Os cientistas conhecem o status de conservação de cerca de 86% das
espécies de mamíferos, graças à Lista Vermelha da União Internacional
para Conservação da Natureza (IUCN). A lista avaliou apenas cerca de 8% das espécies vegetais, no entanto.
Agora, uma nova abordagem forneceu uma maneira de determinar rapidamente o status de conservação das plantas , relata o The Guardian - e os resultados são terríveis.
Os cientistas testaram um algoritmo que considerava fatores como
redução da população e declínio do habitat em um banco de dados de mais
de 20.000 plantas de toda a África tropical.
A nova abordagem, embora não substitua o exame cuidadoso que os
cientistas realizam para a Lista Vermelha da IUCN, fornece uma maneira
rápida de julgar o estado das espécies.
Mas alguns pesquisadores alertam que essas abordagens podem levar a
resultados desnecessariamente alarmistas, e enfatizam a importância de
estudos menores, focados localmente, para avaliar espécies em risco.
* Correção, 3 de dezembro, 17:00: A foto que acompanha esta história foi atualizada.A foto anterior mostrou pelo menos uma planta que não é nativa da África e é considerada invasora.
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Extintos em dezenas de países, leões agora estão ameaçados em seu principal reino
Só restam 20.000 dessas grandes feras e não há garantias de que a espécie possa sobreviver
Um leão na reserva nacional de Masai Mara.FERNANDO MOLERES
Há poucas emoções tão intensas no mundo como a que produz contemplar um grande leão macho
em seu ambiente, na extensa savana africana, onde ainda continuam
reinando, apesar do imparável declínio da espécie. Restam apenas 20.000
leões, calcula-se – somente 4.000 machos –: estão desaparecendo de
vastas extensões da África que antigamente eram parte de seus domínios (ainda que existam 500 na Índia,
leões asiáticos) e, se nada for feito, a fera emblemática do planeta,
Simba, a essência do selvagem, pode se extinguir em pouco tempo.
Nessa
triste conjuntura, a nova versão, 25 anos depois, de O Rei Leão
da Disney, que chega às telas em 19 de julho, com os animais recriados
por realidade virtual, se tinge de um tom crepuscular, ainda que também,
ao relançar o interesse global pelo leões e a ameaça que sofrem, de
esperança.
Estávamos há dois dias tentando ver um, um de longa e espessa juba,
um senhor leão icônico, os de uma vida inteira, e Fernando, o
experiente fotógrafo dessa reportagem, começava a ficar impaciente.
Andamos para cima e para baixo em um veículo Off-Road no Triângulo, a
região oeste da famosa reserva nacional de Masai Mara (Quênia),
um dos lugares do planeta que mais são associados aos leões e à vida
selvagem, e já havíamos visto nesse oceano todo de grama, incluindo
grandes rebanhos de elefante, de búfalos, de antílopes, de zebras, de
gazelas, e também hienas, hipopótamos, grandes crocodilos, vários
guepardos, um mangusto com uma serpente na boca, javalis
(inevitavelmente apontados como “pumbas” —curiosamente, são a comida
preferida dos leões —) e uma inusitada quantidade de girafas; e até
várias leoas. Mas o leão nos escapava
. Fernando coçava a incipiente barba – entre saída e saída, já não nos
barbeávamos, embargados pela febre do leão – e batia na carroceira do
carro como Patton no comando de seus blindados cada vez que o motorista
fazia a menção de parar para nos mostrar alguma coisa. “Vamos, vamos, já
vimos! Vamos em busca do leão!”, gritava.
Naquela
tarde voltávamos da visita ao povoado masai, incômodos vizinhos dos
leões, depois do portal de Oloololo, um dos que se atravessam para sair
da reserva, e, de novo no parque, voltávamos ao hotel-safári de Mara
Serena onde estávamos alojados (uma grande mudança para alguém que em
1982 acampou em uma humilde barraca ao lado do Sand River à mercê das
hienas).
Ao cruzar as planícies de Paradise Plain e Olpunyata Swamp, que
costumam inundar nas estações de chuvas fortes,
o céu, imenso como só o é na África, apresentava um aspecto magnífico e
ameaçador, coberto de nuvens enormes pelas quais se filtrava uma luz
sobrenatural que dava uma nota ainda mais dramática naquele território
infinito e indômito. O motorista, Freddy, nos levou pelos campos ao pé
de uma árvore solitária, uma grande acácia.
De seus ramos mais altos se
dependurava incongruentemente um impala. Era a despensa de um leopardo. A
ideia de ver um leopardo, um dos Cinco Grandes da África, animou Cecile
e Sergio, os outros dois fotógrafos profissionais com quem dividíamos
veículo e aventura nesse dia. Mas Fernando estava inflexível.
“Precisamos do leão”, estabeleceu. Enquanto discutíamos, o dedo do
motorista apontou entre os pastos. “Simba”, disse. Olhamos e lá estava, um macho impressionante,
solitário, ainda que seguido de longe por duas hienas. Avançava com uma
imponência em que se concentravam todo o poder da paisagem e do jogo de
vida e morte nessa terra primitiva e selvagem. Seguimos o leão em sua
andança por seu reino, como tímidos súditos carregados de teleobjetivas
e, no meu caso, de binóculos e meu bloco de notas.
Às
vezes parava, levantava a cabeça e, quando o vento agitava sua juba,
parecia avistar ao longe algo que não víamos. Acabou passando diante de
nós, tão perto que pudemos admirar a espantosa potência de cada músculo
de seu corpo, medir as letais presas em sua boca entreaberta e até mesmo
sentir o odor acre que a fera exalava. Em um instante inesquecível
pareceu olhar diretamente para mim. Olhos de cor âmbar em que não havia
nem piedade e culpa; somente a atávica expressão de domínio do predador
diante da presa.
Continuou avançando para onde quer que seu impulso e
sua régia vontade o levavam e então sua silhueta se recortou contra a
tempestade que chegava do oeste como uma muralha de escura violência.
Era uma imagem tão terrivelmente bonita e sugestiva que parecia brotar
diretamente de um sonho. O grande leão dourado, sobre o qual caíam os
derradeiros raios de luz, se destacava como um estranho motivo heráldico
radiante e ao mesmo tempo diminuía sobre o assustador peso do céu. Uma
imagem sobrenatural com a força de um símbolo e de um augúrio.
O leão
continuou marchando sem se deter, impassível, rumo à tempestade e ao
crepúsculo. Olhei para Fernando, suas duras feições transfiguradas por
uma forte emoção; tínhamos o leão e ao mesmo tempo era impossível não
pensar, enquanto desaparecia no horizonte, que o perdíamos para sempre.
O leão acabou passando diante de nós. Era possível sentir o odor acre que a fera exalava
A viagem ao Quênia, organizada pela Disney,
serviu para observar alguns dos locais mais importantes que inspiraram o
novo e inovador O Rei Leão. Os diretores visitaram diferentes locais do
país para experimentar os animais de seus entornos, pegar referências
reais e recriar virtualmente as paisagens do filme, um processo
tecnológico semelhante ao que já foi utilizado pelo mesmo diretor Jon
Favreau em sua versão de Mogli: O Menino Lobo (2016). Favreau quis que
tudo o que aparece no filme estivesse firmemente enraizado na realidade.
“Temos um grande respeito pelo O Rei Leão original, símbolo de toda uma
geração, mas isso é outra coisa, damos mais verdade, uma experiência
que parece real”, afirmou James Chinlund, designer de produção, em uma
entrevista coletiva em Nairóbi,
em um jardim em que voavam coloridos suimangas (espécie de pássaro) de
assombrosa beleza. “Mogli já mostrou que era possível recriar com
tecnologia digital um mundo orgânico; agora fomos mais longe”.
O
Masai Mara foi especialmente usado como referência no filme, inspiração
do reino de Mufasa, com seu mar de grama e acácias e seus céus
mutáveis; as Chyulu Hills, cujas formações pétreas foram a base para a
Rocha do Orgulho. O monte Quênia, cuja mata tropical serve de cenário
para o crescimento de Simba com Timão e Pumba, e os Aberdare, velho
santuário dos Mau Mau, cujas impressionantes cachoeiras são o palco do
retorno de Nala à vida de Simba (quase não há leões nesses montes: foram
levados a outros lugares pra que não ameacem a população única de
bongos).
O ocaso no Masái Mara.Fernando Moleres
A
Disney sabe que o círculo da vida se fecha para Simba e da queda livre
dos leões, de modo que a empresa se comprometeu decididamente nas
inciativas para sua conservação. A Disney lançou junto com o filme a
campanha The Lion King: Protect the Pride (O Rei Leão: Proteja o
Orgulho) para apoiar a organização Lion Recovery Fund
e seu objetivo de dobrar a população de leões até 2050 através de
iniciativas que envolvem diversas comunidades. A ideia de que Simba pode
salvar Simba é, evidentemente, sugestiva.
Em um século, calcula-se, os leões perderam 75% de seu território africano
Em
1880 calcula-se que existam na África 1,2 milhão de leões (Panthera
leo). Nos anos cinquenta do século XX haviam diminuído a 500.000; nos
anos noventa ainda eram 100.000; hoje só restam menos de 20.000 (ainda
que não exista nada tão difícil como contar leões), distribuídos em
populações que em muitos casos não asseguram o relevo geracional.
Especialistas dos chamados reis da selva, como Dereck Joubert,
explorador residente da National Geographic (e, afirmo, homem com vista
excepcional para descobrir leões na natureza: percorremos o mesmo Masai
Mara em 2012), alertam que em pouco tempo poderemos ficar sem eles.
Sua principal ameaça, após milênios de temor, admiração, veneração,
capturas e caças como o maior troféu, somos nós, os humanos.
Não só pela
caça, legal ou ilegal (cinco vezes maior do que a anterior). O
principal fator contra os leões hoje na verdade é a diminuição contínua e
imparável de seu habitat pela pressão do homem, pelo aumento
demográfico exponencial, para conseguir novos espaços à criação de gado e
agricultura. Sua geografia
desaparece. E ainda é preciso adicionar a mudança climática. Em um
século, calcula-se, os leões perderam 75% de seu território africano. Um
estudo oficial sobre a diminuição do leão na África alerta que sem uma
intervenção decisiva nos próximos 20 anos, a população de leões cairá à
metade, antessala de sua extinção.
O leão já desapareceu ao longo da história de muitos dos países em que era abundante: na Grécia,
onde eram caçados por Alexandre Magno, no século I; na Geórgia,
Armênia, Azerbaijão, mil anos depois; na Palestina, durante as cruzadas;
na Turquia,
no final do século XIX; no Iraque, o último foi caçado perto do rio
Tigre em 1918; no Irã, onde eram o símbolo da Pérsia, na década de 1960.
Só sobrevivem fora da África em uma pequena região da Índia, em Gir, no
Gujarat, onde se conserva uma população de 520 leões asiáticos (a
subespécie Panthera leo persica) vulnerável à consanguinidade e a
qualquer epidemia.
Em When the Last Lion Roars. The Rise and Fall of the King of the Beasts,
um dos livros recentes e eloquentes sobre o destino do leão e uma obra
tão iluminadora como comovente, a escritora especialista em vida
selvagem Sara Evans mostra um panorama desolador. Já existem subespécies
africanas de leão extintas, como o leão-do-atlas, tido por muitos como
arquetípico, que desapareceu na década de 1950, em parte por culpa do desmatamento causado pela guerra da Argélia.
A situação do leão é crítica na África ocidental, onde vivem os leões
mais ameaçados e menos protegidos: só são encontrados em 5 países
comparados com os 15 de 20 anos atrás, e confinados em 1% do território
da época. Na Costa do Marfim e Gana praticamente desapareceram. Em 2015
foi avistado um no Gabão, o primeiro desde 1996. Benin, Burkina Faso,
Níger, Nigéria e Senegal somam entre todos menos de 400 leões.
De fato,
só existem quatro países africanos em que o número de leões não está em
queda livre: Botsuana (3.000, 2.000 no Okavango), Namíbia, África do Sul
e Zimbábue.
Unicamente nesses países, além de Tanzânia, Quênia,
Moçambique e Zâmbia, há grupos de mais de 500 leões adultos,
considerados as “fortalezas” desses felinos. Evans diz que desaparecem
diariamente e que em 75 anos 90% podem desaparecer, o que tornaria
praticamente inviável a espécie. Os que ficarem seriam “mortos vivos”. É
preciso lembrar que o leão, como carnívoro principal, desempenha um
papel decisivo na ecologia do continente e sua extinção provocaria uma
catástrofe ambiental.
Um leão no mato alto é difícil de ser avistado até já estar bem pertoFernando Moleres
No
Quênia, onde os leões nasceram evolutivamente há três milhões de anos, e
de onde era a famosa Elsa de Uma Leoa Chamada Elsa e é o Simba da
Disney, a sobrevivência do leão não está de modo nenhum livre de
ameaças, alerta James Clarke, escritor cientista e membro fundador da
ONG Endangered Wildlife Trust,
autor de Overkill, the Race to Save Africa’s Wildlife. Em todo o país,
calcula-se, existem 3.000 (somente 2.000 de acordo com Clarke) divididos
em 18 populações, das quais somente dois grupos têm mais de 500
indivíduos. A vizinha Tanzânia, por outro lado, tem muitos mais, quase a
metade de todos os leões da África, mais de 7.000 somente na grande
reserva de Selous. No Tsavo queniano, o lugar dos célebres devoradores
de homens caçados pelo coronel Patterson, restam apenas 50, o que pode
significar que esse local emblemático ficará sem leões. Mesmo no paraíso
selvagem de Masai Mara, ainda que as autoridades sejam muito cautelosas
com os números, sua população parece ter diminuído. A primeira vez que
visitei a reserva, em 1982, eram sem dúvida mais abundantes: você os
encontrava por todos os lados e era comum presenciar caçadas (vi uma
zebra ser morta e um babuíno, esquartejado: não é um espetáculo
agradável). Em 2012, apesar de ir com os especialistas Joubert – Dereck e
sua esposa, Beverly –, que é como ir com Custer ver os índios, havia
obviamente menos leões. Nesse ano, como expliquei, foi difícil ver um
grande macho, ainda que tenhamos visto uma fêmea em um açude e outras
duas com filhotes sobrevoando a região com um balão (uma maneira de
observar muito terreno fácil e confortavelmente, especialmente se você
não aterrissa, como quase nos aconteceu, sobre as feras).
No
Triângulo de Mara existem seis alcateias identificadas. São formadas
basicamente por fêmeas (parentes entre elas), filhotes e quase adultos,
com um grande macho dominante (o Mufasa da vez) ou às vezes uma coalizão
de dois ou mais. Entre os territórios das alcateias se movimentam
patrulhando os machos solitários ou em pequenos grupos, expulsos das
alcateias ao completar dois anos de idade. Esses machos competem
ocasionalmente contra os dominantes para conseguir a liderança de uma
alcateia. Quando o conseguem, após lutas que podem ser épicas, se
entregam como Herodes a uma verdadeira operação de infanticídio, matando
os filhotes do rei anterior para que suas fêmeas voltem a entrar no cio
para que eles possam cruzar com elas (de modo que o tio Scar em O Rei
Leão não está totalmente fora de lugar). O mecanismo é complexo e às
vezes acaba em catástrofes para as alcateias.
Vista das montanhas Aberdare, no Quênia.Fernando Moleres
Durante
uma das andanças pela reserva, um guia me falou de um leão que havia
causado um dramático desequilíbrio em 2009. Não se chamava Scar, e sim
Notch, e era uma fera poderosa que se movimentava acompanhado por três
de seus filhos já adultos que agiam como uma quadrilha.
O problema com Notch era que entrava nas alcateias, vencia o macho
dominante, matava seus filhotes e copulava com suas esposas, mas depois
seguia seu caminho, repetindo o esquema viciosamente e deixando as
alcateias sem líder e abandonadas a sua sorte. Somente uma alcateia das
sete do Triângulo, a de Oloololo, permaneceu estável nesse tempo
calamitoso até que o equilíbrio se restabeleceu com a morte de Notch. A
história demonstra como são delicadas por sua natureza intrinsecamente
social as populações de leões. A ação humana, eliminando especialmente
machos, causa efeitos tremendos nas alcateias.
Alfred Bett, guarda do Mara Conservancy, o órgão que protege o triângulo (aqui não existem rangers
do Kenya Wildlife Service), me disse uma noite no Mara Serena, o bar
com melhor vista do mundo em que você se sente como Denys Finch Hatton e
Allan Quatermain, que defender o parque requer coragem, pois os caçadores ilegais
não utilizam somente lanças e flechas envenenadas (também contra eles) e
sim armas automáticas. Em 2015 os caçadores e criadores de gado
irritados do entorno do parque envenenaram oito dos leões de uma das
alcateias mais populares do Masai Mara, a dos pântanos, protagonista do
programa da BBC Big Cat Diary. “O trabalho é patrulhar e retirar
armadilhas. A caça ilegal se reduziu graças à colaboração com a vizinha
Tanzânia”. O guarda lamenta que o turismo tenha diminuído no Quênia, o
que repercute nos fundos para proteger os animais.
Piquenique ao estilo Memórias da África no mesmo lugar.Fernando Moleres
Sobre
os leões, afirma que a população no Masai Mara é estável. “Não aumenta e
não cai, há 69 no Triângulo e 468 ao todo no Masai Mara” (há poucos
anos havia 547, de acordo com outras fontes). “Pudemos solucionar
problemas com as populações masai, pagando pelas vacas que os leões
matam e sobretudo incorporando os próprios masai em projetos de defesa
da vida selvagem”. Esses planos incluem programas como os Guardiões dos
Leões, Defensores dos Leões e Guerreiros da Vida Selvagem, que estão
tentando mudar a mentalidade das comunidades vizinhas para que o leão
não seja visto como um inimigo e um problema (um inimigo ancestral que
os jovens masai devem matar para se tornar guerreiros em um ritual do
olomayio), e sim como uma possível fonte de riqueza, e de prestígio, que
merece ser protegida. De qualquer forma, viver perto da reserva não é
fácil e ocorram casos em que os leões não se contentaram em atacar o
gado. De fato, a frequência dos ataques a humanos na África (120 por ano
somente na Tanzânia) aumenta proporcionalmente ao avanço das populações
sobre os últimos espaços livres. Um estudo citado por Sara Evans diz
que que entre 1990 e 2006 os leões mataram 563 pessoas no continente.
Por sua vez, 100 leões morrem por ano no Quênia – onde é ilegal matá-los
– como resultados do conflito com os criadores de gado. Mas uma mudança
de mentalidade positiva está ocorrendo em algumas regiões.
Alfred
Bett não soube me dizer o nome do macho que vimos na tempestade. Mas
sem dúvida, frisou, não era o grande Scarface, provavelmente o leão mais
famoso do Mara, de 12 anos, um grande rei e uma verdadeira lenda vida
que devora hipopótamos. “Você o teria reconhecido pelo tamanho e as
marcas dos muitos combates que travou”. Scarface recebeu um ferimento de
lança de um guerreiro masai de quem tentava roubar uma vaca e perdeu o
olho direito em uma luta para conseguir a líder das fêmeas da famosa
alcateia dos pântanos, protagonista, além do programa de televisão
mencionado, do famoso livro The Marsh Lions, de Brian Jackman, Jonathan e
Angie Scott.
Zebras no Masai Mara. São uma das presas habituais dos leõesFernando Moleres
A
recente e dramática morte em 2005 no Zimbábue, por um ignorante caçador
e dentista de Minnesota com balestra, de um leão monumental e icônico, o famoso Cecil,
significou um golpe nas consciências e um momento chave na conservação
do leão, o momento Cecil. De repente, muita gente percebeu como a
situação dos grandes felinos era delicada, de como é estúpido matá-los
por prazer, e de como seria triste e chato um mundo sem eles. Os três
desafios básicos agora, lembram os conservacionistas, são proteger seu
habitat, envolver maciçamente as pessoas em sua defesa e conseguir
financiamento dos países ricos para pagar a conservação dos leões que as
nações africanas não podem assumir sozinhas.
A queda do turismo no Quênia repercute nos fundos para proteger aos animais
Em 12 países da África ainda se pode caçar leões legalmente (200 por ano na Tanzânia).
O fato de que os caçadores matam principalmente machos, e machos
poderosos, faz com que se acelere o ciclo natural que vimos de
infanticídios nas alcateias. Os leões também são caçados por seus ossos,
que estão substituindo os do tigre na medicina natural chinesa. E são
comprados a preço de ouro. Muitos conservacionistas pedem que o leão
africano seja incluído no apêndice I do convênio CITES (está no II) com
as espécies em maior perigo, o que faria com que se proibisse o comércio
de troféus e partes do leão (já é ilegal na Austrália e na França, caso
único na UE). Outra ameaça para os leões são as doenças, entre elas a
síndrome de imunodeficiência felina. São também sensíveis às epidemias
transmitidas pelos cachorros e gado que vivem perto de seus territórios.
Em 1995 a cinomose matou mil leões no Serengueti, um terço de sua
população.
A viagem ao Quênia para ver leões graças ao O
Rei Leão foi recheada de momentos mágicos: a chuva noturna de
escaravelhos – um caiu em minha taça de vinho –, o rastro de hipopótamos
na pista enlameada do aeroporto ao lado de Mara Serena, o fogo dos
balões ao inflarem-se na madrugada, os búfalos castrados pelas hienas
nos Aberdare, a nuvem de formigas voadoras gigantes recortadas contra o
Cruzeiro do Sul, a enorme língua azul de uma girafa e o pé de Aude ao
lado da pegada de um leopardo. Mas, principalmente, permanece indelével o
olhar do leão, aquele lampejo amarelo que fulgurou na savana antes de
se apagar no formidável crepúsculo que deixou a África às escuras.
sexta-feira, 26 de julho de 2019
Ocean snail is first animal to be officially endangered by deep-sea mining
Valuable metals and minerals pepper the creature's habitat, drawing commercial interest to the sea floor.
The scaly-foot snail (Chrysomallon squamiferum) coats its shell and tiny plates on its foot with iron that it takes out of the surrounding seawater.Credit: David Shale/Nature Picture Library
A snail that lives near hydrothermal vents on the ocean
floor east of Madagascar has become the first deep-sea animal to be
declared endangered because of the threat of mining.
The International Union for Conservation of Nature (IUCN) added the scaly-foot snail (Chrysomallon squamiferum) to its Red List of endangered species on 18 July — amid a rush of companies applying for exploratory mining licenses.
“This
is an important step towards alerting policymakers to the potential
impacts deep-sea mining may have on biodiversity,” says Lisa Levin, a
biologist at the Scripps Institution of Oceanography in La Jolla,
California.
The scaly-foot snail is found at only three
hydrothermal vents in the Indian Ocean, occupying a total area roughly
the size of two American football fields, says Julia Sigwart, a deep-sea
biologist at Queen’s University Belfast, UK.
Two of those three vents are currently under mining exploration licences, says Sigwart, who co-authored a Commentary1 on the snail’s listing in Nature Ecology & Evolution, published on 22 July.
Um caracol que vive perto de fontes hidrotermais no fundo do oceano a leste de Madagascar se tornou o primeiro animal de alto mar a ser declarado ameaçado por causa da ameaça da mineração.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) acrescentou o caracol (Chrysomallon squamiferum) à sua Lista Vermelha de espécies ameaçadas em 18 de julho - em meio a uma onda de empresas que solicitam licenças de mineração exploratória. "Este é um passo importante para alertar os formuladores de políticas sobre os impactos potenciais que a mineração em águas profundas pode ter sobre a biodiversidade", diz Lisa Levin, bióloga do Scripps Institution of Oceanography, em La Jolla, Califórnia.
O caracol é encontrado em apenas três fontes hidrotermais no Oceano Índico, ocupando uma área total do tamanho de dois campos de futebol americano, diz Julia Sigwart, bióloga de mar profundo da Universidade Queen's de Belfast, no Reino Unido. Duas dessas três aberturas estão atualmente sob licenças de exploração de minas, diz Sigwart, coautor de um Comentário 1 sobre a listagem de caracóis na Nature Ecology & Evolution, publicada em 22 de julho.
Better visibility
Even
one exploratory mining foray into this habitat could destroy a
population of these snails by damaging the vents or smothering the
animals under clouds of sediment, says Chong Chen, a deep-sea biologist
and Commentary coauthor at the Japan Agency for Marine-Earth Science and
Technology in Yokosuka.
For decades, mining companies have been looking to extract valuable minerals and metals
that form near hydrothermal vents. When the hot, mineral-laden water
from a vent mixes with cold seawater, it deposits materials, such as
manganese and copper, on the ocean floor. Collecting these deposits was
once considered too difficult and expensive. But technological advances
are now making it economically feasible.
Full-scale mining can’t
begin in international waters until the International Seabed Authority
(ISA) — a United Nations agency tasked with regulating sea-bed mining —
finalizes a code of conduct, which it hopes to do by 2020.
Levin
cautions that it’s not yet clear what effect the presence of an
endangered species would have on the regulation of mining activities
(see related News Feature).
“The [ISA] regulations are still being drafted, and there’s currently
debate over whether environmental guidelines will be mandatory or just
recommended,” she says.
Sigwart and Chen say that now is a good time to raise awareness of the vulnerability of hydrothermal-vent ecosystems.
Getting the scaly-foot snail on the Red List is the first step. “Being
on that list means something to policymakers and ordinary people,” says
Chen.
Counting threats
The biggest challenge to
determining whether the scaly-foot snail warranted inclusion on the Red
List was figuring out how to assess the extinction risk for animals that
live in one of the weirdest habitats on Earth, says Elin Thomas, a
graduate student in Sigwart’s lab and a coauthor of the Nature Ecology & Evolution Commentary.
When
the IUCN considers whether to include an organism on the Red List,
researchers examine several factors that could contribute to its
extinction. They include the size of a species’ range and how fragmented
its habitat is.
But hydrothermal vents naturally occupy
relatively small areas of the sea floor, says Thomas. And they occur
only where ocean water that has percolated into Earth’s crust can shoot
back out into the deep sea, resulting in a spotty distribution.
After
discussions with the IUCN and other researchers, Sigwart and her team
settled on two criteria that they could use to assess the extinction
risk for deep-sea species: the number of vents where they’re found, and
the threat of mining.
In addition to the scaly-foot snail, the
researchers are assessing at least 14 more hydrothermal vent species for
possible inclusion on the Red List later this year.
Too soon to tell
Chen
is optimistic that Red-List status will dissuade investors from
pursuing projects that could harm endangered species. He points to
organizations such as the World Bank, that require groups applying for
grants to consider the effects that their projects could have on Red
Listed species.
But Holly Niner, who studies ocean environmental
policy at Aalborg University in Denmark, says it's too soon to know how
the presence of endangered animals will affect deep-sea mining
activities. Hopefully regulatory officials and industry will protect
vulnerable areas and direct mining operations to less sensitive
habitats, she says.
“These are fragile areas under threat, and
it’s not like we researchers can start a breeding programme for
deep-sea-vent creatures,” says Sigwart. “We can only try to protect
what’s there.”
Nature571, 455-456 (2019)
doi: 10.1038/d41586-019-02231-1
quarta-feira, 7 de março de 2018
Lamentável...Espécie de puma é declarada oficialmente extinta
Espécie de puma é declarada oficialmente extinta
O Diário Oficial dos EUA anunciou a extinção do puma do leste, subespécie da suçuarana-norte-americana (puma concolor couguar).
Esses animais eram vistos praticamente em todos os estados americanos
que ficam ao leste do Rio Mississipi, mas foi dizimado por serem uma
ameaça aos rebanhos.
O puma concolor couguar foi registrado na lista de espécies em perigo de
extinção em 1973, mas não há qualquer evidência de sua existência desde
1938.
Oitenta anos depois de sua última aparição, e após uma longa disputa com
as entidades responsáveis por preservar a fauna silvestre dos Estados
Unidos, essa subespécie foi oficialmente declarada extinta.
Calcula-se que a cada dia cerca de 150 espécies de animais desaparecem
no mundo todo em consequência da poluição ambiental e da redução dos
seus habitats naturais.
Atlas de répteis destaca Cerrado e Caatinga como regiões importantes para conservação
05 de dezembro de 2017
Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – Um
grupo internacional de pesquisadores mapeou mais de 10 mil espécies de
répteis terrestres, preenchendo uma lacuna no Atlas da Vida, a primeira
síntese global da distribuição de vertebrados terrestres. Como os
répteis representam um terço da diversidade de vertebrados terrestres, a
confecção do mapa da distribuição de répteis tem impacto importante em
iniciativas de conservação.
Primeiro mapeamento global de
répteis é incluído no Atlas da Vida de vertebrados. Iniciativa propõe
novas estratégias para a conservação da biodiversidade (foto: Márcio Martins)
O mapeamento da distribuição de aves, mamíferos e anfíbios já havia
sido concluído em 2008, mas os répteis não foram incluídos porque as
prioridades da União Internacional para a Conservação da Natureza
(IUCN), que centralizava esses esforços juntamente com ONGs de
conservação, foram dirigidas para outros grupos de organismos.
Desde então, o conhecimento sobre répteis aumentou muito, o que
permitiu o mapeamento de 6.110 espécies de lagartos, 3.414 de serpentes e
322 de quelônios. Os dados completam o mapa global das mais de 31 mil
espécies dos vertebrados tetrápodes (grupo que exclui os peixes), com
cerca de 5 mil mamíferos, 11 mil aves e 6 mil anfíbios.
O mapeamento dos répteis foi descrito em Nature Ecology & Evolution,
em um trabalho liderado por pesquisadores das universidades Oxford e de
Tel Aviv, que contou com a colaboração de outras 30 instituições de 13
países. Quatro cientistas brasileiros, sendo dois da Universidade de São
Paulo, um da Universidade de Brasília e um do Museu Paraense Emílio
Goeldi, participaram do estudo e coordenaram parte do mapeamento na
América do Sul, junto com pesquisadores do Equador e da Colômbia.
O mapeamento revelou padrões inesperados e regiões de alta
biodiversidade em zonas não consideradas prioritárias para conservação.
Entre elas estão a Caatinga e o Cerrado brasileiros e a região sul dos
Andes no Chile. Outras regiões que mostraram ser pontos de alta
biodiversidade são o deserto central da Austrália, o sul da África, as
Estepes Euroasiáticas e a Península Arábica.
“Ao inserir répteis no Atlas da Vida – que têm padrões de
distribuição diferentes de mamíferos, aves e anfíbios – surgem algumas
áreas inesperadas. Isso ocorre porque a fisiologia dos répteis permite
que eles se adaptem bem melhor em áreas abertas, não florestais, em
geral negligenciadas quanto à diversidade biológica”, disse Cristiano Nogueira, pesquisador do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do estudo, à Agência FAPESP.
“No Brasil, sabemos que boa parte dos lagartos tem a distribuição
centrada em áreas abertas ou semiáridas, como o Cerrado e a Caatinga, e
existem várias espécies endêmicas nessas regiões. Em geral, áreas que
concentram muitas espécies endêmicas são insubstituíveis, e sempre
surgem como prioridades, ainda mais quando negligenciadas em estratégias
anteriores”, disse Nogueira, cujo estudo tem apoio da FAPESP por meio do programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.
Importância local
Embora a diversidade de lagartos seja muito maior que a de serpentes,
localmente é comum haver maior diversidade dessas últimas. “Podemos
encontrar, em áreas extensas, uma mesma espécie de serpente, pois elas
em geral apresentam distribuições mais amplas; já as espécies de
lagartos variam muito de uma área para outra”, disse Nogueira.
Segundo ele, essa questão ressalta a importância do estudo de
répteis, principalmente de lagartos, para a conservação. “Com um
mapeamento detalhado, percebemos cada vez mais que uma grande unidade de
paisagem, como a Amazônia, não é algo único. O Escudo das Guianas, por
exemplo, tem uma diversidade de fauna completamente diferente da
encontrada ao sul do rio Amazonas. Por isso, sem conhecer em detalhe a
distribuição e diversidade dos organismos, é muito difícil elaborar boas
estratégias de conservação”, disse.
O mesmo ocorre com o Cerrado, a Mata Atlântica e outras regiões
naturais do continente. No Cerrado, com os dados detalhados pelo
mapeamento de répteis, estudos anteriores puderam delimitar, pelo menos,
13 grandes subunidades biogeográficas.
Nogueira explica que a parte Sul do Cerrado– que abrange São Paulo,
Minas Gerais e parte do Mato Grosso do Sul – é a mais ameaçada e abriga
uma fauna de répteis diferente do Cerrado Central – Brasília, Chapada
dos Veadeiros –, que, por sua vez, também difere do Cerrado do Oeste da
Bahia.
“Com o mapeamento da distribuição de animais podemos ter uma visão
mais detalhada dessas subunidades, pois a conservação em cada uma delas
exige estratégias diferentes e localizadas”, disse.
Impacto na Lista Vermelha
Nogueira explica que as listas da União Internacional para a
Conservação da Natureza (IUCN) costumam ser feitas em reuniões de
pesquisadores, antes da confecção dos mapas detalhados. “Normalmente, os
mapas de distribuição usados em conservação são incompletos, algumas
vezes feitos durante as oficinas de avaliação, em reuniões de alguns
dias, sem haver um esforço prévio de confecção dos mapas e revisão de
registros de ocorrência. Desta vez, foi feito ao contrário: primeiro o
mapa dos répteis e depois a lista. Com isso, as reuniões e discussões de
ameaça foram muito mais embasadas, pois utilizaram dados com milhares
de pontos anteriormente revisados pelos pesquisadores e mapas que vinham
sendo aperfeiçoados continuamente há alguns anos”, disse.
Um exemplo dessa melhora foi a redução de espécies na categoria
“dados deficientes” das Listas Vermelhas da Fauna Brasileira, que
seguiram as diretrizes da IUCN. “Em anfíbios, que teve a lista feita
antes do mapeamento mais detalhado, cerca de 20% das espécies estão como
dados deficientes. Em serpentes, essa taxa é de 6%. Isso tem relação
com a qualidade dos mapas. O nível de segurança na tomada de decisões
quando se tem bons mapas aumenta muito”, disse Nogueira.
Para os pesquisadores, além da importância nas listas brasileiras de
espécies ameaçadas, o mapeamento dos répteis tem relevância global na
conservação das espécies.
“As avaliações de risco de extinção de mamíferos, aves e anfíbios já
contavam com mapas gerados durante iniciativas globais. Por esse motivo,
praticamente todas as espécies desses grupos já haviam sido avaliadas
na lista mundial. Já os répteis vêm recebendo atenção nesse sentido
apenas recentemente e somente pouco mais da metade das espécies desse
grupo já foi avaliada”, disse à Agência FAPESP Marcio Martins, professor do Instituto de Biociências da USP e também autor do estudo. Martins teve apoio da FAPESP por meio de Projeto Temático já concluído.
O artigo The global distribution of tetrapods reveals a need for targeted reptile conservation
(doi: http://dx.doi.org/10.1038/s41559-017-0332-2), de Uri Roll, Anat
Feldman, Maria Novosolov, Allen Allison, Aaron M. Bauer, Rodolphe
Bernard, Monika Böhm, Fernando Castro-Herrera, Laurent Chirio, Ben
Collen, Guarino R. Colli, Lital Dabool, Indraneil Das, Tiffany M. Doan,
Lee L. Grismer, Marinus Hoogmoed, Yuval Itescu, Fred Kraus, Matthew
LeBreton, Amir Lewin, Marcio Martins, Erez Maza, Danny Meirte, Zoltán T.
Nagy, Cristiano de C. Nogueira, Olivier S. G. Pauwels, Daniel
Pincheira-Donoso, Gary D. Powney, Roberto Sindaco, Oliver J. S.
Tallowin, Omar Torres-Carvajal, Jean-François Trape, Enav Vidan, Peter
Uetz, Philipp Wagner, Yuezhao Wang, C. David L. Orme, Richard Grenyer e
Shai Meiri, pode ser lido no Nature Ecology & Evolution B em https://www.nature.com/articles/s41559-017-0332-2.
sábado, 10 de setembro de 2016
Conheça animais ameaçados de extinção no planeta167 fotos
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26.ago.2015
- Dois gaviais são vistos no zoológico de Praga, na República Tcheca.
Desde a 1970, o animal é uma espécie figura na lista vermelha das
espécies ameaçadas de extinção da UICN (União Internacional para a
Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais). O zoológico de Praga é
o único da Europa que se encarrega de preservar a espécie.
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11.jul.2016
- O golfinho de Maui, espécie seriamente ameaçada de extinção, nada na
costa oeste da Ilha Norte da Nova Zelândia. A Comissão Baleeira
Internacional exortou o país a tomar ações urgentes para salvar o
golfinho mais raro do mundo da extinção. Estima-se que haja menos de 50
exemplares do golfinho no mundo Imagem: Steve Dawson/Otago University e NZ Whale and Dolphin Trust/AFP.
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A
morte do 'George Solitário', ocorrida em 2012, não extinguiu a espécie
das tartarugas gigantes das ilhas Galápagos. A Direção do Parque
Nacional de Galápagos descobriu mais 17 tartarugas - nove fêmeas, três
machos e cinco jovens - com o mesmo gene da tartaruga habitando o vulcão
Wolf da ilha Isabela, que integra o arquipélago equatoriano Imagem: Parque Nacional de Galápagos/AP.
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Cinco
espécies brasileiras estão entre os cem animais mais ameaçados do
planeta, segundo lista da União Internacional para a Conservação da
Natureza (IUCN, na sigla em inglês) e da Sociedade Zoológica de Londres.
O preá ("Cavia intermedia") é o mamífero mais raro do mundo, diz o
relatório, por ter apenas cem indivíduos nas matas de Santa Catarina, na
região Sul. No entanto, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade) afirma que há animais que correm maiores riscos de
extinção no país, pois estão desprotegidos e fora de Unidades de
Conservação ou Reservas Ecológicas, sem plano de ação Imagem: Luciano Candisani.
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O
mascote da Copa, o tatu-bola ("Tolypeutes tricinctus"), é classificado
como "em perigo de extinção" desde 2013. Segundo escala usada pela IUCN,
o risco de extinção do mamífero, que já era considerado alto, passa a
ser considerado muito alto. A vice-presidente do grupo de pesquisa sobre
Xenartros (tatus, tamanduás e preguiças) da IUCN, a brasileira Flávia
Miranda, que participou do levantamento do ICMBio, disse que a espécie
perdeu mais de 50% de seu habitat nos últimos dez anos VEJA MAIS >Imagem: Mark Payne-Gill/Acervo Associação Caatinga.
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Dos
cinco animais brasileiros presentes na lista da IUCN, apenas a
borboleta "Actinote zikani", encontrada na região da Mata Atlântica de
São Paulo, possui o maior risco de extinção para o ICMBio. O órgão
ambiental do governo brasileiro afirma que a destruição e a degradação
do habitat, provocada principalmente pela poluição do Parque Industrial
de Cubatão, em São Paulo, contribuíram para o desaparecimento da colônia
do Alto da Serra Imagem: André Freitas.
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A
ararinha-azul ("Cyanopsitta spixii") é um animal extinto da natureza,
de acordo com o ICMBio - ou seja, a ave só é encontrada em cativeiros. O
comércio ilegal a partir da década de 1970 foi o principal fator para
eliminá-lo, assim como a perda da vegetação nas margens de riachos na
Caatinga Imagem: Al Wabra Wildlife Preservation.
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A
degradação da Mata Atlântica nordestina e a caça ilegal causaram a
extinção da natureza do mutum-do-Nordeste ("Mitu mitu") - segundo dados
do ICMBio, só 120 espécimes puras estavam em cativeiro em 2005 Imagem: Lucas Leite/ICMBio.
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O
desmatamento e a alteração do habitat são as ameaças mais sérias para a
conservação do limpa-folha-do-nordeste ("Philydor novaesi"). A espécie
vive em bando nas copas das árvores e se alimenta de artrópodes
capturados em troncos e folhas secas Imagem: Carlos Gussoni.
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O
cardeal-amarelo ("Gubernatrix cristata") é uma espécie só encontrada no
bioma do Pampa, no Sul do Brasil. A plumagem vistosa e o canto
agradável tornam a espécie uma das mais cobiçadas pelo mercado ilegal de
pássaros silvestres, diz relatório do ICMBio Imagem: Alvaro Riccetto Revello/Projeto Cardeal Amarelo.
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O
soldadinho-do-araripe ("Antilophia bokermanni") está entre os cem
animais com alto risco de extinção do planeta, segundo a IUCN - a ave do
nordeste brasileiro, no entanto, não é apontada como um dos mais
ameaçados do Brasil pelo ICMBio Imagem: Ciro Albano.
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O
bugio-marrom ("Alouatta guariba guariba") é um dos dois macacos do
Brasil entre os 25 primatas mais ameaçados no planeta devido ao
desmatamento e à caça ilegal, segundo a União Internacional para a
Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). A espécie também
consta na lista das espécies da fauna brasileira elaborada pelo ICMBio -
das 627 espécies ameaçadas do país, 36 têm alto risco de extinção, ou
seja, são animais criticamente em perigo que "vivem em apenas um bioma,
possuem pelo menos dois fatores que podem levar a sua extinção e cujos
dados não apontam para melhoria" Imagem: Divulgação.
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O
macaco-caiarara ("Cebus kaapori") corre risco de desaparecer da
Amazônia devido ao desmatamento da floresta e à caça ilegal. Segundo a
IUCN, é uma das duas espécies de macacos entre os 25 primatas mais
ameaçados do planeta Imagem: IUCN.
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A
"Parides burchellanus", borboleta do Cerrado brasileiro, está na lista
dos cem animais mais ameaçados do planeta por ter uma população de cem
exemplares - a poluição é o principal fator de risco, diz a IUCN. Mas
por ser encontrada em mais de um bioma do Brasil e ser preservada em
unidade de conservação, o inseto tem pouco risco de ser exterminado,
avisa o ICMBio Imagem: Divulgação.
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A
perda de habitat, a agropecuária extensiva, a extração intensiva de
madeira e o turismo são os principais fatores de ameaça do rato-sauiá
("Phyllomys unicolor"). Segundo o ICMBio, é importante conservar este
roedor, pois está restrito à Mata Atlântica do extremo sul da Bahia Imagem: Divulgação.
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A
deterioração do habitat, o distúrbio nas colônias reprodutivas, a
introdução de predadores e até mesmo treinamento de artilharia militar
ameaçam a maior parte das aves da família das fragatas - conhecidos como
tesourão grande ("Fregata minor") e tesourão pequeno ("Fregata ariel") Imagem: Chaiwat Chinuparawat/Oriental Bird Images/Divulgação.
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A
preservação do surubim-do-doce ("Steindachneridion doceanum") está
ameaçada por conta da retirada da cobertura vegetal, que acarreta em
assoreamento que elimina grande parte do habitats. Além disso, alerta o
ICMBio, a implantação de hidrelétricas pode alterar totalmente as
características do rio, o que também culminaria na perda do local de
vida dos peixes Imagem: Reprodução.
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O
macaco muriqui-do norte ("Brachyteles hypoxanthus"), o maior primata do
continente americano, está entre os cem animais mais ameaçados do
planeta devido ao desmatamento e à caça ilegal, afirma a IUCN. O ICMBio
pondera que o animal é encontrado desde o sul da Bahia até o Paraná, o
que o exclui da lista das espécies com alto risco de extinção do país Imagem: Andrew Young.
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O
sapo do rio Pescado ("Atelopus balios"), encontrado no sudoeste do
Equador, é vítima da expansão da agricultura na região e de uma infecção
fatal que afeta anfíbios, ressalta relatório da IUCN sobre os cem
animais mais ameaçados do planeta Imagem: Eduardo Toral-Contreras.
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O
albatroz-de-Amsterdam ("Diomedea amsterdamensis"), natural da ilha de
Amsterdam, no oceano Índico, é vítima de uma doenças e da captura
acidental durante a pesca no local. A introdução de gatos de rua na ilha
também contribuiu para que sua população fosse reduzida a menos de cem
exemplares, afirma a IUCN Imagem: Eric van der Vlist.
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Apenas
entre 90 e 250 espécimes desta ave ("Heteromirafa sidamoensis") ainda
vivem na Etiópia. O pássaro perdeu seu habitat com a expansão da
agricultura no país africano Imagem: Divulgação.
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Lêmur
do bambu ("Prolemur simus"), espécie de Madagascar, na África, é uma
das cem espécies mais ameaçadas do mundo, segundo relatório da IUCN. De
acordo com a instituição, cerca de 91% dos lêmures da ilha africana
correm risco de desaparecer do planeta Imagem: Hemera/Getty Images.
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21 / 167
O
menor golfinho do mundo, o "Phocoena sinus" - conhecido no México como
vaquita -, corre risco de extinção devido à caça predatória. Apenas 200
exemplares vivem nas águas do Golfo do México Imagem: Divulgação.
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O
maçarico-bico-de-colher ("Eurynorhyncus pygmeus") é a ave mais ameaçada
do mundo, natural do Nordeste da Rússia e Sudeste asiático, de acordo
com a IUCN. Nos últimos dez anos, sua população caiu de 3.000 exemplares
para menos de cem - especialistas tentam preservar a espécie em
cativeiro, agora Imagem: Baz Scampion.
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23 / 167
A
espécie "Bahaba taipingensis", da China, está entre as cem espécies
mais ameaçadas do planeta. De acordo com a IUCN, o quilo do peixe custa
mais do que ouro Imagem: Divulgação/Chinese Academy of Fishery Sciences.
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Segundo
a IUCN, todas as espécies da lista são insubstituíveis, pois, "se elas
desaparecerem, nenhuma quantia de dinheiro poderá trazê-las de volta".
Na imagem, a grande abertada indiana ("Ardeotis nigriceps") Imagem: Rahul Sachdev.
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A caça ilegal é o principal fator de risco da "Lophura edwardsi", pássaro do Vietnã Imagem: Tom Friedel.
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O
bicho-preguiça do Panamá ("Bradypus pygmaeus") está em situação crítica
de extinção, afirma o IUCN. Apenas 500 indivíduos vivem na ilha Escudo
de Veraguas, devido à extração ilegal de madeira Imagem: Craig Turner/ZSL.
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A Salamandra-imperador-pintada ("Neurergus kaiseri"), natural do Irã, é ameaçada pelo comércio ilegal de animais Imagem: R D Bartlett.
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28 / 167
A
população do caranguejo "Johora singaporensis", de Cingapura, corre
riscos à medida que a qualidade e a quantidade de água de seus habitats
são alterados Imagem: Choy Heng Wah/ZSL.
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O
macaco do Vietnã ("Rhinopithecus avunculus") está na lista dos cem
animais mais ameaçados do planeta devido à caça ilegal. Os pesquisadores
da IUCN temem que não seja possível salvar a maioria das espécies, pois
elas não trazem "benefícios óbvios" para a sociedade Imagem: Le Khac Quyet/University of Colorado Boulder.
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A
expansão da agricultura no leste de Madagascar, na África, está
destruindo o habitat do camaleão "Calumma tarzan" - sua população é
desconhecida, o que preocupa o IUCN Imagem: Divulgação.
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Predadores e destruição do habitat põem em risco a espécie de iguana da Jamaica ("Cyclura collei") Imagem: Richard Hudson/IUCN.
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Descoberta em 1992, a Saola ("Pseudoryx nghetinhensis") já corre risco de extinção devido à caça ilegal no Laos Imagem: IUCN.
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A
construção de rodovias ao longo da costa da Turquia reduziu a população
deste peixe ("Aphanius transgrediens") para somente algumas centenas Imagem: Barbara Nicca/Divulgação.
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O
sapo de Bullock ("Telmatobufo bullocki") vive nos rios de Arauco,
província do Chile. A população deste anfíbio não está estimada, mas é
considerada uma espécie "criticamente em perigo" pela IUCN Imagem: William Baker/ZSL.
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A
população da tartaruga "Astrochelys yniphora" não ultrapassa a marca de
770 indivíduos em Madagascar, na África, diz relatório da IUCN Imagem: Anders Rhodin.
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O Morcego-de-cauda é encontrado apenas em duas cavernas das ilhas Seycheles Imagem: Justin Gerlach/Divulgação.
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A degradação do habitat - corais e recifes no Timor - podem extinguir a cobra "Aipysurus foliosquama" da natureza Imagem: Harold Cogger.
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Só
restam quatro tartarugas "Rafetus swinhoei" vivendo na natureza, alerta
a IUCN - a espécie é encontrada no Vietnã, além do zoológico Suzhou, na
China. Com 120 quilos e 100 centímetros de comprimentos, esses répteis
são ameaçados pela poluição que atinge os lagos e a caça ilegal Imagem: Tim McCormack/Asian Turtle Program/Divulgação.
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Os
rinocerontes da Indonésia - em especial, os cem exemplares da espécie
"Rhinoceros sondaicus" - estão na lista dos animais mais ameaçados do
planeta devido à caça ilegal. O chifre do mamífero é usado na medicina
de países asiáticos, como China e Vietnã, por seu "efeito de cura" - no
mercado negro, o quilo do osso pode custar até US$ 65 mil (cerca de R$
132 mil) Imagem: Klaus Lang/ZSL.
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Uma
líbelula ("Risiocnemis seidenschwarzi") das Filipinas corre risco de
desaparecer devido à destruição da vegetação da ilha Cebu Imagem: Reagan Joseph T Villanueva.
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A
introdução de novas espécies nas águas de Queensland, na Austrália,
ameaça o peixe da espécie "Scaturiginichthys vermeilipinnis" - a IUCN
estima que existam entre 2.000 e 4.000 peixes na região Imagem: Adam Kerezsy/SZL.
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A
construção de barragens que alterou a dinâmica dos rios da província do
Cabo, na África do Sul, dizimou boa parte da população d peixe
"Syngnathus watermeyeri" Imagem: Reprodução.
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A expansão urbana poluiu a água e degradou boa parte do habitat da libélula ("Amanipodagrion gilliesi") da Tanzânia, na África Imagem: Divulgação/Viola Clausnitzer.
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De
acordo com a IUCN, são encontradas entre 70 e 400 garças da espécie
"Ardea insignis" no Butão. O principal motivo é a destruição do ambiente
onde vivem Imagem: Rebecca Pradhan/Tshewang Norbu/Divulgação.
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A
caça no Camboja está exterminando da natureza esta tartaruga ("Batagur
baska") - na foto, filhotes do réptil que são exportados,
principalmente, para China e Indonésia Imagem: Fletcher & Baylis/Divulgação.
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A
IUCN afirma que é preciso estabelecer áreas de proteção na Somália para
o antílope da espécie "Beatragus hunteri" - o animal africano sofre com
a degradação do seu ambiente e com a caça ilegal Imagem: Tim Wacher.
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As
queimadas que devastam a vegetação, a caça e a chegada de peixes
invasores no habitat são os motivos que podem levar o pato de Madagascar
("Aythya innotata") à extinção Imagem: Peter Cranswick/Divulgação.
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Uma
abelha ("Bombus franklini") é uma das cem espécies de animais mais
ameaçados do mundo, segundo a IUCN. O inseto vive nas regiões do Oregon e
da Califórnia, nos Estados Unidos Imagem: Pete Schroeder/Divulgação.
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O
sapo da espécie "Eleutherodactylus thorcetes", uma das menores do
mundo, está entre os cem animais mais ameaçados. A queimada e o
desmatamento causados pela expansão da agricultura destruiu seu habitat,
relata a IUCN, encontrado nas florestas do Haiti.
Conheça animais ameaçados de extinção no planeta167 fotos 50 / 167
Esta
espécie de rã ("Eleutherodactylus glandulifer"), encontrada no Haiti,
corre risco de desaparecer devido à expansão da agricultura sobre seu
habitat, assim como a devastação da mata por queimadas Imagem: Claudio Contreras/iLCP
I. agem: Robin Moore/iLCP
Conheça animais ameaçados de extinção no planeta167 fotos 49 / 167
O
sapo da espécie "Eleutherodactylus thorcetes", uma das menores do
mundo, está entre os cem animais mais ameaçados. A queimada e o
desmatamento causados pela expansão da agricultura destruiu seu habitat,
relata a IUCN Imagem: Robin Moore/iLCP
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Esta
espécie de rã ("Eleutherodactylus glandulifer"), encontrada no Haiti,
corre risco de desaparecer devido à expansão da agricultura sobre seu
habitat, assim como a devastação da mata por queimadas I.
magem: Claudio Contreras/iLCP
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Os
rinocerontes de Sumatra ("Diceros sumatrensis") estão ameaçados por
conta do comércio do seu chifre - a IUCN estima uma população de 250
adultos, apenas. O quilo do osso, que é usado na medicina de países
asiáticos por seu "efeito de cura", pode sair por até US$ 65 mil (cerca
de R$ 132 mil) no mercado negro Imagem: Save the Rhino International/Divulgação.
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A introdução de plantas aquáticas na região onde vive o "Heleophryne rosei" ameaçam de extinção este anfíbio da África do Sul Imagem: Divulgação/Vincent Carruthers.
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O
aquecimento global e a introdução de espécies invasoras prejudicam a
espécie "Antisolabis seychellensis", inseto encontrado nas ilhas
Seychelles Imagem: Justin Gerlach/ZSL.
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A
caça e a destruição do habitat põem em risco a sobrevivência desta ave
migratória ("Geronticus eremita") - ela é encontrada no Marrocos, na
Turquia, na Síria e, durante o inverno, na Etiópia. Entre 200 e 249
adultos vivem na natureza, diz a IUCN Imagem: Getty Images.
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Somente
20 indivíduos deste primata ("Nomascus hainanus") existem em uma ilha
da China, segundo relatório dos cem animais mais ameaçados do planeta Imagem: Jessica Bryant/Divulgação.
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O
"Pangasius sanitwongsei" corre risco de ser extinto das águas de países
da Ásia, como Tailândia, China e Camboja, por ser alvo de
colecionadores - o peixe pode desaparecer da natureza para viver em
aquários particulares Imagem: Divulgação/Chavalit Vidthayanon.
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Os
caçadores matam a "Psammobates geometricus", espécie da África do Sul,
para pegar os cascos com belos padrões geométricos. A tartaruga também
sofre ameaças da destruição do seu habitat Imagem: Atherton de Villiers/ZSL.
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Os
primatas que habitam as florestas de Madagascar, na África, estão entre
os animais mais vulneráveis do planeta, segundo a IUCN. A espécie
"Propithecus candidus" é alvo de caçadores e da diminuição do seu
habitat Imagem: Divulgação/ZSL.
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Só
restam 50 indivíduos da espécie "Pomarea whitneyi" na natureza, afirma o
relatório da IUCN. A ave das ilhas Marquesas, na Polinésia Francesa, é
presa de felinos e de roedores da região Imagem: Reprodução.
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As mudanças climáicas são o principal fator de risco de extinção do "Psorodonotus ebneri", grilo encontrado na Turquia Imagem: Reprodução
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As mudanças climáicas são o principal fator de risco de extinção do "Psorodonotus ebneri", grilo encontrado na Turquia Imagem: Reprodução.
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As plantações de café e a expansão urbana devastaram o habitat deste roedor da Colômbia ("Santamartamys rufodorsalis") Imagem: Lizzie Noble/Fundacion ProAves/Divulgação.
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A espécie "Salanoia durrelli" está ameaçada após a perda do seu habitat, os arbustos nas matas de Madagascar, na África Imagem: Wildlife Conservation Trust/Divulgação.
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A
"destruição do habitat devido ao desenvolvimento" do Quênia colocou o
"Rhynchocyon sp" na lista dos cem animais mais ameaçados de extinção do
planeta, segundo relatório da IUCN Imagem: ZSL
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A
"destruição do habitat devido ao desenvolvimento" do Quênia colocou o
"Rhynchocyon sp" na lista dos cem animais mais ameaçados de extinção do
planeta, segundo relatório da IUCN Imagem: ZSL.
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A
equidna da Papua Nova Guiné ("Zaglossus attenboroughi") teve sua
população reduzida após modificações causadas no seu habitat pela
agricultura Imagem: AP/Conservation International/Stephen Richards.
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Este
roedor do Japão ("Tokudaia muenninki") está criticamente em perigo por
caça predatória de felinos e da diminuição do seu habitat na ilha de
Okinawa Imagem: Divulgação/Norihiro Kawauchi.