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sábado, 7 de março de 2015




Uma tabela do tempo geológico parece bastante simples: uma subdivisão do tempo, desde a origem da Terra até os nossos dias, usando fenômenos geológicos para caracterizar os diferentes intervalos.
Mas não é tão simples assim. Não estamos trabalhando com números dos quais possamos ter certeza... Não estávamos lá para registrar os fatos.
Dessa forma, cada limite escolhido para esses intervalos é fruto de muita discussão, e da integração de dados geológicos, geocronológicos, magneto e bioestratigráficos.
Só que nem sempre as subdivisões que se adaptam às rochas de uma determinada localidade, se adaptam às rochas de outras áreas. E nem sempre os cientistas concordam com os intervalos sugeridos, como é o caso do limite entre os Períodos Cambriano e Siluriano, alvo de discussão por quase 40 anos. Por isso, existem várias diferenças entre as tabelas do tempo geológico, tanto na nomenclatura quanto nos limites cronológicos, que seguem a seguinte hierarquia:
 

 
Sendo que os éons são constituídos de eras, as eras são constituídas de períodos, e assim sucessivamente.
Como resultado dessas diferenças temos na literatura várias propostas de subdivisões para o tempo geológico:  Cowie & Bassett, 1989; Gradstein & Ogg, 1996, Harland et al., 1990; Hoffman, 1990; Odin & Odin, 1990;  Plumb, 1991; Plumb & James, 1986, entre outras.
Neste trabalho, para o Precambriano, utilizamos a tabela proposta por Plumb, 1991, recomendada pela  Subcommision on Precambrian Stratigraphy, e para o Fanerozóico utilizamos a tabela proposta por Gradstein & Ogg, 1996, que integra o maior volume de dados geocronológicos disponíveis até o momento.
A subdivisão mais aceita caracteriza três éons:
 





O Éon Arqueano, durou da origem da Terra (4.560 milhões de anos = Ma) até 2.500 Ma. É um período de resfriamento da Terra e consolidação dos núcleos continentais, praticamente sem registros de vida.
 
O Éon Proterozóico durou de 2.500 à 545 milhões de anos, e é caracterizado pelo crescimento dos continentes, com a evolução de vastas plataformas continentais em torno dos núcleos arqueanos estáveis, com alguns registros localizados de vida.
 
O Éon Fanerozóico dura de 545 milhões de anos até os dias de hoje, e é caracterizado pela diversificação da vida. É justamente essa diversificação da vida que nos permite subdividir esse éon com base em marcadores bioestratigráficos.
 
Já no caso caso dos éons Arqueano e Proterozóico os registros de vida são escassos e pouco significativos, e as subdivisões são definidas por eventos geológicos representativos, tais como orogenias, eventos magmáticos, etc..

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