Mostrando postagens com marcador Dinossauro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dinossauro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Translator

 Doença óssea mortal dizimou dinossauros pescoçudos no atual interior de São Paulo

01 de agosto de 2025

Em Ibirá, pesquisadores encontraram ossos de saurópodes com marcas de osteomielite, doença infecciosa que pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou protozoários e que matou os animais em pouco tempo. Descoberta aponta para existência de condições favoráveis à patologia na região cerca de 80 milhões de anos atrás

André Julião | Agência FAPESPUm conjunto de ossos de saurópodes, como são chamados os dinossauros pescoçudos, encontrado no município de Ibirá (SP) revela que a região favoreceu uma doença óssea mortal para esses animais.

Pesquisadores apoiados pela FAPESP encontraram em fósseis de seis indivíduos do Cretáceo, de cerca de 80 milhões de anos atrás, marcas de osteomielite, uma doença óssea que pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários.

Os ossos não contêm sinais de regeneração, o que aponta que os animais morreram com a doença ainda em curso, provavelmente em decorrência dela. O estudo foi publicado na revista The Anatomical Record.

“Existiam poucos achados de doenças infecciosas em saurópodes, o primeiro tendo sido publicado recentemente. Os ossos que analisamos são muito próximos entre si no tempo e de um mesmo sítio paleontológico, o que sugere que a região ofereceu condições para que patógenos infectassem muitos indivíduos naquele período”, conta Tito Aureliano, primeiro autor do estudo e pesquisador da Universidade Regional do Cariri (Urca), no Crato (CE).

Uma das lesões ficou restrita à medula. Os outros ossos, também encontrados entre 2006 e 2023 no sítio Vaca Morta, contêm marcas de lesões que vão da medula até a parte externa. As lesões têm uma textura esponjosa, que apontam uma vascularização da região e as diferencia de outras patologias que podem ser detectadas nos ossos, como osteossarcoma e neoplasia óssea, dois tipos de câncer que afetam esse tecido.

Não foram encontrados, ainda, sinais de cicatrização, quando o tecido ósseo perdido na lesão é substituído por um novo. No registro fóssil, esse sinal de regeneração é bastante comum em ossos atingidos por mordidas de outros dinossauros, por exemplo.


No osso fossilizado de cerca de 80 milhões de anos, as setas indicadas por BL apontam a lesão causada por osteomielite. HB é a parte não lesionada e MB é a medula óssea (imagem: Tito Aureliano et al./The Anatomical Record)

Análises

O estudo contou com apoio do Instituto de Estudos dos Hymenoptera Parasitoides da Região Sudeste Brasileira (IEHYPA-Sudeste), um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela FAPESP.

No IEHYPA-Sudeste, coordenado por Angélica Maria Penteado Martins Dias, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), os pesquisadores analisaram os ossos por meio de microscópio eletrônico de varredura (SEM) e estereomicroscópio.

Três manifestações de osteomielite ainda desconhecidas foram identificadas nos fósseis. Um conjunto continha pequenas protrusões, elevações do osso ou “calombos”, em formato circular.

Outras protrusões tinham um padrão semelhante ao de impressões digitais, num formato de elipse. Por fim, um terceiro conjunto tinha marcas redondas e largas maiores do que todas as outras. “Essas lesões podiam se conectar com músculos e pele e ficarem expostas, vertendo sangue ou pus”, explica Aureliano.

Não foi possível identificar quais eram exatamente os ossos analisados, apenas que um era uma costela e os outros eram da parte inferior dos membros, tanto de espécies pequenas quanto de gigantes. Também não foi possível identificar uma possível causa para as infecções.

Em um trabalho publicado em 2021 na Cretaceous Research, os pesquisadores haviam descrito o primeiro caso de infecção óssea causada por um parasita sanguíneo e que também resultou em osteomielite. Os ossos, naquele caso, eram de um pequeno saurópode, Ibirania parva, encontrado no mesmo local dos fósseis analisados agora.

A região, conhecida como Formação São José do Rio Preto – por englobar municípios como o de mesmo nome –, tinha clima árido, com rios rasos e lentos, além de grandes poças de água parada. Nesses ambientes, muitos dinossauros ficavam atolados e morriam, gerando os fósseis.

“Esse ambiente provavelmente favoreceu patógenos, que podem ter sido transmitidos por mosquitos ou pela própria água que era ingerida pela fauna, que incluía dinossauros, tartarugas e animais similares aos crocodilos atuais”, diz Aureliano.

O autor aponta ainda que as evidências trazidas pelo estudo podem ser úteis tanto em futuros trabalhos de paleontologia como de arqueologia, ao apresentar as diferentes manifestações de uma mesma doença nos ossos e diferenciá-la de outras.

Um vídeo sobre o trabalho pode ser conferido no canal Colecionadores de Ossos, dos autores Tito Aureliano e Aline Ghilardi: youtu.be/hhMsNxo2_VA.

O artigo Several occurrences of osteomyelitis in dinosaurs from a site in the Bauru Group, Cretaceous of Southeast Brazil pode ser lido em: https://anatomypubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/ar.70003.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Translator

 

Grande crânio de dinossauro gigante de 200 milhões de anos descoberto na China

O crânio de Lishulong Wangi foi desenterrado no Lufeng Dinosaur National Geopark, na província de Yunnan, no sul da China (Crédito da imagem: Qian-Nan Zhang et al/Peerj, 2024)

Um crânio de dinossauro enorme e extremamente bem preservado desenterrado na China pertence a uma espécie nunca antes visto, dizem os pesquisadores.

O parente do saurópode inicial foi descoberto em 2007 no Geoparque Nacional de Dinossauros de Lufeng, na província de Yunnan, no sul da China. Ele cresceu para proporções maciças - atingindo até 10 metros de comprimento, estimam os pesquisadores.

A espécie, chamada Lishulong Wangi , pertence ao grupo conhecido como Sauropodomorfos, que inclui saurópodes - como o brontossauro e o Diplodoco - e seus ancestrais.

Os sedimentos em que foi encontrada data da idade do Jurássico Hettangiano (201,3 milhões a 199,3 milhões de anos atrás), de acordo com o estudo publicado em 12 de dezembro de 2024 na revista Peerj .

L. Wangi é provavelmente o maior sauropodomorfo não saurópode desenterrado da formação de Lufeng, afirmam os autores. A formação tem sido particularmente rica em sauropodomorfos iniciais: sete outros gêneros também foram descobertos lá.

Relacionado: 'Bandeiras vermelhas' levantadas sobre o antigo monstro marinho retirado da mina marroquina

Os sedimentos finamente granados da região ajudaram a preservar os restos do animal, o principal autor Qian-Nan Zhang , um paleontologista do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados na Academia Chinesa de Ciências, disse à Live Science. As argilas, areia e lodo depositadas pelos lagos e rios que moldaram a paisagem protegiam o dinossauro permanece da erosão. Os minerais no sedimento então se infiltraram na estrutura óssea, contribuindo para a fossilização.

A preservação requintada do crânio é rara em sauropodomorfos. Os pesquisadores acham que os restos foram movidos após a morte, pois o resto dos ossos estava ausente. (Crédito da imagem: Qian-Nan Zhang et al/Peerj, 2024)

Os sauropodomorfos não sauropodanos foram os dinossauros herbívoros médios a grandes mais prevalentes até o Jurássico Médio (174,1 milhões a 163,5 milhões de anos atrás). Ao contrário dos gigantes que os substituíram, eles foram capazes de andar apenas nos membros posteriores. Eles compartilham os ancestrais com os terópodes - como o Tyrannosaurus Rex - que mantiveram uma postura bípede.

A nova descoberta compreende um crânio e nove ou vértebras do pescoço. "Devido à falta de cintura de ombro preservada, cintura pélvica e ossos dos membros nesta amostra, não é possível determinar se era bípede ou quadrúpedal", disse Zhang.

No entanto, ela acrescentou que seu parente mais próximo, Yunnanossaurus , acredita -se ter sido parcialmente quadrúpede (sendo capaz de alternar entre duas e quatro pernas), sugerindo que L. wangi também pode ter sido. Os pesquisadores distinguiram as duas espécies em parte devido aos diferentes tamanhos de suas aberturas nasais - L. Wangi tinha narinas maiores.

A espécie era provavelmente um herbívoro. "Suas principais fontes alimentares foram provavelmente gimnospermas e outros tipos de plantas primitivas. Isso provavelmente incluía samambaias, cicades, ginkgos e coníferas", disse Zhang.

O animal provavelmente estava maduro quando morreu. "Com base na fusão de elementos esqueléticos nas vértebras do crânio e cervical, bem como no tamanho geral do indivíduo, é inferido que esse espécime provavelmente representa um adulto", disse Zhang.

Ainda não está claro como L. Wangi cumpriu seu fim. "Como o espécime é preservado apenas com suas vértebras do crânio e cervical e carece de outros ossos, sugere que os restos morreram pelo transporte após a morte, complicando a determinação da causa da morte", disse Zhang.

sábado, 17 de dezembro de 2022

 

Dinossauro mais antigo do Nordeste é descoberto por pesquisadores da UFPE

A descoberta foi realizada no município de Ibimirim, no sertão de Pernambuco

ouça este conteúdo
play_circle_outline
  
ok

Paleontólogos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) revelaram, em recente publicação, a descoberta do dinossauro mais antigo da região Nordeste do Brasil. A vértebra de um terópode (dinossauro bípede) do período Jurássico, que aconteceu de 145 a 208 milhões de anos atrás, foi encontrada próxima à cidade de Ibimirim, no sertão pernambucano, ainda no ano de 2019.

A pesquisa identificou que o segmento analisado é comparável com um Dilophosaurus de tamanho médio. O dinossauro já fez parte até do filme Jurassic Park. Na produção cinematográfica, o Dilophsaurus apresenta algo parecido com asas nas laterais da cabeça e usa essas "asas" abertas em sinal de ameaça. 

No Nordeste do Brasil, há apenas duas ocorrências de dinossauros do período Jurássico. A primeira, anteriormente vista como a ocorrência de dinossauro mais antiga da região, coletada na década de 1960, ocorreu em Petrolândia, também no Sertão de Pernambuco. Entre essa descoberta, registrada para o período Jurássico Superior (de 145 até 163 milhões de anos atrás), e a mais recente, realizada pelo paleontólogo Leonardo M. de Oliveira, há uma janela de 20 a 25 milhões de anos. O Dilophosaurus é mais "velho", com ocorrência determinada no Jurássico Médio, que vai de 163 a 174 milhões de anos atrás.


“Estávamos fazendo um trabalho de mapeamento geológico, em que a gente só via as rochas, além de coletar fósseis diversos. Mas calhou de encontrarmos esse fóssil, que já tínhamos a expectativa de encontrar há muito tempo”, relembrou Leonardo. 


A descoberta do novo dinossauro foi fruto do mestrado de Leonardo, que explicou que a idade do fóssil encontrado se deu por conta da formação rochosa onde ele foi encontrado. “O nosso é o mais antigo do Nordeste, porque o de Petrolândia foi encontrado em uma rocha acima da nossa. E, por conceito de geologia, a idade da rocha de cima é mais nova que a rocha de baixo”.

Fóssil de dinossauro encontrado na cidade de Ibimirim, no sertão de PernambucoVértebra de dinossauro encontrada na cidade de Ibimirim, no sertão de Pernambuco


O princípio da sobreposição define que a camada mais jovem de formação rochosa é a mais alta, a “de cima”. A formação analisada pelos cientistas no momento de encontro do fóssil foi a formação aliança, já anteriormente definida como do período Jurássico.

- PUBLICIDADE -

“Essa formação ocorreu durante a separação do Brasil e da África, em que gerou uma depressão (região mais rebaixada em comparação ao seu entorno) nessa região, que vai do sul da Bahia até o sul de Pernambuco, e essa região culminou em um grande lago. Nesse lago, foram se depositando várias rochas em que se formou a aliança”, explicou.

O dinossauro encontrado provavelmente fazia parte da fauna que circundava o lago formado na depressão. “Foi nessa região mais rebaixada em que esse lago se originou. Era um lago onde viviam diversos peixes, ósseos e cartilaginosos, tubarões, além de crocodilo e diversas faunas que podiam circundar esse lago à procura de água e alimentação, o que poderia ter sido o caso desse dinossauro”, completou o pesquisador.

Paleontólogo Leonardo M. de OliveiraPaleontólogo Leonardo M. de Oliveira


De acordo com Leonardo, no Brasil, existem poucos dinossauros do período Jurássico. “O que é bem conhecido são dinossauros do Cretáceo no Nordeste, mas os que não são tão conhecidos, porque faltam rochas do período Jurássico no Brasil todo, são os dinossauros do período Jurássico. Por isso, além de ser o dinossauro mais velho já encontrado no Nordeste, o nosso também é um dos mais antigos do Brasil”, comentou.

Orientador do trabalho, o professor e paleontólogo Edison V. Oliveira informou que o animal descoberto é o primeiro comparável com a Família Dilophosauridae descoberto no Brasil. “A gente notou que essa vértebra lembrava muito a de um dinossauro descrito lá no período do Jurássico Inferior da América do Norte, do Texas, chamado Dilophosaurus. Ele só tinha ocorrência lá nos Estados Unidos”, informou Edison.

Pesquisadores Leonardo M. de Oliveira e Edison V. OliveiraPesquisadores Leonardo M. de Oliveira e Edison V. Oliveira


Por mais que as espécies sejam comparáveis, inicialmente a pesquisa não pôde definir ainda qual a espécie encontrada.

“Essa espécie que a gente coletou aqui a gente não definiu ela, porque a gente só tem uma vértebra. Então, por enquanto, a gente não poderia definir que espécie é. Mas, das espécies descritas na literatura, a que é mais parecida com a nossa é esse Dilophosaurus lá dos Estados Unidos”, completou Edison.

- PUBLICIDADE -


De acordo com Edison, a área da formação aliança já indicava a presença de dinossauros por ser do período Jurássico, mas a descoberta ainda não tinha acontecido. “Fósseis nessa formação já são encontrados há muitos anos, pelo menos desde o século 20 já se tinha coletado resto de peixes, de tubarões de água doce, de crocodilos, e estava faltando o dinossauro”.

A pesquisa ainda contou com a participação do pesquisador Gelson L. Fambrini, da área de geologia na UFPE.

Retorno

Os próximos passos para os pesquisadores é uma outra visita à Ibimirim, onde o local de encontro da vértebra será delimitado e novos fósseis do mesmo dinossauro serão procurados.

“O que a gente precisa exatamente agora é voltar àquele local e tentar coletar outros fósseis desse animal. Coletar mais vértebras, dentes, seria ótimo se a gente coletasse crânio, o que tiver lá dele, se a gente conseguir coletar, vai ser ótimo”, explicou Edison.


Esse retorno deve ser feito ainda neste mês de maio, de acordo com paleontólogo Leonardo. 

-

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

 

O mais antigo precursor dos dinossauros sul-americanos é descoberto em região gaúcha

O réptil, que media 1 metro e pesava 3 quilos, viveu há 237 milhões de anos no período Triássico Médio

Representação artística dos precursores dos dinossauros em uma paisagem do Triássico

Um fêmur direito bastante deteriorado de 11 centímetros de comprimento é tudo o que restou do mais antigo precursor dos dinossauros encontrado até agora na América do Sul, segundo artigo publicado em 1º de março no periódico científico Gondwana Research. A descrição do material foi feita por dois pesquisadores do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia da Universidade Federal de Santa Maria (Cappa-UFSM), do Rio Grande do Sul. Descoberto no município de Dona Francisca, distante 60 quilômetros de Santa Maria, o osso fossilizado fazia parte da coxa de um pequeno réptil, provavelmente bípede, que deve ter vivido há aproximadamente 237 milhões de anos.

De acordo com o trabalho, o fóssil pertenceu a um dinossauromorfo, grupo de vertebrados que inclui os dinossauros e outras formas aparentadas de répteis, como os silessaurídeos. Ou seja, todo dinossauro é um dinossauromorfo, mas nem todo dinossauromorfo é um dinossauro. As dimensões do fêmur encontrado em solo gaúcho indicam que seu dono pesava de 2 a 3 quilos e media cerca de 1 metro. “A cauda respondia por metade desse comprimento total”, comenta o paleontólogo Rodrigo Temp Müller, diretor do Cappa, um dos autores do estudo, ao lado de Maurício Garcia, aluno de mestrado por ele orientado. Embora deva representar um tipo de dinossauromorfo ainda não conhecido, o fóssil não foi atribuído a nenhum gênero ou espécie.

Atualmente, a classificação taxonômica de um animal é feita com o auxílio de programas de computador que são abastecidos com dezenas ou centenas de caracteres anatômicos do exemplar em análise e geram uma matriz de dados. No final do processo, o software compara as informações da espécie em questão com a de outros grupos e fornece uma provável árvore genealógica. No caso do fóssil de Dona Francisca, o fêmur caiu dentro do ramo dos dinossauromorfos.

Fêmur fossilizado foi encontrado no Rio Grande do SulIlustração Maurício Garcia / UFSM; Fotografia Rodrigo Temp Müller / UFSM

A idade do fóssil gaúcho foi inferida a partir da cronologia conhecida das rochas em que o osso se preservou, pertencentes ao estágio Ladiniano. Essa divisão do tempo geológico marca o fim do período Triássico Médio, que se estende entre 247 milhões e 237 milhões de anos atrás. Na Argentina, os exemplares mais antigos de dinossauromorfos foram encontrados em rochas do Carniano – estágio que delimita o início do período Triássico Superior (entre 237 milhões e 201 milhões de anos atrás) – e são pelo menos 1 milhão de anos mais novos do que o fóssil de Dona Francisca. Na Tanzânia e em Zâmbia, há vestígios de espécies desse grupo que podem ser ligeiramente mais velhas do que as da América do Sul.

Mas a idade exata desses fósseis de dinossauromorfos achados na África é bastante controversa. Mesmo que não sejam mais velhos do que seus congêneres sul-americanos, dificilmente serão mais novos. “Esses dinossauromorfos africanos devem ser, pelo menos, tão velhos quanto os fósseis desse grupo encontrados no Brasil e na Argentina”, pondera o paleontólogo Max Langer, da Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto, que não participou do estudo feito pelos colegas da UFSM.

Brasil e Argentina são os lugares em que foram encontrados, até agora, os dinossauros mais antigos do mundo, com idade superior a 230 milhões de anos, como Saturnalia tupiniquim e Eoraptor lunensis (ver Pesquisa FAPESP nº 279). O grupo mais amplo dos dinossauromorfos deve ter surgido um pouco antes, há aproximadamente 240 milhões de anos. Nesse período, a América do Sul era parte de um supercontinente austral, o Gondwana, um grande bloco de terra que também incluía a África, a Antártida, a Oceania e a Índia.

Íntegra do texto publicado em versão reduzida na edição impressa, representada no pdf

Artigo científico
MULLER, R. T. e GARCIA, M. S. Oldest dinosauromorph from South America and the early radiation of dinosaur precursors in GondwanaGondwana Research. v. 107, p. 42-8. jul. 2022.