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quarta-feira, 11 de março de 2026

 

Os leopardos-das-neves do mundo são geneticamente muito parecidos — descobertas sugerem que isso não é um bom presságio para o futuro deles



O artigo apresentando os resultados da pesquisa foi publicado online no final de fevereiro na revista Ichnos. O estudo foca em duas trilhas (T1 e T2) preservadas como hiporresíduos convexos na parte inferior de uma camada de arenito do Jurássico Superior, com aproximadamente 152 milhões de anos, provenientes dos penhascos a leste de Playa de España (Villaviciosa). Os espécimes agora fazem parte da coleção do museu e estão em exibição na galeria dedicada ao Jurássico Asturiano.

Em ambas as trilhas, as pegadas da mão e dos pés variam de tetradáctilo a pentadáctilo, são assimétricas e apresentam um aumento progressivo no comprimento dos dedos. Sua excelente preservação e características morfológicas permitem que sejam atribuídas a um lagarto e atribuídas ao icnogênero Rhynchosauroides, que foi amplamente distribuído durante o Permiano e Triássico, mas é muito raro no Jurássico. Na verdade, os exemplos asturianos representam sua ocorrência conhecida mais recente no registro fóssil global.

A Via T1 consiste em sete pegadas (quatro e três pegadas) e foi produzida por um lagarto com cerca de 50 centímetros de comprimento. A Via T2 inclui seis pegadas (três pegadas de mãos e três pegadas) e é atribuída a um indivíduo um pouco menor, com aproximadamente 30 centímetros de comprimento.


No caminho T1, os pesquisadores detectaram a presença de uma estrutura quase contínua, larga, reta e com muito pouco relevo. Sua morfologia permite identificá-lo como uma marca de arrasto na cauda.

Também foi observado que a distância entre as pegadas da mão e do pé varia ao longo da trilha, tornando-a altamente irregular. Para entender essa anomalia na locomoção, refletida na irregularidade da trilha, vários experimentos foram realizados com duas espécies modernas de lagartos: o lagarto ocelado e o dragão-barbudo.

Os testes não invasivos foram realizados com espécimes em cativeiro em uma instalação na cidade de Jiangyin, na província de Jiangsu, na China. Quando esses animais — especialmente os juvenis — passaram de uma posição estacionária para o movimento, fizeram curvas abruptas que geraram trilhas semelhantes ao exemplo fóssil asturiano.


Os lagartos deixaram essas pegadas enquanto atravessavam lama semi-consolidada nos deltas da época, que desciam para um mar interior sem marés. Esse mar era protegido de ondas fortes por uma barreira externa que o separava do oceano aberto, um cenário que favorecia a preservação das pegadas.

Detalhes da publicação

Laura Piñuela et al, Primeiro relato de rastros de lagartos no Jurássico da Europa, Ichnos (2026). DOI: 10.1080/10420940.2026.2634103

Informações do diário: Ichnos 








quarta-feira, 13 de maio de 2015

Os Estromatólitos e a Explosão da Vida na Terra

Não é um dos objetivos do presente trabalho discutir a origem e a diversificação da vida sob prismas filosóficos ou religiosos, as pesquisas realizadas se constituem numa tentativa de organizar fatos e evidências científicas a fim de determinar a importância das primeiras formas de vida a se estabelecerem sob a superfície do planeta Terra e de que modo as mesmas podem estar associadas às modificações que há pelo menos 570 Milhões de anos (M.a.) alteraram drasticamente as condições ambientais do Globo Terrestre propiciando condições para um salto evolutivo do planeta: o surgimento da vida aeróbica, sua explosão e diversificação.
As primeiras formas de vida a se estabelecerem na Terra eram anaeróbicas e embora vários cientistas tenham se aventurado em experimentos que tentassem estabelecer a origem de tais formas, há ainda questões fundamentais não respondidas. Não existe consenso. Estudiosos e filósofos teorizaram através da hipótese conhecida como "Panspermia" que a origem da vida na Terra se dá a partir do extra-terreno, dentre tais propostas, uma das mais representativas é a de Arrhenius (1859 - 1927), que apresenta os meteoritos como responsáveis pelo transporte da vida de fora para a superfície do planeta.
A comunidade científica vivenciou e ainda vivencia fervorosos embates teóricos entre os defensores da hipótese panspermista e os representantes do "cenário corrente", de acordo com os quais a vida se originou na Terra.
Diante da falta de evidências que comprovem uma ou outra hipótese sobre a origem da vida, discutir a diferenciação e a evolução dos seres vivos é uma tarefa possível, pois, os registros fósseis se apresentam como "ferramentas" através das quais são estabelecidos contextos físicos, químicos e ambientais para as formas de vida "gravadas" (icnofósseis) ou fisicamente preservadas total ou parcialmente (somatofósseis). A partir desses contextos, a evolução das formas de vida pode ser traçada. Através do estudo de registros fósseis foi possível retroceder até a aproximadamente 540 Milhões de anos e identificar registros deixados pelas primeiras formas de vida - unicelulares e microscópicas.
Os registros mais antigos são icnofósseis conhecidos como Estromatólitos - biossedimentos - que rementem a 3,5 bilhões de anos (B.a), encontrados em Apex, na Austrália, como apresentamos na imagem 1.
Imagem 1: Microfósseis pré-Cambrianos. Os exemplares “e, f, g, h, i” são os mais antigos (3,465 B.a.), encontrados nos estromatólitos de Apex, na Austrália
Fonte: (J. W. Schopf et al. Nature, 416, 73, 2002).

Sendo as cianobactérias responsáveis pela biossedimentação que resulta na formação de estromatólitos seres fotossintetizantes, é importante procurar registros de fotossíntese em épocas remotas, assim, algumas evidências podem ser consideradas:
 
1ª. Na Groelândia, a formação rochosa Isua foi datada em 3,8 Bilhões de anos. Apesar de não conter nenhum organismo ou microorganismo fossilizado, apresenta uma anomalia no ter de carbono da grafite contida.
 
Os restos vegetais atuais apresentam o isótopo 12C e o isótopo encontrado na formação Isua é o 13C. Apenas a fotossíntese pode ser apresentada a fim de explicar tal anomalia no carbono.
Fonte: (J. W. Schopf et al. Nature, 416, 73, 2002).

2ª. Ocorreu a aproximadamente 3,7 Bilhões de anos a formação de imensos depósitos de Óxido de Ferro (BIF - Bandad Iron Formation). Como nessa época não existia oxigênio livre na atmosfera do planeta, a oxidação do ferro pode ter ocorrido a partir da ação de algas fotossintetizantes que liberaram o oxigênio nos oceanos, possibilitando a oxidação e a sedimentação do ferro, intercalado com outros sedimentos como carbonatos, também abundantes nos oceanos.
Apenas a partir da oxidação de todo o ferro dos oceanos é que o oxigênio pôde ser liberado para a atmosfera, o que se deu a aproximadamente 540 Milhões de anos, período que ficou marcado como a "Explosão do Cambriano" onde surgiram seres multicelulares aeróbicos e a vida se diversificou abundantemente.
As imagens 2 e 3 mostram como exemplo as faunas de ediacara (Pré-Cambriano: aproximadamente 600 milhões de anos) e de Burgess Shale (Cambriano: 520-515 milhões de anos). 
                                                                                           Imagem 2: Fauna de Ediacara. 
                                          Fonte:https://beebac-files.s3.amazonaws.com/2011/09/10/20539/file/1315668329_palocologie.pdf 
Alguma das espécies da diversidade biótica de Burgess Shale é descrita na figura por Sam Gon III e por John Whorrall.
Trilobites such as Olenoides serratus (1) were a minority among a diversity of arthropods such as Sidneyia (9), 
Waptia 
(17), Helmetia (13), Sanctacaris (18), Tegopelte (15), Naraoia (16), Leanchoilia (10), Canadaspis (12),
Odaraia (19), Marrella (11), and Burgessia (14), as well as oddities such as Opabinia (24), Wiwaxia (26), 
Hallucigenia 
(20), and the giant predator, Anomalocaris (28).
                                                                                 Fonte: http://www.trilobites.info/Burgess.htm

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fósseis mostram pegadas de animais mais antigas

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Fossils Show Earliest Animal Trails

ScienceDaily (Feb. 3, 2010) — Trails found in rocks dating back 565 million years are thought to be the earliest evidence of animal locomotion ever found.

The newly-discovered fossils, from rocks in Newfoundland in Canada, were analysed by an international team led by Oxford University scientists. They identified over 70 fossilised trails indicating that some ancient creatures moved, in a similar way to modern sea anemones, across the seafloors of the Ediacaran Period.


Fossil showing 565 million-year-old animal trail. (Credit: Oxford University)

The team publish a report of their research in the February edition of the journal Geology.

'The markings we've found clearly indicate that these organisms could exert some sort of muscular control during locomotion,' said Alex Liu of Oxford University's Department of Earth Sciences, an author of the paper. 'This is exciting because it is the first evidence that creatures from this early period of Earth's history had muscles to allow them to move around -- enabling them to hunt for food or escape adverse local conditions and, importantly, indicating that they were probably animals.'

Scientists compared the trails to those left by the modern sea anemone Urticina, and found many similarities suggesting that the animals that made them were anemone-like -- perhaps using a muscular disc-shaped 'foot' to get around as anemones do today.

Evidence for animal movement from before the Cambrian Period (542-488 million years ago) is very rare, which has led many palaeontologists to suggest that earlier organisms were stationary and perhaps resembled modern fungi rather than animals.
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Read more here/Leia mais aqui: Science Daily