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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

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A Universidade Federal do Piauí (UFPI) coordena um estudo que tem a colaboração de pesquisadores de instituições dos Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Inglaterra e África do Sul, e tem o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da National Geographic.
national geographic ufpi fossil permiano
Foto: National Geographic

A pesquisa tem como objetivo encontrar vertebrados do Período Permiano (280 milhões de anos atrás), especialmente vertebrados terrestres, e é coordenada pelo professor Juan Cisneros, do Centro de Ciências da Natureza (CCN/UFPI).
De acordo com o professor, existe uma lacuna nos estudos sobre a Era Paleozoica. "Nosso interesse se deve a que se conhece muito pouco no mundo sobre os animais que viveram nesse período geológico, especialmente nos trópicos do antigo continente de Gondwana, que é onde o Piauí está localizado. A microrregião de Teresina é muito rica em fósseis, uma prova disso é a Floresta Fóssil do Rio Poti, a qual nos dá informação sobre as plantas que viveram nessa época no Brasil. Com as nossas pesquisas, poderemos saber quais eram os animais que viveram nessa floresta fóssil", destacou.
A pesquisa teve início em 2011e tem a participação de profissionais de diferentes subáreas da paleontologia e geologia, como especialistas em répteis, peixes, anfíbios, ancestrais dos mamíferos e geologia sedimentar. A equipe se reúne uma vez ao ano em Teresina para realizar escavações e percorrer vários municípios do Piauí e do Maranhão em busca de fósseis.

Execução da pesquisa

Por meio do estudo da geologia local e de imagens de satélite, são escolhidos os locais onde os pesquisadores acreditam ter um maior potencial para achados de fósseis. "Juntamos a equipe e partimos para esses locais, onde fazemos buscas por caminhamento, até encontrar, ou não, indícios de fósseis. Após achar um fóssil, anotamos informações sobre o local exato e a camada de terra onde foi achado, e tentamos extraí-lo. Este processo pode ser mais ou menos lento e pode ser necessário o uso de equipamentos específicos, como a cortadora de rocha", informou o professor Juan Cisneros.
Os fósseis são levados ao laboratório da UFPI no CCN e lá passam por um processo de limpeza que pode durar dias, semanas ou meses. Posteriormente, são iniciados estudos mais aprofundados para tentar identificar e comparar as espécies. Esses estudos podem culminar com publicações em revistas especializadas. Todos os fósseis permanecem na UFPI, embora alguns possam ser enviados temporariamente ao exterior para análises específicas.
Cidade Verde - 04/08/2015 

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