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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Tigre compartilha 95,6% de seu genoma com o gato

O estudo, primeiro a sequenciar o genoma dos grandes felinos, pode contribuir com a preservação de espécies ameaçadas

Por Da Redação - Atualizado em 6 May 2020, 16h17 - Publicado em 18 Sep 2013, 12h40
O tigre, maior felino do mundo, compartilha 95,6% de seu genoma com o gato doméstico, do qual se diferenciou há aproximadamente 10,8 milhões de anos. É o que mostra um estudo liderado por Yun Sung Cho, da Fundação de Pesquisa do Genoma de Suwon, na Coreia do Sul, que traçou pela primeira vez a sequência genética dos grandes felinos do planeta.


CONHEÇA A PESQUISA
Título original: The tiger genome and comparative analysis with lion and snow leopard genomes

Onde foi divulgada: periódico Nature Communications


Quem fez: Yun Sung Cho, Li Hu, Haolong Hou, Hang Lee, Jiaohui Xu, Soowhan Kwon, Sukhun Oh, Hak-Min Kim, Sungwoong Jho, Sangsoo Kim, Young-Ah Shin, Byung Chul Kim, Junsu Ko, Chang-Bae Kim, Sangtae Kim, Jong Bhak e outros

Instituição: Fundação de Pesquisa do Genoma, Coreia do Sul, e outras

Resultado: O tigre-siberiano compartilha 95,6% de seu genoma com o gato doméstico, do qual se diferenciou há aproximadamente 10,8 milhões de anos.
Os especialistas compararam o genoma do tigre-siberiano, sequenciado a partir de um macho de nove anos e meio do zoológico de Everland, na Coreia do Sul, com os do tigre-de-bengala branco, do leão africano, do leão branco e do leopardo-das-neves. Em seguida, contrastaram estes genomas com o do gato doméstico. A pesquisa foi publicada nesta terça-feira, no periódico Nature Communications.
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Adaptações ao meio – O estudo mostrou que o genoma do tigre-siberiano tem similaridade de 95,6% com o do gato. Já a análise comparativa entre o tigre e os outros grandes felinos revelou características genéticas que podem ser responsáveis pela adaptação desses animais à dieta carnívora e ao desenvolvimento da força muscular necessária para caçar suas presas.
Os autores descobriram também genes no leopardo-das-neves relacionados com a adaptação à vida em altitude, onde há pouco oxigênio. No leão branco, foi encontrada uma mutação responsável pela cor de sua pelagem.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Nova subespécie de tigre é batizada

06 de dezembro de 2004

Variante da Malásia pode estimular esforços de conservação.
Crédito: © Eurekalert
 
A conservação do tigre, já uma das tarefas mais difíceis do mundo, pode ter se tornado ainda mais complicada. Uma análise genética de mais de 130 tigres, publicada hoje, revelou uma nova subespécie do felino em extinção.
Infelizmente, no entanto, isso não significa que realmente haja mais tigres. A nova subespécie, denominada Panthera tigris jacksoni , vem da divisão de uma subespécie existente em dois grupos genéticos distintos.
Os gatos permanecem perigosamente ameaçados. A maioria das estimativas estima que o número total de tigres deixados na natureza seja inferior a 7.000. Tendo percorrido grande parte da Ásia, eles foram caçados à beira do esquecimento, um processo alimentado pelo comércio ilegal de partes de tigres.
“Os tigres são uma das maiores e mais carismáticas espécies ameaçadas de extinção. Eles são ícones. Stephen O'Brien, Laboratório de Diversidade Genômica, Instituto Nacional do Câncer dos EUA ”
Os conservacionistas pensam que, das oito subespécies tradicionais, três desapareceram completamente desde a década de 1940; estes são os tigres de Bali, Cáspio e Java. Isso deixou cinco pequenos grupos de tigres: na Sibéria, sul da China, Sumatra, subcontinente indiano e Indochina.
Os tigres da Indochina devem ser adequadamente considerados duas subespécies separadas, de acordo com a análise genética de Shu-Jin Luo, do Laboratório de Diversidade Genômica do Instituto Nacional de Câncer dos EUA, em Maryland, e seus colegas. Aqueles que vivem na Península Malaia e aqueles que vivem em partes mais ao norte da Indochina são dois grupos distintos, relata a equipe em uma versão online da revista PLoS Biology 1 .
De uma faixa diferente
 
Os pesquisadores coletaram DNA de tigres de toda a Ásia para verificar se os agrupamentos de subespécies tradicionais, com base na localização geográfica, tamanho e padrões de listras, se refletem na diversidade genética. A única discrepância que encontraram é que os tigres da Malásia, previamente reunidos com P. tigris corbetti , merecem seu próprio nome, P. tigris jacksoni .
Os pesquisadores escolheram o nome para homenagear o trabalho do conservacionista tigre Peter Jackson. E a publicação do estudo encerra o livro em um debate que fervia desde que o trabalho foi apresentado pela primeira vez na conferência da Associação de Zoológicos do Sudeste Asiático em Hong Kong, em setembro. Os conservacionistas da Malásia argumentaram que a subespécie deveria ser batizada de P. tigris malayensis .
Após a conferência, Mohd Nawayai Yasak, presidente da Associação Malaia de Parques Zoológicos e Aquários, comentou que: "Nomear é importante ... mais ainda para o tigre, que é a nossa principal espécie".
Os pesquisadores concordaram que, embora o nome jacksoni permaneça, o tigre deve ser conhecido como tigre malaio, de acordo com os apelidos regionais de outras subespécies de tigres, como Bengala e Sumatra.
Conservando tigres
 
O tigre é um símbolo poderoso para conservacionistas. "Os tigres são uma das maiores e mais carismáticas espécies ameaçadas de extinção. São ícones", concorda Stephen O'Brien, chefe do Laboratório de Diversidade Genômica.
O'Brien sugere que a descoberta dos pesquisadores deve ajudar a orientar os esforços de conservação, tanto na natureza quanto em cativeiro. Embora as subespécies de tigres possam cruzar, talvez seja melhor procriar com igual, para preservar características como tamanho do corpo que podem ajudar os vários grupos a sobreviver em seus diferentes habitats.
O'Brien acrescenta que as técnicas genéticas também podem ajudar os pesquisadores a rastrear as origens de qualquer peça de tigre confiscada de revendedores do mercado negro. "Estamos empolgados com o poder dessas ferramentas moleculares", diz ele.

Referências

  1. 1 1
    LuoS. J. et ai. Biologia PLoS , 2 . e442 (2004).
Download de referências

Informação adicional

Laboratório de Diversidade Genômica, Instituto Nacional do Câncer dos EUA

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PLoS Biology

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Hopkin, M. Nova subespécie de tigre é batizada. Nature (2004). https://doi.org/10.1038/news041206-1

O mais antigo felino conhecido foi descoberto no Tibet

Fósseis de Panthera blytheae fortalecem a tese da origem asiática das panteras
Por Sid Perkins e revista Nature

Felinos de grande porte semelhantes aos modernos leopardos-das-neves perambularam pela região do Himalaia nos últimos 6 milhões de anos revela uma análise de fósseis recém-descritos. Os ossos de Panthera blytheae ampliaram a linhagem conhecida das panteras em pelo menos 2 milhões de anos e reforçaram a teoria de que esse grupo de carnívoros se originou na Ásia.

Pesquisadores desenterraram ossos pertencentes a menos três exemplares no sudoeste do Tibete. Os restos mais completos incluem um crânio parcial adulto com vários dentes ainda inseridos na mandíbula superior, informa Jack Tseng, um paleontólogo de vertebrados do Museu Americano de História Natural, em Nova York. Osfragmentos foram extraídos de rochas de cerca de 4,42 milhões de anos. Outros fósseis pertencentes à mesma espécie foram escavados de estratos rochosos próximos, depositados há cerca de 5,95 milhões de anos, ele e seus colegas relataram em 14 de novembro na Proceedings of the Royal Society B.

“São fósseis belíssimos de grande significado”, afirmou Zhe-Xi Luo, um paleontólogo de vertebrados da University of Chicago, em Illinois, que não esteve envolvido no estudo. “Eles acrescentam uma raiz evolutiva à árvore genealógica das panteras”.

Muitas características dos dentes de P. blytheae são semelhantes às dos leopardos-das-neves, mas alguns sulcos e cúspides são distintos, indicando que os fósseis representam uma nova espécie. A julgar pelo tamanho do crânio parcial, o grande felino era aproximadamente do mesmo tamanho que o leopardo-nebuloso, ou pantera-nebulosa, e cerca de 10% menor que os leopardos-das-neves — animais que atualmente vivem na cordilheira do Himalaia. Uma comparação entre dezenas de características anatômicas de 12 espécies extintas e vivas de felinos indica que os leopardos-das-neves são uma “espécie irmã” de P. blytheae, explica Tseng. Os tigres modernos também são parentes muito próximos, acrescenta.

Anteriormente, os fósseis conhecidos mais antigos de felinos Panthera eram fragmentos recuperados de rochas de 3,8 milhões de anos na África; o que levou alguns cientistas a sugerir que os grandes felinos havia se originado ali, espalhando-se posteriormente para novos habitats em outros lugares. Os novos espécimes, no entanto, e a maior diversidade de grandes felinos no leste e no sul da Ásia, reforçam a ideia de que esse grupo de animais surgiu na Ásia, comenta Tseng. A atual árvore genealógica da família Panthera, juntamente com análises genéticas de espécies vivas e recentemente extintas, sugere que o grupo evoluiu inicialmente há cerca de 16 milhões de anos atrás.

As características evolutivas avançadas de P. blytheae são um tanto surpreendentes, observa Lars Werdelin, um paleontólogo de vertebrados do Museu Sueco de História Natural de Estocolmo. “Eu esperava que fóssil tão antigo se assemelhasse mais a um gato primitivo.”

A impressionante semelhança de P. blytheae com espécies modernas, como os leopardos-das-neves e os leopardos-nebulosos, torna difícil dizer qual teria sido o aspecto dos progenitores Panthera, acrescenta Werdelin: “Precisaríamos de muitos fósseis intermediários para saber como a linhagem se desenvolveu”. Segundo ele, pode até ser que paleontólogos já tenham desenterrado alguns desses antepassados ancestrais, mas que, na ausência de fósseis de transição, ainda não os reconheceram pelo que de fato são.

Este artigo foi reproduzido com permissão da revista Nature. O artigo foi publicado originalmente em 13 de novembro de 2013.

 sciam19nov2013

Fonte: https://sciam.uol.com.br/o-mais-antigo-felino-conhecido-foi-descoberto-no-tibet/

domingo, 14 de fevereiro de 2016

National Geographic: Tiger's Revenge
National Geographic: A Revanche das Tigresas



[imdb]

Áudio  :br:

Citação
Esta é a história de duas tigresas irmãs: Sundari, poderosa mas incapaz de engravidar há mais de dois anos e sua irmã Krishnaa, com uma ninhada de três saudáveis filhotes.

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Technical Specs
Video Resolution: 1920 x 1080
Framerate: 29 fps
Audio Channels: Stereo 2
Part Size: 1,540 MB
Container MP4
Run-Time: 44mins


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[mg]

https://mega.nz/#!nlZwADyT!sEsP0-GMkEPbXBG_u5VgdslCqPwjjDaIFyGCmvM84Sk

terça-feira, 30 de dezembro de 2014


CRIME CONTRA A NATUREZA




Chinês rico é condenado por servir em banquetes carne de tigre


Um rico empresário chinês foi condenado a três anos de prisão por matar e servir carne de tigre em festas particulares, informou nesta terça-feira a imprensa oficial.
Ossos de tigre e pênis assados, degustações de sangue de tigre com álcool, patas de felino eram alguns dos pratos mais apreciados por este empresário do setor da construção, identificado como Xu, segundo a agência Xinhua.

Xu foi considerado culpado de organizar no ano passado três viagens a Leizhou, na província meridional de Guangdong, para quinze convidados depois de comprar por um alto preço um tigre, matá-lo e despedaçá-lo diante de seus convidados.

A polícia apreendeu oito pedaços de tigre na geladeira do empresário, informou nesta terça-feira o site governamental de informação gxnews.com.cn.

Os banquetes de Xu, que evocavam os jogos de circo, foram descobertos em uma operação policial em Zhanjiang, na qual foram apreendidos o cadáver de um tigre que havia acabado de ser morto e vários produtos derivados do felino.

Os animais eram sacrificados diante de personalidades locais, orgulhosas de mostrar suas fortunas.
Além de Xu, que precisará pagar uma multa de 1,55 milhão de iuanes (205.000 euros), seus 14 amigos de festas foram condenados a penas de cinco a seis anos e meio de prisão.

Um vídeo gravado de forma clandestina e publicado na rede permitiu descobrir a realização destas cerimônias.

O vídeo mostra um tigre sendo eletrocutado em uma pequena jaula antes de ser despedaçado.
Apesar da proibição oficial, existe uma demanda crescente na China por produtos derivados de tigres (ossos, garras, pelos do bigode, pênis) que, segundo a crença popular, possuem propriedades curativas.
Isso apenas alimenta a caça ilegal deste felino, que sempre esteve associada a um status social alto na história e mitologia chinesas.