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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Overnight changes in Mars’ atmosphere could solve a methane mystery

Atmospheric gases may mix differently as the planet’s surface moves in and out of sunshine

Curiosity rover
The Curiosity Mars rover, shown in a self-portrait taken in May, detected a much higher concentration of methane gas on the ground than an overhead orbiter did. Now there may be an explanation.
MSSS/JPL-Caltech/NASA
Methane released in Gale crater stays in Gale crater. An overnight change in the Martian atmosphere could hold the gas close to the ground until morning, explaining why the Curiosity rover caught a whiff of methane while an overhead orbiter found none.

The theory offers “a way for the two measurements to live in harmony with each other,” says planetary scientist John Moores of York University in Toronto. He and his colleagues lay out the theory’s details online August 20 in Geophysical Research Letters.

Since 2003, several spacecraft have detected varying amounts of methane on Mars (SN: 1/15/09). NASA’s Curiosity rover, which landed in Gale crater in 2012, has found that amounts of the gas rise and fall in a seasonal cycle (SN: 6/7/18).

Methane should last no more than about 300 years in the Martian atmosphere before sunlight breaks it down. “To see a seasonal cycle tells you that something is actively producing or destroying methane in the present time,” Moores says. Microbes produce methane on Earth, so finding the gas on the Red Planet has been seen as a possible sign of life — although not a definitive one.
Methane “can be produced by abiotic processes,” says Dorothy Oehler, a planetary geologist and astrobiologist with the Planetary Science Institute who is based in Houston. “But even if it’s not directly related to biology, it can enhance habitability for other kinds of microbes. So it’s an important thing to be seeking,” says Oehler, who was not involved in the new study.

Curiosity measured average methane concentrations of 0.41 parts per billion inside Gale crater, a 154-kilometer-wide depression near Mars’ equator. So it was a surprise when the European Space Agency’s Trace Gas Orbiter, part of the ExoMars mission which arrived at Mars in 2016 (SN: 10/18/16), flew over Gale crater and found no methane at all. There could still be minuscule methane concentrations below 0.05 parts per billion in the atmosphere that the Trace Gas Orbiter can’t smell, the satellite team reported in Nature April 10.

Even so, “it is hard to reconcile those” different findings, Moores says. If Mars is oozing enough methane that Curiosity would sense so much, there should be enough methane in the atmosphere for the orbiter to detect.

But Moores’ team noticed a coincidence: Curiosity took all its methane measurements at night, when the rover is standing still and charging its batteries. Night could also mark a time when gases mix differently in the Martian atmosphere than they do in the daytime, the team realized.
During the day, sunlight warms the air, creating currents and convection that mix different molecules together. So, methane in the daytime atmosphere can get mixed up and diluted. But overnight, the air calms and methane could build up near the surface, where Curiosity can sniff it. At sunrise, the methane would get diluted again.
The idea is plausible, and the argument in the paper is convincing, says planetary scientist Sébastien Viscardy of the Royal Belgian Institute for Space Aeronomy in Brussels, a member of the Trace Gas Orbiter team. But the theory doesn’t explain everything, he says.

For one thing, Moores and colleagues calculated that, to be consistent with both measurements, only 27,000 square kilometers of Mars’ surface should emit methane at a constant rate. That’s an area equivalent to 1½ Gale craters.

And “it’s difficult to imagine that only Gale emits methane,” Moores says. “Either Gale is even more special than we imagine, or there’s something we’re missing in the chemistry of the atmosphere.”
The bigger problem, Viscardy says, is that the different nighttime methane concentrations detected don’t explain the periodic spikes in methane that Curiosity has also observed (SN: 4/28/15). Those spikes showed huge methane increases occurring at random intervals throughout Curiosity’s mission. The most recent spike, in June 2019, was the largest plume yet observed, with methane levels of about 20 parts per billion, about 50 times above the seasonal average. Within a few days, though, detected methane levels returned to normal.

So the daily change in atmospheric mixing “solves a very small problem, but not the global methane story,” Viscardy says.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Pesquisadores isolam bactéria que produz plástico a partir do metano

14 de abril de 2017

Elton Alisson | Agência FAPESP – Das águas turvas e poluídas do Sistema Estuarino de Santos pode emergir uma solução para produzir por meio de um processo sustentável um polímero (plástico) que pode ter alto valor agregado.


Pesquisadores isolam bactéria que produz plástico a partir do metano Bactéria encontrada no Sistema Estuarino de Santos produz biopolímero ainda não caracterizado (imagem: RCGI)

 Um grupo de pesquisadores ligados ao Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente (Cepema) da Universidade de São Paulo (USP) isolou naquela região do litoral sul paulista uma bactéria capaz de produzir um biopolímero – polímero produzido por processo biotecnológico.

A descoberta foi feita durante um projeto realizado no âmbito do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural (Research Centre for Gas Innovation RCGI) – apoiado pela FAPESP e pela Shell por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE).

“Ainda não caracterizamos o polímero produzido pela bactéria, mas nossas análises indicam que é bem diferente dos relatados na literatura científica”, disse Elen Aquino Perpétuo, professora do Departamento de Ciências do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenadora do projeto, à Agência FAPESP

A pesquisadora e os colegas Bruno Karolski, também pesquisador do Cepema-USP, e a doutoranda Letícia Cardoso iniciaram há cerca de um ano um projeto visando desenvolver processos biotecnológicos utilizando microrganismos para mitigação de metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2), amplamente presentes no gás natural.

A fim de desenvolver a pesquisa eles começaram a prospectar bactérias chamadas de metanotróficas – que têm a capacidade não só de consumir, mas também de transformar metano e metanol em polímeros como o polihidroxibutirato (PHB): um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno.
Desenvolvido com apoio da FAPESP, o PHB é produzido no Brasil por uma indústria nacional em Serrana, no interior de São Paulo, a partir do açúcar da cana – um substrato 30% mais caro que o metanol.
“A ideia da nossa pesquisa é utilizar um substrato mais barato do que o açúcar – neste caso, o metano e o metanol – para produzir o PHB e viabilizar comercialmente sua produção por uma rota biológica”, explicou Aquino.

Durante o trabalho de bioprospecção, em que coletaram amostras em três diferentes pontos do Sistema Estuarino de Santos, os pesquisadores depararam com duas bactérias que têm essa capacidade de transformar o metano em biopolímeros.

A primeira é a Methylobacterium extorquens – que é produtora de PHB –, e a segunda a Methylobacterium rhodesianum, que transforma o metano no outro tipo de polímero ainda não caracterizado.

“Não havia nenhum relato de que a Methylobacterium rhodesianum acumula um polímero”, afirmou Aquino.

Maior produção
Os pesquisadores também constataram que essas bactérias isoladas de sistemas naturais produzem mais polímero que as cepas comerciais, cultivadas em laboratório, como as dos gêneros Methylobacter sp. e Methylocystis sp, com as quais trabalharam na fase inicial do projeto para realizar os primeiros testes e validar a metodologia.

Sem controlar parâmetros como temperatura, pH e agitação, a Methylobacterium extorquens isolada do ambiente marinho, por exemplo, acumula 30% de seu peso seco em polímero.

“Essa diferença de produção de polímero por essas bactérias é devido às pressões que sofrem em ambientes naturais, onde estão expostas a condições adversas de temperatura, salinidade, pressão, marés e a poluentes”, apontou Aquino. “Por isso, elas precisam ser mais resistentes do que as cepas cultivadas em laboratório e ter maior reserva energética para sobreviver”, explicou.

De acordo com a pesquisadora, os microrganismos metanotróficos produzem biopolímeros quando há excesso de fonte de carbono e limitação de algum nutriente.
Sob essas circunstâncias, essas bactérias armazenam o carbono em grânulos de polímeros de polihidroxialcanoatos como reserva energética.

“No início, achou-se que esses grânulos de reserva eram lipídeos [óleos]”, disse Aquino. “Mais tarde descobriu-se que, na verdade, eles pertencem ao grupo dos polihidroxialcanoatos e que podem ser usados para produzir polímeros de origem biológica e biodegradáveis, entre outras vantagens em comparação aos polímeros produzidos por via petroquímica”, afirmou.
Uma vez que esses microrganismos precisam de metano como substrato para produzir biopolímero, os pesquisadores escolheram locais onde há maior abundância do gás para bioprospecção.
A primeira escolha foi o reservatório da Usina Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas (AM). E o segundo local – escolhido para efeito de comparação – foi o Sistema Estuarino de Santos.
As amostras colhidas no Sistema Estuarino de Santos, contudo, mostraram-se mais interessantes do que as de Balbina, contou Aquino.

“Como conseguimos isolar muitos microrganismos em Santos, começamos a trabalhar com eles e adiamos o processamento das amostras coletadas em Balbina”, disse. “Mas pretendemos retomar nas próximas semanas as análises das amostras de Balbina, que apresentam uma grande diversidade de microrganismos”, afirmou.

Viabilidade comercial

Além de caracterizar o polímero produzido pela Methylobacterium rhodesianum, os pesquisadores pretendem avaliar agora se ela é economicamente viável para produzir um biopolímero.
Para que a rota biológica seja viável economicamente, a bactéria tem que ser capaz de acumular 60% de seu peso seco em polímero. Esse cálculo é feito levando-se em conta a produção de PHB a partir do açúcar, explicou Aquino.

“O que se espera agora é avaliar se é melhor negócio investir na produção desse biopolímero, que ainda não foi caracterizado, ou no aumento do rendimento da produção de PHB, que já é conhecido comercialmente e tem um mercado estabelecido”, disse a pesquisadora.

sábado, 10 de setembro de 2016

QUÍMICA PARA BIÓLOGOS

Metano

O Metano (CH4) é um gás incolor (sem cor) e inodoro (sem cheiro) da família dos alcanos. Também é chamado de "gás dos pântanos" uma vez que se forma da fermentação anaeróbica (ausência de oxigênio).

Características

O metano é um hidrocarboneto simples, altamente inflamável e que apresenta pouca solubilidade na água, sendo um dos principais compostos que potencializa o efeito estufa no mundo.
Além de acelerar o processo do efeito estufa, se inalado ele pode causar diversas alterações no ser humano, como desmaios, parada cardíaca, asfixia, dentre outros.
Uma alternativa sustentável de utilização do metano é a produção de biogás, um biocombustível renovável proveniente da queima da biomassa (lixo e materiais orgânicos).
Assim, o chorume, um líquido escuro e viscoso, produzido pela composição de matéria orgânica libera metano, o principal componente do biogás. Ademais, o metano é um dos principais componentes do gás natural.
Que tal saber mais sobre o Gás Natural nos artigos?
  • Origem e Composição do Gás Natural
  • Gás Natural: Utilização, Vantagens e Desvantagens.

De onde vem o Gás Metano?

O metano é um gás proveniente de diversas fontes, sendo que as principais são:
  • erupções vulcânicas
  • decomposição de matéria orgânica
  • digestão de alguns animais herbívoros
  • metabolismo de algumas bactérias
  • extração de combustíveis minerais
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Composição Química do Metano

O metano é um dos mais simples hidrocarbonetos (compostos orgânicos), formado exclusivamente de carbono (C) e hidrogênio (H), o qual é expresso pela fórmula química tetraédrica e apolar: CH4. Sua fórmula estrutural é indicada pela imagem abaixo:
MetanoMetano

O Gás Metano e o Efeito Estufa

Um dos maiores problemas ecológicos atribuídos ao metano é que ele é um gás muito poluente que aumenta o efeito estufa no planeta, pois altera a temperatura e o clima do planeta, colaborando assim com o aquecimento global.
Compreenda melhor sobre os temas:
  • Efeito Estufa
  • Aquecimento Global
  • Atmosfera

Gás Metano e o Bovinos

O processo de digestão de diversos animais herbívoros e ruminantes libera o metano na atmosfera, por exemplo, os bovinos (bois e vacas). Por isso, grandes criações de bovinos tem sido um dos problemas apontados para o aumento do efeito estufa no mundo.

Combustão do Metano

O metano é um gás com alto teor de combustão em contato com o ar. Formado por um radical metila (CH3) ele torna-se altamente inflamável quando entra em contato com o oxigênio (O). Confira abaixo a equação química que esse processo ocorre:
CH4 + O2 → CO + H2 + H2O