas. Porém, quando o gene da Ohr foi inserido novamente na linhagem mutante, essas bactérias voltaram a mostrar resistência aos oxidantes em nível comparável ao das células selvagens.
Conforme explicou Netto, ao longo do processo evolutivo, as bactérias desenvolveram um grande repertório de proteínas antioxidantes para lidar com as defesas dos organismos hospedeiros – entre elas destacam-se as enzimas peroxirredoxinas e catalases.

Os testes feitos na USP mostraram que outras bactérias mutantes, com a deleção dessas outras enzimas antioxidantes, não apresentaram a mesma sensibilidade aos hidroperóxidos de ácidos graxos e ao peroxinitrito que a observada na linhagem mutante sem Ohr. Na avaliação de Netto, esse dado sugere que a Ohr tem papel central na defesa antioxidante bacteriana.

Peroxirredoxina

Em outro trabalho, publicado na revista Scientific Reports, o grupo de Netto em colaboração com o grupo do professor Marcos Antonio de Oliveira, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Campus Experimental do Litoral Paulista, estudou outra enzima antioxidante: a peroxirredoxina.
Essas proteínas são capazes de neutralizar muito rapidamente o peróxido de hidrogênio. Por serem muito abundantes e reativas, disse Netto, são consideradas os sensores celulares de peróxido de hidrogênio.

“Nos últimos anos, o peróxido de hidrogênio tem deixado de ser visto apenas como um vilão, que serve para oxidar proteínas, DNA e causar dano celular. Estudos recentes têm mostrado que ele também atua como agente sinalizador e, para isso, precisa haver interação com peroxirredoxinas”, contou o pesquisador.

Como explicou Netto, alguns tipos de câncer e de doenças neurodegenerativas podem estar ligados a falhas nessa sinalização mediada pelo peróxido de hidrogênio. “As peroxirredoxinas, ao modular o nível de peróxido nas células, atuam indiretamente na manutenção da homeostase celular redox, cuja desregulação está envolvida em diversas doenças de caráter genético ou infeccioso”, explicou.
Esse estudo fez parte da tese de doutorado de Carlos Abrunhosa Tairum Junior, na Unesp, com apoio da FAPESP.

No trabalho publicado na Scientific Reports, os pesquisadores mostraram o papel catalítico-estrutural de aminoácidos Treonina/Serina, que são completamente conservados em todas as peroxirredoxinas. “Esses aminoácidos modulam grandes alterações estruturais em peroxirredoxinas, com repercussões na atividade catalítica”, disse Netto.

O artigo “Catalytic Thr or Ser Residue Modulates Structural Switches in 2-Cys Peroxiredoxin by Distinct Mechanisms” pode ser lido em: http://www.nature.com/articles/srep33133.

Já o artigo “Ohr plays a central role in bacterial responses against fatty acid hydroperoxides and peroxynitrite” pode ser acessado pelo endereço: http://www.pnas.org/content/114/2/E132.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Como as bactérias se defendem de oxidantes 
 
Pesquisadores identificaram substratos biológicos de enzima bacteriana
 
[25/01/2017]
Pesquisa realizada pelo CEPID REDOXOMA, financiado pela FAPESP (http://www.bv.fapesp.br/pt/auxilios/58576/redoxoma/) revelou novos aspectos relacionados ao mecanismo de ação da enzima chamada Ohr (proteína de resistência a hidroperóxidos orgânicos, na sigla em inglês), que confere a diversas espécies de bactérias a capacidade de neutralizar substâncias oxidantes liberadas pelo sistema de defesa do organismo hospedeiro – seja ele planta ou animal.

A pesquisa contou com pesquisadores do Brasil e do exterior, dentre eles o Prof. Marcos A. de Oliveira do Instituto de Biociências da Unesp- Câmpus do Litoral Paulista, e os resultados foram divulgados recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (http://www.pnas.org/content/114/2/E132) . Segundo os autores, o conhecimento pode abrir caminho para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para doenças causadas por microrganismos em plantas e animais.

De acordo com Luis Eduardo Soares Netto, coordenador do estudo: “Não há em plantas ou em animais nenhuma proteína conhecida com estrutura semelhante à da Ohr. Isso sugere que é possível inibir essa enzima na bactéria sem causar grandes prejuízos ao organismo infectado e, por isso, ela se torna um alvo interessante para o desenvolvimento de fármacos”, afirmou o professor do Instituto de Biociências (IB-USP) Luis Eduardo Soares Netto, coordenador do estudo. Ressaltando que ainda faltam dados que liguem Ohr a virulência/patogenicidade de bactérias.

“Quando começamos a investigação, já sabíamos que a Ohr tinha função antioxidante, mas não eram conhecidos os substratos fisiológicos dessa enzima. Nós mostramos neste estudo que ela neutraliza preferencialmente peróxidos – particularmente os hidroperóxidos de ácidos graxos de cadeia longa e o peroxinitrito”, disse Netto.

Segundo Marcos A. de Oliveira,  da Unesp - CLP: “Determinamos a estrutura em nível atômico desta proteína o que forneceu subsídios para que pudéssemos entender um pouco mais de seu funcionamento e de moléculas envolvidas na resistência desta bactéria nos hospedeiros. De fato, a estrutura da proteína revelou uma molécula no sitio ativo de Ohr (local utilizado para detoxificar substancias danosas a bactéria) o que nos deu uma ideia de substratos biológicos.”

Em seguida  autores do trabalho fizeram os chamados testes de ancoragem molecular (“docking”)–  por simulação computacional que mostra o encaixe dos possíveis substratos ao sítio ativo da enzima. Essas análises mostraram grande complementariedade estrutural entre a Ohr e diferentes tipos de hidroperóxidos de ácidos graxos, como os derivados do ácido araquidônico e do ácido linoleico, substâncias que atuam como mediadores de processos inflamatórios em mamíferos e em plantas, respectivamente.
proteina.jpg

A esquerda está representada a estrutura da proteína Ohr determinada pelo grupo de pesquisa em que foi encontrada um ligante (polietileno glicol) no sitio ativo da enzima (representado em verde, branco e vermelho). A direita é mostrada o resultado de ancoragem molecular onde os hidroperóxidos se ligam especificamente ao sitio ativo da enzima. 

Para validar estas descobertas, foram feitos ensaios in vitro com a proteína Ohr produzida pela Xylella fastidiosa bactéria causadora da doença clorose variegada dos citros (CVC) ou “amarelinho”, que ataca a laranja. Conforme explicou Netto, o trabalho é um desdobramento do projeto genoma (http://www.bv.fapesp.br/linha-do-tempo/1206/genoma-xylella/) realizado nos anos 1990, com apoio da FAPESP, para sequenciar o genoma da X. fastidiosa.

Nos testes in vitro, os cientistas  incubaram a Ohr purificada com diversos tipos de hidroperóxidos. O objetivo foi medir o tempo necessário para a enzima transformar cada um desses oxidantes em substâncias menos tóxicas.  “Observamos, por exemplo, que ela consegue neutralizar o peróxido de hidrogênio [água oxigenada], mas o processo é 100 mil vezes mais lento do que no caso do hidroperóxido de ácido araquidônico”, contou Netto.

Uma surpresa para o grupo nessa etapa foi observar que, em contato com o peroxinitrito, a enzima agia com a mesma eficiência observada com os hidroperóxidos de  ácido araquidônico e o ácido linoleico – algo não previsto nas simulações computacionais.

 “O peroxinitrito é um produto formado por dois outros radicais: o superóxido e o óxido nítrico. É liberado tanto por plantas quanto mamíferos em resposta à infecção por patógenos”, explicou o pesquisador.

O passo seguinte foi a realização de ensaios microbiológicos e, para isso, o grupo do  IB-USP usou com linhagens de bactérias da espécie Pseudomonas aeruginosa, que em humanos é responsável por causar infecções oportunistas, no trato respiratório, urinário e ouvido no homem.

 “Comparamos um grupo de bactérias mutantes, que tiveram o gene da Ohr  deletado, com bactérias selvagens [capazes de produzir a enzima]. Os dois grupos foram colocados em diferentes concentrações de hidroperóxidos para testar sua resistência”, contou Netto. Enquanto as bactérias selvagens conseguiam crescer mesmo em altas concentração de hidroperóxidos, as linhagens mutantes paravam de se multiplicar mesmo nas doses mais baixas. Porém, quando o gene da Ohr foi  inserido na linhagem  mutante, essas bactérias voltaram a mostrar resistência aos oxidantes comparável as células selvagens.

Os testes feitos na USP mostraram que outras bactérias mutantes sem essas outras enzimas antioxidantes não apresentaram a mesma sensibilidade aos hidroperóxidos de ácidos graxos e ao peroxinitrito que a observada na linhagem mutante sem Ohr. Na avaliação dos pesquisadores, esse dado sugere que a Ohr tem papel central na defesa antioxidante bacteriana.

Segundo os pesquisadores: “Estes resultados são bastante importantes, pois dentre os organismos que possuem esta proteína estão diversos patógenos a família Xanthomonadaceae responsáveis por doenças infeciosas em culturas de plantas de importância econômica e social como alfafa, algodão, amêndoa, arroz, café, laranja, pêssego, pêra, uva, entre outras, como também em animais e humanos também como Actinobacillus pleuropneumoniae (pneumonia em suínos), Francisella tularensis (tularemia em humanos), Mycoplasma genitalium (infeções no trato genital e urinário em humanos).

Neste contexto, o entendimento do funcionamento e dos substratos da enzima pode levar a descoberta de novos quimioterápicos para auxiliar no tratamento de doenças em que os patógenos possuem a proteína Ohr”.

Além dos pesquisadores mencionados também participaram do trabalho Thiago Alegria, autor principal, José Renato Cussiol e Diogo Meireles, todos com projetos de pós-graduação  orientados pelo Prof. Netto e vinculados ao Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma); os pesquisadores do Instituto de Quimica da USP- SP Paolo Di Mascio, Sayuri Miyamoto, Raphael F. Queiroz e Ohara Augusto (coordenadora do CEPID Redoxoma); Napolea?o Fonseca Valadares e Richard C. Garratt do Instituto de Física da USP São Carlos; Rafael Radi, Martín Hugo, Madia Trujillo da Universidad de la Repu?blica do Uruguai (UDELAR).

Contato do pesquisador

Marcos Antonio de Oliveira
Lab. Biologia Molecular Estrutural
Instituto de Biociências
Unesp - Câmpus do Litoral Paulista
TEL: 13-3569 7120 e 3569 7148
mao@clp.unesp.br e scaffix@gmail.com