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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019


Ecossistemas poderão ser restaurados por meio da engenharia da biodiversidade Pesquisadores avaliam que há condições teóricas, metodológicas e tecnológicas para manipular a composição de comunidades ecológicas e garantir a permanência das funções de um ecossistema ((Trochilus polytmus / foto: Sharp Photography - Wikimedia)

Ecossistemas poderão ser restaurados por meio da engenharia da biodiversidade

09 de janeiro de 2019

Elton Alisson  |  Agência FAPESP – Muitos cientistas consideram que as atividades humanas começaram a ter, a partir do fim do século 18, um impacto tão significativo no clima e nos ecossistemas da Terra a ponto de der dado origem a uma época geológica que denominaram Antropoceno.

As eliminações de espécies nesse período mais recente da história do planeta Terra podem rivalizar com as grandes extinções em massa registradas ao longo de outras eras geológicas. A fim de restaurar essa perda de biodiversidade e o funcionamento do ecossistema terrestre seria preciso aplicar, urgentemente, o conhecimento ecológico existente.

Um estudo de autoria de pesquisadores brasileiros e britânicos indicou que há condições teóricas, metodológicas e tecnológicas sem precedentes para enfrentar esse desafio.

Resultado de uma pesquisa apoiada pela FAPESP e de um pós-doutorado realizado com Bolsa da FAPESP, o trabalho teve resultados publicados na revista Trends in Ecology & Evolution.

“Estamos a apenas alguns passos de possibilitar a realização da ‘engenharia da biodiversidade’, ou seja, manipular a biodiversidade para projetar a composição de comunidades ecológicas e garantir a permanência das funções de um ecossistema”, disse Rafael Luís Galdini Raimundo, professor do Departamento de Engenharia e Meio Ambiente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e primeiro autor do estudo, à Agência FAPESP.

“Temos agora todas as condições teóricas e metodológicas para entender e prever melhor as consequências da inclusão ou da retirada de uma espécie de uma comunidade para fim de manejo na diversidade funcional de um ecossistema”, avaliou.
De acordo com os autores do estudo, a manipulação de comunidades ecológicas para restauração tem uma longa história científica e é feita há mais de um século, principalmente em países da Europa e nos Estados Unidos.

Tradicionalmente, contudo, as iniciativas de restauração têm sido focadas na inclusão ou na remoção de espécies com o intuito de resgatar padrões de riqueza de plantas e animais, sem se concentrar nas interações ecológicas entre populações, espécies e predadores e presas, por exemplo.

Essas interações ecológicas são determinantes para os padrões de biodiversidade e de funcionamento de um ecossistema por moldar a força e os modos de seleção natural. Eventuais mudanças nos padrões dessas interações provocadas pela extinção de espécies ou pela entrada de espécies invasoras, por exemplo, afetam a evolução de características funcionais ecologicamente relevantes, como o tamanho do bico de aves que se alimentam de frutos (frugívoras) e o tamanho dos frutos que dispersam.

Na Mata Atlântica, a perda de grandes espécies de aves como tucanos (Ramphastidae) e jacutingas (Pipile jacutinga) tem levado à diminuição da dispersão de árvores com sementes grandes. Já a diminuição de espécies dispersoras do palmito-juçara (Euterpe edulis) tem feito com que suas sementes passem a ser distribuídas por poucas áreas do bioma. Consequentemente, tem diminuído o tamanho das sementes da planta, dizem os autores do estudo.

“As interações entre espécies representam a ligação entre processos ecológicos e evolutivos e também podem ser vistas como a conexão entre a estrutura da biodiversidade e o funcionamento do ecossistema”, disse Galdini Raimundo.

Condições propícias

O desenvolvimento de modelos matemáticos de redes adaptativas permitiu a ecólogos compreender melhor como mudanças nos padrões de interações ecológicas – que definem a estrutura de uma rede de interações – são seguidas por mudanças na dinâmica e nas propriedades das populações de cada espécie, como sua abundância e características.

Essas mudanças ecológicas e evolutivas nas propriedades das espécies podem desencadear novas reconfigurações no nível da rede de interações, fechando um ciclo.

“A aplicação da abordagem de rede à ecologia permite gerar previsões para o que acontece com processos evolutivos e ecológicos nessas redes de interações complexas e criar hipóteses testáveis de diferentes estratégias de manejo”, disse Galdini Raimundo. “Com isso, é possível construir comunidades estáveis, com todas as funções ecossistêmicas operando normalmente.”

Apesar do potencial dos modelos de redes adaptativas na gestão de ecossistemas, até recentemente os dados necessários para alimentá-los impediam sua aplicação como uma ferramenta preditiva na ecologia da restauração.

As técnicas de sequenciamento do genoma desenvolvidas nos últimos anos permitiram obter dados de interação de espécies em uma escala sem precedentes, dando origem ao big data da biodiversidade.
Segundo os pesquisadores, essas técnicas de sequenciamento possibilitaram não apenas obter dados da estrutura ecológica de redes, mas também sobre as relações filogenéticas entre espécies dentro de uma comunidade – o que é fundamental para prever como uma rede ecológica irá reconectar sua estrutura e como novas dinâmicas irão remodelar características e a abundância de espécies.

“Fundir técnicas de sequenciamento de genoma de última geração com redes ecológicas fornece novas ferramentas para estudar a resiliência de comunidades interagentes às mudanças ambientais, ao mesmo tempo que incorpora importantes atributos, como a diversidade funcional”, disse Darren Evans, professor da Newcastle University, na Inglaterra, e coautor do estudo.

Alguns dos gargalos para o uso desses modelos ecológicos evolutivos e preditivos são ampliar as colaborações em pesquisa, de modo a permitir monitorar locais para fazer as previsões de rede adaptativas, e aumentar a interação entre pesquisadores que realizam os trabalhos em campo e implementam as práticas de restauração e os teóricos.

“A aplicação desses modelos depende do estabelecimento de uma via de mão dupla entre o pesquisador que faz os modelos e gera as predições e quem está em campo, testando as práticas de restauração nessa escala de comunidade, para aprimorar os modelos, gerar predições mais acuradas e, com o tempo, em longo prazo, conseguirmos refinar essa engenharia da biodiversidade”, disse Galdini Raimundo.

O artigo Adaptive networks for restoration ecology (doi: doi.org/10.1016/j.tree.2018.06.002), de Rafael L. G. Raimundo, Paulo R. Guimarães Jr e Darren M. Evans, pode ser lido por assinantes da revista Trends in Ecology & Evolution em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0169534718301393.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Saúde florestal em pauta

Pesquisas avaliam o estado das florestas ao redor do mundo e apontam para um possível declínio desses ecossistemas. Entender a dinâmica de mudanças pelas quais as florestas passam atualmente é fundamental para elaborar planos de conservação. 
 
Por: Valentina Leite
Publicado em 20/08/2015 | Atualizado em 20/08/2015
Saúde florestal em pauta
O desmatamento é só um dos problemas que ameaçam as florestas em todo o planeta. A construção de estradas, sobretudo nas regiões tropicais, aumenta a fragmentação das florestas, deixando-as mais suscetíveis ao fogo e aos caçadores. (foto: David Edwards).
 
Fontes de alimentos, energia e praticamente todos os produtos de que fazemos uso, as florestas suprem os humanos em muitos sentidos. Elas ocupam cerca de 30% do planeta e, mesmo assim, abusamos de sua boa vontade, devastando sua saúde. Com essa preocupação, a revista Science publica, nesta quinta-feira (20/08), uma seleção especial de artigos sobre a saúde das florestas ao redor do mundo.
Convidado pela revista para analisar, em poucas páginas, o complexo problema do declínio das florestas causado pelas mudanças globais, o brasileiro Paulo Brando, engenheiro florestal do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), explicou à CH On-line que a saúde de uma floresta pode ser definida de várias formas. A primeira é a ausência de um patógeno específico que cause alguma doença, como pragas. Outra possibilidade é a análise da quantidade de biomassa presente no ambiente – se a fauna, por exemplo, está reduzida, a floresta pode ser considerada doente.

Brando assina, com colegas da Alemanha e dos Estados Unidos, um artigo de revisão sobre estudos acerca da saúde das florestas em diferentes regiões do planeta. Para medir o quanto as florestas mudaram nos últimos tempos, grupos de pesquisa do mundo todo usam critérios tão variados quanto a biodiversidade que observam. “Alguns pesquisadores viajam até o meio das matas simplesmente para saber se as árvores estão doentes”, exemplifica Brando.

Mudanças climáticas globais têm enorme influência sobre a saúde florestal: florestas mais quentes tendem a ficar mais doentes
 
As sempre comentadas mudanças climáticas globais têm enorme influência sobre a saúde florestal: florestas mais quentes tendem a ficar mais doentes. “Isso ocorre porque a quantidade de água fica reduzida, tornando os incêndios mais intensos”, explica o cientista. Se, por um lado, é possível observar tendências globais como esta, por outro, a avaliação da saúde das florestas no globo é um desafio sem tamanho. “Se uma árvore está doente, é fácil saber. Mas como saber se uma floresta inteira está? Qual é o número exato de árvores doentes para caracterizar uma floresta adoecida?”, questiona Brando.
Para o biólogo Jean Remy Guimarães, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro e colunista da CH On-line, o trabalho é um grande avanço nesse campo de pesquisa, pois aperfeiçoa estudos já feitos. “É essencial entender a situação atual das florestas para, então, tentar prever como vai ser o futuro delas”, diz. “E o futuro delas também é o nosso, não é?”

Futuro ainda incerto

Em quatro artigos de revisão, a Science desta semana dá pistas do quão devastados estão diferentes tipos de florestas, entre eles as boreais (que cobrem regiões mais frias), as temperadas (localizadas em lugares de clima ameno) e até as plantadas (ou seja, cultivadas pelo próprio homem). Um estudo que nos toca diretamente foi publicado por Simon Lewis, da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e visa determinar o impacto dos humanos em florestas tropicais, em termos de estoques de carbono nas árvores, além de avaliar as consequências de eventos como queimadas e incêndios.
Florestas em risco
Compreender a saúde atual das florestas, inclusive a forma como elas se recuperam após queimadas e outros eventos, é fundamental para tentar prever como essas regiões estarão no futuro. (foto: Yan Boulnager)
Os resultados mostram que são muito poucas as florestas tropicais ainda intactas, isto é, que tenham escapado dos impactos da agricultura. “A maioria das florestas que se salvaram estão na Amazônia, com poucos remanescentes na África e na Ásia”, conta Lewis à CH On-line. Ainda assim, não temos motivo para comemorar. "As mudanças climáticas terão grandes impactos nas florestas tropicais. A quantidade de carbono que as florestas vão captar no futuro é incerta, assim como a resposta das florestas ao carbono extra também é incerta", completa o autor.

Uma preocupação dos especialistas é que, conforme o clima esquenta, as espécies precisam encontrar novos habitats para acompanhar o ambiente em mudança. Porém, o estado fragmentado das florestas tropicais pode não permitir esse movimento, levando à extinção de muitas espécies.
De uma maneira geral, ainda é difícil prever como estará a saúde das florestas em um futuro distante. “Isso depende de como será nossa postura daqui em diante: se iremos adotar novas medidas para reverter esse cenário ou continuar com os velhos hábitos”, destaca Brando. O engenheiro aponta que, atualmente, o mais importante é compreender o complexo processo que as florestas do planeta estão passando. Apenas estudando a fundo o estado de saúde de nossas árvores será possível salvá-las. “Criar políticas de proteção a essas queridas aliadas já seria um bom começo”, arrisca.

Valentina Leite
Instituto Ciência Hoje/ RJ

domingo, 2 de março de 2014

Vitória dos Biólogos - Revolta dos Engenheiros Ambientais

Já é de conhecimento de muitos de nossos leitores a possibilidade de Biólogos poderem participar do EDITAL Nº 1 - PETROBRAS/PSP RH 2014.1, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2014 para os cargos de Engenheiros Ambientais. Aliás, em 23 de fevereiro o Blog já tinha confirmado isso, antes de qualquer parecer do CFBio. 
Mas parece que os Engenheiros não se informaram disso aqui. Depois que o CRBio 02 soltou a nota confirmando o que já tínhamos afirmado dias antes, o Blog teve um aumento de visualizações que demoramos a entender. Os Engenheiros descobriram que tem concorrência e a análise do Blog. Devem ter procurado tudo que é notícia sobre o assunto.
Claro, o Blog está acostumado a buscar notícias quentes, e se alguém ainda tem dúvidas sobre o pioneirismo jornalístico pró-Biólogo, que leia mais este Blog. 
Agora que os Engenheiros descobriram o óbvio, a ANEAM - Associação Nacional de Engenheiros Ambientais resolveu jogar pesado e entrar em guerra jurídica contra a Petrobrás, Cesgranrio e o Sistema CFBio/CRBios.
De acordo com o presidente da ANEAM Eng. Marcus Vinícius, "esta foi uma manobra política do Conselho Federal de Biologia - CFBio junto à Fundação Cesgranrio e Petrobrás, para inclusão de biólogos no cargo de Engenheiro", só que sabemos que quem tentou fazer manobra jurídica foi a Petrobrás, como já explicado aqui.
Em notícia publicada aqui no site da ANEAM, eles prometem inundar o concurso de ações judiciais, conclamando os 27 CREAs e o CONFEA a entrarem com ações individuais e coletivas de mandados de segurança.
Alegam como muitos, que queremos ser Engenheiros.
Mas como o Blog já tem um certo respaldo de leitores, alunos, formados, mestres e doutores, e como é sabido, além da notícia costumamos fazer uma análise crítica da situação.
Análise crítica: Biologia x Engenharia Ambiental
Quem rouba área de quem? Quem chegou primeiro? Se tem capacidade, qual o medo da concorrência?
O primeiro curso de Biologia se chamava no Brasil de História Natural, foi criado no Brasil na USP em 1934, como podem ver no link http://www.ib.usp.br/ibhistoria/50anos/1934curso.htm. Passados muitos anos, e com as regulamentações de muitas profissões, a de Biólogo foi em 1979, no qual estabeleceu-se que:

Lei nº 6.684, de 3 de setembro de 1979

...
Art. 2º Sem prejuízo do exercício das mesmas atividades por outros profissionais igualmente habilitados na forma da legislação específica, o Biólogo poderá:
I - formular e elaborar estudo, projeto ou pesquisa científica básica e aplicada, nos vários setores da Biologia ou a ela ligados, bem como os que se relacionem à preservação, saneamento e melhoramento do meio ambiente, executando direta ou indiretamente as atividades resultantes desses trabalhos; 


II - orientar, dirigir, assessorar e prestar consultoria a empresas, fundações, sociedades e associações de classe, entidades autárquicas, privadas ou do poder público, no âmbito de sua especialidade; 


III - realizar perícias e emitir e assinar laudos técnicos e pareceres de acordo com o currículo efetivamente realizado.
...
Já a engenharia ambiental foi criada pela Portaria nº 1.693, de 05 de dezembro de 1994, do Ministério de Estado da Educação e do Desporto. Link http://www.aneam.org.br/index.php/institucional/contextualizando-a-engenharia-ambiental.
Notaram a pequena diferença de 60 ANOS na formação de profissionais? Biólogos trabalham com o Meio Ambiente desde a década de 30 do século passado, e ainda temos que ouvir que queremos ser engenheiros?
Calma lá! Todos sabemos o que a engenharia se tornou: Um monte de mesmo curso que muda uma matéria, muda-se o nome. Para se ter uma ideia, o MEC um tempo atrás, teve que obrigar as faculdades a mudarem os nomes dos cursos de Engenharia, pois já se tinha tantos, que não havia controle dos mesmos. Era só colocar uma matéria a mais de água, o engenheiro se tornava Engenheiro Sanitarista, mas isso é outra história não é?
Os Engenheiros Ambientais acabaram de chegar e se acham no direito de achar que só eles podem ser os "Chefes". Querem colocar os Biólogos como somente inventariadores de fauna e flora, só que nenhum Biólogo estuda só bicho e plantas.
E não, não queremos ou precisamos nos formar em engenharia para trabalhar com Meio Ambiente. Eu não preciso ter mil matérias de cálculos para saber fazer contas. O que eles acham que aprendemos em Ecologia? A fazer coleta seletiva? A plantar árvores? Só porque ALGUNS cursos de EA tem Ecologia GERAL eles acham que entedem de Ecologia.
A Ecologia caros EA, no qual as vezes é matéria optativa para vocês, é a matéria mais importante para quem quer trabalhar na área. Nela se aprende muita física, química, fisiologia, sociologia, legislação e CÁLCULOS. A Ecologia é cheia de CÁLCULOS. Não preciso ter Cálculos como matéria separada! Qualquer Biólogo aprende que se queria fugir da matemática devia ter ido fazer Letras, e não Biologia! 
Acham que não estudamos física? Estudamos Física geral e Biofísica. Acham que não estudamos mecânica de fluidos? Não com esse nome que a engenharia diz ser só dela. Acham que não estudamos Ciências Exatas em nosso curso? Acham que não sabemos qual o tipo de impacto físico, químico, biológico e social que a Petrobrás e outras empresas do ramos causam? Se conhecemos os efeitos do problema, sabemos muito bem contornar os mesmos. Não somos formados para apenas tratar a doença, e sim previní-la, tratar, remediar, e aconselhar.
Saibam que o curso de Ciências Biológicas é o mais abrangente, e por isso mesmo leva o nome de uma grande área. 
Matemática, física, geologia são de conhecimento obrigatório de qualquer curso de Biologia.
E para finalizar EA, o concurso é claro como a mais límpida  água: 
Suas atribuições não exigem conhecimento de ENGENHARIA. No edital não diz nada que o cara vai ter que montar uma bomba de água, filtro disso ou daquilo.
Por essas e outras que ganhamos o direito na JUSTIÇA de concorrer, porque o que se pede e estipula de funções em nada tem a ver com a formação exclusiva de engenheiros.
Não vamos exercer a função de engenheiro como alegam alguns de vocês, vamos exercer somente o que já é de nossa ossada desde muitas décadas! Ninguém vai andar com crachá de engenheiro sendo Biólogo.

Qual o medo de nós? Se são melhores e entendedores do assunto, não se precisa ter medo do Biólogo passar na frente, não é?
O Blog e seus parceiros fiscalizarão com afinco toda a movimentação sobre o assunto, e esperamos que nossos representates levem isso até o STF se assim for necessário.