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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Ben Mierement, NOAA NOS (ret.)

Plastic debris found in the deepest part of the ocean

Detritos de plástico encontrados na parte mais profunda do oceano

Plastic trash is now so pervasive, it has even made its way to the deepest part of the oceanNational Geographic reports. Scientists found a plastic bag almost 11 kilometers deep in the Mariana Trench in the Pacific Ocean while combing through a database of photos from thousands of submersible dives made over the past 30 years. One-third of all debris in the database, created to provide a record of trash in the ocean depths, were plastics, mostly single-use products. In some photos, deep-sea creatures like sea anemones were entangled in the plastic. Writing in Marine Policy, the researchers say the production of plastic waste needs to be drastically reduced to protect the deep-sea environment.


O lixo de plástico agora é tão difundido que chegou até a parte mais profunda do oceano, segundo a National Geographic. Os cientistas encontraram uma sacola plástica de quase 11 quilômetros de profundidade na Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, enquanto vasculhava um banco de dados de fotos de milhares de mergulhos submersíveis feitos nos últimos 30 anos. Um terço de todos os detritos no banco de dados, criados para fornecer um registro de lixo nas profundezas do oceano, eram plásticos, a maioria produtos de uso único. Em algumas fotos, criaturas do fundo do mar, como anêmonas do mar, estavam enredadas no plástico. Escrevendo em Política Marinha, os pesquisadores dizem que a produção de resíduos plásticos precisa ser drasticamente reduzida para proteger o ambiente do fundo do mar.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Resíduos das indústrias de papel e celulose: qual é a destinação adequada?

Publicado em 10-04-2015 11h43
Resíduos das indústrias de papel e celulose: qual é a destinação adequada?
Estar adaptado às demandas da globalização não significa apenas manter o mesmo nível de competitividade econômica e produtiva do mercado. Atualmente significa também, ir ao encontro das demandas ambientais voltadas ao mundo corporativo. Sendo a destinação de resíduos é um dos maiores desafios dentre as questões ambientais a serem resolvidas, nesse contexto o segmento industrial é o principal gerador de resíduos do planeta, seja qual for a atividade desenvolvida.
 
De acordo com a Resolução 003 de 16 de março de 1988 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, “impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas”. Esse potencial de degradação se enquadra também quando falamos dos resíduos gerados pelas indústrias de papel e celulose.
 
Diante desse contexto, a correta destinação dos resíduos se faz necessária e deve ocorrer através de alternativas de tratamento adequadas à legislação ambiental.
 

Alternativas para o tratamento dos resíduos

A maior parte dos resíduos gerados nesse ramo industrial é passível de reaproveitamento. A compostagem, processo biológico no qual micro-organismos transformam a matéria orgânica em um tipo de adubo, conhecido como fertilizante orgânico composto, é uma alternativa viável para os resíduos sólidos com teor orgânico. Vale lembrar que o processo contribui também para a redução dos passivos ambientais e o esgotamento dos aterros sanitários.
 
Por outro lado, os efluentes líquidos gerados em grande volume, já que as indústrias de papel e celulose demandam um grande consumo de água para a realização das suas atividades, necessitam, por sua vez, de tratamento em ETEs. Em geral, os efluentes dessas indústrias contam com intensa coloração, sendo que a etapa de branqueamento da celulose é que apresenta o maior potencial de poluição. Alguns desses materiais são altamente tóxicos e podem, no caso de falhas em alguma das etapas do tratamento, ocasionar contaminação e danos ao ambiente. Por isso é sempre importante estar atento a operação e contar com um plano B para evitar que uma situação fuja do controle.
 

Optar por uma operação própria ou off-site?

Viabilizar o tratamento dos resíduos on-site, além de demandar espaço físico para  construção e operação, exige que a empresa esteja qualificada para os requisitos necessários à tarefa, dispondo de budget, mão de obra qualificada e equipamentos adequados. Já a opção off-site oferece baixo custo, se comparado ao investimento exigido para uma operação própria, já que a empresa não precisa arcar com as despesas de construção da planta, aquisição de equipamentos, nem a contratação de mão de obra especializada.
 
A melhor opção vai depender da localização da empresa, orçamento liberado para o investimento, processo de geração dos resíduos e o espaço físico da empresa.
 

Como destinar os resíduos corretamente?

Se sua escolha seja o tratamento off-site, o primeiro passo para destinar corretamente seus resíduos é contratar uma empresa qualificada para a terceirização da solução. Para isso, é imprescindível a verificação da conformidade das licenças e documentações, mas é preciso ir além! É necessário visitar as empresas, conhecer seus processos, credibilidade e qualidade no segmento que atuam, levantar possíveis autuações e desconfiar de preços muito baixos. Tudo isso para que você esteja certo de que sua escolha será a mais correta e evitar possíveis transtornos que possam surgir. Em seguida, é preciso que sua empresa obtenha uma autorização específica da Cetesb (o CADRI) para que haja o transporte dos efluentes até a estação de tratamento.
 
Neste link, você pode conferir mais sobre como solicitar o documento online, caso seu negócio se encontre em uma das cidades paulistas contempladas pelo novo processo de emissão. Após o gerador obter a autorização, a empresa poderá destinar seus resíduos para a unidade de tratamento. Caso sejam gerados diferentes tipos de resíduos, é importante que estes estejam segregados, permitindo que o processo de tratamento se adeque às especificidades de cada resíduo.
 
Para rastrear seus resíduos em trânsito e se certificar de seu destino, é importante contar com a ajuda de um sistema de monitoramento. Na Tera, oferecemos aos clientes a opção do SISREM, uma ferramenta online que relaciona todas as cargas recebidas na estação de tratamento.
 
Quais medidas sua indústria já toma para se inserir no caminho da sustentabilidade? A destinação adequada dos resíduos é um importante passo nessa trajetória, reforçando o compromisso do seu negócio para com a sociedade e o meio ambiente.
 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Etanol de segunda geração com biogás

02/02/2012
Por Karina Toledo
Agência FAPESP – O etanol de segunda geração, feito com a celulose existente no bagaço da cana-de-açúcar, é uma alternativa importante para aumentar a produção de biocombustível sem prejudicar as plantações de alimentos ou as áreas de preservação ambiental.
Mas como seu processo de produção é mais caro que o do etanol de primeira geração – obtido pela fermentação da sacarose do caldo de cana –, é preciso encontrar alternativas para torná-lo economicamente viável.

 
A proposta de um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é aliar a produção do etanol de celulose à produção de biogás e usar os resíduos obtidos no processo como fonte de energia para as usinas.

 
O projeto de pesquisa “Otimização de pré-tratamento de biomassa e hidrólise para maximizar a produção de biogás a partir de resíduos agroindustriais” foi financiado pela FAPESP e realizado em parceria com pesquisadores do Institut National de la Recherche Agronomique (Inra), da França.
“O bagaço de cana que sobra da fabricação do etanol de primeira geração é hoje queimado e usado pela indústria como fonte de energia elétrica ou térmica em forma de vapor. Quando usamos esse bagaço para fabricar o etanol de segunda geração, conseguimos recuperar apenas 32% da energia que seria obtida com a queima em caldeira”, disse a engenheira química Aline Carvalho da Costa, coordenadora da pesquisa.
No modelo proposto pelos pesquisadores, foi possível recuperar cerca de 65% da energia. A vantagem é o aumento da produção de biocombustível líquido, que pode ser usado para transporte e, por isso, tem um apelo econômico maior. “Além disso, o biogás e os demais resíduos podem ser usados como fonte de energia para a indústria, substituindo o bagaço”, ressaltou Costa.

Além da celulose usada na produção do etanol de segunda geração, o bagaço de cana contém hemicelulose – substância composta por açúcares de cinco carbonos chamados pentoses – e lignina – material estrutural da planta, responsável pela rigidez, impermeabilidade e resistência dos tecidos vegetais.
Para que essa biomassa possa ser transformada em biocombustível, ela precisa passar por um pré-tratamento que separa a celulose da lignina, substância que impede a hidrólise. Esse é um dos passos mais caros e menos maduros tecnologicamente no processo produtivo do etanol de segunda geração.
Depois disso, ainda é preciso submeter a celulose à ação de enzimas que vão quebrá-la em várias moléculas de glicose para que os microrganismos consigam fazer a fermentação. Esse procedimento é conhecido como hidrólise.
“A lignina que sobra depois do pré-tratamento pode ser queimada e usada como fonte de energia. O mesmo pode ser feito com o resíduo sólido que sobra após a hidrólise. Mas, quando se fala em etanol de segunda geração, a grande pergunta é: o que fazer com as pentoses? Tivemos então a ideia de transformá-las em biogás”, conta Costa.
A pesquisadora explica que esse tipo de açúcar não pode ser usado na produção de etanol porque os microrganismos não conseguem fermentá-lo de forma eficiente.
“Microrganismos geneticamente modificados conseguiriam, mas isso exigiria uma infraestrutura de biossegurança nas usinas que tornaria a produção inviável no cenário brasileiro atual, embora isso possa mudar a longo prazo”, disse.

Palha da cana

Por meio de um processo de digestão anaeróbica, feito por um conjunto de bactérias capazes de degradar a matéria orgânica, os pesquisadores conseguiram transformar essas pentoses em biogás.
“Essa etapa da pesquisa foi realizada na França, país com muita experiência na produção de biogás a partir de vários resíduos, e contou com a participação de minha aluna de doutorado Sarita Cândida Rabelo”, disse Costa. O doutorado teve apoio de Bolsa da FAPESP.

Buscando tornar mais eficiente e barata a transformação de celulose em etanol, os pesquisadores também compararam dois tipos de pré-tratamento – um feito com cal e outro com peróxido de hidrogênio alcalino. Esse último se mostrou mais promissor, uma vez que necessita de menos tempo e não deixa resíduo na biomassa.

“Essa etapa ainda precisa ser mais amadurecida para tornar o etanol de segunda geração competitivo”, ressalta Costa. O uso de todos os resíduos do processo de produção, avalia, é provavelmente a única forma de tornar o produto economicamente viável e ambientalmente sustentável. “Nossa grande contribuição foi mostrar que o licor de pré-tratamento, rico em pentoses, tem grande potencial para produção de biogás. Embora várias alternativas de aproveitamento das pentoses venham sendo estudadas, nenhuma é ainda definitiva.”

A pesquisadora ressalta que com o etanol de segunda geração é possível aumentar muito a produção de biocombustível do país sem aumentar a área plantada de cana-de-açúcar.
Embora seja possível obter biocombustível a partir de praticamente qualquer biomassa vegetal, o Brasil tem investido no bagaço de cana por esse ser um insumo abundante e que já está na usina, dispensando gasto com transporte.

“Também pesquisamos a produção de etanol usando como matéria-prima a palha da cana, que representa um terço da planta e hoje não é aproveitada. Os resultados parciais têm se mostrado bastante semelhantes aos obtidos com a produção de etanol a partir do bagaço”, disse Costa.

Essa parte da pesquisa deu origem a um trabalho de mestrado que será defendido em março de 2012.

Outras três dissertações também integram o projeto. Resultados da pesquisa foram publicados em congressos nacionais e diversas revistas indexadas, entre elas a Bioresource Technology e o Journal of Chemical Technology and Biotechnology.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

MMA quer lixões desativados em 2014

2011-10-17 11:04
10/10/2011

Suelene Gusmão

Um dos grandes desafios para a implementação da política de resíduos sólidos é a meta estabelecida para o fim dos lixões em 2014. Mas, de acordo com o diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Silvano Silvério, mais importante que extinguir os lixões será mantê-los permanentemente fora de atividade até o ano de 2031, prazo de vigência do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Isso significa, entre outras atividades permanentes, a queima pontual dos gases metanos, a coleta do chorume e a drenagem pluvial.
O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Nabil Bonduki, reafirma que a base para o sucesso dessa empreitada está na coleta seletiva e, para isso, os municípios têm de se mobilizar para levar em frente a ideia dos consórcios intermunicipais. O secretário garante que a meta para o fim dos lixões é factível, pois cerca de 58% dos municípios já destinam de maneira adequada seus resíduos. 

"Os 40% que faltam estão entre os municípios de pequeno porte e, destes, cerca de 800 já estão elaborando seus planos de resíduos. Portanto, o prazo para o fim dos lixões tem de ser perseguido", afirma. Bonduki informa que São Paulo tem a melhor cobertura de aterros sanitários do País, e que, nessa parte, o estado já cumpriu seu dever de casa. "O que falta agora é a questão da coleta seletiva. Também nesse aspecto São Paulo deve dar exemplo. Daqui devem surgir inovações para a destinação final dos resíduos", disse. 

Bonduki e Silvério estão em São Paulo participando da abertura da audiência pública sobre o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. O encontro da região Sudeste conta com a participação de São Paulo e Espírito Santo. Devido a sua magnitude e complexidade, os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais debaterão o tema em datas diferentes. A de Minas Gerais será 25 de outubro e a do Rio de Janeiro no dia 26 do mesmo mês.
Aos participantes do encontro em São Paulo, entre eles representantes da indústria e dos catadores, o secretário Bonduki disse que o debate sobre resíduos sólidos é uma política transversal do Governo Federal, envolvendo 12 ministérios e coordenada pelo do Ministério do Meio Ambiente. "Essa discussão está no centro das agendas governamentais. Ela se articula com o projeto de desenvolvimento nacional, com o Brasil sem Miséria, com o desenvolvimento econômico e com a agenda da cidadania", salientou.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que o setor produtivo vem se preparando para enfrentar os desafios propostos pela nova lei. "Estamos divulgando em todo o estado de São Paulo as diretrizes da PNRS", informou. Segundo ele, para que a lei seja aplicada será necessária uma mudança de cultura. "É preciso haver uma conscientização coletiva", avalia. A audiência da região Sudeste foi realizada na sede da Fiesp, na capital paulista.

ASCOM
 

Leia mais: http://bioloukos.webnode.com/news/mma%20quer%20lix%c3%b5es%20desativados%20em%202014/
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domingo, 14 de agosto de 2011

Amigos do meio ambiente

11/08/2011
Agência FAPESP – A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo vai premiar seus hospitais, institutos, fundações e autarquias que se destacaram em ações de qualidade ambiental, entre os anos de 2010 e 2011.
Além de premiar, a condecoração, denominada “Amigo do Meio Ambiente”, tem como objetivo estimular os órgãos da pasta a desenvolverem, em seus locais de trabalho, uma cultura de preservação ambiental, adotando soluções práticas e ecologicamente viáveis.
Entre os exemplos de ações estão a reciclagem de materiais, coleta seletiva de lixo, educação ambiental para a comunidade, redução do uso do mercúrio, plantio de árvores, tratamento de efluentes, economia no uso de água e energia elétrica e gerenciamento de resíduos perigosos.
Para concorrer ao prêmio, os órgãos interessados devem apresentar, até o dia 2 de setembro, um projeto descritivo sobre as ações. Os trabalhos serão julgados por uma comissão nomeada pela assessoria de comunicação social da Secretaria, e os vencedores receberão uma placa decorativa.
Os órgãos contemplados serão conhecidos na abertura do 4º Seminário Hospitais Saudáveis 2011, evento a ser realizado no dia 26 de setembro.
Mais informações: www.saude.sp.gov.br/resources/geral/acesso_rapido/reg_amigo_do_meio_ambiente_2011.pdf