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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

 

18.000 pegadas de dinossauros descobertas ao longo da antiga costa boliviana — e elas estabelecem um novo recorde.

Com a descoberta, Carreras Pampa, na Bolívia, tornou-se um dos principais sítios de pegadas de dinossauros do mundo. (Crédito da imagem: Raúl Esperante)

Cientistas descobriram um número recorde de pegadas fossilizadas de dinossauros e marcas de natação em um parque nacional no centro da Bolívia.

De acordo com um novo estudo, o sítio arqueológico com pegadas situa-se ao longo do que outrora foi uma antiga linha costeira, com marcas de ondulação que se estendem ao longo das pegadas e outras marcas na direção noroeste-sudeste. A maioria das pegadas pertence a dinossauros bípedes com três dedos, conhecidos como terópodes, que viveram no final do período Cretáceo (entre 145 milhões e 66 milhões de anos atrás), mas muitas pegadas de aves também estão preservadas, observaram os cientistas no artigo, publicado na quarta-feira (3 de dezembro) na revista PLOS One .

No total, McLarty e seus colegas contabilizaram 16.600 pegadas de terópodes e 1.378 rastros de natação. Estes foram encontrados no sítio arqueológico de Carreras Pampa, na Bolívia, que já era conhecido, mas não havia sido devidamente estudado ou documentado.

Carreras Pampa estende-se por 7.485 metros quadrados (80.570 pés quadrados) no Parque Nacional de Torotoro. O trabalho inicial envolveu a remoção de detritos das pegadas de dinossauro com vassouras, a limpeza do local com pedras e a remoção de sedimentos em áreas onde era provável encontrar pegadas adicionais.

A equipe descobriu uma enorme variedade de formatos e tamanhos de pegadas, indicando que muitos tipos de dinossauros terópodes vagavam ao longo da antiga costa. Várias pegadas tinham menos de 10 centímetros (4 polegadas), o que é raro no registro fóssil, de acordo com o estudo. Não está claro se essas pegadas foram feitas por espécies de terópodes menores, como o Coelophysis , ou por juvenis de espécies maiores, escreveram os pesquisadores.

As maiores pegadas tinham mais de 30 cm de comprimento, e a equipe acredita que elas podem ter sido feitas por dinossauros terópodes de porte médio, como  o Dilophosaurus  ou  o Allosaurus.  Os pesquisadores observaram que os terópodes de grande porte, como  o Tyrannosaurus rex  o Giganotosaurus  , geralmente deixam pegadas de 40 cm de comprimento. 

À esquerda, vemos uma pessoa caminhando ao longo de uma trilha de dinossauros e, à direita, um close da pegada de um dinossauro terópode.

Carreras Pampa preservou pegadas de terópodes, que são dinossauros bípedes com três dedos. (Crédito da imagem: Jeremy McLarty (esquerda) e Raúl Esperante (direita))

Carreras Pampa é única porque as pegadas mostram diferentes comportamentos de dinossauros, como caminhar, correr, nadar, arrastar a cauda e fazer curvas fechadas. "Ela preserva evidências de vários tipos de comportamentos locomotores excepcionalmente bem preservados e contém um dos maiores números de marcas de cauda de dinossauros do mundo", disse McLarty.

As marcas de natação são sulcos retos ou em forma de vírgula, frequentemente com um ou dois sulcos semelhantes, porém menores, ao lado, explicou McLarty. O sulco principal é resultado dos terópodes arranhando o sedimento no fundo da água com o dedo médio, enquanto os sulcos menores são dos outros dedos. Ao contrário de outros sítios que preservam apenas marcas de natação individuais de dinossauros, Carreras Pampa preserva marcas alternadas do pé esquerdo e direito, afirmou ele.Uma área de estudo plana com rochas que sustentam fios coloridos de lã. Esses fios marcam diferentes trilhas de pegadas de dinossauros.

Os pesquisadores usaram linhas de um metro para marcar as pegadas de dinossauros pertencentes à mesma trilha. (Crédito da imagem: Jeremy McLarty)

A abundância de pegadas mostra que Carreras Pampa era uma estrada pré-histórica, e a orientação paralela de algumas trilhas sugere que alguns dinossauros viajavam em grupos.

A Bolívia é conhecida por ser um local com grande quantidade de pegadas de dinossauros.

"O sítio arqueológico com o segundo maior número de pegadas também fica na Bolívia", disse McLarty. "O  sítio de Cal Orck'o  está localizado em uma pedreira ativa, formando uma parede quase vertical, longa e estreita. Já o sítio de Carreras Pampa se estende por uma área maior." 

quinta-feira, 5 de maio de 2022

 

Antigo playground humano encontrado dentro de pegadas de preguiça

Pegadas fossilizadas de uma preguiça gigante estão estampadas com minúsculos pés humanos

modelo 3D de pegadas de preguiça
David Bustos/Serviço Nacional de Parques

No topo das dunas branqueadas do Parque Nacional White Sands, no Novo México, encontram-se as pegadas de 40 centímetros de uma preguiça gigante, agora extinta, que vagava há mais de 11.500 anos. Dentro dessas trilhas, os pesquisadores notaram pequenas pegadas humanas (modelo 3D retratado) – remanescentes de um antigo playground , New Scientist relata A forma como os rastros foram deformados sugere que um grupo de crianças pequenas brincava em pegadas de preguiça frescas que se encheram de água, de acordo com a análise não publicada. Se confirmada, a cena alegre aumentaria a compreensão dos cientistas sobre alguns dos primeiros humanos a se divertirem na América do Norte pré-histórica.

Correção, 14 de abril, 16h: Uma versão anterior desta história deturpou a idade das pegadas de preguiça fossilizadas.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Um estranho no Grand Canyon

Pegadas fósseis de 280 milhões de anos são o primeiro registro de vertebrados, em tese, não adaptados a ambientes secos em um antigo deserto
Parque Nacional do Grand Canyon, nos Estados Unidos
Heitor Francischini
Não muito longe da Trilha do Eremita, uma das mais conhecidas rotas de caminhada do Parque Nacional do Grand Canyon, no estado norte-americano do Arizona, um bloco de arenito de 4,6 metros (m) de comprimento por 2,2 m de altura foi encontrado em 2013. 

A pedra gigante despencara de uma das encostas que pontuam a paisagem árida e montanhosa da região. Esse bloco provém de rochas sedimentares formadas pelo processo de compactação e cimentação dos grãos de quartzo de um deserto que existiu ali há aproximadamente 280 milhões de anos, no início do período Permiano. Em uma das faces do bloco, havia quatro trilhas de pegadas fossilizadas, vestígios deixados por animais da pré-história que andaram por aquelas paragens quando havia um deserto com dunas formadas pelo vento. Em outras seis localidades da região, também em rochas do Permiano da formação geológica denominada Arenito Coconino, foram achados mais 12 conjuntos de rastros semelhantes

Paleontólogos do Brasil, dos Estados Unidos e da Alemanha estudaram as pegadas fósseis e chegaram a uma conclusão inesperada: os vestígios foram produzidos por animais peculiares que, em teoria, não deveriam ter vivido em um deserto, pois não fazem parte do grupo reconhecidamente apto a sobreviver e se reproduzir longe de ambientes úmidos, os amniota.

     
Rastros de animal em bloco de arenito que pertenceu a antigo deserto que existiu no Parque Nacional do Grand Canyon, nos Estados Unidos - Parque Nacional do Grand Canyon.

As pegadas fossilizadas representam o primeiro registro conhecido de um enigmático grupo extinto de vertebrados denominados diadectomorfos, quadrúpedes que tinham algumas características de anfíbios e outras de répteis, em um deserto

“Essa é a evidência mais antiga de colonização de um ambiente desértico por vertebrados anamniotas, que não estavam, em princípio, aptos a viver em locais tão áridos”, comenta o paleontólogo Heitor Francischini, que hoje faz estágio de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), principal autor do artigo que descreve as pegadas, publicado no periódico científico Paläontologische Zeitschrift em 13 de maio deste ano. “Não esperávamos encontrar o registro desses animais em rochas provenientes de um paleodeserto.”

Os anamniotas são vertebrados cujos embriões não são revestidos por membranas (o âmnio, o cório e o alantoide) que lhes servem de proteção contra o ressecamento e choques mecânicos. Seus ovos são desprovidos de uma casca rígida. Essa característica obriga esses animais, hoje representados pelos peixes e anfíbios, a viver dentro ou perto da água, onde depositam diretamente seus ovos. Os amniotas, que hoje incluem os répteis, os mamíferos e as aves, gestam seus filhotes dentro do próprio corpo ou depositam na terra seus ovos, que têm casca dura. 

De aparência que lembra um corpulento lagarto, com patas curtas, os diadectomorfos são considerados como animais de transição entre os anamniotas e os amniotas. “Antes dessas pegadas, pensávamos que apenas alguns tipos de amniotas viviam em desertos antigos”, diz Spencer Lucas, curador da seção de paleontologia do Museu de História Natural e Ciência do Novo México, em Albuquerque, outro autor do estudo. “Agora sabemos que os habitantes desses ambientes eram muito mais diversos.”
Ilustração de como teria sido o animal que deixou as pegadas fósseis no Parque Nacional do Grand Canyon.

Francischini foi chamado para estudar as pegadas fósseis encontradas no bloco de arenito em 2017, quando, como parte de uma bolsa-sanduíche do seu doutorado, passou uma temporada no museu norte-americano sob supervisão de Lucas. Como o brasileiro estuda icnofósseis, vestígios deixados por animais que permanecem preservados nas rochas, os rastros encontrados no Grand Canyon se tornaram objeto de um novo trabalho. 

A sucessão de pegadas, associadas ao gênero Ichniotherium, foi produzida por animais adultos e juvenis que tinham cinco dedos sem garras. Seu tamanho varia entre 11 e 37 centímetros, indício de que esses seres podiam passar de 1 m de comprimento. Esse tipo de pegada é comumente encontrado na Europa e com menor frequência na América do Norte e na África.
Ancestral comum
 
Sua descoberta em rochas associadas a um paleodeserto, se for corroborada por outros achados semelhantes, talvez possa levar a uma nova revisão na classificação dos diadectomorfos, grupo que tem sido alvo de reavaliações à medida que surgem mais evidências sobre seu provável modo de vida. Atualmente, eles são considerados como o grupo mais próximo dos primeiros amniotas, que surgiram por volta de 350 milhões de anos atrás. Ambos os grupos são vistos como muito próximos em termos evolutivos e teriam descendido de um ancestral comum. 

No entanto, cada linhagem teria seguido um caminho distinto, sendo, aparentemente, apenas os amniotas especializados em se reproduzir sem a presença de água. Pelo menos, essa é a interpretação mais clássica. “A presença de diadectomorfos em um ambiente árido significa que eles provavelmente teriam que ser capazes de se reproduzir como hoje fazem os amniotas, seja dando à luz a seus filhotes ou botando algum tipo de ovo com casca”, pondera o paleontólogo Juan Carlos Cisneros, da Universidade Federal do Piauí, que estuda répteis dos períodos Permiano e Triássico e não participou do trabalho sobre as pegadas fósseis do Arizona. 

“Contudo, nunca foram encontrados ovos desse grupo de animais com casca. Por isso, essa questão continua em aberto.” Há ainda outra possibilidade: hoje existem alguns anfíbios anamnióticos adaptados a desertos, que se reproduzem por meio de ovos sem cascas e que não são incubados no corpo dos pais. Ainda que incomum, esse tipo de acomodação também pode ter ocorrido no passado.

Desde 1918, um ano antes de o parque nacional ter sido criado, a região do Grand Canyon apresenta registros de pegadas fósseis. Segundo Vincent Santucci, coordenador do programa de paleontologia do Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos, esse tipo de vestígio é descoberto com regularidade nessa área do Arizona. 

“Há uma abundância de pegadas fósseis no Arenito Coconino, o que sugere que muitos vertebrados viviam nesse antigo deserto”, comenta Santucci, que também assina o novo estudo. “Mas nenhuma delas, até então, se parecia com a de um diadectomorfo.”

Artigo científico

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Has AI found a new human ancestor? Footprint of extinct hominid spotted by an algorithm suggests Neanderthals commonly bred with other species

  • Researchers used a deep learning algorithm to identify a new human ancestor
  • They say DNA suggests Neanderthal and Denisovan populations interbred
  • Newly identified extinct hominid likely went on to breed with modern humans
Researchers have identified what may be a previously unknown human ancestor, thanks to the help of artificial intelligence.
A new investigation into the genome of Asian populations has spotted the footprint of a long-ago hominid that appears to have been bred from two different species of human ancestor – Neanderthal and Denisovan.
This ancient hominid, who lived tens of thousands of years ago, then bred with modern humans who arrived to Asia after the ‘Out of Africa’ migration.
Scroll down for video 
A new investigation into the genome of Asian populations has spotted the footprint of a long-ago hominid (shown as the purple Xe, above) that appears to have been cross-bred from two different species of human ancestor – Neanderthal and Denisovan
A new investigation into the genome of Asian populations has spotted the footprint of a long-ago hominid (shown as the purple Xe, above) that appears to have been cross-bred from two different species of human ancestor – Neanderthal and Denisovan
It comes just months after a different team revealed the discovery of a hybrid ‘love child’ born from a Neanderthal mother and a Denisovan father.
And, the new research from the Institute of Evolutionary Biology (IBE), Centro Nacional de Análisis Genómico (CNAG-CRG) of the Centre for Genomic Regulation (CRG), and the Institute of Genomics at the University of Tartu suggests such hominid hybrids may not have been all that uncommon after all.
This newly discovered hominid, identified using deep learning algorithms, suggests ancient species were interbreeding with modern humans tens of thousands of years ago.
‘About 80,000 years ago, the so-called Out of Africa occurred, when part of the human population, which already consisted of modern humans, abandoned the African continent and migrated to other continents, giving rise to all the current populations,’ says Jaume Bertranpetit, principal investigator at the IBE and head of Department at the UPF.
According to the researchers, the previously unknown extinct hominid likely descended from the Neanderthal and Denisovan populations as a result of interbreeding between the two (shown as the purple line, above)
According to the researchers, the previously unknown extinct hominid likely descended from the Neanderthal and Denisovan populations as a result of interbreeding between the two (shown as the purple line, above)
‘We know that from that time onwards, modern humans cross bred with Neanderthals in all the continents, except Africa, and with the Denisovans in Oceania and probably in South-East Asia, although the evidence of cross-breeding with a third extinct species had not been confirmed with any certainty.’
A Neanderthal man is illustrated above 
A Neanderthal man is illustrated above 
According to the researchers, modern DNA reflects the intermingling that took place so many millennia ago.
But until recently, it was difficult to explain the origin of fragments within the human genome that suggest the existence of a ‘third ancestor.’
The deep learning technique has now allowed researchers to pinpoint these transitions within the populations.
The algorithm ‘imitates the way in which the nervous system of mammals works, with different artificial neurons that specialize and learn to detect, in data, patterns that are important for performing a given task,’ explains Òscar Lao, principal investigator at the CNAG-CRG.
‘Whenever we run a simulation we are travelling along a possible path in the history of humankind.

WHAT DO WE KNOW ABOUT HUMANKIND'S JOURNEY OUT OF AFRICA?

The traditional view
The traditional 'Out of Africa' model suggests that modern humans evolved in Africa and then left in a single wave around 60,000 years ago. 
The model often holds once modern humans left the continent, a brief period of interbreeding with Neanderthals occurred.
This explains why individuals of European and Asian heritage today still have ancient human DNA.
There are many theories as to what drove the downfall of the Neanderthals.
Experts have suggested that early humans may have carried tropical diseases with them from Africa that wiped out their ape-like cousins.
Others claim that plummeting temperatures due to climate change wiped out the Neanderthals.
The predominant theory is that early humans killed off the Neanderthal through competition for food and habitat.
How the story is changing in light of new research
Recent findings suggest that the 'Out of Africa' theory does not tell the full story of our ancestors.
Instead, multiple, smaller movements of humans out of Africa beginning 120,000 years ago were then followed by a major migration 60,000 years ago.
Most of our DNA is made up of this latter group, but the earlier migrations, also known as 'dispersals', are still evident.
This explains recent studies of early human remains which have been found in the far reaches of Asia dating back further than 60,000 years.
For example, H. sapiens remains have been found at multiple sites in southern and central China that have been dated to between 70,000 and 120,000 years ago.
Other recent finds show that modern humans reached Southeast Asia and Australia prior to 60,000 years ago.
Based on these studies, humans could not have come in a single wave from Africa around this time, studies have found. 
Instead, the origin of man suggests that modern humans developed in multiple regions around the world.
The theory claims that groups of a pre-human ancestors made their way out of Africa and spread across parts of Europe and the Middle East.
From here the species developed into modern humans in several places at once. 
The argument is by a new analysis of a 260,000-year-old skull found in Dali County in China's Shaanxi Province.
The skull suggests that early humans migrated to Asia, where they evolved modern human traits and then moved back to Africa. 

Fonte: https://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-6600209/Has-AI-new-human-ancestor-Evidence-extinct-hominid-spotted-algorithm.html?ito=facebook_share_article-top&fbclid=IwAR31Ijh2ihiffuzfk4hzxiYsudERvjpmXokdYr2LTzM_MIDy0WGoLOoVJHY  

‘Of all simulations, deep learning allows us to observe what makes the ancestral puzzle fit together.’
According to the researchers, the previously unknown extinct hominid likely descended from the Neanderthal and Denisovan populations as a result of interbreeding between the two.
‘Our theory coincides with the hybrid specimen discovered recently in Denisova,’ said Mayukh Mondal, an investigator from the University of Tartu.
But, the researcher says, ‘as yet we cannot rule out another possibility.’

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Two baby sea turtles leaving trails in the sand.
Just-hatched sea turtles scurry towards the safety of the waves, leaving trails similar to those seen in newly described fossils. Credit: Cyndi Monaghan/Getty
Palaeontology

Baby sea turtles’ treks are captured in fossils

Rocks preserve prehistoric tracks that resemble those made by two modern sea-turtle species.

The first known record of baby sea turtles making their run for the ocean has been revealed by fossilized tracks dating back about 100,000 years.

After emerging from eggs buried in sandy nests, sea-turtle hatchlings race towards the ocean, which offers refuge from land-based predators. The turtles don’t return to shore until decades later, when they are breeding adults. Martin Lockley at the University of Colorado Denver and his colleagues discovered the world’s first fossil evidence of the post-hatch dash on South Africa’s Cape south coast.
Fossilized turtle tracks in sandstone.
These imprints record three hatchling turtles’ march to the sea some 100,000 years ago.Credit: Jan de Vynck
Some of the imprints resemble those made by modern loggerhead sea turtles (Caretta caretta); other traces look like those made by modern leatherback turtles (Dermochelys coriacea). Today, both these species typically nest in warmer regions more than 1,200 kilometres to the northeast, and rarely appear along the Cape south coast, suggesting that climate and sand temperatures were higher there when the tracks were made.

The authors speculate that a layer of fine, dry sand blew across the prints when they were fresh, aiding their preservation.