Few swaths of Earth's oceans should be considered wilderness, according to a new global map.Credit: Brian J. Skerry/NGC/Getty
Only 13% of Earth’s oceans can now be classed as wilderness, according to a 26 July study in Current Biology.1
Researchers
used global data on 15 human stressors of oceans, including fishing,
pollution and commercial shipping. Areas were defined as wilderness if
they showed little impact from these stressors (scoring in the bottom
10% of a measure of each), as well as a low aggregate score that
combined these human activities and climate stresses such as ocean
acidification.
Most wilderness areas are in the open ocean and around the
poles, far from human populations. Coastal ecosystems — which include
centres of biodiversity such as coral reefs — make up just 10% of the
wilderness area. Of all marine wilderness, just 5% is covered by marine
protected areas (See 'Wild Oceans').
“High seas at the moment are a
Wild West,” says author Kendall Jones, a conservation biologist at the
University of Queensland in Brisbane, Australia. “It really highlights
that those last few areas that are not impacted — how important they
are.”
The United Nations is debating a high-seas conservation treaty, which should be signed by 2020.
Áreas Marinhas Protegidas são importantes também para preservar e aumentar os estoques pesqueiros
Imagem: Pixabay
Artigo
publicado por um grupo de pesquisadores do Instituto de Biociências da
Unesp, no Campus Litoral Paulista, em São Vicente, aponta que apenas
0,06% das 13.674 Áreas Marinhas Protegidas (AMP) existentes no planeta
possuem informações sobre a poluição por substâncias químicas ou seus
efeitos ecológicos em seus espaços.
Áreas Marinhas Protegidas são hoje o principal instrumento de
conservação marinha por regulamentar e limitar as atividades humanas com
impacto negativo, visando mitigar a perda de biodiversidade e dos
serviços ambientais fornecidos por seu ecossistema.
O
grupo liderado pelo professor Denis Moledo de Souza Abessa revisou a
literatura cientifica publicada sobre o impacto da poluição química ou
seus efeitos toxicológicos nas 13.674 AMPs existentes no mundo. A busca
encontrou apenas 96 artigos que cobrem 67 dessas áreas, ou seja, menos
de 0,06% do total. A revisão foi publicada na revista Environmental Pollution, da Elsevier.
O
professor da Unesp explica que há alguns anos o grupo vem estudando a
poluição e seus efeitos no litoral brasileiro e que uma quantidade
significativa das AMPs localizadas no país apresentavam problemas pela
proximidade de fontes de poluição ou por características que favoreciam a
deposição de contaminantes. “Ao mesmo tempo, notamos que havia muito
pouca informação sobre isso no mundo, o que nos motivou a realizar um
estudo mais abrangente, que foi esta revisão que publicamos agora”,
explica o docente, responsável também coordenação do Núcleo de Estudos
sobre Poluição e Ecotoxicologia Aquática do Instituto de Biociências.
Além da pouca informação sobre poluição em AMPs no mundo, outro ponto
chamou a atenção dos pesquisadores: das AMPs onde foram encontrados
dados, a revisão mostrou que há indícios de poluição em mais de 80%
delas. “Isso mostra que o problema pode ser bem maior e que de fato as
AMPs não são gerenciadas ou criadas pensando-se na contaminação”,
destaca Abessa, que contou com a colaboração de pesquisadores
portugueses das universidades de Alveiro e do Algarve na elaboração do
artigo.
O docente do câmpus de São Vicente explica que as AMPs constituem o
instrumento mais importante para a conservação marinha, mas que sua
eficiência depende de outras medidas, como o licenciamento ambiental e a
gestão costeira, uma vez que a maior parte das fontes de poluição
encontra-se instalada em terra, como indústrias, atividades agropecuária
e zonas urbanas. “Os contaminantes que caem nos corpos d’água são
levados para o mar e as correntes marinhas os carregam até as AMPs, onde
podem então ocorrer efeitos ecológicos negativos”, explica.
Um
levantamento semelhante restrito apenas às APMs (163, no total) do
Brasil foi realizado recentemente por um aluno de iniciação científica
do grupo, com resultado praticamente idênticos: poucos dados, e entre as
áreas com informações, boa parte delas apresenta evidências de
contaminação
Abessa explica ainda que muitas dessas áreas foram criadas sob o
argumento de aumentar ou preservar os estoques pesqueiros, que ficarão
prejudicado se tais áreas estiverem contaminadas. “Assim, os impactos
que eram inicialmente ecológicos tornam-se problemas econômicos, pela
perda deste serviço ambiental de reposição dos estoques pesqueiros que o
mar realiza gratuitamente”.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
Ben Mierement, NOAA NOS (ret.)
Plastic debris found in the deepest part of the ocean
Detritos de plástico encontrados na parte mais profunda do oceano
Plastic trash is now so pervasive, it has even made its way to the deepest part of the ocean, National Geographic reports.
Scientists found a plastic bag almost 11 kilometers deep in the Mariana
Trench in the Pacific Ocean while combing through a database of
photos from thousands of submersible dives made over the past 30
years. One-third of all debris in the database, created to provide a
record of trash in the ocean depths, were plastics, mostly single-use
products. In some photos, deep-sea creatures like sea anemones were
entangled in the plastic. Writing in Marine Policy, the researchers say the production of plastic waste needs to be drastically reduced to protect the deep-sea environment.
O lixo de plástico agora é tão difundido que chegou até a parte mais profunda do oceano, segundo a National Geographic. Os cientistas encontraram uma sacola plástica de quase 11 quilômetros de profundidade na Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, enquanto vasculhava um banco de dados de fotos de milhares de mergulhos submersíveis feitos nos últimos 30 anos. Um terço de todos os detritos no banco de dados, criados para fornecer um registro de lixo nas profundezas do oceano, eram plásticos, a maioria produtos de uso único. Em algumas fotos, criaturas do fundo do mar, como anêmonas do mar, estavam enredadas no plástico. Escrevendo em Política Marinha, os pesquisadores dizem que a produção de resíduos plásticos precisa ser drasticamente reduzida para proteger o ambiente do fundo do mar.