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terça-feira, 22 de outubro de 2024

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Pororoca

Momento em que ocorre o fenômeno da pororoca.
Momento em que ocorre o fenômeno da pororoca.
O termo pororoca é derivado do Tupi que designa “estrondo”, corresponde a um fenômeno natural onde acontece o encontro das águas de um rio com o oceano.

O fenômeno se torna mais evidente nas mudanças de fase da lua, especialmente na lua cheia e nova. O processo ocorre quando os níveis das águas oceânicas se elevam e essas invadem a foz do rio, o confronto dessas águas promove o surgimento de grandes ondas que podem atingir até dez metros de largura e cinco de altura, podendo chegar a uma velocidade que oscila entre 30 e 35 quilômetros por hora.

No Brasil esse fenômeno ocorre na foz do rio Amazonas, litoral do Estado do Pará, extremo norte do país, e no rio Mearim, Estado do Maranhão, o encontro das águas promove um verdadeiro espetáculo, provoca também um rasto de destruição nas margens dos rios, retirando muitas árvores, algumas dela de grande porte.

A pororoca é resultado da atração simultânea da Terra com o sol e a lua, o fenômeno apresentado nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril possui características particulares, três grandes ondas adentram nos canais dos rios, provocando o fenômeno “terras caídas” que consiste no desmoronamento de grandes quantidades de terras emersas, ocasionando a morte de animais, plantas e a destruição de casas.

O fenômeno da pororoca não ocorre somente no Brasil, em muitos países acontece o mesmo, porém com outras denominações.

França: acontece na foz dos rios Gironda, Charante e Sena, o fenômeno é chamado de mascaret.

Inglaterra: ocorre na foz dos rios Tamisa, Severu, Trent e Hughly, nesse país recebe o nome de bore.

Bangladesh: foz do rio Megma, o fenômeno é chamado de Macaréu.

China: desenvolve na foz do rio Yangtzé conhecido pelos chineses de trovão e nomeado pelos ingleses de cager. 

Publicado por Marcus V. Cabral

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

 'Oscilação lunar' influencia o crescimento do mangue

Flutuações de longo prazo na órbita da Lua – conhecidas como oscilação lunar – podem influenciar o crescimento do dossel de mangue. Pesquisadores na Austrália usaram imagens de satélite de alta resolução para medir o dossel de mangue em todo o continente entre 1987 e 2020. 

Eles descobriram que a oscilação, que puxa as marés baixas para baixo e as marés altas para cima em um padrão cíclico que dura cerca de 18 anos, foi um fator importante na expansão e contração do crescimento dos manguezais

 Dependendo da fase de oscilação, os ecossistemas de mangue recebem menos água – resultando em uma cobertura de dossel mais fina – ou marés mais altas que aumentam o crescimento. Os manguezais são sumidouros naturais de carbono, portanto, as descobertas podem ajudar a avaliar melhor quanto carbono eles armazenarão ao longo do tempo.