quinta-feira, 3 de março de 2016

Pesquisadores identificam linhagem do vírus chikungunya no Brasil

Cepas em circulação vieram da Ásia e da África e podem ter entrado no país por Oiapoque e Feira de Santana 

RODRIGO DE OLIVEIRA ANDRADE | Edição Online 13:00 20 de maio de 2015
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© EDUARDO CESAR
XXXX
Um dos mosquitos vetores do vírus chikungunya, o Aedes aegypti encontram-se amplamente disseminados pelo Brasil

Quase um ano após a confirmação dos primeiros casos de febre chikungunya no Brasil, pesquisadores do Instituto Evandro Chagas, de Belém, ligado ao Ministério da Saúde, e da Universidade de Oxford, na Inglaterra, identificaram de onde vieram as duas variedades do vírus responsável pela doença que circula no país e também as regiões pelas quais elas entraram em território nacional. Em artigo publicado em abril na revista BMC Medicine, eles sugerem que as cepas do vírus descendem de uma linhagem da Ásia e outra da África Central, Oriental e do Sul (ECSA, na sigla em inglês), e que elas teriam entrado no Brasil pelo Oiapoque, no Amapá, e por Feira de Santana, na Bahia.

As conclusões baseiam-se em análises de dados genéticos e epidemiológicos, e na história evolutiva das variedades. Ao combiná-los com informações geográficas e temporais, os pesquisadores recuperaram as origens e os padrões de dispersão do vírus. Os resultados indicam que a linhagem ECSA teria começado a se disseminar em Feira de Santana em junho de 2014 — durante a Copa do Mundo —, possivelmente por meio de um brasileiro que acabara de voltar de Angola, onde a febre chikungunya é endêmica.
Já em relação à linhagem asiática, a primeira transmissão autóctone — dentro do estado ou município — teria acontecido no Oiapoque, em setembro de 2014. Segundo o biomédico português Nuno Faria, pesquisador do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford e autor do estudo, dados genéticos sugerem vários ingressos do genótipo asiático do vírus no Brasil a partir de epidemias em curso na região do Caribe. Daí a dificuldade em se estimar com mais precisão por onde essa linhagem entrou no país. “Acreditamos, contudo, que a cepa atualmente em circulação tenha vindo da Guiana Francesa, país que faz fronteira com o Brasil pela cidade de Oiapoque e que registrou um aumento constante de casos autóctones da doença desde janeiro de 2014”, diz.

Até dezembro de 2013, só tinham sido detectados nas Américas casos em que o paciente foi infectado no exterior. Nessa época, uma epidemia se instalou na ilha de Saint-Martin, território francês no Caribe, espalhou-se para outras ilhas e chegou à Guiana Francesa. De acordo com o biomédico Marcio Teixeira Nunes, do Centro de Inovações Tecnológicas do Instituto Evandro Chagas e um dos autores do estudo, o vírus alastrou-se pelas Américas muito mais rápido que o vírus da dengue, que levou cerca de uma década para tomar a região, incluindo o Brasil. “No caso do vírus chikungunya, essa disseminação se deu em pouco mais de um ano”, diz.
A febre chikungunya é uma doença viral transmitida aos seres humanos por mosquitos, como o Aedes aegypti e A. albopictus, os mesmos que transmitem a dengue. Em razão da alta incidência desses mosquitos no país, os pesquisadores estimaram o risco de transmissão do vírus chikungunya por outras regiões do Brasil. Para isso, submeterem dados sobre a presença das duas espécies de mosquitos transmissores da doença a modelos matemáticos capazes de predizer possíveis padrões geográficos de disseminação do vírus.

Ao todo, 5.172 dos 5.494 municípios brasileiros registraram a presença de um desses mosquitos, de modo que os resultados das análises sugerem que a transmissão do vírus possa se dar em 94% dos municípios brasileiros. “Caso o vírus, de fato, se estabeleça no Brasil, não haverá fronteiras capazes de impedir que se propague rapidamente pelas Américas, uma vez que seus vetores, os mosquitos A. albopictus e A. aegypti, se encontram amplamente disseminados pela região”, afirma Faria. Para Nunes, os altos índices de infestação dos mosquitos vetores, associado ao grande número de pessoas não imunes ao vírus e à intensa mobilidade humana, são fatores alarmantes para a disseminação do vírus no Brasil.

Até 7 de março, o Ministério da Saúde registrou 224,1 mil casos de dengue no país. O aumento é de 162% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 85,4 mil casos. No mesmo período, foram confirmados 1.049 casos autóctones de febre chikungunya, principalmente na Bahia e do Amapá. A febre chikungunya provoca sintomas semelhantes aos da dengue, mas as dores articulares fortes surgem quase imediatamente, sobretudo nas mãos e nos pés. Essas dores podem continuar por semanas ou meses.

Artigo científico
 
NUNES, M. R. T. et al. Emergence and potential for spread of Chikungunya virus in Brazil. BMC Medicine. v. 13, n. 102. mai 2015

Pesquisadores criam método que permite detectar Zika em sangue de transfusão

Hemocentro de São Paulo usará teste desenvolvido com apoio da FAPESP para triar bolsas destinadas a gestantes e a transfusões intrauterinas 

KARINA TOLEDO | Edição Online 0:43 6 de fevereiro de 2016

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Sangue destinado a gestantes deverá ser testado
Sangue destinado a gestantes deverá ser testado
Agência FAPESP

Um método para detectar a presença do vírus Zika no sangue usado em transfusões foi desenvolvido no âmbito de um projeto apoiado pela FAPESP e coordenado por José Eduardo Levi, chefe do Departamento de Biologia Molecular da Fundação Pró-Sangue/Hemocentro de São Paulo – instituição ligada à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

De acordo com o pesquisador, inicialmente, a metodologia seria indicada apenas para a triagem de bolsas de sangue destinadas a gestantes ou a transfusões intrauterinas (nas quais o sangue é transfundido diretamente no feto). A iniciativa é medida de precaução, já que não existe confirmação de que a transmissão transfusional do vírus represente risco ao feto.
“No caso do Zika, a grande preocupação é com grávidas e fetos. Achamos que não seria boa ideia, nesses casos, usar sangue com risco de ter o vírus. Nossa proposta foi fazer um teste para ser usado em um pequeno número de bolsas de sangue – 0,16% do estoque do banco de sangue – destinado a esse público-alvo. Pretendemos começar a aplicar o teste no Hemocentro de São Paulo logo após o Carnaval”, afirmou.

Desde o início da epidemia de Zika no Brasil, em 2015, pelo menos dois casos de transmissão por meio de transfusão sanguínea foram confirmados no Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), interior de São Paulo.

Em relação à dengue, já é conhecida a possibilidade de ocorrer transmissão transfusional. Segundo Levi, estima-se que até 1% dos doadores de sangue – nos períodos de pico epidêmico – sejam positivos para o vírus da dengue no momento da doação, mas não é feita nenhum tipo de triagem laboratorial.
“Isso nunca foi considerado um problema, pois, na maioria das vezes, o receptor do sangue nem sequer chega a desenvolver a doença. No Brasil, nunca foi detectado um caso grave de dengue transfusional. Esse primeiro receptor contaminado com Zika em Campinas também não apresentou sintomas da doença, embora tenha sido confirmada a presença do vírus em seu sangue (o segundo paciente morreu em decorrência dos ferimentos por arma de fogo que levaram à necessidade de transfusão). De maneira geral, ainda não há evidências de que o vírus Zika seja algo problemático do ponto de vista transfusional, com exceção das grávidas”, explicou o pesquisador. “Não temos evidência, por exemplo, de que o Zika adquirido pela via transfusional possa causar microcefalia, mas acreditamos que exista uma alta probabilidade de que isso ocorra.”

Levi também é professor do Instituto de Medicina Tropical da USP e integra a chamada Rede Zika – grupo articulado de maneira emergencial no último mês de dezembro, sob a coordenação do professor Paolo Zanotto, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, para tratar de questões relacionadas à epidemia de Zika e aos crescentes casos de microcefalia associados.
“Já estava em andamento um projeto, apoiado pela FAPESP, dedicado à prevenção da transmissão transfusional da malária no Estado de São Paulo. Em dezembro, solicitamos um recurso adicional que foi usado no desenvolvimento do teste para detectar o vírus Zika”, contou Levi.

A metodologia alia um método de biologia molecular conhecido como PCR (reação em cadeia da polimerase) em tempo real a protocolos desenvolvidos no Centro de Controle de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, para detecção do vírus Zika.

“O protocolo do CDC sugere alguns reagentes específicos, primers e sondas, já testados e aprovados para detecção do vírus Zika usando PCR em tempo real. Fizemos algumas adaptações nesse protocolo aqui no Hemocentro de São Paulo”, contou.
A validação do método foi feita com controles positivos (isolados do vírus cultivados em laboratório que servem para confirmar se o que está sendo detectado é de fato o vírus Zika) fornecidos por pesquisadores da Rede Zika.

“Depois validamos também no plasma do receptor contaminado por transfusão – gentilmente cedido pelo dr. Marcelo Addas, do Hemocentro da Unicamp. Como obtivemos sucesso, já distribuímos o método para a Rede Zika, para quem quiser usar”, contou Levi.

Diante da falta de evidências sobre a importância de triar todo o sangue doado para a presença do vírus Zika, avaliou Levi, não h

“Estamos observando atentamente a evolução dos casos e, se forem surgindo evidências de que isso é necessário, vamos batalhar para obter mais recursos. Por enquanto o que entendemos prudente é triar apenas essa pequena parcela”, avaliou.
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[PaleoOrnithology • 2016] 

Dromornis murrayi • The Extinct Flightless Mihirungs (Aves, Dromornithidae): Cranial Anatomy, A New Species, and Assessment of Oligo-Miocene Lineage Diversity

ABSTRACT
Giant flightless fowl (Aves, Dromornithidae) similar to the Northern Hemisphere gastornithids and weighing up to 350–650 kg evolved on Gondwana and existed in what is now Australia from the Eocene to the late Quaternary. Understanding cranial morphology of dromornithids has until now been based almost wholly on species of Dromornis, with that of species in three other genera either previously unknown or very fragmentary. Here we rectify this deficiency and describe a well-preserved cranium from the middle Miocene Bullock Creek Local Fauna referred to Ilbandornis woodburnei, rich, fragmentary crania, quadrates, pterygoids, and mandibles for the Oligo-Miocene Barawertornis tedfordi Rich, and additional material of the species of Ilbandornis. The morphological similarity of this cranial material suggests that the emu-sized B. tedfordi is a smaller precursor to and differs little from species of IlbandornisDromornis murrayi, n. sp., from late Oligocene–Early Miocene sites at Riversleigh, based on cranial and postcranial elements, is the oldest and smallest species in its genus. Placed in the context of other data, these observations suggest that the dromornithids comprised only two lineages throughout the Oligo-Miocene. The Barawertornis-Ilbandornis lineage attained maximum diversity in the middle Miocene Bullock Creek and late Miocene Alcoota local faunas (LF), with two species in each, but the Dromornis lineage seems to have been monotypic throughout its temporal range. The low diversity of these giant galloanseres in Australia mirrors that of the giant herbivorous ratites (ostriches and kin), which similarly have low diversity where they coevolved with diverse mammalian faunas.
Dromornis murrayi, A newly discovered flightless bird, reached 1.5 metres high and weighed up to 250 kilograms.
Illustration: Brian Choo/ Flinders University
Trevor H. Worthy, Warren D. Handley, Michael Archer and Suzanne J. Hand. 2016. The Extinct Flightless Mihirungs (Aves, Dromornithidae): Cranial Anatomy, A New Species, and Assessment of Oligo-Miocene Lineage Diversity. Journal of Vertebrate Paleontology.  DOI: 10.1080/02724634.2015.1031345
Researcher discovers ancestor of biggest bird ever http://phy.so/375346820 via @physorg_com

[PaleoIchthyology • 2016]  

Venusichthys comptus • A Middle Triassic Stem-Neopterygian Fish from China shows Remarkable Secondary Sexual Characteristics

 Venusichthys comptus 
Xu & Zhao, 2016
Abstract
Secondary sexual characteristics are features that appear at sexual maturity and distinguish the two sexes of a species. They are readily observed and studied in living animals, but the phenomenon is rather more difficult to identify in fossil taxa. Here we report a new sexually dimorphic stem-neopterygian fish, Venusichthys comptus gen. et sp. nov., based on 30 exceptionally well-preserved specimens from the Middle Triassic (Pelsonian, Anisian) Luoping Lagerstätte of eastern Yunnan, China. The discovery represents the oldest known secondary sexual characteristics in Neopterygii. These characteristics, including pointed tubercles on cranial bones, scales and fins, and hook-like contact organ anterior to the anal fin, have three inferred primary functions: maintenance of body contact between the sexes during prespawning behavior or spawning; stimulation of the females during breeding; and defense of nests and territories. Lacking a specialized anal fin in the presumed males, Venusichthys would likely have a different reproductive strategy from peltopleurids and other potentially viviparous stem-neopterygians. Moreover, Venusichthys shows a unique character combination distinguished from any other stem-neopterygian families and consequently represents a new family of this clade. As such, the new finding provides an important addition for understanding the behavior, reproduction, and early diversification of Neopterygii.

Keywords: Sexual dimorphism; Breeding tubercles; Venusichthyidae; Neopterygii; Actinopterygii
Systematic paleontology
Neopterygii Regan, 1923
Venusichthyidae fam. nov.

    Venusichthys comptus gen. et sp. nov.

Etymology: The genus epithet is from Latin venus, meaning goddess of love, and ichthys, meaning fish. The species epithet is from Latin comptus, meaning ornamental.

Holotype: A nearly complete skeleton of presumed female deposited at the collection of the Institute of Vertebrate Paleontology and Paleoanthropology (IVPP), Chinese Academy of Sciences. V20010. Standard length is 31 mm.
Referred specimens: IVPP V20011–20034, 20055–20058; ZMNH (Zhejiang Museum of Natural History, Hangzhou, China) M1695.

Type locality and horizon: Luoping, Yunnan, China; second (upper) member of Guanling Formation, Pelsonian, Anisian, Middle Triassic.
Diagnosis: A new stem-neopterygian diagnosed by the following combination of features: presence of pointed anterior process of rostral; absence of supraorbitals; quadratomandibular articulation slightly anterior to middle line of orbit; maxilla notably longer than lower jaw; presence of tubercles and contact organ in presumed males; two preopercular elements on each side; two pairs of branchiostegal rays; anterior lateral line scales six times deeper than wide; dorsal fin larger than anal fin; 24 principal caudal fin rays; and squamation formula of D14/P7, A13, C31/T37.
Guang-Hui Xu and Li-Jun Zhao. 2016. A Middle Triassic Stem-Neopterygian Fish from China shows Remarkable Secondary Sexual Characteristics. Science Bulletin. 61(4); 338-344. DOI: 10.1007/s11434-016-1007-0
摘要: 第二性征是动物在性成熟所表现的、可以用来分辨物种性别的特征。第二性征比较容易在现生物种中观察到,但是它们很难在化石中识别。根据采集于云南罗平中三叠世安尼期海相地层的三十块鱼化石,本文报道了基干新鳍鱼的一个新属种:多饰维纳斯鱼 (Venusichthys comptus)。 维纳斯鱼具有明显的性双型:成年雄鱼具有第二性征,包括雄鱼头部、鳞片和鳍条上的尖突,以及臀鳍前面钩状的接触器。这些第二性征可能用于增进雌、雄鱼体产 卵前或产卵中的身体接触,刺激雌鱼排卵,以及保护巢穴和领地。维纳斯鱼不具有肋鳞鱼类或其它卵胎生鱼类那样特化的臀鳍,它的生殖方式可能不是卵胎生的。维 纳斯鱼代表了新鳍鱼类第二性征的最早记录,它的发现为了解新鳍鱼类的行为、繁殖方式和早期分异提供了重要信息。

Neopterygian Fish with Secondary Sexual Characteristics Found from Middle Triassic of China

[Paleontology • 2016]  

Fukuivenator paradoxus • A Bizarre Theropod from the Early Cretaceous of Japan Highlighting Mosaic Evolution among Coelurosaurians

Fukuivenator paradoxus
Azuma, Xu, Shibata, Kawabe, Miyata & Imai, 2016

Figure 1: Skeletal silhouette of FPDM-V8461 and the stratigraphic section of the Lower Cretaceous Kitadani Formation in the Kitadani Dinosaur Quarry.
Abstract
Our understanding of coelurosaurian evolution, particularly of bird origins, has been greatly improved, mainly due to numerous recently discovered fossils worldwide. Nearly all these discoveries are referable to the previously known coelurosaurian subgroups. Here, we report a new theropod, Fukuivenator paradoxus, gen. et sp. nov., based on a nearly complete specimen from the Lower Cretaceous Kitadani Formation of the Tetori Group, Fukui, Japan. While Fukuivenator possesses a large number of morphological features unknown in any other theropod, it has a combination of primitive and derived features seen in different theropod subgroups, notably dromaeosaurid dinosaurs. Computed-tomography data indicate that Fukuivenator possesses inner ears whose morphology is intermediate between those of birds and non-avian dinosaurs. Our phylogenetic analysis recovers Fukuivenator as a basally branching maniraptoran theropod, yet is unable to refer it to any known coelurosaurian subgroups. The discovery of Fukuivenator considerably increases the morphological disparity of coelurosaurian dinosaurs and highlights the high levels of homoplasy in coelurosaurian evolution.
Systematic palaeontology
Dinosauria Owen, 1842
Theropoda Marsh, 1881
Maniraptora Gauthier, 1986

Fukuivenator paradoxus gen. et sp. nov.
Etymology: Fukui” refers to Fukui Prefecture in the central Japan, where the specimen was recovered; “venator”, a Latin word for hunter; the species name refers to the surprising combination of characters in this theropod dinosaur.
Figure 2: Cranial skeletal morphology of FPDM-V8461.
 (a) Partial right premaxilla in lateral view. (b) Partial left maxilla in lateral view. (c) Partial left lacrimal in lateral view. (d) Right frontal in dorsal view. (e) Right postorbital in lateral view. (f) Left squamosal in lateral view. (g) Partial right dentary in lateral view.
Scale bar = 10 mm. Abbreviations: aofe, antorbital fenestra; en, external naris; mxfe; maxillary fenestra, prfe; premaxillary fenestra.   DOI: 10.1038/srep20478
Figure 1: Skeletal silhouette of FPDM-V8461 and the stratigraphic section of the Lower Cretaceous Kitadani Formation in the Kitadani Dinosaur Quarry.
Holotype: FPDM-V8461 (Fukui Prefectural Dinosaur Museum), a disarticulated but closely associated skeleton found within a 50 by 50 cm area, preserved elements include: incomplete right premaxilla with two isolated premaxillary teeth, left maxilla with one isolated and four intact teeth, left lacrimal, right jugal, right postorbital, left squamosal, both frontals, braincase, possible left ectopterygoid, left pterygoid, right palatine, posterior part of right dentary with two intact dentary teeth, eight cervical vertebrae, 10 dorsal vertebrae, five sacral vertebrae, and 30 caudal vertebrae, several cervical ribs, dorsal ribs, gastralia and chevrons, nearly complete scapulas and coracoids, most of both forelimbs, portions of both pubes, partial left ischium, and nearly complete hindlimbs (Fig. 1).
Figure 1: Skeletal silhouette of FPDM-V8461 and the stratigraphic section of the Lower Cretaceous Kitadani Formation in the Kitadani Dinosaur Quarry.
Skeletal silhouette shows preserved bones in dark grey and missing bones in light grey. Positions of notable fossils including FPDM-V8461 are shown in the stratigraphic section.
 Scale bar = 50 mm. Abbreviations: cl, claystone; sl, siltstone; vfs, very fine sandstone; fs, fine sandstone; ms, medium sandstone; cs, coarse sandstone.   DOI: 10.1038/srep20478
Type locality and horizon: FPDM-V8461 was found in the Kitadani Dinosaur Quarry, which is on the Sugiyama River in the northern part of the city of Katsuyama, Fukui, Japan (36° 7′ 17.9″ N, 136° 32′ 41.4″ E) (see Supplementary Figs. S1 for quarry maps, and S2 for a field photograph). The quarry is locally referred to the Lower Cretaceous Kitadani Formation (Akaiwa Subgroup, Tetori Group). The age of the Kitadani Formation could be assigned to the Barremian to the Aptian on the basis of occurrences of the freshwater mollusk Nippononaia ryosekiana17 and charophytes18, and radioisotopic dates obtained from related sedimentary units (127–115 Ma?)19.

Diagnosis: A relatively small theropod with the following unique features: 1. unusually large external naris (slightly smaller than antorbital fenestra in dorsoventral height); 2. large premaxillary fenestra subequal in size to maxillary fenestra; 3. large oval lacrimal pneumatic recess posterodorsal to the maxillary fenestra on antorbital fossa medial wall; 4. lacrimal with a distinct groove on lateral surface of anterior process and a ridge on lateral surface of descending process; 5. postorbital frontal process with T-shaped-cross section and laterally-flanged squamosal process; 6. an elongate tubercle on posterior surface of basal tuber of the basicranial region; 7. highly heterodont dentition featuring robust unserrated teeth including small spatulate anterior teeth, large and posteriorly curved middle teeth, and small and nearly symmetrical posterior teeth; 8. cervical vertebrae with a complex lamina system surrounding the neural canal resulting in deep and wide grooves for interspinous ligaments and additional deep sockets; 9. anterior cervical vertebrae with interprezygapophyseal, postzygadiapophyseal, prezygadiapohyseal, and interpostzygapophyseal laminae connecting to each other to form an extensive platform; 10. anterior and middle cervical vertebrae with transversely bifid neural spines; 11. dorsal, sacral, and anterior caudal vertebrae with strongly laterally curved hyposphene and centropostzygapophyseal laminae that, together with the postzygapophyseal facet, form a socket-like structure for receiving the prezygapophysis; 12. dorsoventrally bifurcated sacral ribs; 13. caudal zygapophyseal facets expanded to be substantially wider than the zygapophyseal processes; and 14. middle caudal vertebrae with transversely and distally bifid prezygapophyses.
 Yoichi Azuma, Xing Xu, Masateru Shibata, Soichiro Kawabe, Kazunori Miyata and Takuya Imai. 2016.  A Bizarre Theropod from the Early Cretaceous of Japan Highlighting Mosaic Evolution among Coelurosaurians. Scientific Reports.  6(20478); DOI: 10.1038/srep20478

Desafio de química

Jogo de tabuleiro online permite que alunos respondam a questões sobre atomística; professores podem acompanhar os resultados pela internet. 

 
Por: João Paulo Rossini
Publicado em 02/03/2016 | Atualizado em 02/03/2016
Desafio de química
Tabuleiro do Ludo Atomística: jogo tem 200 perguntas sobre modelos atômicos, elementos químicos, distribuição eletrônica e íons. (imagem: reprodução.

http://portal.ludoeducativo.com.br/pt/
 
Ensinar as propriedades dos átomos pode ficar mais fácil e divertido com o game Ludo Atomística. A iniciativa é parte do portal Ludo Educativo e tem como objetivo transmitir conteúdos sobre as propriedades dos átomos de forma lúdica e prazerosa. São 200 questões de múltipla escolha área de atomística.
O projeto teve início em 2013, a partir da dissertação do químico Marcelo Fernandes na Universidade Federal de São Carlos. O funcionamento não tem mistérios: ao caminhar pelo tabuleiro, o jogador deve responder a uma ordem aleatória de perguntas, com o objetivo de chegar à casa final.

Os estudantes que testaram o jogo aprovaram a experiência. Segundo Fernandes, uma pesquisa com alunos de seis turmas do ensino médio da Escola Estadual Capitão Agenor de Carvalho, no município de Estiva Gerbi, em São Paulo, revelou que 83% dos entrevistados consideraram o game importante para a aprendizagem. “Eles estavam abertos a essa mudança na maneira de aprender, porque o jogo é uma linguagem comum aos jovens”, acredita.

De acordo Fernandes, que também é professor de química da educação básica, aproximadamente 500 de seus alunos estão jogando o Ludo Atomística. Além disso, ele estima que haja milhares de jogadores pelo país, já que o game é gratuito e de simples acesso: basta se cadastrar no site do projeto e começar a desafiar seus conhecimentos.

Funcionalidades para professores

Há ainda diversas funcionalidades pensadas especialmente para professores, como a possibilidade de abrir turmas no site, avaliar o desempenho dos alunos e a frequência com que jogaram. É possível, inclusive, identificar as questões erradas, ferramenta que pode contribuir para o reforço de determinados conteúdos em sala de aula.

Para Eduardo Küll, pesquisador da área de jogos e atividades lúdicas no ensino de química e professor do Colégio Interativo, de Araraquara (SP), o jogo contempla valores lúdicos esquecidos aos poucos pela atual metodologia da maioria das escolas. “O jogo é uma ferramenta didática e tira o estudante da rotina de aulas enfadonhas e treinos para os vestibulares. Os alunos aderiram por vontade própria e curiosidade”, conta o professor.

João Paulo Rossini
Instituto Ciência Hoje/RJ

quarta-feira, 2 de março de 2016

FUNCIONÁRIOS CRIMINOSOS DO MEIO AMBIENTE

DIVULGUEM!!

Ex-executivos do Ibama denunciados por irregularidades




O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília (DF) denunciou à Justiça dois ex-gestores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama): Roberto Messias Franco, ex-presidente do órgão, e Sebastião Custódio Pires, ex-diretor de licenciamento ambiental. Em 2008, os denunciados concederam licença para a instalação da usina hidrelétrica Jirau em desacordo com as normas ambientais e pareceres técnicos do Ibama. O empreendimento faz parte do Complexo do Rio Madeira, localizado no Rio Amazonas e que inclui a usina Santo Antônio. Para o MPF, além de expedir o licenciamento irregular, Roberto Franco ainda permitiu a supressão vegetal no local, contrariando nota técnica do Instituto que alertava sobre a proibição de qualquer corte de vegetação nativa em área de preservação permanente.

Em relação à hidrelétrica Jirau, o consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR) venceu o leilão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que concedia a exploração da usina. Com a assinatura do contrato, a empresa apresentou ao Ibama o plano básico ambiental específico do canteiro de obra. O MPF apurou que a intenção era conseguir a concessão da licença de instalação de forma parcial e, dessa modo, dividir a implantação do empreendimento em etapas.

No entanto, a fragmentação do processo não está prevista na legislação ambiental.
Na ação penal, o Ministério Público cita, ainda, a existência de um parecer elaborado por técnicos do Ibama, que demonstraram, de forma clara, que a modalidade de licença de instalação ambiental fragmentada não era comum. No mesmo documento, foi solicitada uma analise jurídica da situação. Mesmo com essas ressalvas, Sebastião Pires recomendou a licença de instalação e Roberto Franco expediu a autorização à ESBR.
O documento enviado à Justiça também revela que, durante as investigações preliminares, a 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF emitiu parecer pericial sobre o caso. O órgão, que trata de questões ambientais, confirmou a irregularidade no procedimento liberado pelo Ibama. De acordo com a manifestação, a concessão da licença parcial, além de ferir a lei, também fragmentou o licenciamento em uma das mais importantes fases do processo. “Deve-se ressaltar que o licenciamento ambiental, apesar de estar dividido em três fases distintas, não deve ser realizado isoladamente, sendo necessária a concretização de um estudo comum, uma abordagem única e completa de toda a obra a ser licenciada”, expõe o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes em um dos trechos da ação.
Além dessa irregularidade, o MPF ainda aponta outro detalhe que foi ignorado pelos ex-gestores ao conceder a permissão. É que, no contrato firmado com a Aneel, a ESBR solicitou a mudança da localização do eixo da barragem a uma distância de 12,5 quilômetros do local licitado e originalmente previsto em dois estudos: de viabilidade e de impacto ambiental. Também nesse caso, notas técnicas do Ibama indicaram que a alteração poderia causar diversas consequências ambientais negativas.

Os analistas do Instituto avaliaram a solicitação e concluíram que a ESBR teria que realizar estudos complementares para que fosse possível analisar adequadamente a modificação do eixo da hidrelétrica Jirau. O Ministério Público verificou que foram apresentados estudos incompletos, deixando de atender diversos aspectos que haviam sido exigidos. Apesar de terem conhecimento dos pareceres e sem que as pendências fossem efetivamente resolvidas, Roberto Franco e Sebastião Pires concordaram com alteração da localização.

Em relação à supressão indevida de vegetação, o MPF atribui a irregularidade a Roberto Franco, responsável por permitir a intervenção ambiental em área de preservação permanente. A medida foi executada, desconsiderando uma nota técnica do Ibama que assinalava a proibição – prevista em lei – da supressão. “Importa salientar que, na qualidade de principal representante do Ibama à época, o denunciado, Roberto Messias Franco, tinha, no mínimo, o dever funcional de conhecer e proceder segundo as normas que disciplinam a outorga de licenças e autorizações ambientais”, frisa o procurador da República.
O MPF pede que os denunciados respondam com base no artigo 67 da lei de crimes ambientais (9.605/98). No caso de Roberto Franco, houve a repetição do tipo penal por duas vezes, o que pode elevar a punição. A norma determina pena de detenção de um a três anos, além de multa.
Clique aqui para ter acesso à íntegra da ação.
EcoDebate - 01/03/2016